Published February 1, 2022 | Version v1
Journal article Open

Associação entre a ansiedade e o rendimento de uma equipa de futebol

  • 1. Universidade Federal de Santa Maria
  • 2. KinesioLab – Research Unit in Human Movement, Piaget Institute, Portugal

Description

Enquadramento: O futebol é uma modalidade altamente complexa, na qual o jogador necessita desenvolver diversas capacidades físicas, motoras e psíquicas. Objetivos: O presente estudo teve como objetivo analisar a associação entre a ansiedade e o desempenho desportivo numa equipa de futebol profissional. Métodos: A amostra foi composta por 18 jogadores profissionais de futebol, com média de idade de 24,6 ± 3,9 anos, massa corporal de 78,0 ± 7,1 kg e estatura 178,0 ± 6,6 cm. Para avaliação da ansiedade-traço foi utilizado o Inventário de Ansiedade Traço-Estado, e para a avaliação do desempenho desportivo foi utilizado o método Scout. Foram analisadas as ações corretas e erradas, posse de bola, golos marcados e sofridos em cada partida. Resultados: As ações corretas durante os jogos estão diretamente associadas com a posse de bola (R=0,692; p=0,009). Ademais, observou-se correlação positiva entre a quantidade de posse de bola e os passes certos da equipa analisada (R=0,804; p=0,001). Conclusões: O grupo de estudo analisado não apresentou associação entre perfil de ansiedade-traço e desempenho em campo. Desta forma, entende-se que a utilização de outras variáveis, nomeadamente, a ansiedade-estado, possam oferecer novas evidências para o papel desta variável na performance desportiva no futebol sénior.

Files

artigo-1.pdf

Files (1.3 MB)

Name Size Download all
md5:49e11603eebff93e3b7b1d7b1dda7c93
1.3 MB Preview Download

Additional details

Related works

Is cited by
Journal article: https://germinare.ipiaget.org/index.php/germinare (URL)

References

  • Barbosa, C., Seabra, A. G., & Calgaro, D. (2011). Validade de testes de atenção e ansiedade na predição do desempenho no handebol. Revista Thêma et Scientia–Vol, 1(2), 131.
  • Barrera, E. (2000). Evitación y/o escape como mecanismos psicológicos en el ámbito del deporte de competición. Psicologia Del Deporte, Articulo, 4.
  • Bertuol, L., & Valentini, N. (2006). Ansiedade competitiva de adolescentes: gênero, maturação, nível de experiência e modalidades esportivas. Journal of Physical Education, 17(1), 65–74. http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/RevEducFis/article/view/3378
  • Biaggio, A. M. B., Natalício, L., & Spielberger, C. D. (1977). Desenvolvimento da forma experimental em português do Inventário de Ansiedade Traço-Estado (IDATE) de Spielberger. Arquivos Brasileiros de Psic. Aplicada, 29(3), 31–44.
  • Bompa, T., & Haff, G. (2012). Periodização: Teoria e Metodologia do Treino (5th ed.). Phorte Editora LTDA.
  • Brink, M., Visscher, C., Arends, S., Zwerver, J., Post, W., & Lemmink, K. (2010). Monitoring stress and recovery: New insights for the prevention of injuries and illnesses in elite youth soccer players. British Journal of Sports Medicine, 44(11), 809–815. https://doi.org/10.1136/bjsm.2009.069476
  • Costa, I. T., Garganta, J., & Guilherme, J. (2015). Para um futebol jogado com ideias: Concepção, treino e avaliação do desempenho tático de jogadores e equipas. Vila Mariana: Editora Appris.
  • Durães, G., Durães, B., Lafetá, J., Maia, M., & Caribé, A. (2017). Níveis de ansiedade pré-competitiva e eficiência técnica e tática de uma equipa adulta de futsal feminino participante dos jogos de Minas Gerais-2015. Revista Portuguesa de Ciencias Do Desporto.
  • Fernandes, M. G., Nunes, S. A. N., Vasconcelos-Raposo, J., & Fernandes, H. M. (2013). Factors influencing competitive anxiety in Brazilian athletes. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano, 15(6), 705–714.
  • Ferreira, J., Leite, L., & Nascimento, C. (2010). Relação entre níveis de ansiedade-traço competitiva e idade de atletas de voleibol e análise destes níveis pré e pós-competição. Motriz., 116(4), 853–857. https://doi.org/10.5016/1980-6574.2010v16n4p853
  • Flôres, F. (2021). HandScout: A new system to record football data. Germinare, 1(1), 17-24 https://doi.org/10.5281/zenodo.5557079
  • Flôres, F., Balsan, G., & Balsan, L. (2016). Scout Analysis of Soccer: New Look on the Brazilian Championship. International Journal of Sports Science, 6(3), 83–87. https://doi.org/10.5923/j.sports.20160603.02
  • Flôres, F., Santos, D. L., Carlson, G. R., & Gelain, E. Z. (2019). What can coaches do? The relationship between substituion and results of professional soccer matches. Revista Brasileira de Futsal e Futebol, 11(43), 215–222.
  • Gonçalves, F. (2014). Análise da relação entre a ansiedade e o desempenho em jogadores de futebol de campo: categoria infantil (Vol. 1, Issue 1) [Universidade Tenológica Federal do Paraná]. http://journal.stainkudus.ac.id/index.php/equilibrium/article/view/1268/1127
  • Grange, P., & Kerr, J. (2021). Physical aggression in Australian football: A qualitative study of elite athletes. Psychology of Sport and Exercise, 11, 36–43. https://doi.org/10.1016/j.psychsport.2009.04.006
  • Hanton, S., Jones, G., & Mullen, R. (2000). Intensity and direction of competitive state anxiety as interpreted by rugby players and rifle shooters. Perceptual and Motor Skills, 90, 513–521.
  • Kais, K., & Raudsepp, L. (2004). Cognitive and somatic anxiety and self-confidence in athletic performance of beach volleyball. Perceptual & Motor Skills, 98, 439–449.
  • Khan, Z., Haider, Z., Ahmad, N., & Khan, S. (2011). Sport achievement motivation and sports competition anxiety: A relationship study. Journal of Education and Practice, 2(4), 1–6.
  • Kosmidou, E., Giannitsopoulou, E., & Moysidou, D. (2017). Social Physique Anxiety and pressure to be thin in adolescent ballet dancers, rhythmic gymnastics and swimming athletes. Research in Dance Education, 18(1), 23–33. https://doi.org/10.1080/14647893.2016.1223027
  • Lago-Peñas, C., Rey, E., Lago-Ballesteros, J., Casáis, L., & Domínguez, E. (2011). The influence of a congested calendar on physical performance in elite soccer. The Journal of Strength & Conditioning Research, 25(8), 2111–2117.
  • Matveev, L. (2001). Teoría general del entrenamiento deportivo (1st ed.). A & M Gràfic. https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=Fj5HEuujyToC&oi=fnd&pg=PA9&dq=Lev+Pavlovich+Matveev&ots=KnBuMf9WVQ&sig=YxNfVIjH6yPVQdGcd1vr-kB-d2o
  • Menegassi, V. M., Rechenchosky, L., Borges, P. H., Nazario, P. F., Carneiro, A. F. F., Fiorese, L., & Rinaldi, W. (2018). Impact of motivation on anxiety and tactical knowledge of young soccer players. Journal of Physical Education and Sport, 18(1), 170–174.
  • Parnabas, V., Parnabas, K., & Parnabas, A. (2015). The Influence of cognitive anxiety on sport performance among taekwondo athletes. The International Journal of Indian Psychology, 2(February), 1–8.
  • Prudente, J., Garganta, J., & Anguera, M. T. (2004). Desenho e validação de um sistema de observação no Andebol. Revista Portuguesa de Ciencias Do Desporto, 4(3), 49–65.
  • Pujals, C., & Vieira, L. F. (2008). Análise dos factores psicológicos que interferem no comportamento dos atletas de futebol de campo. Journal of Physical Education, 13(1), 89–97.
  • Raglin, J. (1992). Anxiety and sport performance. Exercise and Sport Sciences Reviews, 20(1), 243–274. https://doi.org/10.1249/00003677-199200200-00009
  • Román, S., & Savoia, M. (2003). Pensamentos automáticos e ansiedade num grupo de jogadores de futebol de campo. In Psicologia: teoria e prática (Vol. 5, Issue 2). http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1516-36872003000200002&script=sci_abstract&tlng=es
  • Rosito, L. E. (2008). Níveis De Ansiedade Traço-Estado Em Jogadores. Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
  • Santos, S., & Pereira, S. (1997). Perfil Do Nível De Ansiedade-traço Pré-Competitiva De Atletas De Esportes Coletivos E Individuais Do Estado Do Paraná. Movimento, 4(6), 3–13. https://doi.org/10.22456/1982-8918.2238
  • Singh, V., Kulandaivelan, S., Prakash, S., & Punia, S. (2017). Relationship between pre-competition anxiety and performance levels in inter-university women football teams. International Journal of Physical Education, Sports and Health, 4(5), 136–139. https://doi.org/10.1016/j.psychsport
  • Smith, R., Smoll, F., & Cumming, S. (2007). Effects of a motivational climate intervention for coaches on changes in young athletes' achievement goal orientations. Journal of Clinical Sport Psychology, 29, 39–59. https://doi.org/10.1123/jcsp.1.1.23
  • Sonoo, C., Gomes, A., Damasceno, M., Silva, S., & Limana, M. (2010). Ansiedade e desempenho: um estudo com uma equipa infantil de voleibol feminino. Motriz, Rio Claro, 16(3), 629–637.
  • Spielberger, C. D. (1966). The effects of anxiety on complex learning and academic achievement. Anxiety and Behaviour. Academic Press.
  • Tomé, T., & Valentini, N. (2006). Benefícios da atividade física sistemática em parâmetros psicológicos do praticante: um estudo sobre ansiedade e agressividade. Journal of Physical Education, 17(2), 123–130.
  • Vieira, L. F., Teixeira, C. L., & Vieira Filho, J. L. L. (2011). Autoeficácia e nível de ansiedade em atletas jovens do atletismo paranaense. Rev Bras Cineantropom Desempenho Hum, 13(3), 183–188.
  • Weinberg, R. S., & Gould, D. (2014). Foundations of Sport and Exercise Psychology, 6E. Human Kinetics.
  • Woodman, T., & Hardy, L. (2003). The relative impact of cognitive anxiety and self-confidence upon sport performance: A meta-analysis. Journal of Sports Sciences, 21(6), 443–457. https://doi.org/10.1080/0264041031000101809.