Published October 11, 2021 | Version v1

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO PERNAMENTE EM SAÚDE NAS AÇÕES DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO EM SAÚDE DA CRIANÇA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

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INTRODUÇÃO: A Educação Permanente surge como estratégia de aprendizagem presente em todas as relações do indivíduo, caracterizando-se pelo compromisso pessoal com a (re)organização e melhoria dos processos, comportamentos e atitudes pertinentes às experiências vividas no contato intra e interpessoal, além da qualificação técnica enquanto aperfeiçoamento de prática. A estruturação, a organização dos serviços, o contínuo desenvolvimento e valorização dos trabalhadores da saúde na atenção básica, representam um dos maiores desafios à implantação e fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), razão da importância do trabalho desses profissionais na implementação das políticas de saúde e na geração de mudanças do modelo assistencial. Os modelos de gestão da atenção básica com viés parcelar e fragmentado precisa transcender para um padrão que valorize as condições de trabalho, a gestão de pessoas, a utilização de tecnologias, o trabalho integrativo pela equipe multiprofissional, a ênfase no planejamento e, principalmente, implantação de programas de educação permanente. A Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), publicada no final dos anos 90, marca uma etapa importante para a configuração da área no campo da saúde, evidenciando as transições epidemiológica, nutricional e demográfica com a convivência no país de situações extremas de desnutrição e deficiências nutricionais ao lado de altas prevalências de obesidade e doenças associadas à alimentação. A atenção nutricional, primeira diretriz da PNAN, compreende os cuidados relativos a alimentação e nutrição voltados à promoção e proteção da saúde, prevenção, diagnóstico e tratamento de agravos, que devem estar associados às demais ações de atenção à saúde do SUS para indivíduos, famílias e comunidades. A atenção nutricional deve dialogar com as demandas e necessidades de saúde do território, considerando as de maior frequência e relevância e observando critérios de risco e vulnerabilidade, e deve ainda fazer parte do cuidado integral na rede de atenção à saúde.OBJETIVO: Implementar práticas educativas em grupo de profissionais da atenção básica acerca da alimentação saudável para as crianças e estimular os profissionais no tocante à vigilância alimentar e nutricional, com o registro de dados completos e fidedignos referentes à alimentação e nutrição. MÉTODOS: Estudo descritivo na modalidade relato de experiência, os encontros em grupo foram realizados numa Unidade de Saúde da Família no Município de Campina Grande- PB. Foram disponibilizados 2 (dois) dias na agenda, no turno da manhã, com a participação total da equipe de saúde composta por: 9 ACS, 2 enfermeiras, 2 Técnicas de Enfermagem e 01 nutricionista do NASF e os materiais de apoio como: apresentação em slide sobre os conceitos de uma alimentação saudável na primeira infância; material educativo, cartolinas com figuras ilustrativas dos alimentos saudáveis e não saudáveis; roda de conversa para o diálogo sobre a conclusão da oficina. RESULTADOS: O uso de estratégias e materiais educativos promoveram encontros dinâmicos, participativos e compreensíveis, baseada na realização de oficinas: possibilitando o diálogo, a interação e a troca de experiência, favorecendo a construção coletiva do conhecimento e das práticas em saúde. CONCLUSÃO: Identificou-se a importância do trabalho em equipe com a reflexão acerca das práticas realizadas pelos profissionais, no incentivo à adoção de hábitos alimentares saudáveis na saúde da criança e prevenção do sobrepeso e obesidade. Foi identificado a importância da Política Nacional de Alimentação e Nutrição e a necessidade de melhorar os registros de peso e altura, informações cruciais para a vigilância nutricional.

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