A Atuação da Enfermagem nos Cuidados Paliativos Oncológicos
Authors/Creators
- 1. Graduada em Enfermagem pela Faculdade Integrada de santa Maria/RS (FISMA, 2018), pós graduada em Unidade de Terapia Intensiva pela Faculdade Unyleya (2020-2022), pós graduação Multiprofissional Hemato-onco e cuidados Paliativos pela Faculdade Integrada de Santa Maria - FISMA (em andamento). Técnica em Enfermagem pela Faculdade Santa Clara, Santa Maria/RS (FASCLA,2004).
- 2. Graduanda em Psicologia e Especializanda em Oncologia Hematologia e Cuidados Paliativos pela Faculdade Integrada de Santa Maria
- 3. Coordenadora da Pós graduação em Oncologia Hematologia e Cuidados Paliativos - FISMA e Professora do Curso de Enfermagem da FISMA.
Description
O artigo aborda a atuação da enfermagem nos cuidados paliativos oncológicos, destacando sua relevância na promoção da qualidade de vida de pacientes com câncer e de seus familiares diante de doenças ameaçadoras da continuidade da vida. Os cuidados paliativos são apresentados como uma abordagem que visa o alívio do sofrimento físico, psicológico, social e espiritual, não se restringindo apenas à fase terminal, mas integrando-se ao cuidado desde o diagnóstico de doenças graves e progressivas. Nesse contexto, a enfermagem ocupa posição central, por manter contato contínuo com o paciente e a família, assumindo responsabilidades que vão além do cuidado técnico, como o acolhimento, a escuta qualificada e o suporte emocional. O estudo, desenvolvido por meio de uma revisão narrativa da literatura, analisou 18 publicações dos últimos sete anos, evidenciando que os enfermeiros desempenham papel fundamental no manejo de sintomas como dor, náusea, dispneia e fadiga, além da prevenção de infecções, cuidado com feridas e orientação aos familiares quanto à evolução da doença e ao processo de luto. Também se destaca a importância da comunicação terapêutica, do trabalho em equipe multiprofissional e da humanização do cuidado, especialmente em contextos pediátricos, nos quais atividades lúdicas contribuem para o bem-estar da criança. Entretanto, o artigo aponta fragilidades na formação profissional, como a ausência de disciplinas específicas sobre cuidados paliativos na graduação em enfermagem e a escassez de capacitação continuada, o que gera insegurança e desgaste emocional nos profissionais. Conclui-se que o fortalecimento da educação em cuidados paliativos, aliado ao suporte psicológico aos enfermeiros, é essencial para qualificar a assistência, promover um cuidado integral e garantir dignidade no processo de viver e morrer.
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