GEOECONOMIA E POLÍTICA INDUSTRIAL: O CASO DA NOVA INDÚSTRIA BRASIL (NIB)
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A dinâmica geoeconômica global tem estimulado a ressurgência da política industrial e suas ferramentas para a superação da dependência de cadeias globais. Tanto países desenvolvidos quanto países em desenvolvimento resgataram a política industrial para relocalizar indústrias estratégicas (reshoring), diversificar fornecedores e garantir autonomia em setores críticos. Embora esta estratégia se alinhe ao 9º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) - que visa construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável, fomentar a inovação, apoiar o desenvolvimento econômico e o bem-estar humano com foco no acesso equitativo e a preços acessíveis, reabilitar as indústrias para torná-las sustentáveis, melhorar as capacidades tecnológicas de setores industriais em todos os países e promover a diversificação industrial e a agregação de valor às commodities – seu ressurgimento é uma resposta às vulnerabilidades do sistema internacional contemporâneo, orientado sob lógica da interdependência complexa. O Brasil lançou em janeiro de 2024 a Nova Indústria Brasil (NIB), visando promover a sua reindustrialização por meio de metas específicas para seis missões, abrangendo os setores de infraestrutura, moradia e mobilidade; agroindústria; complexo industrial de saúde; transformação digital; bioeconomia e transição energética; e tecnologia de defesa. Neste policy brief, são apresentadas reflexões sobre as contribuições da cooperação interagências e governança multinível para a perenidade da política industrial, especialmente em países em desenvolvimento, a fim de que não aprofundem desigualdades ou dinâmicas de exclusão no âmbito doméstico.
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