A PAUSA COMO GESTO: O CONCEITO DE FANTASMATA EM AGAMBEN E SUA APLICAÇÃO EM SUSPIRIA DE GUADAGNINO
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Este artigo propõe uma análise do conceito de fantasmata, desenvolvido pelo filósofo Giorgio Agamben, e sua aplicação na obra cinematográfica Suspiria (2018), dirigida por Luca Guadagnino. O conceito de fantasmata refere-se à pausa ou suspensão no fluxo do movimento, onde o gesto é capturado em sua forma mais pura, transcendendo o tempo e o espaço convencionais. Agamben argumenta que é nesses momentos de suspensão que o verdadeiro significado do gesto emerge, criando uma interseção entre o ser e o nada. No filme Suspiria, a dança é central não apenas como forma de movimento coreografado, mas como expressão gestual que incorpora essas pausas, desafiando as convenções narrativas e temporais. Ao analisar cenas específicas do filme, observamos como Guadagnino utiliza essas pausas para construir tensão e conferir significado aos gestos dos personagens, ressoando com o conceito de fantasmata de Agamben. A coreografia apresentada em Suspiria, assim como a representação da dança como um espaço ritualístico, espelha a suspensão descrita por Agamben, criando um diálogo entre cinema, filosofia e arte performática. Desta forma, este artigo demonstra como a estética do filme transcende a simples narrativa, oferecendo uma visão filosófica da arte gestual e propondo novas formas de interpretar a relação entre movimento, pausa e expressão artística. Ao contribuir para os estudos de cinema e filosofia, o trabalho explora as fronteiras entre teoria e prática artística, revelando o poder do gesto suspenso na construção de significados.
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19_Eixo A_ Octavio Augusto Ferreira Soares_ A PAUSA COMO GESTO O CONCEITO DE FANTASMATA EM AGAMBEN E SUA APLICAÇÃO EM SUSPIRIA DE GUADAGNINO.pdf
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