COMPLICAÇÕES ASSOCIADAS A CIRURGIA DE TRANSPLANTE CARDÍACO NA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
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RESUMO
Introdução: A Insuficiência Cardíaca (IC) surge quando há uma insuficiência de oxigênio aos tecidos em comparação com as demandas sistêmicas. As complicações precoces mais prevalentes decorrem de lesões sofridas pelo coração devido à isquemia prolongada, proteção insuficiente do enxerto, ajuste ao sistema vascular do receptor, ao próprio procedimento cirúrgico ou uma combinação desses fatores. Em contraste, há também as complicações tardias Objetivo: Identificar as complicações interligadas ao transplante cardíaco na IC. Materiais e Métodos: Constitui-se de uma revisão integrativa efetuada em agosto de 2024 nas bases bibliográficos: MEDLINE, LILACS e IBECS via BVS, mediante o MeSH: “Heart Failure” AND “Heart Transplantation” AND Myocardium. Foram incluídos artigos originais nos idiomas português e inglês, publicados entre 2019-2024. Foram excluídos materiais da literatura cinzenta e produções que não apresentavam correlação com o tema. Identificaram-se no total 27 artigos. Destes, selecionaram-se nove para a amostra final. Resultados e Discussão: As complicações iniciais estão associadas principalmente a danos pelo enxerto transplantado, incluindo duração prolongada da isquemia, proteção insuficiente do órgão, trauma cirúrgico e injúria sofrida na adaptação ao sistema circulatório do receptor, entre vários outros fatores. Destacada como causa significativa de falha imediata do procedimento, a disfunção primária do enxerto, que pode envolver o ventrículo direito e/ou esquerdo, representa as complicações hemodinâmicas mais comuns, afetando quase metade dos pacientes transplantados cardíacos e sendo responsável por cerca de 36% das mortes no primeiro mês. Além disso, as rejeições humorais e celulares são fatores cruciais nas complicações pós-transplante imediatas. Estas rejeições envolvem anticorpos anti-doadores que podem desencadear a falência do enxerto através da ativação da cascata do complemento, iniciando assim a resposta imunitária. Essa infecção pode se manifestar como aguda, ocorrendo um mês após a cirurgia, ou hiperaguda, que ocorre sete dias após o transplante e resulta em mortalidade para quase 70% daqueles que vivenciam nas primeiras 24 horas. Dentre as complicações tardias, destaca-se a rejeição humoral crônica com a disfunção vascular do enxerto que permanece como a maior causa de mortalidade após transplante cardíaco. Conclusão: Verificou-se que o transplante cardíaco continua sendo a abordagem cirúrgica padrão-ouro no tratamento da insuficiência cardíaca do tipo refratária.
Palavras-chave: Transplante de coração; Miocárdio; Insuficiência cardíaca.
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