AVALIAÇÃO MICROBIOLÓGICA EM SALGADOS ASSADOS DE FRANGO CATUPIRY: CONTAMINAÇÃO POR Salmonella spp.
Authors/Creators
- 1. Universidade Estadual de Campinas
- 2. Universidade de São Paulo
Description
Introdução: A contaminação de alimentos por microrganismos patogênicos pode provocar sérios danos à saúde do consumidor, estando relacionada com a falta de higiene ou sua execução de forma inadequada. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que uma em cada dez pessoas adoece devido ao consumo de alimentos contaminados, das quais 420 mil vêm a óbito a cada ano, estando a maior parte dos óbitos relacionados com a bactéria Salmonella spp. Alimentos inócuos são importantes para a erradicação da fome e promoção de saúde, previstos em dois dos 17 objetivos da Organização das Nações Unidas (ONU). Objetivo: Diante disso, o objetivo desse estudo foi avaliar a quantidade de microrganismos patogênicos presentes em salgados assados de frango catupiry, produzidos e comercializados em lanchonete situada em Barreiras, Brasil. Metodologia: Para tanto, as amostras foram inseridas em câmara de fluxo laminar (Dmd Solutions-Marcone, Valinhos, Brasil), sendo trituradas e pesadas. Em seguida, aplicou-se a técnica de diluição seriada: PCA 10-1, 10-2 e 10-3, para contagem das Unidades Formadoras de Colônia (UFC). Para isso, foram utilizadas incubadora bacteriológica a 35 °C e água peptonada, meio de cultura ideal para crescimento de Salmonella spp e outros microrganismos patogênicos. As análises ocorreram em triplicata e por não envolver testes em seres humanos ou animais, não foi necessária a apreciação do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP). Resultados e Discussão: O número de Unidades Formadoras de Colônia ultrapassou o limite de 300 UFC/mL, não tendo sido possível mensurar a quantidade total. No entanto, ficou evidente que a placa de Petri contendo PCA 10-3 apresentou a maior concentração de bactérias, seguida do PCA 10-2 e PCA 10-1, respectivamente. Não foram encontrados fungos nas placas. Esses resultados demonstram a falta de cuidado quanto às Boas Práticas de Manipulação (BPM) no preparo dos salgados, por parte da lanchonete, colocando em risco a saúde de seus consumidores. Desse modo, há a necessidade de uma melhor orientação e treinamento aos manipuladores para que esta contaminação não se torne frequente. Conclusão: Portanto, o lanche não estava apto para o consumo e para reverter esta situação, é sugerido que a lanchonete invista na qualificação de seus profissionais para garantir o cumprimento das Boas práticas de Manipulação.