Herbicidas, plantas espontâneas e o controle biológico de tripes-da-erupção em pomares de banana
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O tripes-da-erupção-do-fruto, Frankliniella brevicaulis Hood (Thysanoptera: Thripidae), destaca-se como praga-chave em bananais no Brasil, causando lesões que comprometem a qualidade comercial e a durabilidade pós-colheita dos frutos. O controle biológico conservativo surge como alternativa promissora para o manejo dessa praga. No entanto, algumas práticas de manejo dos pomares, como o uso de herbicidas, podem reduzir a diversidade do ambiente e prejudicar o funcionamento desses serviços ecossistêmicos. O objetivo deste trabalho foi comparar o nível de puncturas causadas por F. brevicaulis em pomares convencionais de banana com e sem aplicação de herbicidas. Para isso, foram utilizados pomares comerciais localizados em Itajaí-SC (26°57'06,34''S, 48°45'41,33''O), sendo um conduzido com herbicidas registrados para a cultura e outro sem herbicidas, mantendo apenas as plantas espontâneas nativas da área. No momento da colheita, trinta cachos foram avaliados por tratamento, registrando-se os danos nos seis frutos laterais da terceira penca de cada cacho. O número médio de puncturas e erupções foi analisado por meio de ANOVA (teste F). O ambiente manejado com herbicidas apresentou 143,06 ± 13,15 puncturas/fruto, significativamente superior ao ambiente com plantas espontâneas, que apresentou 88,97 ± 7,22 puncturas/fruto (F = 389,49; P < 0,0001). Os resultados destacam a importância da diversificação da paisagem agrícola como estratégia para o controle desse tripes, ao oferecer abrigo e recursos alimentares para inimigos naturais, contribuindo para a redução populacional da praga, conforme já relatado em outros agroecossistemas.
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