Origem, organização e gastos partidários: o comportamento do PT e PSDB entre 1996-2015
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A pesquisa analisa as estratégias organizacionais de PT e PSDB a partir da
perspectiva dos gastos e transferências de recursos financeiros realizados pela
sede nacional destes partidos entre 1996 e 2015. Parte-se do pressuposto
de que o gasto partidário pode refletir as estratégias organizacionais
da distribuição de poder interno uma vez que a atividade política exige
investimento monetário. Objetiva-se identificar se PT e PSDB possuem
comportamentos distintos na centralização ou não dos recursos financeiros;
além de categorizar os gastos realizados pelos dois partidos no período e
identificar se há diferença por tipo de gasto, o que pode indicar estratégias
organizacionais diferentes. Parte-se de três hipóteses. Na primeira o PSDB
terá maior descentralização dos recursos, transferindo a maior proporção
aos diretórios e candidatos estaduais, municipais e possui menos gastos com
organização e formação, mais com serviços técnicos e eleições. Na segunda,
o PT é mais centralizado, concentra os recursos em nível nacional, como um
partido de massas, e possui mais gastos com organização e formação. Por
fim, na terceira hipótese afirma-se que nos anos em que o partido está no
governo federal há aumento de suas despesas. Para testar tais hipóteses,
realiza-se a categorização e análise dos dados das prestações de contas dos
partidos, declarados ao Tribunal Superior Eleitoral do Brasil, de 1996 a 2015,
comparando a estratégia de gastos dos dois partidos em eleições, estrutura,
formação ideológica, gastos técnicos e transferências. Corroboramos com os
resultados de pesquisas anteriores sobre os dois partidos, confirmando, assim,
a importância de observar as finanças dos partidos para a compreensão de
suas dinâmicas organizacionais.
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