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INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS EM (IST´S) ENTRE A POPULAÇÃO DE RUA: UMA EXPERIÊNCIA DA EQUIPE DE CONSULTÓRIO NA RUA DE MANAUS

PALHETA, Rosiane Pinheiro; DE OLIVEIRA, Raquel Lira; CAUPER, Hudson André Arouca; LIMA, Jacqueline Cavalcanti; XAUD, Maria de Nazaré Feitosa

Os chamados Consultórios na Rua (CnaR) são a materialização das estratégias de saúde adotadas que tinham como foco prioritário a abordagem e atendimento aos usuários de drogas em situação de rua. As equipes são uma forma de levar o atendimento integral à saúde às pessoas que tem dificuldades de acesso aos modelos tradicionais de serviços da rede de saúde. Em Manaus, a equipe de CnaR é multidisciplinar formada por Assistente social, psicólogo, enfermeira e técnicos de enfermagem. Ao iniciar os trabalhos da equipe foi constatado que havia um número expressivo de pessoas interessadas em realizar exames de HIV/AIDS e sífilis, dessa forma a equipe decidiu realizar ações de saúde a partir de uma parceria com o Centro Pop para realização de testes rápidos com os usuários que freqüentam esta instituição. O objetivo do trabalho foi Identificar as pessoas em situação de rua na cidade de Manaus que precisam de diagnóstico, tratamento e prevenção em HIV/Aids e sífilis através de testes rápidos. Foi realizado teste rápido em 48 usuários durante o período de janeiro a junho de 2016, destes 42,7% foram positivos sendo 27% para sífilis, 15% para HIV e sífilis e 2% para HIV. Destes 21% iniciou o tratamento e apenas 2% destes usuários concluiu o tratamento. Há uma interessante correlação entre as variáveis gênero, orientação sexual e o diagnóstico. É possível perceber que de um total de 37 sujeitos do sexo masculino testados, 29 relataram ser heterossexuais ao passo que 8 relataram ser homossexuais. Dos heterossexuais, 2 tiveram diagnóstico de sífilis e 3 tiveram diagnóstico de sífilis e HIV. Em se tratando dos homossexuais, 5 apresentaram diagnóstico de sífilis e 3 estavam com ambas as patologias. Em se tratando do gênero feminino, o total de mulheres testadas foi 11, as quais referiram a heterossexualidade como orientação. Com relação ao diagnóstico encontrado, 6 apresentaram apenas sífilis, enquanto que 1 apresentou sífilis e HIV. É importante apontar como uma primeira recomendação o estabelecimento de parcerias intersetoriais com aquelas instituições que já realizam algum tipo de trabalho com tais populações vivem em situação de rua que pelo estigma, tem dificuldades de acesso aos serviços públicos e as políticas em geral. É importante levar em consideração o acompanhamento dos casos que é sem sombra de dúvida facilitada pelo vínculo da população com tais instituições, o que facilita o acompanhamento dos casos e o tratamento adequado. Outra recomendação relevante é tentar vincular os grupos que fizeram exames às estratégias/unidades de saúde para dar continuidade ao cuidado despertando a autonomia dos usuários no tratamento visto que o ideal é que eles mesmos busquem a prevenção e o controle percebendo a importância em cuidar de si e por outro lado, facilitar o acesso às unidade de saúde.

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