PREVENÇÃO DE COMPLICAÇÕES: A IMPORTÂNCIA DO TRATAMENTO DA ESTRONGILOIDÍASE ANTES DO USO DE CORTICOSTERÓIDES
Authors/Creators
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Filizola, Larissa Thaís de Melo
- Tavares, Tamyllys Nascimento
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Matavelli, Leonardo Vinicius Patroni
- Brasileiro, Maria Juliana Araujo Oliveira
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Emrich, Camila Alves Magalhães
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Nogueira, Izadora Alencar
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Lucena, Bruna Bastos de
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Viana, Vanálya Rodrigues
- Pinto, Sandy Soares Alves
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Almeida, Júlio Leão Minora de
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Dias, Isadora Liana Braz
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Macedo, Bárbara Raquel Vieira de
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Anjos, Karilly Silva dos
- Braga, João Pedro Ferreira
- Ribeiro, Monaliza Gomes de Lucena
Description
RESUMO
Introdução: Os corticosteróides têm efeitos imunossupressores que podem reduzir a capacidade do sistema imunológico de controlar infecções. Isso é especialmente problemático em infecções como a estrongiloidíase, que pode se disseminar e piorar significativamente quando o sistema imunológico está enfraquecido. Em casos de estrongiloidíase não tratada, o uso de corticosteróides pode levar à disseminação do parasita para órgãos e tecidos, resultando em uma condição chamada síndrome de hipereosinofilia e podendo causar complicações graves, como a forma disseminada de estrongiloidíase. Objetivo: Compreender a razão de tratar empiricamente a estrongiloidíase antes de doses imunossupressoras de corticoides. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada no mês de agosto de 2024. A pesquisa utilizou as bases de dados da BVS e PubMed e os descritores em ciências da saúde: “Adrenal Cortex Hormones” e “Strongyloidiasis”, cruzados pelo operador AND. Foram incluídos artigos publicados no período de 2019 a 2024, na língua portuguesa e inglesa, e excluídas teses, dissertações, cartas ao editor e textos incompletos. Ao total, foram encontrados 137 estudos, a análise dos resultados foi feita por meio dos títulos e resumos dos artigos, seguindo-se com a leitura completa. Resultados e Discussão: Corticosteróides podem reduzir a resposta inflamatória e a capacidade do corpo de combater infecções, exacerbando a condição do paciente se a infecção por Strongyloides não for tratada adequadamente. Pacientes com estrongiloidíase que iniciam o tratamento com corticosteroides podem desenvolver formas graves da infecção, incluindo a forma disseminada, que é difícil de tratar e pode ser fatal. O diagnóstico da estrongiloidíase deve ser feito antes do início de corticosteróides para permitir o tratamento adequado com antiparasitários, como a ivermectina. No entanto, o tratamento prévio da infecção pode ser feito e garante que o paciente esteja em uma condição mais estável e menos suscetível a complicações graves quando o tratamento com corticosteróides for iniciado. Conclusão: Portanto, a abordagem de tratar a estrongiloidíase antes de iniciar corticosteróides é fundamental para evitar a progressão e disseminação da infecção, proteger o paciente contra complicações graves e garantir uma abordagem segura e eficaz no manejo das condições clínicas subjacentes.
Palavras-chave: Corticosteróides; Estrongiloidíase; Hipereosinofilia; Tratamento
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