Quantificação de Bilirrubina Total por Metodologia de Cromatografia de Fluxo Lateral
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A bilirrubina é um pigmento metabólico que funciona como um marcador hepático, sendo o fígado responsável pelo seu processamento para excreção. Este metabólito é resultante da degradação das células vermelhas do sangue, seja de maneira proposital ou por alguma patologia. O seu acúmulo na corrente circulatória está associado a danos ou disfunções diretas no fígado. Quando são encontrados valores alterados de bilirrubina no sangue total, há um diagnóstico de hiperbilirrubinemia e essa condição é conhecida como icterícia. A quantificação da bilirrubina pode ser realizada por meio de uma amostra de sangue, servindo como matriz para quantificação utilizando métodos bioquímicos que determinam a concentração total da bilirrubina, bem como suas frações. à partir da quantificação bioquímica, é possível diagnosticar patologias. No entanto, os métodos bioquímicos requerem uma grande quantidade de sangue que só pode ser obtida com punção venosa. Para a medição, é necessário um equipamento de laboratório calibrado, e esses dispositivos são susceptíveis a falhas quando o analista não é treinado para operacionalização do equipamento e interpretação do diagnóstico. O processamento da amostra também pode gerar um viés de análise, uma vez que a fase pré-analítica é crucial para a correta quantificação do analito. Em contrapartida, outro método é utilizado na rotina hospitalar. Os analisadores transcutâneos podem quantificar a bilirrubina pela pigmentação da pele. É um método menos invasivo e pode ser realizado in loco, mas depende de fatores como pigmentação da pele e densidade óssea. O protótipo criado neste estudo tem como objetivo gerar um diagnóstico rápido e preciso, similar ao método bioquímico, sendo minimamente invasivo, utilizando conhecimento de laboratório portátil e inteligência artificial. A coleta é realizada por meio de punção capilar, com a quantificação utilizando o dispositivo Hilab Flow (Hi Technologies, Curitiba-PR), processando a imagem e interpretando a coloração do sangue. Esse processo pode ser realizado através da montagem de um novo dispositivo de laboratório que quantifica diretamente o pigmento em uma matriz inerte, capaz de mudar de cor de acordo com a concentração. A visualização ocorre após separar as fases sólida e líquida do sangue, e o pigmento flui por capilaridade em uma membrana. Após a coleta e o processamento da amostra para ser lida no dispositivo, a inteligência artificial analisa a imagem através do espaço de cores RGB, XYZ ou HSV. A quantificação é feita pela padronização do método utilizando conceitos matemáticos sobre as cores apresentadas na matriz. Após definir uma curva de regressão para calibrar o dispositivo, torna-se possível quantificar a bilirrubina na amostra. Como resultados, o protótipo apresentou uma capacidade de filtração similar a dispositivos comerciais, mesmo não sendo realizado para este fim. Ainda, conseguiu diferenciar concentrações de bilirrubina, sendo possível diferenciar com uma slope maior ou igual a 0,3 mg/dL. Como próximos passos do projeto, a reformulação do casing auxiliará na melhora da precisão, podendo permitir o início dos testes de performance. Em paralelo ao dispositivo laboratorial, oportunidades de melhoria na aquisição da imagem estão sendo trabalhadas, além da inteligência artificial conseguir localizar previamente o campo e identificar possíveis interferências prejudiciais para a análise.
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