PANORAMA EPIDEMIOLÓGICO DA SÍFILIS EM GESTANTES NA REGIÃO XINGU NO PERÍODO DE 2018 A 2023: UMA ABORDAGEM EM SAÚDE PÚBLICA.
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PANORAMA EPIDEMIOLÓGICO DA SÍFILIS EM GESTANTES NA REGIÃO XINGU NO PERÍODO DE 2018 A 2023: UMA ABORDAGEM EM SAÚDE PÚBLICA.
Autores:
Josiane Batista Rodrigues1, Jeane Oliveira Barbosa2, Ketlen de Moraes Souza3
¹Faculdade de Ciências Humanas e Sociais do Xingu e Amazônia (FACX), curso de Enfermagem
²Faculdade de Ciências Humanas e Sociais do Xingu e Amazônia (FACX), curso de Enfermagem
³Faculdade de Ciências Humanas e Sociais do Xingu e Amazônia (FACX), curso de Enfermagem
Eixo Temático: Saúde Coletiva e Políticas Públicas
Palavras-chave: Sífilis em gestantes; Epidemiologia; Saúde pública.
Introdução: A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) de alta transmissibilidade que representa um grave problema de saúde pública, especialmente durante a gestação, quando pode causar complicações severas para mãe e feto. No Brasil, os casos têm aumentado, com maior incidência na região Norte. No Pará, a taxa de sífilis em gestantes é de 18,6 por mil nascidos vivos, superior à média nacional, evidenciando situação preocupante (BRASIL, 2022). A região Xingu apresenta vulnerabilidades socioeconômicas e dificuldades no acesso a serviços de saúde, o que compromete a prevenção e tratamento (SOUZA et al., 2021). Objetivo: Este estudo objetivou analisar o perfil epidemiológico da sífilis em gestantes na região do Xingu (Pará) no período de 2018 a 2023. Metodologia: Foi realizado um estudo descritivo, quali-quantitativo, com base em dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) via DATASUS. Foram analisados 610 casos notificados de sífilis em gestantes na região Xingu (PA), no período de 2018 a 2023, abrangendo nove municípios. As variáveis consideradas incluíram faixa etária, escolaridade, município de residência e classificação clínica. A análise dos dados foi realizada por meio de estatística descritiva e complementada com análise crítica comparativa com a literatura especializada. Como se trata de dados públicos e secundários, a pesquisa não exigiu aprovação por comitê de ética. Resultados e Análise Crítica: Os resultados indicaram que Altamira concentrou 39,9% dos casos, sugerindo um foco espacial da doença que demanda intervenções focalizadas. A maioria das gestantes infectadas possuía ensino fundamental ou médio completo, indicando que o nível educacional, embora relevante, não garante acesso efetivo às informações e aos serviços de prevenção e tratamento (DOMINGUES et al., 2020). A faixa etária predominante foi de 20 a 39 anos, perfil de maior atividade sexual, porém a presença expressiva de casos entre adolescentes ressalta a vulnerabilidade social, a necessidade de políticas específicas e a importância da educação sexual adequada. A pandemia de COVID-19 impactou negativamente a notificação dos casos em 2020, possivelmente em decorrência da redução do acesso aos serviços de saúde e limitações na vigilância epidemiológica. Em 2023, observou-se redução dos registros, possivelmente relacionada ao fortalecimento das ações preventivas. Conclusão: O estudo revela que que a sífilis em gestantes permanece desafio na região Xingu, influenciada por fatores sociais, educacionais e estruturais. Urge ampliar o rastreamento precoce, investir em educação sexual e reprodutiva e implementar políticas públicas para populações vulneráveis, visando reduzir a incidência e o impacto da doença.
Referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico de Sífilis. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
DOMINGUES, R. M. S. M. et al. Sífilis em gestantes no Brasil: desafios para a atenção pré-natal. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, v. 20, n. 1, p. 23-32, 2020.
SOUZA, R. K. et al. Desafios do acesso à saúde nas comunidades ribeirinhas e indígenas da região do Xingu. Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, v. 16, n. 45, p. 112-119, 2021.
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References
- BRASIL. Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico de Sífilis. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
- DOMINGUES, R. M. S. M. et al. Sífilis em gestantes no Brasil: desafios para a atenção pré-natal. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, v. 20, n. 1, p. 23-32, 2020.
- SOUZA, R. K. et al. Desafios do acesso à saúde nas comunidades ribeirinhas e indígenas da região do Xingu. Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, v. 16, n. 45, p. 112-119, 2021.