Published September 25, 2025 | Version v1
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Supervisão no Ensino Clínico de Enfermagem: Perspetiva dos Estudantes da Licenciatura em Enfermagem

  • 1. ULS São João, EPE, Portugal
  • 2. ULS do Médio Ave, EPE, Portugal
  • 3. ULS do Nordeste, EPE, Portugal
  • 4. ULS Entre Douro e Vouga, EPE, Portugal
  • 5. Insight – Piaget Research Center for Ecological Human Development, Portugal

Description

Introdução: Este trabalho aborda a supervisão no ensino clínico de enfermagem, a partir da perspectiva dos estudantes do 3º e 4º anos da licenciatura. A aprendizagem clínica constitui metade da experiência educativa destes estudantes. Atendendo à multiplicidade de possibilidades de atuação nos mais variados contextos clínicos, os estudantes precisam de ser orientados e apoiados nas suas ações, enquanto futuros profissionais de enfermagem. O papel do supervisor pode ser determinante no sucesso do supervisado. Importa perceber como esta relação ocorre e quais os resultados da mesma. Objetivo: identificar os diferentes contributos da supervisão clínica no processo de aprendizagem dos estudantes do 3.º e 4.º anos da licenciatura em enfermagem. Metodologia: trata-se de um estudo de natureza quanti-qualitativa, transversal e descritivo. Para a recolha dos dados, efetuada em maio de 2023, foi aplicado um inquérito de autopreenchimento a uma amostra não probabilística por conveniência, composta por 22 estudantes de enfermagem que se encontravam a frequentar os 3º e 4º anos da licenciatura, no ano letivo de 2022/2023, na Escola Superior de Saúde Jean Piaget de Vila Nova de Gaia e que tivessem experienciado ensinos clínicos. Resultados: 81,8% dos estudantes não foram acompanhados por enfermeiro com formação em Supervisão Clínica; 59% dos respondentes informaram que os serviços em que estagiaram possuem um programa específico para integração de estudantes e em 55%, não foi disponibilizado um supervisor clínico. Dos inquiridos, 86% considera que o supervisor clínico está preparado para desenvolver o seu papel e considera o acompanhamento suficiente; 41% não concorda ou concorda pouco que o seu “ritmo” de aprendizagem tenha sido respeitado pelo supervisor clínico e 59% concorda que foi inibido durante a prestação de cuidados com a presença do supervisor; 73% referiram que o supervisor clinico se preocupou em criar um bom “clima de trabalho” e mostraram satisfação com o acompanhamento disponibilizado pelo supervisor. Conclusão: os resultados evidenciam que os contextos da prática clínica influenciam o sucesso do processo de aprendizagem e que o supervisor clínico é o pivot de todo esse processo. As competências instrumentais, relacionais e emocionais dos supervisores são fundamentais para gerar um ambiente de aprendizagem saudável, motivador e colaborativo.

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2025