Published August 11, 2023 | Version v1

REVISÃO DE LITERATURA: PARAPARESIA ESPÁSTICA TROPICAL ASSOCIADA AO VÍRUS HTLV-1

Description

Esta proposta de pesquisa se concentra na revisão de literatura sobre o vírus HTLV-1, sob o recorte da Paraparesia Espástica Tropical. De modo mais pontual, estabelece os seguintes objetivos.

O vírus linfotrópico T humano tipo I (HTLV-1) é um retrovírus que infecta de 10 a 20 milhões de pessoas em todo o mundo, é considerado o patógeno humano mais oncogênico e foi isolado pela primeira vez em 1980, no Japão. Existem quatro subtipos do HTLV mas somente os tipos 1 e 2 circulam em território brasileiro atualmente e apenas o tipo 1 foi associado à doenças.

Estima-se que 5 a 10% dos portadores apresentarão manifestações clínicas, como doenças neurológicas (mielopatia associada ao HTLV-1, MAH/ HAM/TSP), hematológicas (linfoma/leucemia de células T do adulto, LTA), pulmonares, oftalmológicas, dermatológicas, urológicas, intestinais e articulações, entre outros.

O HTLV é transmitido por pelo menos 3 modos: da mãe para o filho, principalmente pelo leite materno, por relações sexuais e pelo sangue (por transfusões ou agulhas contaminadas). Em comparação ao HIV o HTLV é menos infeccioso e sua transmissão geralmente precisa de contatos entre células.

Por ser um retrovírus depende da enzima transcriptase reversa para sua replicação. Primeiramente o vírus se liga à superfície celular através de glicoproteínas do envelope viral e receptores específicos da superfície celular, assim penetra na célula e libera seu conteúdo no citoplasma.

Dentro da célula, a fita simples de RNA viral é transcrita à DNA de fita dupla pela transcriptase reversa e a dupla fita de DNA linear migra para o núcleo e integra-se no genoma do hospedeiro pela ação de uma integrase viral. Após ser integrado, o próvirus aproveita a maquinaria celular para a transcrição primária do RNA genômico. Parte do RNA viral produzido é processado para gerar o RNAm que será traduzido nas proteínas virais adequadas no citoplasma. Por último, o core viral é montado e o vírus é liberado da superfície celular por um processo mais ou menos simultâneo. Por ser um vírus pouco replicativo, a replicação viral in vivo ocorre mais devido à expansão clonal das células infectadas, via mitose, do que via transcrição reversa.

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REVISÃO DE LITERATURA_ PARAPARESIA ESPÁSTICA TROPICAL ASSOCIADA AO VÍRUS HTLV-1 – ISSN 1678-0817 Qualis B2.pdf