EXPERIÊNCIA NA IMPLANTAÇÃO DE PROTOCOLO PARA RASTREIO E DEFINIÇÃO DE CUIDADOS PALIATIVOS EM IDOSOS RESIDENTES EM INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA
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INTRODUÇÃO E OBJETIVOS: O envelhecimento populacional tem intensificado a demanda por cuidados de saúde contínuos, especialmente em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), nas quais é frequente a presença agravos crônicos, elevado grau de fragilidade e dependência funcional entre os residentes. Nesse contexto, os cuidados paliativos são fundamentais para uma abordagem integral do cuidado, explorando a saúde física, social, espiritual e psicológica dos idosos e seus familiares. Este trabalho objetiva relatar a experiência de implantação de um protocolo para rastreio de idosos elegíveis a cuidados paliativos em uma ILPI filantrópica no município de Jataí, Goiás. RELATO DE CASO/EXPERIÊNCIA: O protocolo foi desenvolvido a partir da adaptação dos instrumentos Supportive and Palliative Care Indicators Tool – versão brasileira (SPICT-BR) e Physician Orders for Life-Sustaining Treatment (POLST), contemplando sinais gerais de declínio clínico, parâmetros envolvendo doenças prevalentes na ILPI e diretivas antecipadas para suporte de vida. A intervenção iniciou-se com a capacitação da equipe multiprofissional da ILPI, abordando fundamentos teórico-práticos sobre o tema, questões éticas e a adaptação ao contexto institucional. Na fase piloto, a ferramenta foi aplicada a quatro idosos elegíveis para cuidados paliativos, sob supervisão médica e com discussões semanais voltadas à adequação das condutas. Reuniões individuais com familiares também foram realizadas para a definição de metas e compartilhamento de decisões terapêuticas. Os resultados observados indicaram melhora significativa no controle de sintomas, maior engajamento e compreensão por parte das famílias, redução de internações hospitalares evitáveis e fortalecimento da articulação entre a ILPI e os serviços de saúde municipais, promovendo um cuidado humanizado, interdisciplinar e centrado na pessoa idosa. CONCLUSÕES: A implantação do protocolo demonstrou a importância de condutas baseadas em evidências, destacando a valorização e o respeito à autonomia do paciente idoso, assegurando decisões alinhadas às expectativas e desejos, especialmente no contexto da terminalidade. Ademais, constituiu uma ferramenta para a integração multiprofissional na ILPI, reforçando o diálogo e o alinhamento de condutas terapêuticas.
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