ANÁLISE TÉCNICO-CRÍTICA DA BNCC (BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR)
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Este ensaio não é um pedido de aprovação acadêmica, tampouco busca legitimação junto às universidades públicas brasileiras, hoje amplamente hegemonizadas por militantes e correntes ideológicas de esquerda. Trata-se de uma denúncia pedagógica, dirigida a professores, educadores e cidadãos que testemunham, há décadas, a degradação sistemática do ensino no Brasil.
A transformação da escola pública em espaço de militância política não ocorreu por acaso, nem de forma espontânea. Ela é resultado de um processo histórico contínuo, iniciado no século XX, intensificado por correntes pedagógicas inspiradas na Escola Nova, no pensamento de Paulo Freire e em vertentes marxistas da educação, que progressivamente substituíram o ensino diretivo, metodológico e técnico por práticas coletivistas, dialógicas e ideológicas.
Ao longo desse processo, o professor foi esvaziado de sua autoridade intelectual, o aluno foi privado do domínio da técnica, do método e do conhecimento sistemático, e a escola foi convertida em palco de panfletagem política, sob o disfarce de “protagonismo”, “autonomia” e “educação libertadora”.
Este texto é, portanto, um grito de alerta e de liberdade pedagógica. Uma convocação ao retorno do ensino estruturado, progressivo, didático e metódico — aquele que forma indivíduos capazes de ler, escrever, pensar, calcular e compreender o mundo com autonomia real, e não com slogans ideológicos.
Não se trata de nostalgia, mas de responsabilidade histórica. Onde o ensino foi abandonado, a ignorância prosperou. Onde o método foi demonizado, o fracasso escolar se naturalizou. Este ensaio existe para registrar essa verdade e romper o silêncio imposto pelo consenso ideológico.
Este artigo analisa a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) à luz de suas orientações metodológicas voltadas à participação, ao diálogo e ao trabalho coletivo. Com base em trechos que mencionam explicitamente rodas de conversa e práticas de aprendizagem colaborativas, o estudo observa a substituição de abordagens tradicionais, centradas na sistematização, na técnica, no aprendizado progressivo, que é feito passo a passo, na didática, no método, tudo isso sendo trocado por metodologias que priorizam a oralidade, a convivência e o debate. A análise demonstra que há uma redução da ênfase no ensino formal da gramática, ortografia e da escrita normativa, o que impacta o desenvolvimento técnico da linguagem. Além da redução da gramática, da sintaxe e da ortografia, as orientações da BNCC direcionam o ensino para uma redução significativa de regras e exercícios de matemática, estruturado em lógica e exata, além de diminuir significativamente o estudo de outras disciplinas como história, geografia, ciências, pois não existe um direcionamento para que o aluno identifique regras, datas, períodos da história, sabendo identificar regras gramaticais, ortografia, sintaxe, nem existe direcionamento do ensino para que o estudante identifique interprete governos, culturas, geopolítica, biologia, ciências, química, filosofia, etc., mas, ao invés disso, é valorizado rodas de conversas, debates, exposições de ideias e opiniões, reduzindo o papel do professor, relativizando o mérito e valorizando opiniões de colegas, ao invés da valorização do conhecimento, de regras claras, como equações, regra de três, tabela periódica, conjugações verbais, sintaxe, etc.
A BNCC foi estruturada a partir das concepções de vertentes educacionais marxistas, como a Escola Nova, trazida para o Brasil por Anísio Teixeira, que queria uma educação pública laica, diferente da educação jesuítica, onde Anísio Teixeira acreditava que a educação pública deveria combater a burguesia, fomentar a luta de classes, uma escola de transformação social, que rompesse com os parâmetros da educação tradicional, daí o excesso das chamadas metodologias ativas, onde o aluno participa muito, mas escreve pouco, onde é suprimido o exercício em troca da participação, o que para mim não é ativo, mas passivo, visto que o aluno participa sem saber, sem ter conhecimento, sem ter técnica. A Escola Nova é um dos pilares da BNCC. Outro pilar são as obras de Paulo Freire, onde Freire coloca o professor que ensino como depositante e o aluno que gosta de estudar e fazer exercícios como depositário, ridicularizando o professor e o ensino diretivo e metódico. Outros pilares são os pensadores marxistas da educação, que coloco na parte histórica da BNCC nesse artigo.
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Com capa e contracapa Análise Técnico Crítica da BNCC livro.pdf
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- Other (Indo-Portuguese)
- ENSAIO CRÍTICO DE DENÚNCIA PEDAGÓGICA