O PATRIARCADO NO MINICONTO "MINHA SENHORA", DE HAROLDO MARANHÃO: UMA ANÁLISE PELO VIÉS DA SEMIÓTICA DA CULTURA
Authors/Creators
- 1. Mestranda de Pós-Graduação em Ensino de Língua Portuguesa e suas Respectivas Literaturas da Universidade do Estado do Pará. Atuou como professora de Língua Portuguesa no Programa Mais Educação na Escola Estadual Pinto Marques, no Projovem na Escola Municipal de Ananindeua Eduarda Teixeira e como professora substituta de Literatura da Universidade do Estado do Pará. nubiorum@yahoo,com,br ORCID: 0009-0008-7173-5051. nubiorum@yahoo.com.br
- 2. Mestrando de Pós-Graduação em Ensino da Língua Portuguesa e suas Respectivas Literaturas da Universidade do Estado do Pará. Professor efetivo de Língua Portuguesa da rede estadual de ensino do Pará. joao.reis@escola.seduc.pa.gov.br ORCID: 0009-0006-0390-7152. joao.reis@escola.seduc.pa.gov.br
- 3. Mestranda de Pós-Graduação em Ensino de Língua Portuguesa e suas Respectivas Literaturas da Universidade do Estado do Pará. Professora da Escola de Ensino Fundamental ALFA. renysanolive@rotmail.com ORCID: 0009-0008-4252-2807. renysanolive@hotmail.com
- 4. Docente do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Língua Portuguesa e Suas Respectivas Literaturas (PPGELL) da Universidade do Estado do Pará (UEPA). ru-98@hotmail.com. ru-98@hotmail.com
Description
O presente artigo tem o objetivo de analisar o conto “Minha Senhora” (1978), de Haroldo Maranhão, pelo viés da Semiótica da Cultura, observando os elementos culturais e simbólicos presentes na narrativa, e que revelam o sistema do patriarcado, numa proposta direcionada para alunos do 1° ano do Ensino Médio da rede pública. Os fundamentos da análise encontram-se nos estudos de Uspenskii (1972), sobre a “Semiótica da Arte”, do livro Ensaios de Semiótica Soviética, que diz ser a obra de arte um texto composto de símbolos; na obra Semiótica da Cultura e Semiosfera, organizada por Irene Machado (2007), que revela a linguagem como sistemas de signos servindo à comunicação e produção de cultura; e nos estudos de Gerda Lerner (2019), A criação do Patriarcado, que mostra a capacidade humana de conceituar grandes sistemas de símbolos para explicar o mundo e o universo, mas demonstra como as mulheres foram excluídas desse processo criador ao longo da história. A abordagem em sala de aula viabilizada por meio do texto literário faz-se necessária pelo entendimento de que é direito do aluno ter acesso a essa obra de arte, como bem nos esclarece Antônio Candido (2011), em “O Direito à Literatura”, assim como entender os processos que a constroem e formam os sistemas de significados que compõem a narrativa e o mundo do educando. Essa é a prerrogativa do Documento Curricular Do Estado do Pará (2021), que tem por parâmetro a BNCC. Este trabalho de pesquisa destina-se como possibilidade de ferramenta aos docentes durante a práxis na mediação de leitura literária na sala de aula por meio dos elementos temáticos discutidos aqui.