O USO DO MIOINOSITOL NO TRATAMENTO DA SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
Authors/Creators
- Adália Vicente dos Santos
- Amanda Karla Rodrigues Oliveira Eulálio
- Caio Cesar Rodrigues Leite Araruna
- Dallyévane Guedes Araujo
- Gabriele de Souza Guerra
- Kaila Gabriele Azevedo Cavalcanti
- Letícia Trajano Silva Pedrosa
- Maria Alinne Pires Matias
- Maria Eduarda Lacerda Silva
- Maria Eduarda Pereira Gonçalves
- et al. Show all 13 authors
- Adália Vicente dos Santos
- Amanda Karla Rodrigues Oliveira Eulálio
- Caio Cesar Rodrigues Leite Araruna
- Dallyévane Guedes Araujo
- Gabriele de Souza Guerra
- Kaila Gabriele Azevedo Cavalcanti
- Letícia Trajano Silva Pedrosa
- Maria Alinne Pires Matias
- Maria Eduarda Lacerda Silva
- Maria Eduarda Pereira Gonçalves
- Maria Emília Calado Dantas
- Raívson Diogo Felix Fernandes
- Yarley de Sousa Leitão
Description
A síndrome do ovário policístico (SOP) é o distúrbio endócrino mais comum em mulheres em idade reprodutiva. A SOP é uma condição heterogênea com expressão fenotípica variável, levando a controvérsia significativa sobre os critérios diagnósticos; sua prevalência é de 6% a 15% dependendo dos critérios diagnósticos utilizados. As principais características clínicas são anovulação com irregularidade menstrual, hiperandrogenismo, infertilidade e anormalidades metabólicas.1 É a principal causa de distúrbios da menstruação e infertilidade nas mulheres.2 Vale destacar que a SOP também aumenta o risco de algumas doenças, como as cardiovasculares e o diabetes tipo 2. 3
A hiperandrogenemia é a marca bioquímica da SOP. O hormônio luteinizante e a insulina aumentam sinergicamente a produção de andrógenos. A resistência à insulina leva à hiperinsulinemia, reduz o SHBG e aumenta a testosterona circulante livre. Mulheres com SOP demonstram uma secreção aumentada de esteróides precursores adrenocorticais basalmente e em resposta à estimulação de ACTH, incluindo pregnenolona, 17-hidroxipregnenolona, desidroepiandrosterona (DHEA), androstenediona, 11-desoxicortisol e possivelmente cortisol. Além disso, taxas de variação de androstenediona, LH / FSH e LH são anormais nessas pacientes.14