Piscicultura marinha no estado do Pará: contribuições iniciais
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A obra científica examina a produção pesqueira global decorrente da pesca extrativista e a coloca em perspectiva com o avanço da aquicultura, setor que apresenta crescimento contínuo nas últimas décadas. No âmbito internacional, a piscicultura destaca-se pelo cultivo de espécies como o Salmão-do-Atlântico (Salmo salar), peixe-leite (Chanos chanos), tainhas (Mugil spp.), dourada (Sparus aurata), truta-arco-íris (Oncorhynchus mykiss), robalo-europeu (Dicentrarchus labrax), corvina-amarela (Larimichthys crocea), garoupas (Epinephelus spp.) e robalo-japonês (Lateolabrax japonicus), majoritariamente produzidas por países como China, Noruega e Chile. Entre esses grupos, as espécies pertencentes ao gênero Epinephelus constituem um dos principais pilares da piscicultura marinha no continente asiático, tanto em volume produtivo quanto em valor econômico. No contexto brasileiro, apesar da extensa costa marítima e das condições ambientais propícias, o desenvolvimento da piscicultura marinha ainda enfrenta limitações estruturais e tecnológicas, permanecendo concentrado em iniciativas isoladas de instituições públicas e privadas. Na região Norte, especialmente no estado do Pará, observa-se uma ampla faixa litorânea associada a elevada diversidade de peixes marinhos, tradição pesqueira consolidada, ambientes estuarinos favoráveis e demanda regional relevante. Estudos preliminares indicam a viabilidade técnica do cultivo da garoupa-verdadeira (Epinephelus itajara); contudo, os elevados custos de implantação e operação dos sistemas de produção resultam, no cenário atual, em inviabilidade econômica para sua exploração comercial no estado.
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- ISBN
- 978-85-69642-36-7