ARGOS – RECONHECIMENTO E VALIDAÇÃO DO USO DE EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL POR CÂMERA E GOOGLE VISION
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No cenário apresentado nos últimos anos, a pandemia trouxe a conscientização de que prevenção e proteção são elementos fundamentais de segurança. Por tanto, é indispensável que o país tenha uma política estratégica para o setor de Equipamentos de Proteção Individual. (RSDATA,2021)
De acordo com o relatório emitido pela Associação Nacional da Indústria de Material de Segurança e Proteção ao Trabalho (ANIMASEG, 2021), onde são apontados os indicadores do mercado brasileiro de equipamentos de proteção individual, no ano de 2019 a curva de crescimento indica um aumento de 20% em reais e 10% em dólares, com um volume do mercado de aproximadamente R$ 10,3 bilhões e US$ 2,6 bilhões.
O EPI é todo dispositivo ou produto de uso individual pelo trabalhador destinado à proteção contra os riscos no ambiente de trabalho. A norma regulamentadora (NR6) que rege a execução do trabalho com uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), sem estar condicionada a setores ou atividades econômicas específicas.
Os tipos de EPI’s utilizados podem variar dependendo do tipo de atividade ou de riscos que poderão ameaçar a segurança, a saúde do trabalhador e da parte do corpo que se pretende proteger. As mais comuns entre as funções são: protetores auriculares, máscaras, óculos, capacetes, luvas e botas. (Uanderson, 2017).
De acordo com a ANIMASEG, foi realizado um levantamento que aponta os indicadores de acidentes com relação ao ano de 2019, no qual o Brasil ocupa a 18° posição no ranking internacional de acidentes do trabalho com 1.374 a cada 100.000 trabalhadores, segundo dados da OIT (Organização Internacional do Trabalho). O mesmo levantamento disponibiliza dados sobre os acidentes de trabalho, por situação do registro e motivo (ANIMASEG, 2021), onde as principais causas estão alinhadas com a negligência na utilização do EPI’s.
Por outro lado, a indústria 4.0 denominada como a quarta revolução industrial se caracteriza por seus nove pilares e um deles é a computação em nuvem, que disponibiliza serviços em formato online, dentre esses serviços temos: Aprendizado de máquina, inteligência artificial e outras soluções tecnológicas. (SCHWAB, 2017)
A proposta do presente trabalho, mediante utilização de um dos pilares da indústria 4.0, a computação em nuvem e seus serviços disponibilizados e por meio de abordagens estratégicas, consiste em implementar uma solução tecnológica que através da aprendizagem de máquina permita avaliar a utilização do equipamento de proteção individual.