A Política do Fracasso: Trickster e Pedagogias Dissidentes nas brechas do projeto de modernidade.pdf
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Resumo
A dissertação investiga o conceito de fracasso como uma chave interpretativa
para problematizar as promessas de progresso linear e racionalidade que
estruturam a modernidade ocidental. Ao abordar a falha como motor de
reinvenção, a pesquisa enfatiza o potencial crítico da arte em tensionar
dicotomias fundantes, como a separação cartesiana entre mente e mundo,
evidenciando as hierarquias sociais e raciais que sustentam o sujeito moderno
transparente. Mobiliza-se o arquétipo do Trickster como figura que
desestabiliza ordens estabelecidas e revela contradições do sistema.
Elementos como a arquitetura de vidro e os chamados “grandes projetores” são
analisados enquanto símbolos de vigilância, controle e disciplinamento social.
A reflexão propõe ainda a noção de museu-fábrica como metáfora de uma arte
viva, relacional e situada, que rompe com a lógica produtivista e
institucionalizada. Nesse sentido, a atuação do artista enquanto educador e
mediador de saberes localizados emerge como prática emancipatória, capaz
de valorizar processos coletivos e territórios de criação que resistem às formas
hegemônicas de representação, como exemplificado no projeto “A Fonte”.
Assim, a pesquisa articula arte, educação e crítica social, defendendo o
fracasso como estratégia política de fissura e possibilidade de transformação.
Palavras-chave: Arte contemporânea; Trickster; educação artística
Abstract
This dissertation investigates the concept of failure as an interpretative key to
problematize the promises of linear progress and rationality that structure Western
modernity. By approaching failure as a driving force for reinvention, the research
highlights the critical potential of art to challenge foundational dichotomies, such as
the Cartesian separation between mind and world, exposing the social and racial
hierarchies that sustain the transparent modern subject. The Trickster archetype is
mobilized as a figure that destabilizes established orders and reveals systemic
contradictions. Elements such as glass architecture and the so-called “great
projectors” are analyzed as symbols of surveillance, control, and social disciplining.
The reflection further proposes the notion of the museum-factory as a metaphor for a
living, relational, and situated art practice that disrupts the productivist and
institutionalized logic. In this sense, the role of the artist as educator and mediator of
localized knowledge emerges as an emancipatory practice, capable of valuing
collective processes and territories of creation that resist hegemonic forms of
representation, as exemplified by the project “A Fonte.” Thus, this research
articulates art, education, and social critique, defending failure as a political strategy
of rupture and a possibility for transformation.
Keywords: Contemporary art; Trickster; art education;
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2025-08-20