Infobolhas ontoepistêmicas no Brasil: plataformas científicas de IA como agentes artificiais climáticos
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O conteúdo deste capítulo insere-se no tema das políticas de mudança climática no Brasil no nexo das tecnopolíticas digitais, em especial nas relações de poder mediadas por novos agentes climáticos artificiais que operam nas estruturas digitais. Esses novos agentes artificiais produzem processos híbridos de subjetivação entre humanos e não humanos. No Brasil, esse tipo de estudo ainda é raro no campo das Ciências Sociais (Fleury; Miguel; Taddei, 2019; Salmi; Fleury, 2022a). Ao interseccionar as questões da tecnologia digital e das políticas de mudança climática na perspectiva sociológica, busca-se uma melhor compreensão de como se configuram e se dinamizam os processos de subjetivação entre humanos e não humanos.
Aqui, as plataformas científicas baseadas em inteligência artificial (IA) e sistemas algorítmicos complexos (e.g. SEEG, Mapbiomas, Plenamata, JusAmazônia) são entendidas como agentes climáticos artificiais. Esses agentes produzem não só subjetividades como novas práticas políticas no Brasil. Práticas que podem, em tese, serem emancipadoras e redutoras de desigualdades sociais e ecológicas.
Citação sugerida (ABNT)
SALMI, Frederico; FLEURY, Lorena Cândido. Infobolhas ontoepistêmicas no Brasil: plataformas científicas de IA como agentes artificiais climáticos. In: MARTINS, Maro Lara; MACHADO, Igor Suzano (org.). Política e Sociedade no Brasil Contemporâneo. São Paulo: Pimenta Cultural, 2024. p. 177-191. DOI: 10.5281/zenodo.14070942
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2024 SalmiFleury_Infobolhas e platafomas digitais Intro_e_Cap.9.pdf
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- Book: 978-85-7221-172-7 (ISBN)
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