MENOPAUSA: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
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Durante a menopausa, a redução da produção hormonal está ligada ao surgimento de diversos sintomas e ao desenvolvimento de patologias. Um exemplo é a relação entre as mudanças hormonais e o aumento do risco de doenças cardiovasculares, alterações significativas nos níveis de glicemia em jejum, colesterol total, triglicerídeos e HDL-c; destacando, ainda, a preocupação com a obesidade. A menopausa, pode ocasionar a perda ou fragilização dos cabelos, osteoporose e complicações relacionadas. A pele também é afetada pelos hormônios, especialmente os estrógenos, que são responsáveis pela espessura, níveis de hidratação, coloração e regulação da produção de óleo. A função sexual pode se deteriorar à medida que a menopausa avança, tendo como sintomas mais relatados a diminuição do desejo sexual, falta de lubrificação vaginal e dispareunia, uma complicação comum da síndrome geniturinária da menopausa. A síndrome geniturinária resulta da deficiência de estrogênio no trato geniturinário feminino, afetando a vagina, lábios, uretra e bexiga. Outro enfrentamento, que pode surgir, é o risco de câncer de mama, embora a menopausa em si não cause câncer de mama, a idade avançada é um fator de risco significativo. Do mesmo modo, a queda abrupta do estrogênio na menopausa, hormônio essencial para a saúde bucal, desencadeia uma série de desafios para a mulher. Essa mudança hormonal, aliada à predisposição genética, torna o sistema bucal mais suscetível a diversos problemas. A firmeza dos dentes e gengivas, antes garantida pelo estrogênio, fragiliza-se, aumentando o risco de cáries, doenças periodontais e até mesmo perda óssea. Além disso, a diminuição da produção de saliva, também influenciada pelo estrogênio, gera boca seca, sensação de ardência e maior proliferação de bactérias, agravando ainda mais a situação. As evidências atuais apontam diversos benefícios da terapia de reposição hormonal, incluindo a melhora dos sintomas geniturinários, dos distúrbios da função sexual e a redução do risco de doença cardiovascular, além de uma melhor qualidade de vida. Bem-estar e menopausa devem andar paralelamente, assim emerge a fisioterapia como um meio de prevenir e aliviar os sintomas por meio de exercícios de alongamento, fortalecimento muscular com carga, treinamento da musculatura do assoalho pélvico, prevenção ou melhora da incontinência urinária, recuperação da função sexual, conscientização corporal e postural. A menopausa é uma fase natural da vida, e com acompanhamento de profissionais especializados e um plano personalizado, as mulheres podem navegar por essa jornada com mais saúde e qualidade de vida.
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