FONOFORESE E DISTÚRBIOS MUSCULOESQUELÉTICOS: REVISÃO DE LITERATURA
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Distúrbios musculoesqueléticos (DME) são lesões que afetam o movimento do corpo humano. Berecki-Gisolf, J. et al. (2015) explicam que esses distúrbios representam um dos principais problemas de saúde pública nos últimos anos. Interferem de forma negativa na qualidade de vida e empregabilidade, incapacidade.
Músculos, tendões, ligamentos, articulações, cartilagens, nervos periféricos e vasos sanguíneos são acometidos por condições inflamatórias e degenerativas derivadas da DME. Síndromes clínicas, como: tenossinovites, epicondilites, bursites, síndrome do túnel do carpo, osteoartrose, mialgia e lombalgia causadas por trabalho físico pesado ou repetitivo, trabalho prolongado no computador, posturas estáticas e anômalas, alto índice de massa corpórea, ritmo acelerado ou pressão de tempo, são alguns dos fatores ocupacionais e não ocupacionais. (BARBOSA, R. E., et al. 2013).
Na maioria dos casos, a forma encontrada para aliviar a dor causada por essas lesões é a utilização de analgésicos, anti-inflamatórios e até mesmo opióides. Boonhong, et al. (2019) apresentam como alternativas de tratamento o uso de ultrassom (US) ou a fonoforese (PH) por terem baixo risco, indolores e com boa adesão. A fonoforese, terapia configurada através do transporte de fármacos na pele através das ondas produzidas por ultrassom, é muito utilizada em clínicas de fisioterapia segundo Ahmed, et al. (2020).
O absenteísmo ou afastamento do trabalho é citado por Oenning, N. S. X. et al, (2014) pois geram perda de produtividade e ocasiona um importante impacto econômico para o empregador, governo, sociedade em geral, além de limitações e sofrimento aos trabalhadores acometidos. Wu et al., 2019 apresentam a fonoforese, dentro da fisioterapia como um dos processos de reabilitação com o uso de técnicas não-invasivas. Essa técnica facilita a penetração cutânea através da energia ultrassônica na desorganização da estrutura lipídica da epiderme, utilizando como meio de contato entre o cabeçote do aparelho e a pele, gel ou medicamento.
Apesar de representar uma alternativa viável para potencialização da permeação de fármacos por via cutânea, conforme explica Cavalcante, et al. (2018), a fonoforese é um recurso ainda pouco utilizado por fisioterapeutas na prática clínica. Isso se deve, em parte, à escassez de evidências sumarizadas a fim de facilitar a consulta por estes profissionais. Diante disto, o objetivo deste estudo foi revisar a literatura acerca da aplicação da fonoforese em afecções musculoesqueléticas.
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