Published April 22, 2016 | Version v1
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Polypharmacy and Polymorbidity in Older Adults in Brazil: a public health challenge

  • 1. Departamento de Medicina Preventiva. Escola Paulista de Medicina. Universidade Federal de São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
  • 2. Departamento de Farmácia. Faculdade de Ciências da Saúde. Universidade de Brasília. Brasília, DF, Brasil
  • 3. Departamento de Medicina Social. Faculdade de Medicina. Universidade Federal de Pelotas. Pelotas, RS, Brasil
  • 4. Departamento de Ciências Farmacêuticas. Centro de Ciências da Saúde. Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, SC, Brasil
  • 5. Departamento de Política de Medicamentos e Assistência Farmacêutica. Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca. Fundação Oswaldo Cruz. Rio de Janeiro, RJ, Brasil
  • 6. Departamento de Produção e Controle de Medicamentos. Faculdade de Farmácia. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, RS, Brasil
  • 7. Departamento de Farmácia. Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem. Universidade Federal do Ceará. Fortaleza, CE, Brasil
  • 8. Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia. Faculdade de Medicina. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, RS, Brasil

Description

OBJECTIVE: To analyze variations in the prevalence of chronic use of medicines by older adults
in Brazil according to its possible association with the most prevalent chronic diseases and
demographic and health factors, and to identify risk factors for polypharmacy.

METHODS: A study based on data from the National Survey on Access, Use and Promotion of
Rational Use of Medicines (PNAUM), a cross-sectional, population-based survey with probability
sampling in Brazilian urban areas. The independent variable was the number of chronic-use
medicines taken by older adults, linked to eight chronic diseases investigated. The intervening
variables were gender, age group, marital status, level of education, socioeconomic status,
Brazilian region, body mass index, smoking, self-perceived health, hospitalization in the previous
year and having health insurance, besides the investigated chronic diseases. A multivariable
analysis identified risk factors for polypharmacy.

RESULTS: Prevalence of at least one chronic-use medicines among older adults was 93.0%. Of the
total number of older adults, 18.0% used at least five medications (polypharmacy). Polypharmacy
was higher among the oldest individuals (20.0%), in the South region (25.0%), in those with
poor self-perceived health (35.0%), in obese individuals (26.0%), in those with reported health
insurance (23.0%) or hospitalization in the previous year (31.0%), and among those who reported
any of the investigated diseases, particularly diabetes (36.0%) and heart diseases (43.0%). The
variables remaining in the final risk model for polypharmacy were age, region, perceived health,
health insurance, hospitalization in the previous year and all investigated diseases except stroke.

CONCLUSIONS: Older adults with specific diseases have risk factors for polypharmacy
modifiable by actions aimed at the rational use of medicines. With the current population aging
and successful drug access policy, the trend is an increase in drug use by older adults, which
should feature as a priority in the planning agenda of the Brazilian Unified Health System (SUS).

Abstract (Portuguese)

OBJETIVO: Analisar fatores associados à baixa adesão ao tratamento farmacológico de doenças crônicas no Brasil.

MÉTODOS: Análise de dados oriundos da Pesquisa Nacional sobre Acesso, Utilização e Promoção do Uso Racional de Medicamentos (PNAUM), inquérito domiciliar de base populacional, de delineamento transversal, baseado em amostra probabilística da população brasileira. Analisou-se a associação entre baixa adesão ao tratamento medicamentoso mensurado pelo Brief Medication Questionnaire e fatores demográficos, socioeconômicos, de saúde, assistência e prescrição. Foi utilizado modelo de regressão de Poisson para estimar as razões de prevalência brutas e ajustadas, os respectivos intervalos de 95% de confiança (IC95%) e p-valor (teste de Wald).

 RESULTADOS: A prevalência de baixa adesão ao tratamento farmacológico de doenças crônicas foi de 30,8% (IC95% 28,8–33,0). As maiores prevalências de baixa adesão estiveram associadas a indivíduos: adultos jovens; que nunca estudaram; residentes na região Nordeste e Centro-Oeste do País; que tiveram que pagar parte do tratamento; com pior autopercepção da saúde; com três ou mais doenças; que referiam limitação causada por uma das doenças crônicas; e que faziam uso de cinco medicamentos ou mais.

CONCLUSÕES: A baixa adesão ao tratamento medicamentoso para doenças crônicas no Brasil é relevante e as diferenças regionais, demográficas e aquelas relacionadas à atenção à saúde do paciente e ao regime terapêutico requerem ações coordenadas entre profissionais de saúde, pesquisadores, gestores e formuladores de políticas para o seu enfrentamento.

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Alternative title (Portuguese)
Polifarmácia e polimorbidade em idosos no Brasil: um desafio em saúde pública

References

  • RAMOS, LUIZ ROBERTO ; TAVARES, NOEMIA URRUTH LEÃO ; BERTOLDI, ANDRÉA DÂMASO ; Farias, Mareni Rocha ; OLIVEIRA, MARIA AUXILIADORA ; LUIZA, VERA LUCIA ; PIZZOL, TATIANE DA SILVA DAL ; ARRAIS, PAULO SÉRGIO DOURADO ; MENGUE, SOTERO SERRATE . Polypharmacy and Polymorbidity in Older Adults in Brazil: a public health challenge. Revista de Saúde Pública (Online), v. 50, p. 9s, 2016.