Published November 10, 2023 | Version v1
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A escrita de si em chave materialista como uma revalorização da prática filosófica

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Neste texto, pretendo questionar a ideia comum que temos da escrita acadêmica filosófica e propor uma mais clássica. Geralmente, a escrita é usada como uma instância de comunicação de pesquisas ou experiências anteriores, mas o que aconteceria se a considerássemos como um exercício de pensamento e formação em ação? A escrita de si não é literatura do eu nem autobiografia, mas sim um modo material concreto de autotransformação por meio da coleta de discursos e ensinamentos de outros (mestres, legados, tradições). Portanto, desejo resgatar essa função prática da escrita de si, que Foucault e Hadot retomam dos antigos para promovê-la como um ethos ou até mesmo um método de pensamento contemporâneo. Por fim, proponho algumas meditações concretas para a prática. A aposta deste escrito é revalorizar a escrita acadêmica não apenas como comunicação de um estado do conhecimento, mas como um rigoroso e livre exercício de autotransformação. 

Abstract (Spanish)

En este texto pretendo cuestionar la idea habitual que nos hacemos de la escritura académica filosófica y proponer otra más clásica. Se suele usar la escritura como una instancia de comunicación de investigaciones o experiencias previas, pero ¿qué sucedería si consideráramos a la escritura como un ejercicio de pensamiento y formación en acto? La escritura de sí no es literatura del yo ni autobiografía, sino un modo material concreto de constitución de sí a través de la recolección de discursos y enseñanzas de otros (maestros, legados, tradiciones). Por eso deseo recuperar esta función práctica de la escritura de sí que retoman Foucault y Hadot de los antiguos para promoverla como un ethos o incluso método de pensamiento contemporáneo. Por último, propongo algunas meditaciones concretas para ejercitarse. La apuesta de este escrito es revalorizar la escritura académica no solo como comunicación de un estado del saber, sino como riguroso y libre ejercicio de constitución de sí. 

Abstract (English)

In this text, I aim to question the usual notion we have of philosophical academic writing and propose a more classical approach. Writing is often used as a means of communicating previous research or experiences, but what if we were to consider writing as an exercise of active thought and self-formation? Writing of the self is not a literature of the self or an autobiography, but rather a concrete material mode of self-constitution through the gathering of discourses and teachings from others (masters, legacies, traditions). Therefore, I wish to reclaim this practical function of writing of the self, as advocated by Foucault and Hadot in their study of the ancients, and promote it as an ethos or even a contemporary method of thinking. Finally, I propose some concrete meditations for practice. The aim of this text is to revalorize academic writing not only as a communication of the state of knowledge but as a rigorous and liberating exercise in self-construction. 

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Alternative title (Spanish)
La escritura de sí en clave materialista como una revalorización de la práctica filosófica
Alternative title (English)
The writing of the self from a materialist perspective us a revalorization of the philosophical practice

Related works

References

  • Althusser, Louis. 2015. Iniciación a la filosofía para los no filósofos. Buenos Aires: Paidós.
  • Althusser, Louis. 2006. Para leer el capital. Buenos Aires: Siglo XXI.
  • Foucault, Michel. 1999. «La escritura de sí». En Estética, ética y hermenéutica, obras esenciales III, 289-306. Buenos Aires: Paidós.
  • Foucault, Michel. 2014. La hermenéutica del sujeto: curso en el Collège de France, 1981-1982. Buenos Aires: Fondo de Cultura Económica.
  • Hadot, Pierre. 2013. La ciudadela interior. Introducción a las Meditaciones de Marco Aurelio. Barcelona: Alpha Decay.
  • Spinoza, Baruch. 2014. Tratado teológico-político. Madrid: Alianza.