PRODUÇÃO DE Dioscorea trifida L.f (INHAME) EM SISTEMAS AGROFLORESTAIS EXPERIMENTAIS EM SANTARÉM, PARÁ
Authors/Creators
- 1. Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA)
Description
O inhame (Dioscorea trifida L.f.) pertence à família das Dioscoreaceae. Apresenta a produção de
tubérculos que possuem elevado valor nutritivo e energético em decorrência do amido na sua
composição. Também possui vitaminas do complexo B, minerais, baixos teores de gorduras e
propriedades medicinais milenares. A produção da cultura do inhame está distribuída
principalmente em regiões tropicais, pois seu cultivo é favorecido pelas condições ambientais,
culturais e nos meios de subsistência. Em virtude disso objetivou-se avaliar a produção desta
espécie em modalidade agroflorestal, utilizando três sistemas em unidade experimental em
Santarém/PA. Para tal selecionou-se dois reflorestamentos – Teca (Tectona grandis) e Mogno
africano (Khaya sp) - ambos com espaçamento de 3x2 m e 5 anos de plantio, que ofertaram área
sombreada para plantio do inhame. A terceira área se constitui de um plantio de cumaru
(Dipteryx sp.) em espaçamento 6x6 m, com 1 ano de plantio, com condição de pleno sol para o
cultivo do inhame. O delineamento experimental adotado foi o inteiramente casualizado
composto por três parcelas (1x5 m) em cada tratamento. O preparo do solo constituiu em revolver
o solo, com auxílio de enxada, realizando a construção de leiras com aproximadamente 30 cm de
altura. No plantio foi realizado abertura de 5 covas por parcela com distância de 1 metro entre si.
A colheita e avaliação dos dados ocorreu 8 meses após o plantio (dez/21 a ago/22). Os
resultados indicam que o cultivo a pleno sol obteve melhor desempenho com produção média de
17,4 kg de inhame por parcela enquanto para as áreas com reflorestamentos a produção foi de
3,3 a 4,1 kg/parcela. Deste total foi selecionado o peso de raízes com condição de apresentação
comercial, neste caso considerado raízes intactas. Para este item o tratamento pleno sol também
se destacou com 57,1% da produção selecionada, enquanto para mogno africano foi de 34,6% e
para a teca de 49,8%. Assim conclui-se que o inhame dispõe de melhor desenvolvimento em
áreas que recebem mais luz solar. Infere-se ainda que a produção desta espécie, em áreas
sombreadas, pode indicar uma alternativa para redução de custos na manutenção de
reflorestamento em sua fase inicial.
Files
ANAIS SEFOP-33.pdf
Files
(183.2 kB)
| Name | Size | Download all |
|---|---|---|
|
md5:ebc8ccc05fb69f57cdbefeb85612db35
|
183.2 kB | Preview Download |
Additional details
Related works
- Is part of
- Publication: 978-65-01-53533-3 (ISBN)