Published January 8, 2018 | Version v1

SUPLEMENTAÇÃO DE ASTAXANTINA EM RAÇÃO COMERCIAL EXTRUSADA NA ALIMENTAÇÃO DE POMACEA DIFUSA

Description

Popularmente conhecidos como ampulárias esses moluscos gastrópodes são usualmente cultivados como organismos ornamentais em várias partes do mundo. A coloração desses animais é um dos pontos que atrai os seus admiradores e estimula sua aquisição no mercado. O pigmento mais difundido como suplemento para intensificação de cor em organismos aquáticos é a astaxantina. Ainda não existem rações específicas para a ampulária, reforçando a necessidade de testar alternativas de alimentos e suplementos que melhorem o desempenho produtivo e a atratividade do animal. Os objetivos desse estudo foram mensurar a capacidade de acumulação de astaxantina sintética em diferentes níveis de inclusão na dieta de Pomacea diffusa em sua influência na concentração do pigmento e nos índices zootécnicos ao final do cultivo e verificar a influência da mudança da dieta de ração de peixes para ração de camarão na condição corporal dos moluscos em comparação com o início do trabalho. Foram testados seis tratamentos com ração suplementada com 0, 25, 50, 100, 200, 400 mg/kg de astaxantina sintética em animais de 0,60±0,23 g de peso. Durante os 60 dias de cultivo foram mensurados os índices zootécnicos: Taxa de crescimento específico, conversão alimentar aparente, eficiência alimentar, ganho de peso, ganho de altura, ganho de comprimento e também auferidas a concentração de astaxantina e muscular e fator de condição (Kr). As ampulárias alimentadas com ração comercial extrusada para camarão marinho apresentaram baixos índices de conversão alimentar, altos índices de eficiência alimentar e fator de condição acima da média inicial, o que demonstra que esse alimento pode ser utilizado para seu cultivo. A suplementação dietética de astaxantina sintética não resultou em aumento significativo da concentração desse pigmento na musculatura do gastrópode. 

Files

SUPLEMENTAÇÃO DE ASTAXANTINA EM RAÇÃO COMERCIAL EXTRUSADA NA ALIMENTAÇÃO DE POMACEA DIFUSA.pdf