Published January 16, 2026 | Version v1
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Análise crítica da metodologia ABA na intervenção com crianças com transtorno do espectro autista: Potencialidades e Limitações

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O Transtorno do Espectro Autista (TEA) caracteriza-se por alterações no neurodesenvolvimento que impactam a comunicação, a interação social e o comportamento, demandando intervenções especializadas e baseadas em evidências científicas. Nesse contexto, a Análise do Comportamento Aplicada (Applied Behavior Analysis – ABA) consolidou-se como uma das metodologias mais utilizadas na intervenção com crianças autistas, sendo amplamente reconhecida por seus resultados no desenvolvimento de habilidades funcionais.

O presente artigo tem como objetivo realizar uma análise crítica da metodologia ABA na intervenção com crianças com Transtorno do Espectro Autista, discutindo suas potencialidades e limitações à luz da literatura científica. Trata-se de um estudo de caráter qualitativo, fundamentado em revisão bibliográfica de obras e artigos nacionais e internacionais que abordam a aplicação da ABA, o desenvolvimento infantil, a ética nas intervenções e os princípios da neurodiversidade. Os resultados da análise indicam que a metodologia ABA apresenta contribuições significativas para o desenvolvimento de habilidades comunicativas, sociais e adaptativas, especialmente quando aplicada de forma precoce, individualizada e orientada por profissionais qualificados. Entretanto, também foram identificadas limitações relacionadas ao risco de práticas mecanizadas, à padronização comportamental excessiva e a desafios éticos que podem comprometer a subjetividade, a autonomia e o bem-estar emocional da criança autista. Conclui-se que a metodologia ABA não deve ser compreendida como uma intervenção única ou universal, mas como uma ferramenta possível dentro de um conjunto mais amplo de estratégias terapêuticas. Sua utilização requer uma postura crítica, ética e integrativa, alinhada aos princípios da neurodiversidade, da inclusão e do cuidado humanizado, de modo a promover intervenções que respeitem a singularidade e a dignidade da criança com Transtorno do Espectro Autista.

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