Modelo Tridimensional da Ancestralidade como Valor Social
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A ancestralidade, enquanto valor social atua como um princípio estruturante das relações sociais, da produção cultural e da identidade coletiva. Seu reconhecimento envolve a preservação da memória e a reinserção ativa dessas referências nos processos contemporâneos de pertencimento e transformação social. Mas, como esse reconhecimento se dá na prática? Como a ancestralidade pode atravessar políticas públicas, estruturas educacionais e expressões culturais sem se tornar um conceito abstrato?
Este capítulo apresenta objetivos e passos para implementação do Modelo Tridimensional da Ancestralidade como Valor Social, com efeitos também em justiça socioambiental (proteção territorial, manejo sustentável, regularização fundiária e governança do comum). Ao final, estão reunidos os quadros com indicadores, checklist de aplicação e salvaguardas, a serem utilizados para monitoramento e proteção das ações aqui propostas.
O primeiro desafio consiste em compreender que a ancestralidade não requer legitimação externa para existir, mas sim condições institucionais e sociais que permitam sua circulação, transmissão e reinvenção nos espaços públicos e nas práticas cotidianas. E esses caminhos podem ser construídos a partir de três eixos essenciais: educação, cultura e políticas públicas, articulados por um eixo transversal de justiça socioambiental (terra, água, floresta, clima), já que território e cuidado são indissociáveis do pertencimento. São nesses eixos que a ancestralidade pode se tornar um princípio orientador, um ponto de apoio para a reconstrução de pertencimentos.
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Identifiers
- ISBN
- 978-85-85320-12-6
Dates
- Available
-
2025-08-16
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