Traços, contingências e algoritmos:notas sobre corpo, técnica e resistência na arquitectura contemporânea.
Authors/Creators
- 1. Arq ID Universidade Lusófona
- 2. CIEBA - Faculdade de Belas-Artes, U. Lisboa
- 3. iA* investigação em Artes – Universidade da Beira Interior
Description
Este texto propõe uma reflexão crítica sobre o impacto das tecnologias digitais, nomeadamente dos algoritmos generativos e das simulações virtuais, na prática arquitectónica contemporânea, destacando o progressivo afastamento entre o corpo humano e o acto criativo. Partindo da hipótese de que a crescente utilização destas tecnologias conduz à exclusão sistemática da contingência e à perda da dimensão sensível e simbólica do desenho arquitectónico, o texto faz um breve excursus sobre as origens históricas deste processo, desde a introdução da régua até à utilização dos sistemas CAD e da inteligência artificial. Fundamentado teoricamente em autores como Benjamin, Baudrillard, Pallasmaa, Pérez-Gómez e Ingold, o artigo identifica o risco da alienação tecnológica e do apagamento das marcas materiais de produção, substituídas por imagens perfeitas e hiper-reais. Em contrapartida, apresenta arquitecturas de resistência—como as de Zumthor, Campo Baeza, Ando, Bo Bardi e Siza—que procuram revalorizar o gesto manual, a experiência corporal e a contingência como elementos essenciais à prática arquitectónica contemporânea. Conclui-se defendendo uma integração crítica e ética das tecnologias digitais, com vista à recuperação da arquitectura como prática humana, sensível e politicamente situada
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