Published May 10, 2019 | Version v1

IMAGEM E ANONIMATO NA VIRTUALIZAÇÃO DO EU E DO COTIDIANO

Authors/Creators

  • 1. UNB

Description

Nossa vida é aquela da passagem, do fluxo, do zapping...como percebemos o que acabamos de ver e já esquecemos...? Graças à mídia e suas redes sociais como o Facebook e o Instagram, o compartilhamento da vida pessoal, a virtualização do eu, parece tão autêntico quanto o reality show. Citando o filósofo Roland Barthes, no sentido de que a vida privada nada mais é do que a zona do espaço, do tempo, onde não sou uma imagem, um objeto, o filósofo Byung-Chul Han (2015), argumenta que a vida privada está desmoronando com a virtualização do eu, na mídia social. A virtualização do eu, nessa reflexão, corresponde às imagens que transmitimos na internet diariamente, identificadas ou anônimas, nas mídias sociais ou intimamente, como parte de um conteúdo de auto-revelação. Sobre o prazer que temos na auto-revelação, Kaiping Zhang e Rene F. Kizilcec (2014) comentam que a informação compartilhada nas mídias sociais, inevitavelmente transmite conteúdo de interesse pessoal, que pode ser avaliado e inevitavelmente julgado. Compartilhar conteúdo parte de uma decisão pessoal de se auto-revelar, evocando uma variedade de considerações psicológicas e sociais. Segundo pesquisa que os autores relatam, mostra que atos de auto-revelação ativam a região neural associada à experiências de recompensa primária, que é também ativada ao se consumir alimentos ou se envolver em relações sexuais. Esses dados estão relacionados com as emoções que são auto-relatadas por compartilhadores de conteúdo e demonstram que são positivas. Assim, eles deduzem que o compartilhamento anônimo ocorre com menos frequência do que compartilhar com identificação pessoal, porque compartilhar anonimamente poderia ser uma experiência menos recompensadora.

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