Agir Bibliotecário na Ciência aberta – Panorama das bibliotecas universitárias públicas estaduais brasileiras
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O campo científico tem figurado como um ambiente de construções simbólicas, disputas de diferentes cosmovisões, mas principalmente operado como uma dimensão do desenvolvimento e transformação de tecnologias (ideias ou dispositivos) que reverberam no que Pierre Bourdieu denomina: hábitos.
Historicamente, o crivo da ciência, drasticamente deslocado a cenários e processos meticulosos sob uma lógica social sistemática, e, por vezes complexa, que aludi “em verdade” às instâncias do pensamento capazes de produzir um universo de conhecimento que ampare a obtenção de resultados críveis, hoje, é algo essencial e indissociável à cientificidade, ora requisito, ora sinonímia.
A credibilidade conquistada pela ciência é personificada em produtos, que uma vez obtidos a partir dela, carregam consigo modelos científicos para assegurar sua validade através da auditabilidade.
Neste sentido, o lastro científico não se faz exclusivamente de resultados apurados, mas de etapas metodológicas como parte essencial na construção da ciência e sua
ampla comunicação, inclusive, ao próprio ato de pesquisar.
É neste ponto imprescindível ao “fazer ciência” que o presente livro e sua autora atuam de modo assertivo, discutindo o agir do profissional Bibliotecário na conjuntura da Ciência Aberta, tema instigante ao amplo debate acadêmico e atuação profissional, sobretudo ao pensarmos a área de Biblioteconomia e de modo aplicado no papel das Bibliotecas em Universitárias Públicas no Brasil.
De modo singular, faz-se um destaque especial a uma das várias facetas apresentadas na obra como, por exemplo, a brilhante triangulação entre Ciência Aberta, Bibliotecas e Bibliotecários no recorte das Universidades Estaduais Brasileiras. Tal tópico transcende o diálogo fundamental da investigação nas áreas de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação, tornando-se um material estratégico e essencial à compreensão de recursos científicos e informacionais a quem se propõe a
atuar no contexto de cientificidade e preze pela ampliação e melhoria dos canais de curadoria e acesso a dados científicos.
Universidades Públicas Brasileiras consomem e promovem informações científicas de modo singular, pois são impulsionadas pelo ensino, pesquisa e extensão.
Contexto ao qual as Bibliotecas Universitárias também atuam como manifesto pela ciência pública, equitativa e de qualidade.
A autora gabarita em seu texto, fruto de uma pesquisa muito bem instrumentalizada e presenteia as pessoas leitoras com um panorama crítico e revelador
sobre ausências e oportunidades envolvendo a Ciência Aberta e Bibliotecas em Universidades Estaduais Brasileiras.
Campina Grande, PB, 09 de setembro de 2025.
Profa. Dra. Ismaelly Batista dos Santos Silva
Universidade Estadual da Paraíba
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