ULTRASSONOGRAFIA OBSTÉTRICA COM DOPPLER NO RASTREIO DE PRÉECLÂMPSIA DURANTE O PRIMEIRO TRIMESTRE
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INTRODUÇÃO: A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de morbidade e mortalidade materno-neonatal.
Trata-se de uma doença gestacional progressiva e multissistêmica, caracterizada pelo surgimento de
hipertensão arterial (≥140/90 mmHg) e proteinúria (≥300 mg/24h) ou por hipertensão associada a disfunção
orgânica, com ou sem proteinúria, após 20 semanas de gestação em mulheres previamente normotensas. Além
das repercussões maternas, a pré-eclâmpsia compromete o desenvolvimento fetal, podendo levar a óbito. A
ultrassonografia obstétrica (USG) com Doppler permite avaliar a perfusão uteroplacentária e identificar
gestantes com maior risco de desenvolver a doença. A detecção precoce, especialmente no primeiro trimestre,
tem grande impacto na prevenção, pois a introdução do ácido acetilsalicílico (AAS) até a 16ª semana reduz a
incidência em 62-82%. OBJETIVOS: Elaborar uma síntese sobre o USG com Doppler como ferramenta de
maior acurácia para rastreamento da pré-eclâmpsia no primeiro trimestre, destacando sua relevância na
identificação precoce de gestantes em risco e na implementação de profilaxias. METODOLOGIA: Trata-se de
uma revisão sistemática, realizada por buscas na base de dados PubMed, com a hipótese direcionadora: “Qual
a eficácia da USG com Doppler no rastreio precoce da pré-eclâmpsia no primeiro trimestre?”. Foram utilizados
os seguintes descritores: “ultrassonografia obstétrica”, “Doppler”, “pré-eclâmpsia”, “rastreio precoce”. A busca
foi realizada em março de 2025 e incluiu artigos publicados entre 2020 e 2025 em inglês. A pesquisa considerou
apenas estudos clínicos, ensaios controlados randomizados, estudos observacionais e revisões sistemáticas.
Excluíram-se artigos que não estavam diretamente relacionados ao tema, artigos duplicados e estudos com
metodologias inadequadas ao objetivo da pesquisa. Foram encontrados 112 artigos. Após a aplicação dos
critérios de inclusão e exclusão, 16 artigos foram selecionados para leitura dos títulos e resumos. Desses, 2
artigos atenderam aos critérios de elegibilidade. RESULTADOS: Os estudos analisados demonstram que o
ultrassom com Doppler apresenta alta sensibilidade na identificação de alterações na perfusão
uteroplacentária, permitindo a estratificação precoce do risco para pré-eclâmpsia em mais da metade em
nascidos a termo. A detecção no primeiro trimestre possibilita a introdução de estratégias preventivas, como o
uso de AAS, reduzindo significativamente a incidência da doença. Todavia, a previsão da pré-eclâmpsia no
período a termo e pós-parto é limitada, e não existem tratamentos preventivos disponíveis. CONCLUSÃO: A
incorporação do USG com Doppler como ferramenta de rastreio no primeiro trimestre representa um avanço
fundamental na obstetrícia. Sua utilização permite intervenções precoces e eficazes, impactando positivamente
os desfechos materno-fetais ao reduzir complicações associadas à pré-eclâmpsia.
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