Published April 12, 2024 | Version v1

RECESSÃO GENGIVAL E A UTILIZAÇÃO DA FIBRINA RICA EM PLAQUETAS

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Atualmente, na Odontologia, muitos pacientes buscam alcançar um sorriso harmônico, com cor, formato e alinhamento dentro dos padrões. No entanto, um dos problemas mais comuns de se encontrar é a recessão gengival, que é percebida, facilmente, pelos pacientes. A recessão gengival é a exposição da superfície radicular por um deslocamento apical na posição da gengiva (MUFTI et al., 2017; DADAWALA et al., 2017)..

A partir dessa necessidade clínica, a Odontologia tem evoluído, cada vez mais, através de pesquisas relacionadas à biologia celular e molecular do tecido dentário, o que é fundamental para o desenvolvimento de técnicas regenerativas do tecido gengival. Há diferentes potenciais nas técnicas regenerativas, que dependem do tipo de tecido e do local de sua aplicação: músculos e estruturas nervosas. Já quando se compara com tecido conjuntivo, as possibilidades são mais reduzidas (CARRASCO et al., 2017; DOGAN et al., 2015).

Existem técnicas que podem ser empregadas para o tratamento de recessões únicas ou múltiplas. O tratamento inicia-se com a necessidade de eliminação dos fatores etiológicos para que não recidiva após o tratamento. A terapia pode ser feita associando a manutenção periodontal e ajustes oclusais, procedimentos cirúrgicos e restauradores, além de reorientação da escovação dentária (ARAÚJO et al., 2021).

A combinação das técnicas de retalho coronalmente avançado e enxerto de tecido conjuntivo são as mais indicadas. Hoje, o que tem sido bastante proposto, é o uso de plasma rico em fatores de crescimento para regeneração tecidual em cirurgias plásticas periodontais. Os fatores de crescimento no plasma estimulam a reparação e a regeneração dos tecidos e reduzem a inflamação e, consequentemente, a dor e o desconforto (MORASCHINI et al., 2016; PEDROSA, 2017).

A Plaqueta Rica em Fibrina (de agora em diante, PRF) pertence a uma nova geração de concentrados de plaquetas com processamento simplificado. Essa técnica foi desenvolvida na França por Choukroun e colaboradores em 2001 para uso específico em cirurgia oral e maxilofacial (JANKOVIC et al., 2012).

A fibrina é uma forma molecular plasmática ativada, chamada de fibrinogênio. Ela está presente no plasma e nas plaquetas, e tem função fundamental na agregação plaquetária e na hemostasia. Durante a coagulação o fibrinogênio é capaz de consolidar o aglomerado plaquetário inicial, já que o fibrinogênio é uma espécie de cola biológica (DOHAN et al, 2006; CHOUKROUN et al., 2006;).

O objetivo desta revisão sistemática é avaliar a eficácia da utilização da PRF no tratamento da recessão gengival, bem como sua aplicação clínica e resultados em longo prazo. Para isso, serão incluídos estudos clínicos randomizados, ensaios clínicos controlados e estudos de coorte prospectivos que avaliaram a eficácia da PRF em pacientes com recessão gengival. A busca será realizada em bases de dados como PubMed, Scopus e Web of Science, incluindo artigos publicados nos últimos 10 anos.

A revisão sistemática é uma metodologia que tem como objetivo sintetizar as evidências disponíveis sobre um tema específico, a fim de fornecer uma base científica para a tomada de decisões clínicas. Dessa forma, a revisão sistemática sobre a utilização da PRF no tratamento da recessão gengival contribuirá para a prática clínica, fornecendo informações atualizadas e confiáveis sobre essa técnica promissora. Além disso, a revisão permitirá identificar lacunas no conhecimento atual e orientar futuras pesquisas nessa área.

Os resultados dessa revisão sistemática serão analisados e apresentados de forma clara e objetiva, destacando a eficácia da PRF no tratamento da recessão gengival, sua aplicação clínica e os resultados em longo prazo. Será realizada uma análise crítica dos estudos incluídos, avaliando sua qualidade metodológica e o risco de viés.

Espera-se que esta revisão sistemática contribua para o avanço do conhecimento sobre a utilização da PRF no tratamento da recessão gengival e forneça evidências científicas robustas para guiar a prática clínica. A utilização da PRF pode ser uma opção menos invasiva e mais confortável para o paciente, além de apresentar resultados mais previsíveis e satisfatórios do que os tratamentos convencionais para a recessão gengival.

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