onde elle era.£Dom Diego, como soube que viinha el rey sobr'elle,£acolheosse a hũas serras muy esquivas.£E el rey achou hũũs poucos dos seus cavaleiros£e prendeuhos e tomoulhe castello£que avya nome Briones£e outros castellos de que entendeo£que lhe podya vĩĩr algũũ dampno£e derriboulhos
. E mandou Juliano£que a nom soterrassem .£mas q deitassem o seu corpo£emna praça a comer aos caaẽs .£E por esto jouue seu corpo£dous dias emno mercado .£qu’era chamado o mercado do touro .£De como sã pmenio foj deitado d roma .£e
hũu filho£a que disserom dõ frei Alvoro Gomçallvez Pereira,£que foi Prior do Espitall,£o quall foi mui homrrado,£avomdoso de rriquezas e boas comdiçoões.£Elle foi fora deste rregno£ao comvemto de Rodes£mui gramdemente e bem guarnido,£assi descudeiros£come doutra gemte;£ca ell passou aaquella terra
bem podem eixerçitar as obras£que esta manda .£haa Senhor deos£ora me tu fezeras seer no mundo£hũũa pobre molher£pera te eu poder£ao menos em aquella uída£perffeitamente seruír .£Menistrando & fazendo seruiço a teus nenbros .£conuem a saber aos pobres£por amor de
que ja outros prymeiro fosẽ emviados,£e a reposta£que de llaa veio.£E depois em Coimbra£quoamdo o Mestre foy alçado por Rey,£emviou seu recado£e outra procuração a estes mẽssageiros,£que por este neguoçio£imda alla eraõ deteudos,£em que lhe dava poder abastamte£pera trautar com
esto ouvio houve gram pesar e,£com mũi gram sanha,£nom se pôde teer£que nom fosse a ele.£Pero era vilania£ca Mordret estava desarmado e a pee£e el armado e a cavalo.£E feri-o per meo do peito£em guisa que a lança foi da outra parte;
ou mal treyto.£E ally veerey eu como me acorredes£ou que consselho averedes pera me sacar.£E digovos que,£se nõ for aas cortes,£que me retarã.£E vos bem sabedes£que nõ deve de lidar o homen£que torto tem,£ca Deus nõ o quer ajudar,£e
beenta Virgen,£yndo elle pera as matinas£cõ seus clerigos,£em aquelle dia£que elle ordenara a sua festa£ẽ o mes de Dezembro,£apareceulhe ella£con grande companha cellestial£e con tanta claridade£que era grande maravilha;£e disselhe:£- Por que me tu fezeste tanto serviço ẽ
mais que sohya e ameaçavaos,£dizendo que nũca averiam o seu amor.£E elles, temendosse delle,£foronsselhe muitos delles pera Castella£e delles pera el rei dom Afonsso.£Como el rey dom Sancho guaanhou Galliza£por a malquerença del rey dom Garcia£Andados quatro ãnos do
poem£e entom vam empos elle£e por aquella cousa fica muytas vezes£o porco por alevantar que,£ou os caães correram con elle en tal guisa£que os non poderam bem tomar ou,£quando os tomarem,£verram ja tan cansados£que depois nem poderam achar nem correr,£e por
nome Roy Diaz, o Cide£- e era ja de dez ãnos.£E levouo conssigo e criouho em sua casa muy honrradamente.£E dona Orraca, sua filha del rey, lhe fazia muyta honrra.£E esta foy a razõ por que a elle amou mais£que nem hũũ dos seus irmããos.
dom Fernando foy sobre mouros£e da grande conquista que fez£Conta a estoria que,£ẽno mes de Março,£sacou el rey dõ Fernando£sua hoste ẽ Tolledo£e dally partio£pera correr terra de mouros.£E chegou aas Naves de Tollosa.£E entõ veo a elle el
logar que hy avya muy estreyto.£E, em quanto elle esto fazia,£chegarom novas aos da villa£como eram ja os Allarves em Aljazira.£E elles ouverom dello grande prazer.£Do grande mylagre£que Deus mostrou por os Allarves£nõ vĩĩrem a Vallença£Os de Vallença
pecados.£E porem, como quer que a bondade de Deus£e a grandeza e as outras dignidades semelhantes£ham autos e fazeres infiindos em na sustançia de Deus,£asy como dito avemos e se dira mais adiante,£nom he asy da misericordia,£ca nom ha auto nem fazer infiindo£porque
o produzido£nom sejam departidos em nẽhũa cousa£da esençia e da bondade,£e que cada hũu delles£fique realmente departido do outro£pella propriedade£que cada hũu ha verdadeiramente£apartada do outro.£Ca hũu ha propriedade£que produz e obra de sy outro.£E este que he obrado£e
e nove apostoligos.£En este ãno, morreo Locaryo, rey de França,£e reynou empos elle Criperico vĩte e tres ãnos.£E partio logo o reyno£cõ seus irmããos£que foron estes:£Eribeto e Gruntano e Sigaberto.£E, en ho oytavo ãno,£morreo o ẽperador Justiniano£e reynou empos elle Justino,£
parecem.£Hũus por perdas que ouverom,£cousas de vergonça£que lhes aconteceo,£nojo ou medo£que sobejo e continuadamente sentem.£Porende eu entendo£que muytos no que sobr’ esto tenho scripto,£e adiante screvo,£ainda que per fundamentos desvayrados£syntom a tristeza,£devem com a graça de deos aver
muy feruete ataa muy alta noyte .£Muytos trouue ao sujço de ds p suas amoestaçõees .£e p seus bóós exemplos .£Este sco homẽ fez muytos mosteys de monges .£e viueo cõ ells muy scamente .£E ujuẽdo elle asy [ ... ... ] feyto papa de
cõ a meatade do iffantado ;£e deu a dona Elvyra Touro£cõ todos seus termhos£e com a outra meatade do iffantado.£E, quando el rei dom Fernando£ouve feita esta partiçom,£pesou muito a dom Sancho,£que era o filho mayor,£por que elle entendya£que
ẽno seu coraçõ£e pedio lhe merçee£chorando muy fortemente£q fizesse rogaria por ele£a nosso snor jhesu£o que elle o liurasse da garganta do diaboo .£e começou o d fazer o abade muy de grado£e castigãdo o todo elle .£e cõuerteu o a nosso
E hũa vez veo lhe em visom de nosso snor£q fosse em romaria a sam Jague .£E elle prometeo muy humildosamente£porq sabia bem£que se elle rogasse a ds por elle£que sararia daquella infirmidade do seu corpo£segũdo q he escripto .£Sperauit in domino eripiat
cõ sua bandeira£e metyasse ẽnas mayores pressas£que elle podya,£como aquelle£que era muy nobre cavalleyro d'armas.£E outrossy era hi£muy nobre cavalleiro Gustĩĩz Gonçallvez,£que o fez muvto bẽ aquelle dia£cõ dous seus filhos£que erã ainda entõ muyto mãcebos;£e erã naturaaes de Sallaz
Do poder da fazenda.£O poder da fazenda se departe em duas partes:£Hũa pera comprar£e aver boas bestas;£e a outra pera as governar.£E pera cada hũa destas,£se grande voontade teverem£e muyto saber,£a poucos fallecera´ o poder.£Ca pois aos tafuees nom
huniom,£fallou comtra aquell poboo£e disse:£Vaamos matar a alleivosa da Abadessa,£que he paremta da Rainha£e sua criada.£Outros dizem doutra maneira,£e es ta pareçe mais rrazom,£convem a saber:£que a Abadessa£ouvimdo como elles amdavõ daquella guisa,£e as cousas que faziam,£que disse£
e do lodo e da cijnza .£e aJnda dout muy ujl£e muy çuya cousa .£Concebido he em feruor de luxuria£e ẽ gnde fedor .£e o q peor he .£ẽ tingimẽto e ẽ fez de pccado .£Nado he pa trabalho e pa dóór e
chegãdo aa çidade£visitou todos os luguares£que desejaua£Consollando todos os religiosos£fazendo lhe grandes esmollas .£esforçãdo os no s d d em toda graça e obs uançia .£pregãdo outrosy£e ensignãdo todo o poboo£em a ley e temor do S :£e em a guarda
alão en tal guisa que o trilhe bem e,£quando o alaão assi he bem trilhado e,£às vegadas,£quando o cavalo empeça en elle, caae£e he aventura daquelle£que en elle vay£de filhar en ello cajom,£e esso medês,£quando o alaão assi he trilhado do cavalo,£
porco non alevanta,£ca, se lha posessem passo,£sendo o monte piqueno£poderia seer£que o porco sentiria aquelles£que hiam filhando a vozaria£e poder-se-hia alevantar e lançar-se no monte grande,£e per aquella guisa£ficaria o monte por correr,£o qual seria pollo contrayro e que,£se lho
.£Mas porque ele estaua muy esforçado£pola muy grãde parte da diuĩdade£que tinha comsigo .£porque nom podia ser vençudo .£nem o podiã partir£d nosso senhor jesu o£nemhũa crueza de tormentos .£Tomarom huũ martelho de ferro .£e ferirõ lhe muy fortemente a cabeça£
de mym pecador”!£E nosso senhor determyna£que este publicano sse partio muyto mais justo£que o fariseu que desprezava,£ainda que lhe desse graças dos beens£que sentia en ssy.£E daquesta soberva£som outras duas deferenças.£Hũa que sse chama spiritual,£e outra temporal.£A espiritual se
ouue misicdia£e passom com elles .£e depoys de dous messes£ssoltou o das cadeas e psoes£em q iazia .£E el sayo sse de nocte do cacer .£e ueo ao outro£q iazia na albgaria muyto doente e emfmo£e em seus pẽẽs nom podia andar
mesmo,£segumdo algũs afirmão,£emviou loguo a ell Rey suas cartas£em que lhe fez saber£como elle hera vimdo em Gualiza£e aportara naqell lugar da Crunha,£trazemdo comsyguo sua molher e filhos,£por cobrar o reino de Castella£que lhe per dereito pertemçia,£e que lhe prazeria de
dar o dauangelho£se o tem consagrado per sacerdote£que ele nom pode cõsagrar.£Item nenhum sacerdote£que seia sospenso ou emtridito ou escomungado£nom deue este sacramento dar a ninhũ£nem o receber em sy.£Item nemhũ sacerdote£nõ deue de beber em tauerna£tirando se mãda caminho£e
bem auẽturado sam çiriaco foy ala .£E tanto que chegou disse .£Emno nome de jhu£o mãdo te£que sayas della .£E respõdeo emtõ o diabo£pella boca della .£e disse .£Se tu queres£q eu saya daqui .£da me outro vaso£em q
deu g a de£e disse .£Graças dou a ti meu senhor£de q me chamast . e fezest£q p teu nome tomasse .e . recebesse smolas dos me s .£Rogo te e peço .£que esta obra£q em mj̃ começast .£q te plaza e
Do poder do corpo e da fazenda.£Quanto pertẽẽce ao poder abastante£que devem aver os cavalgadores,£se departe em duas partes:£Hũa de desposiçom do corpo,£e outra da fazenda.£Do corpo penssom algũũs por fraqueza,£ou velhice, ou gordura£que nom podero´m seer boos cavalgadores,£e porem
dampno e todo mal£que nos os fazer poderẽ,£come nossos ẽmiigos.£Pois, pera bõõ consselho,£nõ ha hy al£se nõ avelo com os mouros,£ca, pois Deus he ẽ nossa ajuda,£todos venceremos.£E por esto cõvem£de nos defendermos muy ben,£ca, se per ventuira per nossa
mãdou fazer grãdes vallas derrador da çidade .£o Emperador tomou cõselho£con aquelles que erã do seu sagredo£como podría tomar a çidade .£he quis que primeyro fallasse Jacob£ao cual deus tinha feyta muyta merçee aquelle día£he cõtou lhe diante de todos .
E pero canto sabia£que era leal cavaleiro e tam boo£que nom podia crer em ninhũa guisa£que el matara Ivam.£E começou entom a pensar que faria,£se o cometeria logo,£se o leixaria pera outra vez.£E em esto se acordou£que o leixara aquela hora,£ca
dentro na zavra£e matarõ a moor parte dos mouros.£E desi tornarõsse sem nenhũũ dampno£e bem andantes pera suas naves.£Como os mouros levaron as vacas do prior do Espital£e lidou el com elles e,£posto en grande coita,£os venceo Conta a
eu nõ vencesse.£Mas, da desaveença£que ouve antre mĩ e Moluca,£o senhor de Calçom,£como pasou vos direi.£E el rei dom Rodrigo lhe disse£que lhe prazia muyto de o ouvyr.£E o conde começou sua razom em esta guisa:£- Senhor, vos ben sabedes
a outra meatade£et veerom os ladrões sintindo ho odor da carne cozida£et entrarõ em na casa£et ameaçauãna de morte£se lhes nom dese a carne.£E entõ ela descobrio os mẽbros do moço£et dese uedes aquy£a mjlhor parte£q̃ uos gardey.£E elles quando aq̃lo
Este dom Bernaldo,£emleito de Tolledo,£era natural de terra de mouros,£de hũa terra£que ha nome Agem,£e de hũũ castello£que chamã Soldat,£segundo cõta o arcebispo dom Rodrigo.£Este dõ Bernaldo£era muyto leterado£e grande clerigo,£mas leixou a clerizia£e husou de cavallaria.£E
Em tal guisa o fez que,£de mortos e presos,£nõ lhe scapou nem hũũ.£E entõ mandou Almoçolas preso a el rei dõ Afomso£cõ outros seus companheiros.£E, quando os messejeiros do Cide chegarom£com este presente a el rey,£prouguelhe muito cõ elle£e mãdou delles fazer
aos do arraiall,£de que os portugueses sempre levavam o louvor.£E huũ dia sairam da villa per hũa pomte£porque custumavam vir£a escaramuçar parte das gemtes£que na villa avia.£E tinham costume,£quamdo os do arraiall hiam apos elles,£de cheguarem acerqua da pomte e mais nã;
leixou os que se pagou como nõ devia,£ẽ tãto que vós nõ erees rey£senõ per nome£e per linhagem do sangue£de que viindes.£E porẽ lhe digo£que vos servyo sempre muy mal£e com muyta vossa desonrra e,£se quer dizer de non,£eu lhe quero
similldoões£quy ellas poserom em no mundo som deificadas£e fectas Deus em esa encarnaçom,£aalem da quall cousa nẽhuũa,£nem poder nem saber asoluto,£he a esas degnidades mais conveniente£pera produzer e fazer obra de fora. ¦£Ca o poder e o saber absoluto£das dignidades de Deus
assaz de mantiimentos,£assy pera os bispos da terra£como pera os outros£que o papa mandava.£Em este desterramento dos bispos d'Affrica,£foy o bispo Fulgencio,£que foy nobre baron£e muy provado per muitas tribulaçõões£ẽna fe do Nosso Senhor Jhesu Cristo.£E conta Genadyo£que este Fulgencio,£
aguas£nem ainda afastado dellas£quanto possa ser£hŨa largueza de cinco ou seis braças,£segundo seu estimar.£Ca sejam bem certos os monteyros que,£se per tal lugar correm,£que logo lhes he prestes£hŨa muy grande queda.£Como esto he£mostra-sse en este modo,£ca vós, os monteyros,£
respondeo e disse .£se te tu calaras sias filosaffo .£q qria dizer .£Pois q te no podeste sofrer£e te asanhaste£nõ es filosapho .£E asy parece£q sandeu foy este filosapho£q o seu mecimẽto de paciẽcia£tornou em louuor dos homẽs .£chamãdo se
e os grandes golpes que dava,£ca non hya per logar,£por muytos que hy estevessem,£que lhe todos non dessem o caminho.£E dizia aos seus£que os matassem e ferissen,£ca por elles era o dya,£e desta guisa esforçava os seus muy fortemente.£E chamava todavya o
o Comde dom Joham Affonsso£a huũ Escudeiro casado em Lixboa,£com que avia conheçimento£que hia em companha dos embaxadores;£que bem viia como Castella era comtra Portugall,£e Portugall comtra ssi meesmo;£e que bem devia emtemder,£que tall samdiçe£quall levamtavom dous çapateiros, e dous alfayates,£querendo
poderom£ca os três cavaleiros forom a eles£e matarom-nos assi a eles£como a quantos aa sua ajuda vierom.£E depois que virom£que livrarom o paaço de seus imigos,£disserom:£– Vaamos fora, se podermos achar mais desta gente,£ca muito som de maa parte e endiabrados.£Entom
mesura,£vestido asy come os outros,£e a sua barva mui espessa.£E este era mancebo£e começou sua razom em esta guysa:£"Reynha senhor,£sabede que nós outros,£judeus deste tenpo,£dizemos que este salmo£que vós aleguades£deve de seer entendido de Abraão.£Ca Eliezer, seu despenseiro, o
quer que as ligeiriçes sejam muytas,£pero poucas som as que os fidalgos£ham-de fazer e usar£que ao feito dos homes de armas pertença.£Ca, como quer que os saltos das muas£sejam muytos e de muytas guisas,£pero nom som proveitosos£a os fazerem os hom‘es d-armas,£senom
Aquela noite foi grande a alegria£dos cavaleiros estranhos e dos da casa.£Mas, como quer que os outros houvessem,£Dalides catava todavia Galaaz£ca o preçava de fremosura sobre todolos cavaleiros£que nunca vira;£mas nom podia creer£que tam bõõ cavaleiro£era como Dondinax dissera£ca nom
a que nã pertemciam feitos de guerra,£e que el Rey seu filho£nã era de tamtos annos£que em ella podese ser,£e que por esto lhe nã comvimha£de se despoer a tall obra.£E depois que elle foy em tall idade£pera reger seus Regnos£e começou
[ ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . ]£outrossy as dignjdades e o poderio treal de pouco duramto .£Por em diz o sabedor catholico .£Breue e peqna he a vida de todo o poderio .£e diz Job .£leuãtados som ẽ
paz e irmamdade.£E desto deve a voso Senhor prazer muito,£porque falamdose taes cousas per ellas£se pode milhor ver a rezaom e direito£que cada hũa das partes tem£de que trautamdo£se segue igualdade£e cesam os aficamemtos£que os Primcipes£depois das pazes feitas£podem aver
avia nome Zoic,£dizendo,£em na xx» iiii» do Alcarom,£que Deus lha dera por molher£porque nom era pecado casar o homem£com a molher de seu filho adoutivo£despois que o filho adoutivo£ouvese conprida sua vontade com ela.£E asy pareçe que os mouros,£per sua ley,£
mandou dizer£que lhe dessem logo a villa,£segundo era na postura,£se nom que elle£nõ seeria theudo de lha guardar,£e demais que mataria£os que tiinha em arrefenas.£Pero, com todo esto,£passou hũũ dia.£Os da villa,£quando virõ que nõ avyam remedio,£sairõ a
mão meter em mim£que se estranhamente nom perjure.£E da outra parte,£se eu ora quisesse esta batalha,£nom na devia el a querer£ca nem ũa honra nom haverá i,£ca ele é são e eu chagado.£Mais eu lhi direi£que i poderá fazer a sa honra
he que façã grãdes couas acerca do muro£he que lançẽ allí todos os mortos .£porque será espãto das gẽtes£se cada día teuessem os mortos ante si .£he ajnda mais o fedor£que delles sayraa£que sería muy grãde enfermidade .£he estemos aquí sagesmẽte£he fazee
ou uirgens ou uihuuas ou dordem£ou con quamtas parentas suas fornigou£ou com quantas solteyras da mancibya£e se outrosy dormio con alguna sua cunhada.£A quarta se fez aquel pecado£se nom como he custume de se fazer.£Ou se andaua cada hũa desas molheres£con sua frol
gnde coraçom .£asy como se contẽ ẽ este falamẽto£q se segue .£Exemplo .£O leom he rey de todas as bestas£E por ẽ leom ẽ latim .£qr diz rey£seg diz sco ysidoro .£Hũũs leõões ha hy peqnos£q teem a coma crespa .
Joham de Purtuguall e do Allguarve,£saude e apostolicall bemçam.£Per desposisaom da divinall clememcia£per que os reis regnam£e os primcepes se asonhoream£sem noso merecymemto£somos postos asy£como hum claro lume£sobre as gemtes dos cristãos.£E porem as vezes he necessario dalgũs regnos e senhorios
caminho.£E havia i muitos de bõõs homẽẽs ermitães£que foram cavaleiros e homẽẽs de gram guisa£mais por corregerem sua vida£entraram i contra cima de sa idade.£Quando ouviram dizer a Galvam.£que el queria i aduzer o corpo de rei Bandamaguz£e ouviram dizer como fora morto,
Estes cimquoemta e quatro logares,£e outros mais£que dizer nom curamos,£teve elRei a seu mamdar quamdo veo,£e ante que emtrasse no rregno.£E posto que os rricos e poderosos,£assi alcaides de castellos,£come outros fidalgos,£tevessem voz por elRei de Castella,£os poboos porem£todos em
Asy ha out gente£q a o cam por seu Rey .£e tomã agoyro ẽno moujmẽto do cam£pa fazem suas obras .£Outros ha hy£q caçam os lióóes e as panteras£e come a cne deles .£E o Rey destes£nõ tem mays de hũũ olho
que Eu he huũ primo meu£que había nome José ab aramatia£o deçemos da cruz£quãdo lhe derõ o corpo.£he tomou muy honrradamẽte£he poo lo en huũ seu moymento£o cual tinha feito pera si.£de que os judeus ouuerõ muy grande enveja.£he vos señor nos
el Abemafõ,£que fora rey de Sevilha,£ao qual el rey dõ Fernando£prometera Exarez e Esnalfarag£e Nebra, e outros lugares£que eram contheudos na preitesia£que antr'elles era firmada,£a qual el teve muy cõpridamẽte.£Oito annos durou£o muy nobre rey dom Fernando na frontaria
nõ temyam nenhũa cousa os mouros,£como quer que os alaridos e braados£e tanger dos anafiis e atambores£que elles faziam era tam grande£que parecia que se querya juntar£o ceeo con a terra.£E, porque dom Alvaro Perez£era grande e grosso£e a queentura era muy
mesmo logar£que estas cousas todas£as escreueo elle daquella carta£que os aãos de Leõ£emuiaram aos de asia .£E por ende vos leixaremos agora aqui£d falar destes santos marteres£e de todolos outros£que forã marteyrados£emno tempo de Marco aureleo emperador£E contar vos hemos
sỹplez moca£Jaz cõ v quasy sẽ pulsso pasmad e fora de ssy .£no q demostrou seer v algũa Cousa av visto£nõ deste mũdo mas do out .£o q custuma faz themor e terror .£madre antijgua chamada villãte Roỹz£aa qual esta s S nossa e
q as estaua cantando£começou a dar grandes vozes£e arremedar os das albergarias£qndo se cõmetẽ huũs a outros .£ou quãdo entrã em alguũ castelo .£E elle dando aqllas vozes£tolheo se a essa hora de todo o corpo£e perdeo ho ouuir .£de guisa q
ar£ha en sy exertado em leteras Judengas£escptu este nome Jhu .£E pella utude do glioso nome .£nõ a pode qymar o fogo .£E bem asy se o homẽ gudar firmemẽte£este nome Jhu . ẽno seu coraçom .£nuca sééra qymado do fogo do pccado
o pode alcançar nas armadas£que assi son enfestosas e curtas.£Ainda lhe faz peor,£que o alaão,£des que assi vem correndo con o porco,£ja à de leve non acharedes nenhum porco£que se queira desviar,£posto que lhe o de cavallo corra assi£como dissemos en esta
estauã auya seis q erã ãos .£e hũ auia nome sã amõ£e outro sã zenõ .£e ontro sam tholomeo .£e outro sã ygeo .£e outro sam grandeuo .£e outro sã theophilo£E erã cauallos muy mesurados .£e de muy boõs costumes .£e
Corte,£moveram Martim Vasquez da Cunha£e Lopo Vasquez, seu irmão,£com gramdes prometimemtos£e acrecemtamẽtos de omrra,£que se fosem pera Casteella.£E elles fizerã no asy,£sem sabemdo el Rey desta cousa parte:£mas outros afirmam que Martim Vasquez£lhe cometeo sua ida,£de que elles foram asaaz
lhe avehera com elle,£Estomçe se partirom pera Lixboa aquelles£que disto souberom parte,£e veheromsse pera o Meestre,£e elle os rreçebeo mui bem,£e follgou muito com elles;£e quamdo vio o rrecado do irmano,£cessou de lhe escprever,£o que tiinha em voomtade£em rrazom da governamça
tiro de besta de tereiro,£e que fora dar aquele homẽ£que ele asy pemsava£que era seu irmaõ,£e que loguo cahira em terra£e naõ o vira mais.£A quoal cousa el Rey£ouve por muito£e quoantos esto ouviraõ,£e comtavaõ no despois por milagre,£porque nunca
seeria traiçom.£Disse o demo:£– Nom no queres fazer em nẽhũa guisa£e rogando-te ende eu?£Ora sabe verdadeiramente£que nunca tam gram folia fezeste,£e direi-che o que te ende avitirá.£Tu és enesta foresta£em lugar tam desvĩlado£e tam longe de toda gente£que ja mais
longo tempo folguei.£Quando el a voz ouviu,£guardeceu muito a Jesu Cristo e sinou-se£e deitou a campãã a longe do muimento.£E viu jazer no muimento£ũũ corpo de cavaleiro todo armado,£e ũa espada cabo dele,£e quanto havia mester pera cavaleiro fazer,£fora cavalo e
Desta maneira que avedes ouvydo,£foi Espanha cõprida£de muytos pecados e maldades;£e esto por el rey Vetiza,£que moveo os olhos£da grande piedade de Deus£en sanha£pera sy e pera todos aquelles£que seguyã as suas maldades.£Ca, per a mayor parte,£todollos homẽẽs avyam
lho defenderyam£e non ouve por sua prol£de estar hy mais£e decercou o castello£e foisse sua via.£E o primeiro que esto começou£e que primeiro chegou aa porta,£foy aquelle Diego Perez Machuca.£E, desta guisa£que avees ouvydo,£foy livre a condessa£e defeso o
faz mester a cada huum£q bem qr guardar as festas .£s .£abstinẽcia e guarda do Coracom£Astinencja comvem a muyt de todo ẽ todo pmte£deue se guardar de todo lauor tenporal£q nom laure ẽ domj̃go£nem en n dijas das festas£nẽ no canpo nen
como o corpo non demanda£senon as cousas terreaes£e a boa alma nunca cura£senon das cousas espirituaes,£assi estas virtudes,£entender e vontade,£nunca o demays da sua força£está nas cousas£que son corpos,£ca per estes sabem as cousas que sabem,£mays esta virtude non conhece
e nã emcomtravaõ direito,£mas de travees em perpasamdo.£E a primeira carreira que correram,£emcomtrou Maborni o outro no pescoço,£e peroo trouxese dous camaes e hũ gorjall,£pasoulhe todo£e teve a lamça da outra parte,£o poseo na pomta della£fora da sella linpo no chão,£cuidamdo
do Zebedeo disse:£Que foy concibido do spritu sancto£e naceo de Maria uirgem.£Santo Amdre disse:£E recebeo payxom em poder de Pilato£e foy crucifigado e morto e supultado.£Sãto Philipe disse:£Descemdeo aos infernos.£Sam Thome disse:£E resurgio damtre os mortos.£Sam Bertholameu disse:£E sobio
desbarato de rei Mars.£– Si,£disse el,£eu o vi hoje em este dia£desbaratar el e toda sua companha£e sabede que os de rei Artur£ganharom i mui gram requeza.£– E rei Mars,£disse Faram,£foi morto?£– Certas,£nom sei,£disse Galaaz,£ca nom quise
. nõ sa dessõrrada£pellas dessonrras e doestos de seu pad .£Ca o senhor ds£pouco cura da nobreza da geeracõ .£E por ẽ gnde nobreza ante ds£he ser o homẽ nobr p utudes .£seg diz sam Jeronjmo .£E diz sam Johm boca d'ouro .£
auia tal amor a esta vertude£que o dia que della nom vsaua .£damdo algũũs dooes£nom podia ser ledo .£E por Jsto ouue a jeeral graça & amor de todos .£E demostra esta Senhora sua framqueza£se ella ha poder de dar£Ella se emfformara bem
de adorar a sancta uera cruz .£qria eu entr na igia con os outos .£em tal guysa era embgada£e de hῦῦs e doutos empuxada .£q nõ podia em nẽhũa guysa£entr cõ a cõpanha na igia .£E qria me chegar aas ptas£pa veer a
qaes som mais e mjlhores£sem conparaçõ q os outros£q o teem por dessõrra e por mal .£Outssy posto q o homẽ padeça dessõrra£ou pena por sua culpa .£nõ deue seer tste£ca p peqna pena escapa de mayor pena£e p mais peqna ugonça escapa
cõ muy grande sanha .£mandou ferir muy fortemente com palmadas .£e desy mandou o leuãtar .£e disse .£Porque nom leixas aquesta loucura do teu coraçom .£e que escolhas boõs deuses . e alegres para ty .£e nom seja o teu corpo atormentado de desuairados
he .£Mãdou cauar e fazer£huũ grande fojo em terra .£e mãdou hy meter£o santo martyr£ata emna cintura .£e desy atopirõ no hy muy fortemente .£E assy a sepultura .£que soe ser£por folgãça aos mortos£foy emtom feyta£por pena a elle
hi ouve Gonçallo Gonçallvez,£o meor dos sete iffantes,£com Ruy Vaasquez,£polla punhada£que deu a Alvaro Sanchez, seu cunhado,£e pollas feridas£que lhe dera Roy Vaasquez cõ a asta£e outrossy pollo açor£que Gonçallo Gonçallvez britou a elle no rostro,£se ouvera de fazer dampno,£se
seu scudeiro e mandoulhe£que non desviasse a nenhũa parte.£E, quando enlaçou a capellina,£cayulhe a coifa en terra£e nõ a vyo.£E endereçou per seu caminho£e seu scudeiro empos ele.£Os mouros, como o vyrõ,£conhecerõno nas armas,£ca muitas vezes o vyram con ellas£e
os diaboos erã cansados£ẽ os leur e receber .£q por ẽ o agurdaua q nõ morresse .£e assy parece£q o beu he laço£pa cayrẽ as almas ẽ pdyçom .£E outsy o ujstir£asy como se mostra ẽ este recõtamẽto .£Exẽplo . molhr tragia
dar a conhescer en escritura àquelles£que deprender quiserem,£ca, assi como na phisica á alguns fruxos£que se non podem ensinar por escritura e,£quando se demostran£aos que querem deprender de tal sciencia,£sempre lhos mostram£e lhos dam a conhescer,£provendo-os e dizendo-lhes:£"Este fruxo que tal
despois que os mouros forom vençudos,£roubarõ o campo,£en que acharõ muy grãde aver£de que carregarõ cavalos e camelos£de todo o que lhes melhor pareçeu,£ca tãto foy o aver£que hy acharon£que o mais pobre dos cristããos£foy aquelle dya rico.£Despois que ouveron roubado
ao nosso senhor£muy doçes cantos de louuores .£E a uista dos olhos de ylas forom feridos£da muy grãde claridade .£de guisa que nõ pode ver nada .£e tornou çego .£porq ouliaua o lume£que nõ mereçia .£Emtõ o bem auẽturado sam victo rogaua
ello fora dado£e rogoulhe que o consselhasse£como melhor entendesse.£E o Cide,£quando esto vyu,£pesoulhe muito de coraçon,£mais por maao consselho£que lhe davã£que por as cartas£que veheron de Roma.£E enton disse a el rei:£- Certamẽte, senhor,£ẽ maao dia vos
e tres allveitares e dous ferradores e dous seleiros£e dous corrieiros e huũ jograll;£e todos pagados por tres meses,£a saber:£Março e Abrill e Maio, a trezemtas livras£cada lamça por aquel tempo,£as duzemtas e setemta em dinheiro£e as trimta livras lhe davaõ em pano,£
ribeyra d'Eixubam£ha muy bõõ allambar.£E so o seu senhorio£ha villas e castellos,£dos quaaes hũũ he Silve£que he a melhor villa do Algarve.£E Sylve jaz sobre o braço£que sal do mar.£Do termho de Nebra£O termho d'Eixubam parte per
de Sevilha£Veendo el rei dõ Afonso o bõõ£divydo que avya cõ el rei de Sevilha,£por que era padre de sua molher,£e o grande amor£que por esta razom ãtre elles era£e veendo outrossy£como erã os melhores d'Espanha,£ouverõ seu consselho ambos per
prestes nom dou vantagem.£E desto me gabo por dar certo enxempro£e seer em feito de montaria,£de que se afirma£que com razom e verdade£nos podemos sem prasmo gabar.£o Do enssynamento do remessar£Quatro cousas som necessarias£a quem bem ouver de rremessar:£Primeira,
pera ella .£assy ẽ carregado do corpo .£mais sse persseuerares fortemente£como te eu mandey .£vĩjras aca a pouco tenpo£e aueras essas meesmas moradas£e meesma gloria£e pera ssenpre sseremos de ssuũ£E em esto acordou Josaphãt do sopno£e aJnda tijnha a ssua alma
e torna a contar£como fez a iffãte dona Orraca.£Como a iffante dona Orraca£fez saber a el rei dom Afomso, seu irmãão,£a morte del rei dom Sancho£Despois desto que dicto avemos,£fez a iffante dona Orraca suas cartas£e ẽvyouhas em grande
disse lhe o aodeantado .£Quanto tẽpo ha d tardar ala£E sã basilio dis huũ anno .£E disse o adeamtado£hũ anno demãdaste .£e eu dou te outro de mais .£vay com alegria .£De como pasou jesu o sã Basilico . e sam Tripol .£
comer e vestir .£E demais emno thesouro da ygreja£pose mujtas cousas honrradas de muytas guisas .£E o dia em que o bẽ auenturado corpo de sam zoil£foy reçebido em aquela ygreja£foy tres dias por andar do mes d’octubro£ẽno dia da sua paixam£em q
que fossẽ .£nũca ho seu sp foy cõtoruado .£mas cõtinuadamẽte£cõ m paciẽcia e alleg do seu sp .£daua louuores ao S d .£Forõ Juntos algũ bõos e certos fysycos .£Como cõvijnha p tal S£porq suas doẽcas Recrecijã£e nõ melhorauã .£e nã
e fez sua oraçom .£e deu com ele no chão .£e foy jupiter o ds todo esmehuçado .£E quando veo aqsto Uenustiano . o adiantado .£começou a ferir muy de rijo em sua fronte com grãde saha .£e disse .£Pereçeremos nos e todo o
cama£por beijar os pees do apostolo.£E elle lhe disse£que se nõ trabalhasse dello,£ca nõ poderia chegar a elle.£E, por que o Çide fosse bẽ certo,£disselhe outra vez:£- Todo o que che hey dito,£todo te he outorgado.£E, logo que lhe
en chaão.£E, depois que as tiver postas,£a todallas vozarias en geral£lhe compre de as requerer e ande por ellas,£e esto por fazer estar todollos homes quedos,£cada hum en seu lugar£que se non abalem,£e deshi que, se o porco poser grande força por passar
faz por fym honesta.£E per estes desejos£todos quatro desejamos todallas cousas:£hũa dellas a boa tençom,£e outra a contrairo,£e algũas a hũa symprez,£que nom he pecado nem mercee.£E de qual quer destas certo he£que sempre o grande desejo£ajuda muyto tirar o rreceo.
ou aynda que fossem os Romããos mais o terço;£e, se elles nõ vencessem,£que fossem elles descercados£e, se os Romããos vencessem a elles,£que lhes queriam leixar a vylla£em paz e em salvo.£Mas Cepion,£que era muy sabedor de guerra,£entendeo que esto nõ no demandavam
noios e eniurias£e muytos pesares e escarnhos£e aquelo que eu nõ queria a mĩ fezesem.£Doestandoos de maas palauras£torpes e desonestas e hyrosas e sanhudas£et escandalizeyos,£teẽdolhes hodio e maa uomtade£e dizemdolhes mal£e prazame de todo seu mal,£e pesauame de todo seu bem.
Jufez, que,£quando hia no ẽcalço empos os cristããos,£que, en se tornãdo,£que vira jazer hũa calçadura£que ben esmava que era sua,£polla nobreza que ẽ ella vyo;£ca, por o que elle ouve daquella calçadura,£foy rico e avondado em toda sua vyda£e foy senhor de
– Meu Senhor Galaaz,£vós sejades bem viindo£e beento seja Deus£que vos aqui adusse,£ca per vós seeram livres£as presas donzelas.£– E entom lhi deu sa espada£e disse-lhi:£– Vedes aqui vossa espada.£Guardade-a bem dês hoje mais.£E ele filhou sa espada£e gradecê-lha
que o ajudasse a cobrar Vallença£e que lhe daria grande algo£e deulhe logo em penhor hũũ castello£que avya nome Coaba.£E desto nõ guaanhou nada Alvarazĩ,£ca perdeu o castello.£Este rey Alvarazim era vassallo do Cide£e elle o tiinha muy defeso e guardado£que
salla do emperador en tua casa .£he o enuiaste a molher do diaboo .£he con feitiçarias he encantamẽtos deste saão o emperador .£he por tanto Eu tomarey vinguãça de ti£he logo o mandou prẽder£he meter no carçere£con hũa cadea muy grande .£a qual
epistollas . enfyndos :£ho numero dos quays dize sse£q forã mais de t myll .£Uollusyano£ao quall s agost esc allgũas epistollas :£diz delle assy .£Fora da ley de d he :£o q agost nõ souber .£Se allgũa cousa fallece aa jgreia de
E estaua com ela sempre a virgen Filicula .£que era sua yrmana de leyte .£E que era muy acabada en temor de de .£E desque foy o terçeyro dia .£veo a ela sam Nicodemus£que era crerigo de missa :£e cantou todo o offiçio de
sollẽnes ẽbaixadores e grãdes homẽes .£prometẽdo ao Reyno paz p£e se faz p sẽpre Jrmãao ẽ armas .£se de tal p ho fezesse s dyno de casar .£fazẽdo outras p .£E dizẽdo pallauras£de grãde effycacia .£Veendo el rrey as taaes promessas .£e
apresemtaraõ amte elle£a supricaçaõ que levavaõ.£E dita sua mesagem,£que elle£em todo o que lhe per sua parte£pediram benynamemte despemssara,£e que o roll hera asinado£e emcaminharaõ de tirar as letras.£Ell Rey ouve desto muy graõ prazer£e o Duque yso mesmo,£e outorguou
tomou m gẽte dos allanos . e dos vuandallos e godos :£E vierõ sse das espanhas .£ẽtrando cõ suas naaos .£toda a prouĩcia d’afryca£pellejando de todo ẽ todo ocuparõ .£E assy toda afryca destroyrõ .£cõ Roubos . mortes . e encẽdimẽtos .£cõ hũa
Como o Cide venceu ẽ batalha£el rey d'Aragõ e el rei de Denya Andados£#XIX ãnos do reynado del rey dom Afomso -£que foy na era de mil e cento e dez annos -£o Cide e el rey de Saragoça£sacaron sua hoste£e entraron
assy como suso he scripto,£de todas tres partes£deve tẽẽr teençom£de sseer igualmente ajudado,£sem teendo mais femença£a hũa que a outra.£Dos que nom fazem grande conta das estrebeiras.£Segundo, de todo seer na sella,£trazendo as pernas dereitas£ou algũũ pouco encolheitas,£
eu atormẽtado em aqstes sete dias .£E agora . pois q ja he ajuntada a fendedura de diante .£hã me de fender per meo da cabeça pola parte de tras .£e per meo do osso do espinhaço .£E por aquesto sey bem£que nom hey de
anno do reynado del rey Recesundo,£non achamos nẽ hũa cousa£que de contar seja£se nõ que,£em este segũdo ãno,£morreo o papa Eugenyo£e foy posto em seu logar Viteliano, o primeiro,£e foron com elle sateenta e quatro apostolligos.£Outrossy, des o segundo ãno do
queria que Deus perdoase a mi.£Pequey em seẽdo engrato e desconhoçido£cõtra algũas pessoas£de que bem reciby.£Pequey outrosy seemdo emgrato contra Deus£nõ lhe conhescemdo os beneficios£que del recebi e recebo£em cada huũ dia£nem me despoẽdo a hos merecer£como eu poderia£se eu
me dara o seu pmetimẽto£q pmeteo a todolos£q o amã .£De como sam Segũdo£foy posto emno eculeo .£E foy destruydo£todo o templo pola sua oraçom .£. o pconsul q vio aquesto£disse .£Sacrifica ao grande ds Hercules .£a quẽ saçrificã todolos
sna casa£acerça dos bẽ auenturados sã Johã . e sam Paulo .£De como sancta Dafrosa morreo em sua casa .£estando em oraçom .£e Dometria ante Juliano . o emperador .£santa Dafrosa ouue soterrado£o corpo d sã Fausto .£tornou se muy alegre .£louuãdo
e grandes pecados£mais tam ssoomente olha ho ouryente£e pide assy£Senhor d q me fezeste amerçea te de mỹ£E ella esteue em aquella casa p tres an£E o abbade panunçio doeu sse della£e foy sse p o abbade antonjo£e cõtou lhe todo o feyto£
que as tregoas per nos feitas£ataa primeiro dia de mayo seguimte,£com os ditos averssairos,£dhuũa parte aa outra fossem guardados;£a quall cousa£se o nosso comũ averssairo,£nom quiser comssentir,£nos vos rreservamos propria liberdade,£pera averdes guarda e deffemssom de nossas gemtes.£E esto emtemdemos que
terra depós ele tam em paz£que nom houverom vezinho£que os ousasse guerrear.£Aquela terra teve sa linhagem d’ũũ heree em outro£atá que veerom cristãos.£E nunca rei Mordraim nem Nasciam£quando veerom aa Gram Bretanha£nom lhis poderom nuzir£nem Joseph Abaramatia nem Josefes seu filho£nom
de voontade que dellas ham;£por que tanto custumarom a falla das molheres£e poserom todas suas tençõões com gram desejo£em se trabalharem de bem trazer, calçar,£jugar a peella, cantarem e dançarem,£por lhes seguirem as voontades£que mostram principalmente destas manhas,£que de todas outras leixarom a
mais do ãno presente .£respõdeo muy descortesmẽte£he con grãdes ameaças dizẽdo lhe .£que nõ me ẽuiaria nenhuũ trebuto£que nõ No deuia£nẽ me conheçia por señor .£he que guardasse Eu bẽ Roma he meu emperio£que así faria elle a jherusalem de mi£he de
Este meesmo papa veeo a Leon do Rodõõ£e nõ comprio o ãno.£E foy posto ẽ seu logar Collito,£que era de Viana,£irmãão de dom Remõ£que foy padre do emperador d'Espanha.£E este papa Colito£fez avẽẽça cõ o emperador Octho£e cobrou logo a cadeira de
que vio a boõa fe£que a molher auya .£Mandou trager o menino ante sy .£e desque o trouue sua madre .£tomou o ele .£e pose o sobre seus giolhos .£E a cabo de muy pouca peça .£desque ouue acabada sua oraçom que fez
a rroma .£e reparõ lhe a cabeça por escarnho .£asy como o sandeu em redor .£E este rraymẽto tomou depois a egia por hõrra .£e chamã lhe coroa£asy como sinal de dignjdade Real .£E outsy aqlle q he escarnjdo ẽ este mũdo .£mais
hy £mouros e judeus por veer o corpo do Çide. £E o abade avia por costume de pregar aas jentes £quando faziã aquella festa £e, por que a jẽte era muyta, £sayose a lhes preegar aa praça. £E, ẽ estãdo preegãdo, £hũũ judeu £que avia ficado ẽna egreja posse

pdurauel .£E tu q p muytos marteyros vieste a palma£qres perder a coroa£q te esta aparelhada de nosso snor .£Mas jrsiçino£q ouuyo aquesto£pos os giolhos ẽ terra£e começou de rogar aqle£que o auya d degolar£q o fizisse£fazẽdo penitençia£porq ouuera
o rey d'Aragon£nõ avya conquista;£mas que era seu sojeyto£e que sobre esto£fezesse todo seu poder.£El rei dom Ramiro£mandouho logo desafiar.£E, feita a desafiaçon,£ouveron de aver batalha ẽ campo.£E, despois que foy ajuntada,£nõ se pode partyr£assy de lygeiro.£E
Coua e morada p sẽpre .£por q as minhas madres e Jrmãas£tenhã Razõ vẽdo£a se lẽbrarẽ sẽpre de mỹ£pois ho ey de seer dellas£e desta Casa£onde q que a minh alma steu e mais£Como lhe bẽ for .£grãde praz e alegrya do
glosa hebraica diz asy:£'Se preguntarem quem o fez,£convem a saber,£quem fez ho homem,£pode- se dizer£que Deus santo£e a casa do seu conselho'.£E semelhantemente responde a glosa£sobre o salmo x»liii¼,£que diz:£'O Deus dos deuses Senhor£falou e chamou a terra'.£E
vẽçida .£e disse çebriam .£Eu esta noyte q passou£emuiey eu o caudel moor dos diabos£e o diabo mesmo a virgẽ santa justina .£e ella espantou os todos£pela virtude de jesu o£e pelas suas orações .£E por ende te rogo£q ajas merçee
seu boõ pmetimẽto£soffrẽdo os tormẽtos muy alegremẽte .£e com grãde soffrẽça£E dsy o juiz mãdou o qimar por ẽd£bẽ como os outros todos .£mas agora vos leixareos aq£d falar d sã manesio£q reçebeo dsta guisa coroa d marteiro£e cõtar uos [ …
nosso ssenhor o santo sacrifiçio£e comungou elle e Josaphãt£do corpo e do sange de Jhesu cristo£E ficou Josaphãt muj alegre ẽ sseu spritu£E desy comerom anbos£daquelle manjar que soyã£E começou barlãao a confortar Josaphãt£e disse lhe£filho mujto amado£daqui adiante nõ sermos
e todo o sseu cursso era . oracom .£e amor Jnvisiuel a d .£o q d penssaua noyte e dia .£no espelho da sua muy ljnpa castidade£q cousa nõ podia tomar fartura .£e p falar mais a v£nõ q aueo q hũũ solitario o
matarõ el rey Teudisclo£por maaos feytos que fazia Enno segundo ãno do reynado del rey Teudisclo -£que foy na era de quynhentos e oytẽẽta e sete -£este rey Teudisclo,£despois que ouve recebido o reyno£e foy apoderado em elle,£começou fazer muyto mal£e
vontade sem obra morta era,£e assi pareçe£que estas cousas son contrairas e,£pois se contrairas son,£cada hŨa dellas falleceria en si seer verdade£e isto non he assi£que sejam contrairas,£ca Nosso Senhor demanda as obras£con vontade aaquelles£que as podem fazer,£ca aaquelles que
per linguajẽ,£por que a fezera hũũ anazado£que sabya muy bem screver.£E, desque o anazado deu a carta a Ruy Vaasquez£e a elle ouve leuda,£começou de chorar£e lançar mãão nas barvas£e dizer assy:£- Cativo, como sõõ malandante pollo maao feito que fiz,£
senhor, e eu ajudarey meu sobrinho!£E a esto partida he a barata.£E, quando esto ouvirom os outros,£fugirom todos e livrarom todo o paaço.£E ficou dom Mudarra muy sanhudo.£E foisse pera a camara£e meteu sua espada so si£e mandou chamar sua madre;£e
todo juntamente,£o corpo e a alma,£he homem conposto de corpo e d'alma.£Mais de Christo,£que he verdadeiro Deus e homem,£e aquel homem he Deus£e Deus he aquele homem,£como dito he.£E porem dizemos£que o eixenplo que posemos£nom he de todo semelhante£nem
he ao moço£que á-de justar con o porco£de non receber mal do porco con que justa£quando bem sabe teer a azcuma nas maãos£e outrosi o corpo£que seja a sua avantagem.£E, porque nos capitulos escritos£vem espalhadas muytas cousas destas,£pensamos de as poer aqui
andarom muito£que acharom ũa cruz£u se partiam três carreiras.£Entam se chegarom os cavaleiros£por filhar conselho como fariam,£pois que achavam três carreiras partidas;£ca a partir lhes convinha£porque eram três da demanda.£E eles estando a este departimento£virom sair da mata a besta
outra cousa salvo£que ficasse por seu vassallo£con toda sua terra£e que a tevesse como ante tiinha£com todo seu senhorio£e lhe fezesse della£ẽ cada hũũ ano de tributo£cento e quareenta mil maravidiis£e lhe fezesse della guerra e paz£e veesse cada hũũ ãno
fora mandado,£e servyao e honrravao tanto£como se fosse o Cide.£E, estando hũũ dya£fallando em seu prazer de muytas cousas,£assi de mouros como de cristããos,£começou o messejeiro do soldom£pregũtar por o Cide,£de que manhas era.£E o almoxariffe lhe disse£como era o
dada per scripto.£Ca elles teem£que esta scritura foy revellada a Mouses per Deus,£asy como aquela£que he scrita em nos livros de Moisem,£mais que Moyses nom screveo entom aquelas cousas£que som contheudas no Talamud'£E dizem que pode esto seer£por hũa de duas razoões:
E o mais seguro he ferilla£com a ponta pera fora em trave´s.£E ssobre estas manhas eu screvy£assy compridamente£pollas razõões suso scriptas£do proveito£que a algũũs dello se pode seguyr,£e parecendome que som grande fundamento£per que os bõõs cavalgadores£mostram sua soltura.£E por
trouxerõ no aa egya de sam p .£e teendo aly .£virõ todos claramẽte£hũas ymagẽẽs de sanct£q hi estauõ£q lhe faziam reuerẽça£e o saudauõ hõrradamẽte .£E assy parece£q nõ enpeeceo a este ppa .£a Jnfamja e a desonrra£q lhe foy fcta
eu o buscarei£atá que o ache polo confortar£desta maa andança£que lhe aveo.£E Meraugis disse£que de sua companhia£era el muito ledo.£Como Estor e Meraugis buscavam Erec.£Em tal guisa se acompanharam Estor e Meraugis£por irem buscar Erec.£E, pois que cavalgarom,
em terra£o escudo e a lança£e foi correndo o abraçar£e Galaaz outrossi ele.£E Palamades dissi:£– Meu Senhor dom Galaaz,£como vos foi pois que nos partimos?£– Bem,£disse el,£aa mercee de Deus.£Muitas aventuras achei depois£e muitas maravilhas£que Deus per sa
hiria para jesu o . o seu esposo .£e q emtraria ẽno seu parayso .£e disse lhe£alegrãdo me assi como louco .£Rogo te dorothea£que logo como tu fores ẽno parayso do teu esposo£que me embies tres rosas . e tres violetas .£E ella
o fez p oyto dias todos .£E ueẽdo e seẽdo avysada£p os meestres fisycos todos£q curauã a S Jff .£ẽ Como sua grãde doenca£a q nẽhũu conhecia nẽ entẽdia nẽ achaua nome .£nẽ aproveytaua Remedio algũu£ante Crecia ẽ grãde maney .£e peioraua
de tal amoestação;£e estomçe os castelaõs£de sua livre vomtade£lhos leixavaõ e oferecião,£os quoais per vemtura£se defemder se quiserão,£foraõ muy maõs de tomar,£e com trabalho e periguo das gemtes,£asy como o castelo e vila de Samtarem£que se não atreveo a defemder RodrigAlvarez
ẽ£diz sam paulo .£Aqlle q tem molhr he muy cuydoso£daqllas cousas q som do mũdo .£e he departido ẽ sy meesmo .£Ca he derramado p muytas angustias e pssas .£e p desuayrados cuydos he espedaço£pa buscar as cousas necessarias pa os filhos£e
seu curso£en trager no seu corrimento aguas£e que esto medês faz no inverno o aguiam,£que lhe faz que non seja seco£en como elle he de sua natureza,£e esto non he verdade,£ca muytas vezes vemos no estio£correr o vento vendaval e chover,£e no
E d’estar ocioso vem£que o homem encorre em vãas deleitaçõoes£e em desonestos fallamentos£e em maas companhias e em desenfadamentos desordenados.£E perde homem o tenpo£que lhe Deus dá£pera fazer peendença dos pecados.£Nom há hi cousa tam priciosa,£segundo diz Sam Bernardo,£como o
uianda auja pstes£q nõ ouuesse fame .£e o beuer q nõ ouuese sede .£e a aruor da ujda lhe era pstes£q nõ ẽuelhecesse .£Nõ teme a nehũa doença .£ẽna sua cne auja£muy gnde blandeza .£e ẽno coracõ£toda folgança e paz e
saares o meu filho daquesta emfirmidade .£E respondeo lhe emtom sam Ualentino .£e disse .£Marauilho me de ty£q es mestre tam sabio£que nom entẽdiste .£o que te eu dixe .£que se tu quisesses que saaria .£ca se tu creeres no meu cristo
que começava desta guissa:£Porque justo e razoado parece,£por tirar da raiz as discordias£e matar os riscos das cousas pasadas£que todollos homẽes£especialmente os Reis£que trautar querem de se liguar per amor,£e que as discordias e guerras£que amtre elles saom e podem seer£sejam
Vaasquez esto soube,£foysse pera Cabeçom.£E dom Mudarra£empos elle£per Pisorga a sopee.£E, quando chegou a Cabeçom,£nõ ho achou hi,£por que tal maneira tragia o tredor em sy£que onde comya£nõ albergava hy essa noite.£E o treedor atravesou a Carraço£e passou
darredor da igreja.£E, quando foy£em dereyto de hũũ logar£honde suya de estar£hũũ crucifixo de Jhesu Cristo,£disse:£"Em este logar achey eu hũũ hermytã£que avya cento e vĩte annos£que aquy estevera;£o qual hermitam medisse£que ante elle estevera aquy£outro hermytam muy
as corrudas,£e creede que o monteyro£que as corridas non sabe bem fazer£que nunca matará bem o porco,£salvo se for de ventura,£e esta ventura traz seu nome proprio consigo,£que aquello que de ventura he£poucas vezes acontesce.£Daquellas cousas que se fazem£nunca se chamam
vynte£e o do papa Ormisda em seis£e o de Clodoveo, rey de França, ẽ vynte e seis£e o de Trasamundo, rey dos Vandallos, em dez e seis£e o dos reys arrianos dos Suevos em quareenta e nove£e o de Teuderigo, rey dos Estrogodos, em dez
nosso senhor .£hũũ frade£q era sancstam daqlle mosteytey£hu estaua sam thomas .£teue mẽtes .£e vio star ẽ oraçom leuãtado da tra dous couodos .£E ouuyo hũa uoz da ymagem do crucifixo£a q sam thomas oraua£q lhe dizia claramẽte .£Bem escpueste de
e boõs dividos£que amtre el Rey e Rainha nosos senhores£e vos e seus filhos e os vosos,£a isto soo o voso emtemder he abastamte£certidam e comfiamça pera vos£el Rey noso Senhor fazer quoall quer ajuda,£quoãdo lhe por vosa parte fose requerida,£sem avemdo hi
e duvidosa certidaoõ que viesem,£dizia el Rey per vezes,£falamdo em eles£que dovidava muito de sua vimda£e que de todo emtemdia£que naõ aviaõ de vir,£pois avia ja maees de huũ mes£que os mamdara chamar.£E Dioguo Lopez,£quamdo era presemte, respomdia:£– Eu dos
Vallẽça, soltouho da prisom.£E desi pos seu amor£cõ dõ Alvaro Fernandez e cõ o algazil del rey e cõ hũũ judeu£que era messejeiro del rei dom Affomso.£E estes todos tres ẽvyarõ rogar£a el rey dõ Afomso£que o recebesse em sua guarda£cõ todo o
e com a sua eternidade£criou o çeeo e os elamentos£e os angeeos e os homens£pera fim perpetua,£que durasem pera senpre. ¦£E com o seu poderio criou o mundo poderoso e,£porquy criou o mundo£com o seu entendimento e sabedoria,£porem criou o entendimento dos
e recebeuho por seu vassallo.£E entom se espedyo dom Lourenço del rey.£E, en se hindo,£tornou a elle£e disselhe:£- Senhor, ainda venho a vos£por vos avisar do que vos compre:£mandaae logo fazer esta noite£e as outras duas ou tres seguintes£muytos fogos
batalhas cont seus Jrmããos .£e cont outros seus contrayros .£ptyo o Regno ant seus filhos .£e feze sse monge .£E a pouco tpo acabou sua ujda£ẽ sujço de ds .£E sobr a sua alma£foy muy gnde contenda£ant os angios e os demoes
pee£e elles sayron ao camynho£e meterõsse em companha dos lavradores£que se viinham aa tarde£pera suas casas.£E os que os viiam£pensavã que erã homẽẽs£que viinhã de seus lavores e,£per este modo,£entrarom ẽna cidade de volta£cõ os lavradores.£E, per esta guysa,
quoamto a treguoa dura£e todollos feitos estam dasesseguo£nos nã temos cousa£que de comtar seja,£falaremos dos filhos que ouve,£asy em semdo elle Mestre dAvis,£como depois que regnou£e foy cassado.£E posto que nados fosem£per espaço de tempo,£e nam estee nomeado£como, nos
eram,£e aos do luguar nã fez nenhũ nojo.£E tornou a visitar os luguares£por que se movera partir dEstremoz.£E desta cavalguada£foram novas a el Rei, seu senhor,£a que muito prouve de as ouvir.£E quoamto elle£com ellas ouve de ledice,£tamto tomarã de nojo
beyjar .£ajũtou se cõ ele .£e o beyjou .£e disse lhe .£Mestre . salue te ds .£e disse lhe jesu .£Amigo . e a q vieste ?£o judas cõ beyjo d paz vẽdes ao filho do homẽ .£Sabẽdo assy jesu todo q
nem eles em nós.£Mas porque é dereito£que aa coita deve cada ũũ cavaleiro£a defender sa vida,£defenderei eu a minha£quanto eu poder.£E Brioberis disse£outrossi de si como aquel£que mais queria seu enxeco ca sa paz£ca nunca o seu linhagem e o seu
senã p spaço de dous ãnos£porq he muy grande .£E bem asy a sca scptura£q he muy alta e muy pfunda .£nõ se pode entender£nẽ auer em spaço .£Onde diz sco agostinho£q a maneyra do diz£p q a sca scptura he scpta
e amdaua tj mto de timtura vermelha£pelos peitos e espadoas£e pelos quadrijs coxas e pernas ataa baixo.£eos vazios com abarriga e estamego£era da sua propia cor£e a timtura era asy vermelha£que aagoa lha nã comya nem desfazia£ante quando saya daagoa£era mais vermelho.
Ainda q esta S£e p nossa S Jff .£quanto a d e aa sua muỹ pura cõcjencya .£nõ fosse obrigada aas Cousas da ordẽ£e hobediẽcia de meestra e p .£agora e sẽpre£atee o ffỹ de sua muỹ s vyda foe tam sojeyta .£E
A mjnha face era amarela cõ Jeiũũs .£e a mẽte dentro era esq cõ deseios maaos .£Emno corpo feyo .£e ẽna carne morta ante da sua morte .£os acendimẽtos sóós da luxury bulyam e ujujam .£E seendo eu assy£dessenparado de todo aJudoyro .£Jazia
q ela teçera p suas mãos .£E desy contou certamente ante todos£quantos hy estauam£todo ho feito bẽ como lhes aconteçera£e nõ duuidou nenhuũ£q o martir a ẽuiara .£e ella desque ouue acabado£todo aquelo q quisera£tornou se pera sua terra muy alegre .
em modo que o sõno natural£se possa tomar£per hũa hora£despois de comer.£Empero diz auiçena£que se homẽ quiser dormir£ha de beber hũa bõa vez£de vinho ou çerueja£ante de dormir.£porque o homẽ£estando em o sõno£traz em si muytos vapores.£e estes
ajudados,£porque a virtude da descliçom£mostra o que he bem de fazer.£E a fortelleza,£sem outro aguylhom de sanha espertada,£com desejo de justiça£lhe fara todo comprir£como rezom for.£Ca certo he£as virtudes per ssy seerem abastantes£pera o virtuoso todo bem obrar,£sem ajuda
queriã nomear£por hõrra do martyr£o nome daquela palaura£q se semelha muyto£cõ seu o nome .£assy outra sazõ£que muytos homẽs£da cidade de Leõ sobre o rodano£por honrra do bem auẽturado martyr sam Focim£nom queriam nomear aqla palaura£q semelhaua muyto a seu
Eu o veja .£Amẽ .£De como o emperador£mãdou fazer hũa ygreja en Roma£he mãdou poer£o santo pano de veronica en ella .£DEspois que o emperador£ouue emlegido apostólico£he cabeza da christindade£fez lhe he edificar hũa
escrevam,£pera veer se he natural razom, e proveitosa,£aquella cousa que elles an-de ordenar£e esso medês£que atambem o façam£con boo provimento de algum£ou de alguns boos retoricos,£en tal guisa que£polla escritura da enaddiçom£non seja atam maao retorico en a escrever£que toda
que lhes emuiou dizer£o feyto de sam Pedro . e de Symaõ mago .£sã marçello reçebeo a carta£q lhe emujaram os sanctos martyres£foy muy alegre£e emuiou lhes logo carta d reposta£feita enesta guisa .£que agora ouiredes£marçello suo de o aos sctos cõfessores
E, passando assi esto per tempo,£adoeceu dom Garcia em Navarra e,£quando o soube el rey dom Fernando,£pesoulhe de coraçõ£e foyo veer.£E el rey dom Garcia,£quando o vyo,£prouguelhe muyto,£por que cuydou acabar ho mal£que tiinha em coraçon.£E fallou cõ os
en veer muytas cousas£que lhe fossem maas de departir£e que sua folgança era veer cousas ligeiras£de passar con prazer.£Hora veede se o ver,£que É o mais principal sentido£por que o entender filha con este mais prazer,£vede se, quando for anojado,£se o pode
lhe fezerom£e lhe matarã seu padre,£chamou os Leoneses e os Navarros;£e esto polla postura£que ouverom com seu padre£de se ajuntarem hũũs com os outros£quando lhes fosse mester.£E tirou logo sua hoste muy grande£e foisse pera o reyno de Tolledo.£E correo e
E este sco doctor Jheronimo .£foy conpdamẽte ẽsinado£ẽ leteras gregas e ladinhas e abraycas .£E este tornou ẽ latim£todolos liuros da sca escptura£q erã ẽ abrayco .£e muytas outras scpturas scas .£ẽ q achou muytas pciosas especias£de bóó odor . pa meezinha
por acordo de todos£escreveo loguo ell Rey ao Bispo do Porto£que em outro dia tevese todo prestes£pera lhe fazer as bemções.£O Bispo fezeio asy,£e ell Rey cavalgou ese dia tarde£e amdou toda a noute,£em guisa que amdadas aquelas oito leguoas,£amanheçeo ell Rey
todas as melhores cousas£que poderõ levar.£E poserõ o corpo do Çide£en çima do seu cavalo Baveca,£ja legado e corregido na sella,£commo avedes ouvido.£E calçarõlhe hũas calças pỹtadas£que semelhavã brafaneyras.£E vestirõlhe hũũs sobresinaaes de çendal verde,£lavrado das suas armas,£e hũa capelina
diujda a ds .£ca esta he a fugida .£udadeyra do mũdo .£q p ao sacerdote .£aptamẽto dos domesticos .£Estranheza dos q muyto ama£ẽ tal gujsa q aqlle q cobijça£ou escolhe suir a ds£negue sy meesmo aos seus .£Por ẽ diz sam
ẽno leyto a hũa parte£e aa out con pauor dos demoes .£e pa qulqr pte q se tornaua .£logo os diaboos aly eram .£E elle cõ pssa£começou de brãdar con gndes uozes£pidindo espaço de ujda£ataa manhãã .£E Ja lhe asy fidiam as
triste e lasso e coitado£como vos já disse.£Galvam,£que o nom conheceu polas armas£que havia cambadas,£demandou-lhe justa.£Como Erec derribou Galvam.£Quando Erec entendeu£que a justar lhi convĩĨa,£disse que£lhi nom era mester,£ca seu cavalo era já tam magro£e tam
da raynha dona Biringuella£por o grande parentesco£que avya antr'elles,£ca os mandou partir o papa Innocẽcio terceiro.£E por esto ouve grande contenda£depois antre el rey de Castella£e este dom Afonso, rey de Leom.£E tomoulhe el rey de Castella algũas villas e castellos,£mas todo
de muros .£E segũdo diz Jsydero .£Uiuẽ os elifants trezentos ãn .£E diz plinjo£q o elifante ant todas as anjmalias£he de muy gnde utude .£em tanto q aadur he achada£ẽno homẽẽs tanta bondade .£Onde diz salamõ£q os elifantes ẽna lua crecente
a Galaaz£e sacou-a da bainha£e nom se modou de qual era.£El-rei disse:£– Vós sodes quite.£E Galaaz deu-a a seu padre;£e tirou-a e nom pareceu rem.£E depois a Boorz de Gaunes e a Estor£e a Persival de Galas e a Erec,£filho del-rei
tomar dellas alguma cousa.]£Se os seus tomavam algũas molheres,£moças ou moços pequenos himdo a forragem£ou per outra guissa£ainda que muito fizesem£por emcobrir dellas,£elle trabalhava por fyeeis emculcas£por saber parte de todos£e faziaos trazer todos amte sy£e mãdava que se fosem pera
e como o ẽcenso de boo odor .£e como a olyuera fremosa ẽnos canpos .£E he muy nobr .£ca trauta de muy nobr matia .£E por ẽ tira faagueymẽte todos pa sy .£E por ẽ diz platõ o filosafo .£q se o home podesse
e que lhe faryam menagen que,£logo que ele tomasse Bordeeo,£lhe dessem Bayona.£E el rey teveo por bem£e decercouhos,£e foisse sobre Bordeeo,£e correo e estragou toda a terra de Gasconha.£E tam ben os da villa£como os da terra£vironse en grande perigoo£
ouve.£E porende, se a ouver,£que seja con dereita razom,£non leixe de acrescentar£e poer en este livro que,£quanto os monteyros mais ouverem arte£de se guardar de seerem feridos,£tanto fara mais prol£aaquelles que o souberem,£ca hŨa das cousas£per que os moços matam£
aqueecesse eu i£quando a vós acabássedes.£– Nom sei,£disse ele,£se vós seredes i;£senam d’oi mais nom quedarei buscá-lo£se minha aventura nom tolhe,£ataa que eu saiba£a verdade do que quer significar.£Assi andarom falando todo aquel dia.£E depós vésperas,£quando começava a noitecer,£
verria Almançor£ao outro ãno adyante£com sua hoste sobre elles,£tomarõ os corpos dos reis£e o corpo de Sam Paayo£e levarõnos aas Esturas£e meterõnos ẽ Ovedo£na igreja de Sancta Maria.£E poserom o corpo de Sam Paayo£no altar de Sam Joham Bautista.£E outros
pestilẽçia.£Segũdo das cousas della.£Terçeyro. dos remedios della.£Quarto das cõformidades do coraçam:£e dos prinçipaes membros.£Quinto e derradeyro da sangria.£Dos signaaes.£SIgnaes pronosticos da pestilẽcia£quãto ao presente pertẽçe: sã sete.£Primeiro quando em huũ dia do estio
que me naõ fose pera ele,£mormente estar eu tão perto como estava;£e fazelo doutra guisa,£diguovos que tal mimguoa£naõ pasaria por my.£El Rey nõ respomdeo a esto nada,£peroo mostrou gesto£que naõ ficava por seu grado.£Asy que posto que o Mestre e o Priol£
Almiramte, e Dioguo Lopez dEstunhega£e outros fidalguos e perlaados£que minguoa nã fazẽ ser nomeados,£e presemte todos lhe dise£que ella avia trabalhado£com o Ifante dom Fernamdo seu irmão£e com os do comselho del Rey seu filho£e outros gramdes do Regno,£iso mesmo com os
os seus olhos .£E os sãtos caualeiros que ficarõ aly£cõ gramde medo£começarõ a confessar seus pecados a grandes vozes .£E por ende ouuide agora .£e cõtar vos emos de como forõ marteirados .£De como . xx . mil homẽs£trouuerom os sãtos Caualeiros per
dya d’oje muytas vertudes polas suas oraçones .£Mas quando Plauto£soube que nicodemus fizera aquesto£mandou o trager a sacreficar .£e ele disse .£Eu nõ sacrificarey£senom a de poderoso em todalas cousas£que reygna emnos çeeos£e nom a aquestes£que estã guardados emnos templos£assy
ha tamanha razzom de sse doer£da desomrra delRei como eu;£e nom vejo aqui homem mais aazado£pera fazer esto,£e pera travar em quallquer ardideza£que lhe a maão veher como elle.£Muito me prazeria,£disse Alvaro Paaez,£de o fallar com elle,£e com quallquer outro que
mundo homẽ nem molher£que possa ueer£o que ha de seer saluante soo Deus.£E por este pecado£deue a ieiũar as coresmas e os auentos£por .ix. anos£e sestas feyras a pam e agoa,£e esta pena£manda dar o dereyto a aqueles£que esto fezerem£e
pouco bulir£se apertam tam ryjamente£e se apegam com tal contenença,£que logo declarom sua myngua.£E desta guisa£em outros semelhantes casos£se pode assaz entender£como se mostram muytos dela fallidos,£por fazerem as cousas com mayores mostranças£de reguardo e femença£do que o feito requere.
alto e mayor objeito que seer pode,£que he a Triidade e a encarnaçom£que avemos provado.£Outrosy matar a alma£he parti-la e apartá- la das sete vertudes£que som caminho pera o paraiso,£as quaees som mais altas por a ley dos christaãos£que por a ley dos
Ladrador.£Ide acima daquela montanha£e acharedes ũũ campo£e em aquele campo£acharedes ũa grande árvor£e sob aquela árvor£ũa fonte grande;£e sob aquela árvor£a par daquela fonte,£soe ela vĩir folgar£e eu a vi vĩir i pouco há.£Como Ivam foi chagado
Sancto Martino que,£como uẽcesẽ,£que asi les dese de ista o abade.£E que nunqua illos lecxasẽ daquela irdade d.£sẽ seu mãdato.£Se a lexarẽ,£ĩtregarẽ ille de octra£que li plaza.£E dauer que ouerũ de seu pater,£nunqua le li ĩde derũ parte.£Deu dũ Gõcaliz
como esta".£E, quando elle esto dizia,£toda algama dos judeus£se avolvia com prazer.£E a santa reynha catolica mandou£que se calasem todos.£Despois que todos forom callados,£começou logo a reynha catolica£sua razom em esta guysa:£"Dom reby amigo,£nom vos alegredes tanto e tam
e com toda a fala£que cõ ele pasou£e com acarapuça que lhe deu.£tanto que se espedio£que comecou de pasar o rrio.£foise logo rrecatando.£e nõ qujs mais tornar do rrio peraaquem.£os outros dous£queo capitã teue nas naaos£aque deu oque ja dito he.
rey dom Ramyro,£que foy o terceyro dos reis de Leom£que per este nome forom chamados,£o qual foy o #XX,£despois del rey dom Paayo.£Capitulo como foi este rei dom Ramiro£em começo de seu reinado.£Despois que morreo este rey dõ Sancho de Leõ,£
que eram presemtes,£comverteo muitos ao seu desejo.£Emtam fez hũu gerall chamamemto£a que vieram muitos fidalguos£e o Comdeestabre com elles,£que era o primcipall£porque se esto fazia.£E preposta tall cousa da parte del Rey,£nos Paços da Serra homde emtam pousava,£o Comde teve dello
o o filho de ds .£E dsy disse o empador .£E como foy aqste cruçificado ?£Uerdadeiramẽte dos homẽs d judea .£Respõdeo o bẽ auẽturado sã herasmo .£e disse .£Aqste soo seruo eu .£E disse o empador .£Tal es tu Qual ele foj£
da lũa .£E seg diz meest alexandre .£o parayso treal chega£ataa o áár asesegado .£q he en cima deste áár toruado .£hu ha fumo e uapores humidos .£o fluxo e andar£dos qes he apprjado ao corpo da lũa .£E esto qr diz
pouco cõfortando£cõ o que lhe disse Pedro Vermuiz.£Entõ disse o Cide que,£pois que lhe el rei dom Afonso£mãdava dizer£que fosse aas cortes,£que elle fiava ẽ mercee de Deus£que averia dereito dos iffantes de Carriõ.£Como o Cide mandou tornar Pedro Vermuiz£
cortes que fezeron,£mandarom por dom Rodrigo£pera o fazerem regedor em Spanha£Tanto que aquello ouverõ acordado,£mandaron por dõ Rodrigo.£E, quando elle chegou ally£onde estavã todos ajuntados em suas cortes,£assy os grandes fidalgos£come os procuradores de todollos poboos d'Espanha,£disserõlhe assy:£
tam de rijo que a partiu da riba£e a meteu no alto mar.£Assi andarom gram tempo£que nom sabiam£u Deus os queria levar.£E todalas horas£que se deitava Galaaz e se levava£fazia sa oraçom a Nosso Senhor£que, aquela hora£que lhi pidisse sa morte,
e bem assy foy feito .£e desy mandou aos caualeiros£que os matassen cõ setas .£E desta guisa reçeberõ marteiro£todos aqles santos martires d nosso snor .£De como Mario e sua molher . e seus filhos£cõ sam johã o preste£soterrarõ os corpos dos santos
criado em elle,£como nas aveemças fora outorgado.£E que ell com a Rainha£seeria rregedor£todo aquell tempo;£e quamdo vehesse aaquella sazom£que ell ouvesse de rregnar,£que ficaria ho Meestre governador delRei,£e o moor do rreino e de seu Comsselho;£e desta guisa seeria a terra
de Çoleyma.£E desi fez matar todollos presos.£E Çoleyma scapou daquella lide£a poder de cavallo.£E desy foisse el rei a Tolledo£e filhouo.£E mandou a seu irmãão£que se saisse cedo d'Espanha,£se nõ que lhe mandaria cortar a cabeça.£E, quando esto foy,£andava
paaços do capitolyo£matarã no dent aqlls£q o estauã aseitando .£E depois q foy morto .£acharõ lhe a cta ẽna mãão .£ẽ q era cõtheudo£q nõ fosse ao capitolyo£q logo seeria morto .£E elle Jazia morto£muy apostamẽ cubto cõ seu mãto .
Lucena por que o vencerom£Ja ouvystes de suso£como os de Lucena£venceron a Sargyo,£juiz de Roma.£E elle, con gram pesar que ouve£de como fora desbaratado,£trabalhou d'ajuntar£a mayor companha que pode£e foy outra vez£pera lidar con elles.£E elles ẽvyaronlhe
. E elle fugio ẽ hũa naue pa africa .£e depois morreo degollado .£E asy foram uẽẽcidos satẽẽta mjl ẽmyJgos sem lide .£e o caudel dells£q se esforçaua ẽ sua ardideza£e podeyo e dos seus .£peceo e foy vẽẽcido .£E bẽ assy aueeo
leixou a raynha, sua molher,£e ẽçarrousse cõ a judya hũũ grande tempo,£en tal guisa que o non podyam della partir£nem se pagava tãto doutra cousa como della.£E, segundo conta o arcebispo dom Rodrigo,£esteve ençarrado con ella sete meses,£assi que se non nembrava de sy
que vira meter rei Artur na barca.£E pero disse em seu coraçom£que toda via queria saber verdadeiramente£se era aquel rei Artur£que no moimento jazia.£Como Giflet ergueu a campãa£e nom viu rem fora o elmo de rei Artur£e como se quise ficar em
que vos ẽ esto aja de conselhar?£Nõ me semelha guysado£que vos eu consselhe£que vos britedes a jura£que fezestes a vosso padre.£Ca vos bem sabedes£que elle me fez jurar ẽ suas mããos£que vos cõselhasse sempre bem.£E, em quanto eu poder, fazerllo ey.
lazeradamente,£ca os seus pecados lidaron contra elle.£E, cõ grande pavor da morte,£fogyo pera Merida.£E todo este mal lhe acõteceu£por elle mãdar desonrrar£a sepultura do sancto martyr£do Nosso Senhor Jhesu Cristo.£Mas agora leixaremos de fallar dos Godos d'Espanha£e cõtarvos emos dos
os outros lhe diserom que o nõ fezesse£mas elle nõ quis por aquello catar£e foisse meter ẽ poder do Cide muy homildosamẽte.£E o Cide fezelhe muita honrra£e preytejousse cõ elle por os presos£por muy grande aver£que lhe por elles deu mais as spadas prezadas
o coraçom seja proueudo antes do golpe .£E ffíngera que ella se quer gouernar£per sseu comsselho delles .£E os chamara a sseus secretos£& lhe dira algũũas cousas£em comta de grandes segredos£E conuíj́nra que esto seja fecto£per tam booa maneira£que elles o nom
morto,£ergeron por rey a Celmiquy, filho de Tanta.£E este ouve grande batalha£con os Barboros de Tanger£e matou delles muitos;£e despois aveeosse com elles.£E, esto feito, guisou seu poder£e foy com elles conquistar terra;£e filhou Suz e filhou outras terras a mouros£que
moutas£que estavom preto d’i£e espiu a loriga.£E ela, que nunca houvera marido£e se viu em hora£de seer escarnida£se Deus lhe nom acorresse em algũa guisa,£chorava e fazia doo£e dizia mais alta voz que podia:£– Valia! Valia!£E quando el viu£que
este vyo,£furtoulhe dous castellos:£hũũ foy Nevha£e outro o castello da Feira;£e d'ambos estes castellos fazia elle£guerra mortal a seu padrasto,£en tanto que ouverom de fazer tregoas£en que podessem fallar.£E a esta sazõ£era ja dom Afomso chamado principe.£E, quando fallarom,£disse£
a terra.£E o papa foysse pera allo.£E, quando chegou aa porta da cidade,£achou hy estar hũũ cego£que lhe pedyo esmola.£E o sancto papa pobre£poselhe as mããos pellos olhos£ẽ nome de Nosso Senhor Jhesu Cristo£e logo vyo.£E, despois que elle ouve
como devya,£e pareciame que daquella guisa£que per cadarrom homem£perde o dereito gosto das viandas,£e despois cobra,£que assy perdera£e recobrara o dicto sentido£das folganças e prazer.£E dally avante£eu fuy assy perfeitamente sãao£como se de tal sentimento£nunca fora tocado
E chegou o escudeiro de dom Mudarra Gonçalvez£e preguntou por os paaços£de dom Gonçallo Gustĩĩz e de dona Sancha£e amostraronlhos.£E, quando os elle assy vio, derribados£e a herva per onde soyam d'andar£tantas nobres companhas,£pesoulhe muyto,£ca vyo as casas estar soos£- e
lhe contradizer.£E porem em nos livros notaviis dos judeus£pooem o ebrayco puro em hũa coluna,£e o caldayco scripto£per aquelle Jonatom£pooem em outra coluna£per leteras ebraycas.£E os judeus husam do caldayco£asy como por exposiçom e decraraçom£porque alghũas cousas£que eram escuras muito
E respõdeo sam victor .£porq ja nõ quero ser caualeiro ao segre .£E disse lhe emtõ Maximiano .£victor sacrifica .£E sam vietor respondeo emtõ .£e disse .£Nõ sacrifico aos diabos .£E maximiano cõ muj grãde desdẽ£que emtõ ouue£feze lhe torçer os
Deus e ao mundo,£santa creatura, santo corpo,£santa carne limpa e virgem,£eu te conheço£por tam santo homem£e por tam leal sergente de Nosso Senhor que,£se tu o rogares£que ele te descobra o em que pensa Lançarot,£conhocerás toda a verdade da sua vida,£assi
se meterõ entõ ẽ mãão de seu tyo,£que elle que catasse aquelle feito£e por que fora levantado£e que lezesse hy aquello£que tevesse por bem£e fosse dereito.£E a dom Rodrigo prougue muito desta razom£e começou logo a afaagar os sobrinhos£per suas pallavras falsas
poer batalha a seu adversairo.£E mais que o Mestre de Santiaguo£jumtase tambem suas companhas,£damdo voz£que queria entrar por Riba dOdiana,£frontaria de Comdeestabre,£pera se vinguar da sobramçaria£que lhe per elle fora feita£quamdo emtrara por sua terra duas vezes.£E com esto que se
tirar de suas mããos.£E nos devemos de creer e conhocer e amar e servyr£sobre todallas cousas o Nosso Senhor Deus£que he poderoso sobre todallas cousas£que elle criou£e he senhor poderoso e humildoso e piadoso e misericordioso£e graado e bẽ nẽ hũũ sem elle nõ
depois aueram vida p£E come çou o sseu coraçõ seer cujdoso£em o zeo do temor de d .£depois de t dias£disse paununçio ao abbade .£vem padre e saudar te a a tua s spedir sse a de ty£ca nos querem hir p a çidade
e desy somũgarõ todos£partindo antre sy o samto corpo .£e o sangue d nosso snor jesu o .£e forom logo cõfortados .£E el confirmou os todos emna fee .£e ẽna fortaleza .£e deu graças a nosso snor .£e desy partyu se deles .£
propomdo a rezam da sua hida£como era por se trautar£a treguoa ou paaz£amtre elle e el Rey seu Senhor.£El Rey se apartou com os do seu conselho£e respondeo£por hũu Cardeall dAvynhão£que hi era,£que se chamava Cardeall dEspanha,£que da paaz lhe prazia
ouedes ouuido nom se podia amãsar£por todo aqllo£a grãde sanha e a grãde raiua dos gẽtios .£ãte ãdauã metẽdo suas enculcas£a todas ptes pgũtando .£e sabẽdo qes erã ãos .£d guisa q souberõ pte£d hũ homẽ santo£q auia nome erõ .£e
esto lhi dizia ela£porque se sentia prenhe£assi que o poderia entender£quem si quer.£Assi meteu rei Hipomenes£seu filho em prisom£pola deslealdade de sa filha.£E o donzel se salvava£o melhor que podia£mas nom lhi valia rem,£ca seu padre e todolos outros£|outros|
homẽ sinpliz£ca seer sages e prudente ẽ sobeJo .£Por ẽ diz seneca£q a prudencia he sobrepoiã os tmos sas mostrado por falso .£e ẽqueredor das cousas escondidas .£e escoldrinhador de qaesqr cullpas£e sas mostrado cõ o dedo£por homẽ cheo de fasto de sobua
sua madre monica .£e por oracoões e lagrimas suas£cõtinuas derramadas .£e por as nossas :£comecou de se chegar a nos .£e a nossas pregacões£presente seer .£Fynalmẽte com aajuda diujnall£se abracou e cõglutinou aa ffe :£pollo q a humana geeracom dos ffiees£
o e torna o a seu lugu .£e ẽ tanto foge o caçador .£E ella depois q leixa o filho ẽ seu lugu .£torna a correr depos o caçador .£e elle teme sse em sua naue .£e escapa cõ os outs cachorros£q leua .
mandou o fezerom eles,£ca fezerom de sa gente #X azes£em que havia muitos homens boos e muitos cavaleiros.£Mas sobejamente eram poucos contra os outros.£E por em receberom aquel dia tal dano£que o nom quisera rei Artur£pola metade do seu regno.£Que vos direi?£Depois
a tua boca£contra nosso senhor jesu o .£E serpente muy sobrega de vontade .£e emuelheçido dos maos deuses .£escomũgado sejas .£Ca o meu snor jhesu o£soffreo a todas aquestas cousas£polo lihagem dos homẽs .£E o juiz£com muy grande sanha£q ouue
cõ o juyz .£E outros desque auiã sofrido£huũ pouco dos tormẽtos£leixauam se cayr£em aqlle mesmo pdimẽto .£Aqstes eram todos£de q disse nosso senhor jesu o .£Pecunias ama .£difficile saluabut£Que quer dizer .£que os q auiam riquezas£grauemẽte podẽ ser saluos£
. e se he direito£q leixemos aquelo£que soemos horar . e adorar£ataa aqui .£vos o julgade .£E ẽ aqla mesma ora£foy mudado o coraçõ d Claudio . o emperador .£e deu o cõ grã tristeza a Calpurnio o adeãtado .£e disse lhe£
madeiros por seus deuses .£e nõ hã cnydado£de demandar o seu ds verdadeiro£segundo diz o ppheta .£Uani fili hominu :£et mendaces fili hominu .£Que qr dizer£Neiçios som os filhos dos homẽs .£e mẽtirosos sõ os filhos dos homẽs .£Salamõ aproua outrosy
cõ Jncrediuell prazer e alleg :£aa cidade de papya .£E ouujndo a cidade dyz a vijnda d’ell rrey e Relliq s ;£cõ m prazer sayrõ todos£a rreceber o s corpo :£E cõ grãde honrra e rreuẽcia .£poserõ e collocarom aq s corpo£e Jnconparauell
em erro e em meospreço de fé.£E por esto poderia cair£ca seu livro seria defeso£que niũũ nom usasse del nem leese£o que el nom querria em niũa guisa.£E por esto promete£na terceira parte de seu livro£que departa a demanda do Santo Graal, as
e nove meses.£De como Abemelic, rey de Cordova,£veo correr terra de cristããos£e foy vencido£e outrossi da fame£que veo em Espanha£pollo pecado del rey dom Vermudo£Andados quinze ãnos£do reynado deste rey dom Vermudo -£e andava entõ a era
gliar ẽ ella .£Ca o corpo do homẽ po seia contado por liu . suo he .£Ca diz o eccliastico .£o suo qredor de mal .£digno e mecedor he de o atormẽtarem£e lhe deytarẽ adouas£E entende sse pllo corpo do homẽ .£E diz£
sam medardo .£q anbos forã Jrmããos dhũũ uẽtre .£e anbos nacerõ ẽ hũũ dia .£E em hũũ dia forã anbos cõsegrados por bpos .£e ẽ hũũ dia passarõ deste mũdo pa Jhu o .£E qndo sam medardo passou£forã os ceeos abtos .£e apareceo
sua molher direito em Casteella£por ser filha lidima del Rey dom Pedro,£chamamdose elle Rey e ella Rainha daqueles Regnos.£Asy que o caso nã era semelhavell nẽ emtemdia mais£de fallar em tam desarrazoadas cousas.£E os castellãos respomderam£que se elles nã descemdesem algũa daquelas cousas em
et verbum caro factũ est;£e alguũs simplez inoramtes£quue esto naõ emtẽdiaõ pergumtavaõ£que queria dizer aquilo,£e ouutros por sabor respomdiaõ£que queria dizer£muy caro feito hee este.£Verdade hee,£diziaõ deles,£mas prazera a Deus£quue ho tornara oje£de muy boõ merccado.£Na oste del
outro povoo pera ouvir esto.£E eram presemtes os gramdes padres e senhores£dom Joham, Bispo desa cidade,£e dom Joham, Bispo do Porto,£e os homrrados adayam e cabido desa Egreja.£Iso mesmo de pesoas leiguas£estavam hi os prudemtes e discretos barõees£Louremceanes Foguaça, chamceler mor del Rei,£
sii£que lhes nom faziam tanta honra nem tanto amor£quanto eles mericiam.£Quando eles virom Galaaz e Bliobleris£conhocerom-nos logo£ca muito ouvirom deles falar£e de que armas tragiam.£E onde os conhocerom esteverom.£E Senela, seu irmão de Taulat,£falou primeiro£e dissi:£– Vedes aqui veem
a ds .£e depois maliciosamte ouue emveia ao homẽ£e feze o cayr em peccado .£e por em a sabedoria diabolica ptẽẽce aa malicia .£E diz sam gregorio .£q a sabedoria deste mũdo£he cubryr o coraçom£com mããos engenhos e cõ maginaçõões .£e emcobrir
ser seu£e fazer menagem do lugar.£El Rei mamdou laa£Affomsso Vasquez Correia, comemdador dOrtalagoa,£e Guomçallo Louremço, seu escripvaom da puridade,£pera afirmarem com elle£ho que lhe emviava dizer.£E ffeitos tãees prometimemtos,£sem vomtade de os asy guoardar,£tor- naramse a el Rei£os que asy
d logar .£todos os bẽẽs que cõsigo leuara .£e os panos de seu uistir . deu a pobr .£e uistyu se de panos uijs .£e começou de séér cõ os outros pobr£em no adro de hũa egl de sancta M .£E cada domj̃go comũgaua
fezeos officiar ante sy£e achouos por boos officios£e mandou que husassẽ£cada hũũs de quaaes quisessem.£E por esto ficarõ #VI igrejas em Tolledo£que som oje em dya deste custume.£Como el rei dõ Afomso£ouve grande sanha da raynha e do ẽleito
cotovello,£e dally a çarrando a encase na restre.£E ssempre se avyse do descayr£por a ssoportar na mãão£e leixar asseentar folgadamente.£Ha hi outra maneira de tirar a lança e a lançar:£no braço ezquerdo;£e dalgũũs he louvada£por melhor que outra pera pelleja.£Por que
que mais amando, ha mayor desejo,£e mais desejando,£pois o que deseja spera receber,£sa sperança convem seer£de mayor sentido.£E quem soomente serve por temer,£ainda o desejo e o amor ficam livres£pera se juntar a outra cousa,£e crecendo muyto£farom passar a força do
he aynda mayor do q vos dezedes .£ca ele soo he£o que faz as grãdes marauilhas ẽna terra .£d quẽ o ppheta da vdadeiro testimunho .£e diz .£Magn dns et laudabilis nimis .£et in magnitudine eius no est finis .£Que quer dizer .£
dobro£E pois se eu achar ẽ o teu coraçõ£boa terra pera dar ffructo£nom tardarey de ssemear ẽ ella£a ssemente de deus£e descobrir te ey o sseu muj grande fecto .£de gujsa que aueras a pedra preçiosa£E pollo Raio do lume della mereçeras seer
fromtaria he£grossa de gentes e gramdes senhores,£assi como do Meestre de Samtiago,£e do Meestre dAlcãtara e doutros e boõs fidallgos;£e aquelles que vos assinastes£pera a guardarem comigo,£me pareçem poucos;£por emde tornei£pera me dardes mais vassallos,£pera vos eu poder servir,£segumdo compre
o pste .£Sẽpre o nemigador dara a sua nemiga£mẽtre que nõ creer o nosso senhor jesu o .£mas logo q em ele cree .£logo he solto de toda a sua culpa .£e he chamado filho do muj alto ds .£E dsque sam Marçelino .
Sam Diaz?£E el rey mostroulho.£Bernaldo foy entom contra elle£e beyjoulhe a mãão.£Mas, quando a achou frya£e lhe catou o rosto£e vio como era morto£começou a dar vozes£e fazer muy grande doo,£ho mayor do mũdo,£dizendo assi:£- Ay, conde
respomderam e diseram£que elles nam aviam sobre ello nenhũa duvida,£mas que hiriam de boas vomtades£morrer e viver£homde quer que elle fose,£afirmamdo todos per juramemto,£sallvo Amtam Martinz, mercador de Lixboa,£dizemdo que trazia amtre suas mãos£muitas cousas doutras pesoas£em que lhe compria primeiro
dereitamente a el rei£e beyjoulhe a mãão£e contoulhe todo seu feyto£como lhe aveera em Espanha£con el rei dom Afonso de Leon.£E dizem ennos cantares£que lhe disse ally Bernaldo a Carllos£en como era sobrinho de rey Carllos, o Grande,£e filho de dona
estorya que,£depois que o Cide se partio del rey,£que ẽvyou per suas cartas£chamar seus parẽtes e amygos e vassallos£e fezlhe queixume del rei dom Afomso como,£sem nẽ hũũ merecimẽto,£o mãdava sayr da terra,£dizendolhes assi:£- Amigos e parentes,£quero saber de vos
ella .£E pois senhor em aqsta hora saya daq sathanas£atado e cõfundido ante a sua cara .£E disse lhe çebriã .£porq nom me trouxe a virgẽ£q te mãdey ?£Respõdeo emtõ o diabo .£e disse .£Nom me faças dizer p força .£o
falam na primeira cobra,£é outrossi d'amigo;£e se ambos falam en ũa cobra,£outrossi é segundo qual deles fala na cobra primeiro.£Cantigas d'escarneo som aquelas£que os trobadores fazen£querendo dizer mal d'alguen en elas,£e dizen-lho per palavras cubertas£que hajan dous entendimentos,£pera
E com todas estas cousas£tu es tam prosuntuosa£que Aquy se deuísa como o bõõ£& santo pemssamẽto & conheçimento£que uem aa booa prinçesa£por amor & temor de nosso Senhor£Capitollo .b.£Assy a booa prinçesa amoestada de deos£que o ama & teme
q n hã de seer demandadas no futuro£ou vijndoiro dia do juyzo .£Sẽẽdo ja de ydade de lxx ta ãnos .£Sentindo a desuluçom de seu corpo£andando hũũ dia cõ seus disçipollos deportando£esguardou e vijo a parede da ig de Sam medardo .£q . queria
com o iffante£e lidarom no Arenal£e forom os portugueses vençudos£e matou e prendeu delles muitos.£E, como era piadoso sobre os presos,£mandouos soltar.£E el rey de Portugal ouve desto grande despeito£e fez grande guerra a Galiza,£e tomou toda a terra de Limia
se alleuãtaua mũi toste£da doce e delycada Cama ẽ que Jazija£a q lhe era muỹ penosa£por amor do S£que por sposo tijnha£cõ todo amor e desejo .£E tornaua sse a seu orat£onde sẽpre de noyte£tiinha hũa lanpada peq g de prata acesa
q mais morto q viuo .£e nõ era marauilha .£ca no viuia elle senom por amor£d soffrir marteiro tã solamẽte .£E dsq foy pso .£leuarõ no ãte a seda£hu julgaua o adiãtado£e sem falha deste£he dito bẽ cõ vdade£q o leuarõ
Messiias aviia de seer£verdadeiro homem e verdadeyro Deus,£pois quy avia de seer£da semente de David,£quy era homem,£et seer chamado Senhor Deus noso£per o nome Tetagramaton,£quy he nome proprio de Deus verdadeiro£e mais proprio£quy todollos outros nomes".£De como os
Figueyras que tevessem por bẽ£e que fossem com elle aaquelle campo£que era assiinado£antre el rey de França e el rey d'Aragon,£onde avyam de aver a batalha.£E a elles prougue£e foronsse com elle de boamẽte.£E, quando forom no campo,£virom vĩĩr tres cavalleyros armados.£
leixou el rei dõ Afonsso, seu filho,£que era mayor e mais liindo.£E, por que era Mauregato mayor de dias£que el rey dom Afonso,£foi fallar cõ os mouros£e fez sua postura com elles£que o ajudassẽ£e que lhes daria cem donzellas£taaes como dissemos.£E
esguardar o rostro,£nõ dizendo nem hũa cousa£por que nõ podia fallar,£do grãde medo£que delle avya.£E o Cide,£que o bem entendya,£disselhe que dissesse£o que lhe seu senhor mandara£e que nõ ouvesse medo.£E, quando o mouro esto ouvyo,£esforçousse pera dizer sua
muy bem e enriqueceu muyto.£E, desque os de Calez assy foron ricos e poderosos,£começarõ de se apoderar das terras d'arredor,£de tal guysa que os seus vizinhos£lhe ouveron grande ẽveja.£E ouvesse de levantar antre elles muy grande guerra,£assy que os de Calez nõ na podyam
a outra Arthemia .£E eram ambas jrmaãs£que as ouuera Galicano em outra molher£que morrera .£e eram muy ensynadas e muy entendidas£em todo saber das sete artes .£de guisa que a penas podiã achar seu ygual£nos saberes ẽnos homẽs muj acabados .£E demais
curyosamẽte£e mais sotilmẽte ẽqre ẽ ellas .£tanto meos toma apndendo dellas .£Esta moca muytas uezes via as cousas£q nõ estauom psentes£e as q aviam de uĩj̃r .£E esto era especialmẽte pa maraujlhar£q fe cada ẽ aldea .£e husada ẽ oficio rustico .
dom Diego Lopez de Bayam£que entã era escudeyro£e Martin Gonçalvez Majanços e Sancho Lopez d'Ayelos£e dõ Johã Ayras Mexira e outros.£E todos estes nõ levavõ mais de trinta pares d'armas.£E foy a Duas Yrmããs a Doralbaçar.£E leixou Cordova aa mãão dereita£e foy aa
disse que£os tres son orientaaes e os tres meridionaaes£e os tres occidentaaes e os tres septentrionaaes,£e esto pollas calidades que ham,£e a Aries deu£que era quente£e o mesmo a Sagitario e Leo,£e a estes tres deu£que eram orientaaes,£e a Geminis frio,
desonestos,£certamẽte mais saão seria aquestes cauar£porque asy o diz Sãcto Agustinho:£Que melhor he no domĩgo cauar£que nõ dançar£pois aquel que bẽ quer gardar o domĩgo£e os dias sãctos stabilicidos pella sãcta eigreia£çarre os seus olhos de ueer aquelas cousas£que sõ contrairas aa
ella obre sajes mente.£guardando-sse de a descobrír a algũũa perssoa£que serya assaz de mal .£Mas que fara ella£por fazer o milhor .£quando ella vír£que algũũ se trabalha d’auer a graça della£por amor de ssua Senhora£ante que aja espaço de lho
frecheiros;£e amte el Rey vinhã ho Comdestabre e Ruy Memdez de Vascomçelos£e Guonçalo Vasquez de Melo, o Velho, e Martÿ Afonso de Melo, o Moço,£e o Doutor Martim Afonso e outros.£El Rey vinha dizendo ameude:£Çeeguaos, Saõ Mateus,£cegu[a]os, Saõ Mateus, çegu[a]os. £E assy emtraraõ per

maneira.£Este gramde e muy homrrado Senhor,£mais excelente dos Rex£que ẽ Portugual reinaraõ,£foy sempre bem fiell catholico,£em guisa que aquello£que no primcipe maes resprandeçe,£a saber, direita fee,£era em elle compridamente,£semdo muito devoto da priçiosa Virgem£em que avia symgular e estremada devação.
ajuda e Santiago!£E os mouros forõ logo£aaquella ora vençudos.£E morreron hy£ben seteenta mil delles,£assi como conta a estoria;£e os outros, que escaparõ,£fogirõ os que poderõ fogyr.£El rei dom Ramiro,£despois que livrada foy a fazenda,£ficou no campo.£E foi
sabor de justar,£e Galvam lhi deu vozes:£– Tornade, cavaleiro,£ca a justar vos convém.£Quando Galaaz ouíu£que havia de justar,£querendo ou nom,£tornou e disse:£– Santa Maria!£Que cuidam estes cavaleiros a fazer,£que me nom leixam ir£per meu caminho em paz?£Eu nunca
he veronica trouxe£o santo pãno nada sua maão direita£muyto honrradamẽte .£he des que forõ adiãnte do emperador .£veronica deu o santo pãno a Sam clemẽte .£he todos en huũ poserõ os juelhos diante do emperador .£he veronica falou lhe muy hõrradamẽte£he disse lhe£
e q se dspois tornarõ a cõfissõ£E por ẽde começarõ todos a dar grãdes vozes£cõ grãde saha cõtra sã alexãdre£e a dizer .£por este homẽ malfeitor e cheo de nemiga£fazẽ todos o q fazẽ£e dizẽ qnto dizẽ .£e por este se pdẽ os
na vyda presente seus galardõoes,£ainda que tardem£per os segredos de nosso senhor deos.£E a outros vem tam cedo e claro,£que a todos devya seer£grande e boo enxemplo.£Terceira,£algũus que som de curto entender e saber,£mas teem as voontades£todas justas e dereitas.£Estes
digades u acharei mais asinha a besta.£– Par Deus,£amigo, esto vos nom amostrarei£ca, se vo-lo amostrasse,£amostrá-vo-ia por vossa morte.£– Senhor,£disse Ivam o Bastardo,£pois que mo nem queredes dizer,£comendo-vos a Deus£que vos mantenha em seu serviço.£Entam se partiu dele£e foi-se
sua seda o bẽ auẽturado sã alexãdre£e pgũtou lhe£ante todos a grãdes vozes£quẽ era ?£e elle respõdeo liuremẽte .£e outrosy a grãdes vozes .£e dise£aão sõ .£E qndo o juyz aqllo ouuio .£nõ qs muyto tardar .£e deu logo p
. mayorm aas£q erã postas ẽ angustijas doores e Jnfirmidades .£Assy stãdo cõ d e fora desta vida corporal .£a muitos e m de div stados .£E m mais aas Religiosas£e Jrmãas desta Casa .£prouam e exp£q ẽ suas ãgustias ẽffermidades e doores
hũ dos teus disçipolos£que me guje para çidade d Aurelia£que veja meus parẽtes .£E respondeo lhe nosso senhor .£e disse .£Toma hũ de teus yrmaãos£e vay ver teu padre e tua madre .£por tal que os faças vijr contigo£a çidade de ihrlm
devinall destintas e departidas£em guisa quy nom som confusas,£mais cada hũa tem sua propriedade£e som hunidas e ajuntadas em hũu suposito,£qui he cousa perfeita£quy está per sy". ¦£Dytas estas palavras,£calou-se o fillosofo.£Da prova da encarnaçom£"Ainda conpre",£dise a
o Cide£que se vehesse veer com elle.£E o Cide sabya ja muy bẽ£como era mizcrado cõ el rei.£E, quando chegou aa corte£e foy ante el rey£e lhe quis beyjar a mãão,£elle nõ lha quis dar;£ante lhe disse mui sanhudamẽte£que se
quislhe beyjar a mãão.£Mas el rey nõ lha quis dar,£com sanha que delle avya,£dizendolhe assy:£- Conde, bem sabees£que tres ãnos ha£que me vos alçastes cõ o condado,£quando nõ queriades vĩĩr a meu mãdado£nem a minhas cortes.£E viindes muy louçãão£por
desy forõ dgolados .£o adiãtado vio .£q os leoões os afagauã .£e nõ fezerõ mal nẽhũ .£mandou os logo tirar .£e mandou hi meter hussos muj brauos .£Mas tãto q hi forõ metidos£pderõ toda a braueza .£e tornarõ se tã mansos .£
encomendou a Deus£e foi-se entam£e cavalgou todo aquel dia£sem aventura achar£que de contar seja£e pensando muito£no que vira e ouvira do homem bõõ£e que havia de morrer em esta demanda£tantos bõõs cavaleiros da Mesa Rendonda.£Como Persival achou a Besta Ladrador.£
. Uos preegae he fazee pregar£P todo o emperio£a santa fe Católica£he bautizae a todos aquelles£que poderdes cõuerter .£más vos sabee£que Eu me nõ bautizarey£ate que Eu nõ vingue a morte de jesu christo .£he prometo vos que logo£tãto que Eu
ca me nõ praz£por que esta carreira queredes fazer,£ca aquelle que vos allo leva£vos leva aa morte per treiçom.£E, se vos tornardes,£faredes vossa prol.£E entõ fez hũa risca£e disselhes assy:£- Se esta risca passardes,£eu nõ hyrey cõvosco adyante mais,£
porem criou deleitaçom em nas criaturas£e criou o mundo com perfeyçom£e porem o criou perfeito£com suas partes naturaaes. ¦£E, porque o criou com fim,£porem criou cada hũa criatura£pera a fim nom criada£que he ese mesmo Deus,£que he fim per a quall forom
paaço£e nõ sabyam o que era.£E, por o saber,£quando derom de comer ao leom,£escaeceulhes a porta da casa aberta£e foronsse pera o paaço£onde estava o Cide.£E, despois que o leon comeu,£vio a porta aberta£e foisse ao paaço£onde estavã todos.£E
crecendo lhe a sanha£fere ssy meesmo con seu cabo .£Os ossos do lyon sam tam duros .£q batendo hũũ cõ ho outro .£saae fogo asy como de pedarneyras .£E como quer£q o leon seia£tam ardido e tam forte .£po toman o e
d ds o que nã quer dar a todos o que reçebeo emcobrimdo .£E por esto disse£o propheta Dauid£[ Justitia tuam non abscondi in corde meo .£Ueritatem tuam£et salutare tuum dixi .£Non celaui misericordia tuam£et veritatem tuam a ccilio multo ]£Que quer
he toda ajuntada em hũa pesoa,£asy como de dous reys£em hũu regno,£que nom podem seer£em tam alta nobreza£nem em tam alto poderio£come hũu soo.£E asy seria de muitos Christos£se todas as pesoas da Triindade£fosem encarnadas.£E asy se mostra£que em
cõ os seus pera a çidade.£DAS RRAZOÕES£QUE NUNALLVAREZ DISSE£AO COMDE DOM ALVORO PEREZ DE CASTRO£E A SEU FILHO,£E COMO HO MEESTRE HORDENOU£DE PELLEJAR COM OS CAPITAÃES DE CASTELLA£QUE ESTAVOM NO LUMEAR.£Certamente fallamdo em este passo,£e tirada toda
e isso mesmo dos do luguar, com elles,£e bem çedo pola menhã hiaõ çimco ou seis piõis£buscar as devesas derrador da vila,£se avia ahi gemtes ou çilada£que fezese nojo ao loguar;£e despois que descobriaõ terra£e tornavaõ pera ha vila,£emtaõ abriaõ a porta£e
o fez desterrar.£E elles teveron sempre a fe muy fyrme£e mãtiinhãna muy ben.£E, quãto o padre foy cruel,£tanto este rey Recaredo foy muy piadoso.£E, quanto o padre foi persiguidor da fe de Jhesu Cristo,£tanto o filho foi amador della.£E o padre acrecentou o
que dar cousa que muito mõtase,£segumdo eles pemsavão,£prometemdo por sy duas mil dobras£e deshi tres mil;£e asy hũa pouquidade£de que Louremço Martinz fazia escarnho,£ataa que huũ dia lhe veio a dizer:£Pero Lopez,£porque vos leixais jazer asy£e naõ quereis dar por vos
guaanhar Vallença£e prougue a Deus£de a dar a mỹ e aos meus£e me fazer senhor della,£reservando o senhorio real£del rei dom Affonso de Castella,£cujo vassallo eu som.£E, pois me Deus fez tãta mercee£de a meter ẽ meu poder£e vos todos outrossi,£
males delle .£Por ẽ .£diz sco agustinho .£Todollos bẽẽs treaes despzou o homẽ o .£por tal q mostrasse£q deujã de seer despzados .£E todollos males treaes sofreo .£q elle mãdaua q soffre .£por tal q ẽnos bẽẽs treaes£nõ buscasse ho homẽ
adorauã os ydollos£pera fallarẽ e preegarẽ£contra o filho del Rey£e contra a fe dos cristaaos£E feze el Rey trager . nacor o falso hermitom£que sse mostraua que era barllaão£e disse El Rey£aos seus sabedores aqui£uos aqui sodes ẽ esta contenda16£e sabede
e esto£por conselho e outorgamento dos grandes do reyno.£E reynou este Teudero sete ãnos e cinque meses ẽ as Espanhas£e tres ãnos destes£reynaron elle e a raynha Amallasent desũũ.£E o primeyro ãno do seu reynado£foy na era de quinhentos e saseenta e nove
asy:£"Rainha senhor,£bem sabedes como o profeta Isaias,£falando da viinda de Christo,£diz asy£aos xxx capitolos:£'Sera a luz da Lũa£asy como a luz do Sol£e a luz do Sol sete tanta£asy como luz de sete dias em aquele diia£que legar o Senhor
estes som os livros dos Salmos£e das Paravoas de Salamom e de Job e do Eclesiastes£e dos Cantares e de Ruth e as Lementações de Jeremias£e o livro de Ester e de Daniel£e de Esdra e o Paralipomeno,£e estes som em terceira hordem.£E estes
. ca nõ contra o estado de roma .£E quando Deçio ouuio aquesto£foy todo cheo d sanha£e mandou quebrantar£toda a cara de sam cornel .£De como sã cornel£emtrou em casa d çerial .£o cauallo cõ dous creligos de missa .£e outro creligo
muytas out esmollas£de ffora dest largam£cõ os pobres e moesteiros£em obras piadosas£E espiçialmente .£hu . era . ho corpo do bem auentuyrado s Elloy :£Onde antre todos .£os outros hornamentos£que ally pos .£Assy foy hũa cruz . de gram preço£e
escrever£nem ainda dizer como se faz£nem por que se faz.£Ca, assi como polla força dos planetas£se fazem tornar os tempos secos,£assi se fazem tornar os tempos humedos£pera tornar as terras humedas,£e quando se assi tornam humedas,£entom faz a força dos planetas£que
signagogua,£que he dita esposa de Deus.£E nom he dita hũa pesoa singular,£mais plular,£com leiçom e ajuntamento de fiees.£E porem, por se demostrar esto£que he ajuntamento de muitos,£se segue em na letera 'correremos',£que he em plular.£E porem se põe hy pera demostrar
do casco,£em guisa que ficou tã mal ferido£que nom soube de si parte.£E, pero tiinha a espada ẽna mãão,£nõ ousava de ferir cõ ella.£E Martĩ Antoniiz veeo outra vez sobre elle£e deulhe outra ferida ẽno rostro£cõ a ponta da espada£e Fernã Gonçalvez,
E, quando chegou ao menĩo£e o viu assim pendurado,£houve del gram doo£e despendurou-o toste£e maravilhou-se quem o pendurara i.£Ele viu o menĩo mui fremoso£a maravilha de sa idade£e levou-o para sa casa£e mostrou-o a sa molher,£que era bõa e sesuda,£e
o acabará;£e eu vos digo o direito conselho£que outra guarda melhor que a sua£nom demandedes,£ca bem podiria asinha£vĩir pior ca melhor.£Como a donzela pediu a Galaaz£que fosse depós eles.£Quando a donzela esto ouvio£começou a chorar mui feramente£e disse£
a razom por que aly era vijndo o maestre salla£he de como ella había de hyr a Roma£para guareçer he sarar o empera dor£que esta muy mal doente£de forte doença£he veronica disse que£lhe prazia de hyr a Roma£que ella cría con a virtude£
É entender e deshi diremos como cansa,£ca doutra guisa£o non poderiamos mostrar.£Ora dizemos assi:£o entender,£como quer que elle entender seja,£non lhe podem pôr outra figura£nem al dizer senon entender,£ca elle está na alma£e a alma non á figura£e portanto non
dos poderios da alma fortemẽte .£e hordenãdo e despoendo todas as cousas brandamte .£Ca elle see ẽna mẽte asessegada .£asy como ẽ como ẽ cadey .£e p seu poderyo£faz q as forcas mais baixas da alma .£obedeeçam aas mais altas .£E em esto
o que vos melhor pareçer.£E sse eu escolhesse alguũs de vos outros,£creemdo que elles tiinham avamtagem£pera seguir seu acordo,£logo aquelles£que ssom seus iguaaes£se averiam por descomtemtes£e sempre seeriam anojados£teemdo que com desprezamento£os nom fezera do comsselho,£nom os avemdo por tam
doutros comtemtava nem comtemtou em seus dias.£Nehuũa cousa fazia com rrancor ou hodio,£mas por a gramde custa que tiinha,£desi por a terra assi seer aazada,£aas vezes passava aallem do rrazoado;£como quer que nom tanto£que sempre em ell nom fosse o temor de Deos,£ouvimdo
grande e tam vallente£que aadur acharyam£em toda essa terra£homẽ de sua hidade ou de mayor£que tam ben ouvesse£o corpo e as manhas.£E, quando morreo seu padre,£forom os cavalleiros por elle£aa montanha onde o cryavã£e trouxerõno pera Burgos;£e veeo com elle
e se o araiall começou dasemtar,£as gemtes da hooste£começarom de seguar muitos pães£que hi avia,£e foy hi feito gramde escaramuça per azo daquilo,£em que ouve mortos e feridos£de hũa parte e da outra.£Em esto os corredores£que detraãs ficavaom,£trouverã muitos prisioneiros£e
naõ tinha castelo em que se defemdese,£e que o tivese,£que lhe naõ prestava nenhũa cousa;£e que se ho avia por esperar acorro del Rey de Castela,£que vyse ho acorro£que mandara a Ayrez Guomẽz£e que por aly poderia ver£quoamto lhe compria£de manter aquela
Villa Nova de Fresno e a Alcomchell£logares do senhorio de Castella.£E Pero Rodriguez e Alvoro Cuitado£mamdarom tamger a cavallgada aos homeẽs de pee,£e lhes derõ dez de cavallo£que vehessem com elles;£e elles com os beesteiros ficarom em rreguardo,£se alguũa gemte rrecreçesse£pera pellej
de fũdo treaes .£Tanto se parte do amor de cima celestal .£E pois q os olhos£assy rroubã a alma£de cousas tam gndes e tam nobres .£Razom he£q seJam Julgados£por ẽmijgos della .£E por em hũũ abbade do moystey de claraual .£o
e o segundo foy dom Fraderique;£e o terceiro foy dom Anrrique;£e o quarto foy dom Filippe.£E este deu a rainha dona Biringuella£ao arcebispo dom Rodrigo£e elle poseo a leer£ao titulo de Santa Maria de Toledo£e fezeo clerigo£e deulhe hũa ... com outros
emcomendara£que parasse neella mentes;£e ella nom embargamdo£que vehesse como presa,£viinha bem sem medo,£sem mudamça que mostrasse,£come molher de gram coraçom;£e emtrou ella soo na camara e nõ outrem;£e quamdo vio o Judeu£que descobrira o segredo,£disse comtra elle esforçadamente:£– Aqui
ho ouro do mũdo£eu nõ o leixaria de dizer£a hũũ homẽ de que eu muyto fiasse e que entendesse£que se de mỹ doeria.£E Allataba respõdeu a estas pallavras£e disse:£- Se aquelles que este feito soubessem£ho julgassem assi£como elle passou,£eu
veha dpois peor£pola vossa grande profia .£e o propheta diz .£Similis illi fiut£qui faciut ea .£et cofundant omnes£qui oderut escuptilia .£Que qr dizer .£Semelhantes som a eles£aqles que os fazẽ .£e sejam cõfondidos aqueles£que adorã as cousas q som
mais poderoso que elle£e de muy grãdes feitos.£E, quãdo Hercoles esto ouvyo,£disse que,£por renẽbrança pera sempre,£que queria hy poer seis piares.£E pos em aquelle lugar£seis piares de pedra muy grandes.£E pos ẽ cima delles£hũa muy grande pedra chãã de marmor em
viinr aa batalha de cavallo;£atrevemdosse£que eram muitos e bem emcavallgados,£e que logo os desbaratariam£como dessem em elles;£a quall cousa a todo homem rrazoado£pareçia seer assi.£E comçertarom suas batalhas a cavallo;£e os genetes sse apartarom£com a carriagem em huũa ladeira dhuũ pam
dom Diego que se tornasse£e que se nembrasse da fe de Jesu Christo£e da menagen que lhe fezera.£E dom Pero Fernandez era muy nobre fidalgo£e simprez e muy verdadeiro£e disselhe£que todo o que lhe prometera,£todo lhe guardarya muy cõpridamente.£E entom se spediron
contar£nen dizer o gran dóó£nen o gran pesar£que ouuerõ quando lhi a uentura contarom .£E adur podyan créér£que ssam Nicolas ssofresse£que o leuassen en tal guisa .£mays quando forom çertaãos pelos quatro frades .£que átal dóó fazyam .£e taes braados dauam
paulo et sam barnabas em anthiochia preegando£ho angeo de deus apareceo a sam paulo.£E diselhe£vayte [... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
levaraõ nas£por õde el Rey de Castela£tivera posto seu arraial,£quoamdo outra vez jouvera sobre ela,£porque era em vista da frota dos imiguos.£E huũa bamdeira das armas del Rey de Portugual£hia diamte levamtada;£e as outras e os pemdoẽs£huũa amte outra£arrastamdo pelo chaõ.
E, polo gram pesar£que ende houve,£partio-se deles£sem espedir-xe-lhes.£Como Meraugis se queria ir depós Gaeriet£e o nom quis Estor.£Quando Meraugis viu£que se ia Gariet£filhou seu elmo e enlaçou-o.£E Estor lhe preguntou£porque o fazia.£– Eu quero,£disse el,£ir
E poren rogamos muyto ao teu amor£que nos ẽvyes acorro£dalgũũs bõõs cavallos mouriscos£con suas armas dos cavalleiros£a que os mouros chamã em seu aravigo alfarazes,£por que o gradeceremos a Deus poren£e o gradeceremos a ty£e gallardoart'emos este dom£da beençon de Sam Pedro.
almirante mor de Castela;£Pero Gonçalvez de Memdouça, mordomo mor del Rey;£Dioguo Guomez Mamrique, adiamtado mor de Castela;£dom Gonçalo Fernamdez de Cordova;£Pero Guomçalvez Carrilho, mariscal de Castela;£Joaõ Pirez de Guodoy, filho do Mestre de Calatrava;£Mose Joaõ de la Ria, cavaleiro del Rey de Framça;£Fernaõ
. Eu ffarey todo o que me tu dizes£.silicet.£toma me por molher£e eu leyxarey os ydollos£e aprender me hey ao teu deus .£quando ella esto dizia£fazia todo geesto de luxuria£pera enduzer o santo mançebo .£quando elle esto ouujo£disse lhe em uaão
alma e do corpo,£e a alma he formada segunda e particular,£que faz perfeito o corpo£e o governa e o move.£Mais outra forma he prima e comũu£que o comum principio esençiall da sustancia,£per o qual o auto e o fazimento da cousa está principallmente.£Outrosy
gram bem de sse nom viinr£pera elRei de Castella,£nem sse lhe desse,£que lhe fazia çerto£que elRei nom jaria sobrelle,£senom que passava per hi£e hiasse seu caminho;£e que sse tall cousa avehesse£que o elRei quisesse fazer,£que lhe prometia£de sse lamçar com
muy ben con os da Terra da Promissom£e aprazou batalha com os Barboros.£E foi dia posto a que ouvesse de seer.£E lidou com elles£e venceuhos e matou muytos delles.£E em esta batalha£forõ muy boos cavalleiros£per suas mããos dous filhos del rey;£e hũũ
hade fazer na guerra,£tambem per terra como per maar,£ca tamanha froota haa£como el Rey voso filho arma£em cada huũ anno sobre mouros.£E comsyramdo o que faaz per terra,£pequena avamtagem farã dez ou doze gallees£per ajuda de liamça,£que tam pouco vallem em voso
vos quiserdes teer a teemçom do Meestre e de Lixboa,£digovos£que nom avees mester ouro nem prata,£nem outro dinheiro£que nos dees;£mas todos de booa voomtade£despemderemos os corpos e vidas,£e quamto teemos,£por vos servir e morrer com vosco£hu quer que vos fordes;£e
Agapio .£e q queria teer£cõ o seu corpo algũ sinal do seu corpo .£E por aqsto o bẽ auemturado sam Agapio£dspois quando o santo corpo do martir£se partio daly muy hõrradamente£como reliquias tã honrradas .£meteo hi de suũ cõ ella aquelles seus dentes
o ajam de remesar,£tiren-lhe con a azcuma daquella maneyra£que lhe en este capitulo falámos£quando o porco viria por passar£e passava por o monteyro,£que non queria justar con elle.£E assi, remesando-o per aquella guisa,£remesá-lo- á como deve£e o porco sera mais toste ferido.£
guisa£que sentamos seu derribamento£em sanha, mal-querença,£tristeza, fraqueza do coraçom,£nosso menospreço ou desagradecimento£a deos e aos homẽẽs,£ou nos trouxesse£a myngua de fe ou a d’esperança£pera bem começar, contynuar£e acabar as cousas£que podemos e devemos fazer,£ou em algũa priguyça£que vem
dirribava e dos mortos e dos chagados.£Tanto andou em tal guisa£que acalçou ũũ duc de Gorra£que si ia já,£que era traedor e desleal£e que fezera muitas vezes pesar£aos da linhagem de rei Bam.£Como Lancelot se alongava de sa companha.£Quando Lançalot
veo mui rrijo em çima de huũ cavallo caminho de Fromteira;£e chegou a Nuno Allvarez£que o rreçebeo mui bem,£e lhe pregumtou£omde era seu irmaão£e os outros senhores de Castella;£e ell lhe disse£que ficavom ja em Fromteira£que seria legoa e mea domde ell
o temdes,£caa os castelaõs£vos tem posta a batalha no caminho£per huu aveis de hir;£vedelos, daquy pareçem.£E vos temdes aly£qoremta de cavalo corredores e sesemta besteiros£e sesemta pavesados e doutros homẽes de pee,£que saõ per todos oitoçemtos.£E ele respomdeo£[e dise]:£O
stava£que nõ sabia que fazer,£disse:£- Amigo, quẽ em concelho fere£nõ ha que negue em puridade.£Esto vos digo eu£por mỹ e por mynha fazenda,£que vos ja sabedes.£E poren vos rogo£que me digades£como faça e aderence minha fazenda,£ca eu nõ
seguidores della£por levar adeamte sua oppeniom,£foi a Rainha posta em grãdes penssamentos£com mestura de temor.£Ca ella nom era çerta da maneira£que o Meestre queria teer cõ ella;£doutra parte temiasse dos moradores da çidade£que sabia que deziam della muito mall,£tam bem homeẽs como
despemdia£e nã lhe avomdava£seguumdo sua gramdeza£e subegidam de gemte,£asy de homẽs como de molheres£que em sua casa e da Rainha amdavã.£E que, guoardada, sua homrra e estaado,£adelguaçamdo taees despesas,£lhe podiam havomdar suas remdas£pera o gastamẽto hordenado£e mais sobejar lhe pera
eram mester pera a batalha.£Como o Cide lidou com dous reis mouros£que o veherrom cercar£e como os venceu£Em outro dya de grãde manhãã,£sayo o Cide do castello£com toda sua cõpanha,£que nõ ficarom se nõ dous homẽẽs de pee a
Touro el rey dom Fernando e sua madre.£E ally, outorgandoo todollos cavaleiros£e o outro poboo que hy era,£foy el rey don Fernando recebido por rey£e fezeronlhe desto menagen os que hy eram.£E dally forom andar pellos castellos da raynha£e cada dia el rey recebia
louuor d ds padre .£e do nosso snor jesu o . o seu filho .£Cõtar a grãdeza d nossa coyta .£e da nossa tribulaçõ .£e a grande sanha .£e a muy grãde braueza£q os gentios mostrarã£contra os sctos martires .£semelharia cousa muj
ỹfermidade de peste .£E cõ graues doores de hũa postema nacida£fazẽdo se termos mũy maaos e mortaaes .£nõ tẽedo ffysyco algũu£q lhe podesse dar Remedio£por s todos fugidos e idos do lug .£syntĩdo sse a noyte do t£mũy chegada aa morte£e sẽ
q dentro se fazija .£Mas stãdo de fora£ella e as out Jrmãas£ouuiã as muỹ grãdes armonyas e mellodias£das vozes e tangeres deleytosos£q dent onde a dita S Jazia se faziã .£O q afirmaua aq v madre£e dyna de creer .£q p m
ẽ hũũ banho em que se fora banhar.£E, despois que ella foy morta,£reynou elle soo sobre os Estrogodos hũũ ãno.£Segundo o que ja ouvystes desuso,£esta raynha Amallasent con seu filho Amallarico£poseronsse so guarda e defendymento£do emperador Justinyano e do senado de Roma.£E,
havedes vós i que adubar.£Eu vos rogo£que me nom fazades força.£– Par Deus,£disse Palamades,£convém que os soltees£ou per força ou per amor.£Atamas respondeu:£– Vós m’adussestes£ao que me homem£nom pode aduzer.£E por em farei por vós£o que nom faria
e sogeita aaquela criatura£per quy fose repairada£e asy nom seeria repairada sofiçientemente,£ergo segue-se seer a encarnaçom".£De como o Senhor Deus veeo remiir Adam£Levantou-se hum phillosofo gentil£e dise asy:£"Rainha senhor,£como asy seja quy Jhesu Christo£seja hũa cousa particolar,£como
que a catolica rainha ouve feita sua conclusom,£como avedes ouvido,£levantou-se hũu fillosofo d'antre os jentiios£e dise asy:£"Raynha senhor,£vós avedes dito que£em na esençia de Deus ha tres pesoas:£Padre e Fylho e Esprito Santo.£Rogo-vos que£me digades quall das pesoas tomou carne".£Respondeu
e como lhe foy dado Burgon£Conta a estoria que dõ Alle Meymõ, rey de Tolledo,£ouve guerra cõ os mouros£que eram seus inmiigos£e ẽvyava allo em seu logar el rei dom Afonso.£E elle avya suas boas andanças contra elles,£ẽ tal guisa que todos
Tollosa.£Como el rey de França veo en romaria a Santiago£e do que lhe aveo cõ o ẽperador£El rey dom Luys de França£estava casado con dona Beatriz,£filha do emperador d'Espanha,£como dissemos.£E algũũs, por meter discordia antr'elles,£disseron a el rey£
adiãtado . oulhou os o duc£e disse lhes .£Tod aquestes que aqui vedes cõselhar£vos querem de vosso proueyto£per que sejades dignos£de reçeber mayor honrra .£ca vos ja reçebistes de mi£muy grandes honrras£e muy mayores dones£que todolos outros .£Mas ja de
. E muy chegado a elle£que tam fremo trouue .£e assy se me tolheo de diante .£E em dizẽdo aquesto chamaua teofilo£a muj grãdes vozes£e dizia .£Bẽ auẽturados som aqlles e aqllas£q creẽ em jesu o .£e verdadeiramẽte aquelle he o saybo
hũa cousa lhe nõ emcobrio.£E, despois que lhe todo ouve dito,£rogoulhe que a conselhasse£como fezesse em tal coyta como esta.£- Ca certamente, amiga -£disse Allataba -£tal pesar ende hei£que de mỹ son maravilhada£como ja tempo ha£que non som morta.
o aver do senhor de Tortosa£e ajũtou mui grande hoste de cristããos.£E, desque forõ de mestura cõ os mouros,£foron tantos que bem cuydaron£que o Cide os nõ ousasse sperar,£ca os mouros se esforçavã muito nos Franceses.£E o Cide,£quando soube que em
trave´s pera fora.£Ca por nom estar como deve em ella,£assy o derribara´ mais ligeiramente.£Seisto, como se travarem,£o mais cedo que poder£de^ volta per tras£as ancas da besta do outro,£e a aquella parte o tire sempre;£por que, ainda que tanta força nom tenha,£
no lugar onde errarom£e vejam qual he aquele£que lhes paresce£que de melhor mente quer correr£segundo seu poder£e volva-o per sua dereita travessa do porco£o mais toste e o mais direito que puderem£e encaminhen-no ajudando-o,£assi como ja en muytos lugares deste livro dito
que se saisse da sua terra,£ca bẽ sabia elle£que lho vedaria elle,£se quisesse,£e que lhe nõ fezesse£ẽ ella mais mal.£E el rei dom Garcia£nõ o preçou nada,£mas trouxe mal os messejeyros£e mãdouos tirar dante sy;£e esto muy avyladamẽte.£Quando
infinda£e segundo as outras suas dignidades,£como dito hey,£posto quy Adam nom pecara. ¦£Ergo segue-se£que a encarnaçom he£e Deus encarnara,£posto quy Adam nom pecase. ¦£Ca, pois a sua sabedoria entendia£e sabiia tal fim do mundo como esta,£convem qui amase£e quisese
estamdo com elle fallãdo,£dizemdolhe muitas rezoes desforço,£e elle dise£comtra el Rei:£Senhor! Eu vos tenho£em gram merce vosas palavras e visytaçaom,£mas eu emtemdo£que em mim nõ ha senã morte,£porque homde eu devia de folguar£com vosa ffalla e bom esfforço,£eu nã me
E Galaaz, quando esto golpe houve feito,£disse:£– Cavaleiro, bem vos aveeo£que nom sodes chagado;£e bem me é em,£assi Deus me valha,£ca bem cuido£que sodes bõõ cavaleiro.£Agora vos rogo£que me quitedes£e me leixedes ir.£E eu vos quitarei quanta querela de
vossa prol e do reino.£Nossa honra, sem falha,£é de vingarmos esto a nosso poder,£mas quem a prol do reino£quisesse catar nom cuido£que começasse guerra£com a linhagem de rei Bam de Benoic£ca veemos que Nosso Senhor os alçou tanto£sobre todalas outras linhagens£que
Campo Maior,£e levou hũa noite comsiguo£Rodriguo Afonso, seu tio,£e foilhe mostrar£per homde avia descallar o castello dAlbuquerque e Albacar.£E como tornaram,£fez em Campo Maior armar as escallas presemte elle,£avisamdo da guisa que as avia de poer,£ordenamdolhe loguo quoaes aviam de hir primeiros,£
mouros£por os fazer levantar£de sobre a cidade per força.£E viinha com elles em ajuda£el rey dõ Garcia de Navarra.£E el rey dom Pedro,£quando vyo aquella hoste dos mouros,£fez levar o corpo de seu padre£ao moesteiro de Sam Vytor,£pero que era em
diz que os arabios£o preguntarom por o diia do juizo'.£E ele teve mentes ao mayor deles£e dise:£'Se este viver£ante que venha a hidade da vilhiçe£sera o dia do juizo'.£E esto bem pareçe seer falso,£e outras muitas cousas£que som contheudas em nos£
ca mais se trabalharõ de fogyr£que sperar o campo.£Mas algũũs dos que estavam presentes lhe diseron£que el rey Bamba nom verria ally£sen grande tropel de cavallaria£e o pendõ das suas armas levantado.£E Paulo lhes disse:£- El rey fez esto por arte,£
gẽẽraste£e eu senhora daq en deãte ia mais nõ£ençuiarey esta cne com mããs obras .£E senhora£tanto q me tu outgares£q eu adore o lenho£da sancta uera cruz .£logo eu Renῦciarey o mῦdo£e todas suas cousas .£e me hyrey ao lugar q
o cond sauino£que foy homẽ muy nobre e sãto outrosy .£E achou ala os corpos dos santos martires£santa jolita . o sam çiriaco .£e trouue os a terra de frãça£cõ muy grãde honrra .£e cõ muy grãde alegria£E du huũ braço do menino
gregorio£q a sca escptura he Ryo plano e alto£ẽ q o cordeyro anda£e o elifante nada .£E por ẽ diz sco agostinho .£q a sca scptura£com a sua alteza£escarnece dos sobuosos .£e rretem con sua profundeza£aqlls q aficadamẽte£e cõ uõõtade
os seu sanctos pẽẽs .£e rega los com muytas lagmas .£e nõ ousaua de tange .£nenhῦa out pte do cpo da sancta molh .£E começou£diz e cant salmos£qaes vijnham a tal officio e fazer e diz£outs orações ssollẽpnes .£E cuydaua ant ssy
da ygreia,£e se per uẽtura ẽ esto comenos£husar de seu oficio£como ãte sera irregular£e nom despensara com ele£saluante a ygreia de Roma£asy como he comtiudo no dereyto.£Item se garde o sacerdote£que nom receba confissom de nehuum£que souber que he escomungado£e
bõõ cavaleiro£e por tam bõõ homem£que poderia ainda a maior honra chegar ca a donzela.£Meraugis, que havia tam gram pesar£que se nom sabia conselho,£disse a Erec:£– Ai,£dom Erec,£em mentre sejades vivo£seredes escarnicido£se matardes assi vossa irmãã£por ũa desleal donzela.
do monte veja bem o rastro do porco en aquelle lugar£en que ouver de poer o sinal.£E a razom por quê son duas.£A primeira he que,£quando elle assi non visse o rastro£e posesse o sinal,£os que con elle fossem a alevantar£e non vissem
dalgũu devedor£que a outrem fose obriguado,£e nã se teria£per tal exucuçaom tomada£nẽ roubada aquela villa.£E que as represarias£direitamente feitas£em loguo de exucuçaom de semtemça eram avidas,£asy que,£vistas estas rezõees£e outras mais que achavã per direito,£hordenou el Rey de tomar
a dulcura das minhas chufas .£Era me gnde pzer de as leyxar .£sẽẽdo ante temeroso de as pder .£Ca tu senhor .£q es udadey£e muy alta dulçura .£lancauas fora de mỹ£as mjnhas chufas .£e entrauas tu ẽ logo delas .£q es
a ds£por cuja vtude veemos este çeego alumeado£e veemos falar aqsta muda .£E aureliano q nõ auia cuydado daqsto£q elles dezian£fez per seu poder£entrar domiçila em huũa camara£por tal q lhe podesse£mais seguramente fazer força .£E depois de çea£fez leixar
ende a maior honra£ca já outra vez saí.£– Como?£disse Gaeriet,£desonrado fostes aqui?£– Si,£disse ele,£que nunca o foi peor em logar u fosse.£– Ora nom vos venha em tal,£disse Gaeriet,£ca, se aquela vez nom houvestes bõa andança,£ora haveredes bõa.£Entom
ẽ cuydando muytas maas cuydações£e maos pensamẽtos cõsẽtĩdo a eles£e nõ lhes cõtradizẽdo£como deuera e podera se quisera.£Outrosy pequey cãtãdo e tãgẽdo£cãtos e tãgeres£torpes e desonestos£e ẽpeeciuiis a minha alma£cõ todos los sisos e sentidos£que me Deus deu para o auer
de dizer descubertamẽte por medo£q o doestariã os frades£e profaçariã dele .£De como sam anastasio se foy do moesteyro .£e doestou hũs£q achou em hũa casa£que obrauã da arte dos ẽcãtamẽtos .£veo a noyte£deytou se sam anastasio ẽ seu leyto a dormir£
cõ o rey de Saragoça,£que avya nome Almudafar,£ẽ esta maneira:£que lhe desse suas parias£e ficasse por seu vassallo.£Entom o recebeu na villa muito hõrradamẽte£e fezelhe muito serviço.£E a esto chegou dõ Alvaro Fernãdez.£E tragia conssigo trezẽtos cavalleiros filhos d'algo;£e, d'escudeiros
alaão.£Deste poer do alaão£non lhe dizemos aqui nada£ca nós lho diremos adiante,£mas, quando se o monteyro£acertar de filhar atal armada,£se a armada ouver estas duas corrudas£que son a hŨa acabar a erecta£e lançar-se logo en salvo£e a outra saltar por algŨa
que remaser daquesta mia tercia mãdo£que segia partido igualmẽte en cinque partes£das quaes una den a Alcobaza£u mando geitar meu corpo.£A outra ao moesteiro de Santa Cruz,£a terceira aos Tẽpleiros,£a quarta aos Espitaleiros,£a quinta den por mia alma£o arcebispo de Bragaa£
a carreira da vdade .£Ca tu diseste£na voz do teu euãgelho .£Demãdade . e aueredes .£buscade e acharedes .£chamade . e abrir vos han .£E por ẽ snor£tu bẽze aqste teu pobo£q has gahado pa ty£E ele fazẽdo aqsta oraçõ .
aver como elles,£tal enveja he virtuosa,£pera que nos convyda o apostollo£dizendo que vem de nosso senhor£pera acrecentarmos em bem fazer.£E nos estados deste mundo£a muitos faz acrecentar£em bẽes e virtudes.£Mas se desto que veemos£em outrem recebemos tal sentydo£que nos
vos dissemos que,£quando o ouvessem de tirar do rastro£que fosse de sobre elle,£esto he porque muytas vezes acontesce que,£quando o assi alevantam per treela£con o sabujo novo,£que pollo grande cheyro que ha£vay tan rijo fora do rastro£en como se fosse por elle.
e rogou-o que lhi dissesse£porque tal cousa rogava.£– Esto vos direi eu bem,£disse ele.£Como Galaaz devisou sa morte a Persival£como havia de seer.£– Aquela hora£que nós vimos ũa parte das maravilhas do Santo Graal£que nos Deus mostrou per sa piedade,£
lhe tã maa cara£q bem pareçia£que o qsera destryr muy de grado£por estas repostas .£Emtõçe o bẽ auẽturado sam Carterio£que era mãçebo de hidade .£mas era velho de custumes£disse a palaura£que eu falej£em orelhas mortas soou£porque emno mao nũca emtrara
por seu saber£mais que por outra cousa que fezesse.£E foy natural de hũa cidade£a que diseron Fenis;£e este nome avya aquella cidade£por o grande avondamẽto della,£ca tiinham os seus moradores£que nõ era no mũdo sua semelhavyl;£e esta cidade pobrara Fenis,£filho de
os tomem nas treelas£e façam afastar afora os outros sabujos£e entom acheguen-nos ao porco£e, se quiserem comer en elle,£leixen-nos comer,£e non muyto,£e guarden-nos de se roerem,£por non filharem cajoões.£Ha hi monteyros que,£quando encarnam seus sabujos,£que lhes untam os rostros,£e
causa eram as presentes cousas necessarias ;£por tall q os ditos proferidos de s agostinho£sẽ temor nõ fossẽ sandiamẽte desatados :£E a ffe de fosse majs firme .£Uistes muito amados Irmaãos .£quãtas vezes atentey£e cõ mjnha memoria penssey .£q caminho obraria a virtude
forõ mortos em aquelle dia£e os mouros forõ tãtos£que nõ podiã os cavallos passar£per cima delles.£Pero tanto os ferirom aquelle dia£o Cide e os seus que,£des hora de noa ẽ diante,£foronsse os mouros arrancando do cãpo.£E prougue a Deus£que tornarõ as
o sobrinho del-rei Artur.£Algũa vez me vistes em Gaunes,£u vos eu tam bem vi£fazer em armas em muitos logares,£que nembrei de vós£tanto que vi vossas armas.£Quando Claudim viu£que aquel era Galvam,£ficou os giolhos em terra£e disse-lhe:£– Por Deus,£senhor, perdoade-me
. E assy parece£q as deleytaçõões corporaes nõ som boas .£Mas som mããs e danosas .£Onde diz seneca .£Qual Jmjgo foy tan desonrrador£e ẽJuriador contra algũũ .£como som as deleytaçõões£contra aqlls£q amgem sy meesmos ẽnas dileitaçõõs£q asy as ham ẽ custume
ẽ noveenta e hũũ ãnos£e era quareesma delles meesmos.£Como Miraamolĩ ẽvyou muy grande poder£de jentes d'armas£ao conde dom Ilham£Conta a estoria que,£despois que se Tariffe£passou em Affrica£e o conde ficou em Cepta,£pesoulhe muito£por que se fora.
ssua deuota Relligiom£seja notefficado o sermom & liçom da ssapiençía .£E primeiramente porque o estado Real£dos grandes Senhores he leuantado£sobre os estados do mundo .£he neçessario que aquelles£assi homẽẽs como molheres£que deos estabelleçeo£em altas seedas de poderoso Senhorio£sejam milhor acustumados£que
rogasse ao nosso snor por elle£q lhe ouuesse merçee .£bẽ assy como a aqle çego£de quẽ diz o euãgelho£q rogaua a nosso snor£e dizia .£Jhu o filho d Dauid£aue merçee de min .£e a quẽ disse nosso snor .£Que queres q
coita que houve£e caí-lhe a espada da mão£e o escudo da outra parte.£E Galvam deceu tanto£que o assi viu jazer£e foi a ele£e erguei-lhe a aba da loriga£e meteo-lhe a espada pelo corpo£e Erec se estendeu£como com coita de morte.
gram pesar sobejo£e de grado os iria partir,£se podesse,£mas nom podia por rem,£ca muito se doia,£e atendeu tanto que£Calogrenac houve o pior da batalha,£ca muito era Lionel ardido e arrizado.£E Calogrenac havia já assi seu elmo metudo em peças£e seu escudo
q buscassem todolos seruos dos aãos e os prendessem .£E aqles que foram presos£temendo os graues tormẽtos£que veriam dar aos santos£e esmando q dariam a eles outros taes£ouuerom seu conselho com os caualeiros£que os prenderom per mandado do adiantado .£E per conselho deles
o preste .£que estaua orãdo nuu .£e vestio das suas vestiduras .£e disse lhe .£segui me .£E o bem aue͂turado sã Marçelino£hindo empos o anjo£de nosso senhor£emtrou com ele£ao logar hu jazia sam Pedro£emno çepo . e hemna cadea .
reyno contra Yssẽ.£E o primeiro dos poderosos£que se alçarom£foy hũũ que chamavam Mahomat Almoadi.£E alçouxelhe dentro em Cordova£com outros doze poderosos£dos que hy avya,£que erã com elle ẽ consselho,£e veherom todos armados£e prenderom Yssem dentro ẽno alcacer.£E levarõno e asconderõno
q som ardidos .£E qnto sangue se esparge cruelmte .£e qnta destroiçõ dos pobres£e qnto despoboamẽto das tras .£E qntos mortos subitamẽte e sem subitamte£e sẽ pẽẽdença lançou£e envio a ardideza ao Jnferno£pa seerẽ atormẽtados pa senp .£Oo qntos pecados leyxa o
aJudaria .£E o fisico lhe fez a menagẽ .£E contou lhe toda sua fazenda e da molhr braua£q ouuera de q fugia .£E dise lhe .£eu ẽtrarey ẽno corpo de tal homẽ£q he muy rico .£e tu diras£q me faras sayr por
e salvarõno,£fallandolhe muy graciosamente.£E, quando o bispo foy em seu acordo,£preguntaronlhe os velhos£por qual razõ era ally£viindo de tam longa terra.£E o bispo,£quando lhes aquelo ouvyo,£foy muy cõfortado ẽ suas pallavras£e falloulhes muy esforçadamente£e diselhes:£- Rogovos, senhores,£que
Mas ẽ caso que o teu preposyto£nõ fosse de matar nẽhuũ£e porẽ matasteo£ẽ tal caso£nõ he necesaria a despẽsaçõ do papa,£ponho ẽxẽplo:£Tu clerigo de epistola ou dauãgelho£tiinhas huũ cuitelo na maão£pera te defender£de quẽ te mal quesese fazer£ẽuiose huũ homẽ
he fez lhe adorar£a fegura da cara de jhesu christo .£he como o emperador adorou o sancto panno£en virtude de sancto profeta .£Sam clemẽte o pues no rostro do emperador .£he logo nesta hora£foy saão he limpo de sua doẽça .£así como se
gram prazer da sua viinda£ca muito prezavam sua cavalaria£e sua cortesia.£E, tanto que virom o escudo,£disserom outrossi:£– Enganados fomos noutro dia,£ca este era o cavaleiro£que levava a dona,£o que derrebou os cavaleiros daqui.£Grande foi a alegria£e o prazer que todos
o depois querem correger,£sempre he maao de correger.£E este alevantar faz muyto bem£pera os sabujos seerem boos de treela,£ca acerca tanto monta como hŨa encarna.£E, depois que o sabujo£já souber que he alevantar£e que vay filhando sabor en na treela,£o senhor que
Religiosa filha sua .£Ouuĩdo a deuota madre .£estas e out pallauras£q a muỹ humilde S lhe disse .£p ẽ t a sse pees£cõ lag e praz ỹconparauel£deu m gracas e louuores ao alto d .£por tãta m e beneficio .£Pidio a dita
senhores.£Se matam ou chagam£ou fazem torto ou soberba alguũ.£Item ahos mercadores da husura e do emgano£e do periuro de mercar e do uender.£Item os meesteyraaes£quaesquer regatoões das mentiras£se as dizem.£Item aos oficiaes dalguũs senhores do furtu£e da maa garda£se a
que vos auemos cõtado£emno fiel castigo dle .£e de sua madre santa jolita£ẽno çeo esta£E pois tu senhor£que es emno çeo .£e lume emnas terras .£nembra te do teu poboo£qne ha costume d te rogar£cõ muy brãdas prezes .£assy como
por natura .£e quiserom seer meus£por sua mizquindade .£De ty ouuerã solaz e goyuo .£que nũca o perderõ£nẽ morrerõ Jamais .£e de mỹ rreceberõ aquesta saya de maao pano .£Leixou a tua uistidura uerdadeira .£Por ẽde [166v] auera a minha .£Oo
. E pero que elle trazia ajnda neste mundo£a carne mortal a sua vida .£toda era emno çeo .£Mais agora por que nom semelhe£que vos poemos a cõtar estorias daqste sãto£a outra começada compra aqste pouco£que auemos dito delle£por mostrar claramente£qual mereçeo
teu coraçom tremer de medo£que outro nom possa montar em tam alto estado .£como tu es porque elle te mete em desejo£de sseer mayor que todos .£E sse aconteçe£que tu sabes perssoa£tanto ou mais autorizada que ty£Nẽhũũa pena podería seer mayor£que a
non o seguya, tornou a cabeça.£E entom se tornou seu passo£con grande vergonça.£E, en esse meesmo dya,£deu doze cavaleiros a Miraamolin en arrefẽẽs£que a certo dia fosse a Marrocos£meterse en sua prisõ.£E nunca alla foy nẽ os tyrou,£pero que lho veo frontar
trõos que lamçaraom.£No seguimte dia escaramuçaram£e deram hũa setada a Pero Louremço de Tavora;£e da villa morreram algũs£e foram outros feridos.£E peroo ese dia£lamçasem nove pedras de trõos aos do arraiall£e nã lhe fizeram nojo.£E nos dous dias depos este£lamçaram XX
ela tã solamẽte£per sy fazer nemhũa çujidade .£mas q nõ podia soffrer£per nemhuũa guisa a çujidade do marido .£Mas elle em logar de lhe dar emmenda£do torto que lhe fazya .£E dar lhe galardom£por amor da castydade£que mantnyha .£Começou ha d
sas cartas£e enviou a todolos portos de Logres£que nengũũ nom fosse ousado£que passasse Lançalot£nem homem da sa companha.£E pois enviou os mandadeiros£tornou-se u o desbarato fora£e viu Agravaim, seu sobrinho,£que Lançalot matara,£e tĩia o traçom da lança em meo do peito
quinhemtas£e descudeiros de hũa lamça£duas mill e trezemtas e sesemta,£e pellas Hordẽs do Regno£trezemtas e coremta,£a saber:£o Mestre de Cristus,£por sy e seus comemdadores, cemto;£e o Mestre de Samtiaguo outras cemto;£e o Mestre dAviz oitemta;£e o Prioll do Espritall sesemta.£
a madre p£dizia lhe .£Madre q he Jsto .£que ẽ mỹ nõ ha lagrimas .£e nõ posso chorar por me pecados .£Ora S meu£Recebe minha võtade e desejo .£e p me .£q o Corpo jã nõ pode mais .£Acabado assy todo
outra, vierão as fachas e espadas darmas,£não desta gramdeza do tempo daguora,£mas tamanhas como espadas de mão,£grosas e estreitas,£e chamavão lhe estoques.£E o primeiro logar£homde começaraõ de pelejar£foi jumto cõ a bamdeira do Comdestabre£homde ora esta huũa pequena igreija de Saõ Jorge£
almas .£q son corrũpudas . da morte dos louuores passadoiros dos homẽs .£p cõ a ssua Rede .£como a aranha p a mosca .£e q assy faz o seu asalteamẽto . a vaa gl .£q toda a vida da alma .£p cõ a sua
Romããos.£E foy a lide muy ferida sobejamente£por que os Galegos£nõ estavã percebudos,£specialmente que aviã poucos cavallos e armas.£E porem foron vençudos£e morreron hy muytos delles sem cõto,£assy que diz a estoria£que foron bẽ cinquoenta myl homeens mortos£e ben seis myl presos,
foy o quarto rey de Portugal£Despois da morte del rey dom Affonso,£regnou seu filho dom Sancho,£o que chamarõ Capello.£E este en começo de seu regnado,£começou de seer muy boo rey.£Mas ouve maaos consselheiros£e leyxou de fazer justiça,£en tal guisa que
da noua prinçesa deue teer£pera a conseruar em booa nomeada£& amor de sseu Senhor£Capitollo xxb .£E porque a mançebia .£Criada em viços£& em prazer de ligeiro£se Jnclína em alteraçom£a qual pode desuiar a noua perssoa . de boom camínho .£deue-lhe de
tam espantado desto que viu£que se nom soube conselho haver.£E catou derredor de si£e nom viu al£senom sas armas e seu cavalo,£assi se como todo o de ante fosse sonho.£El estando maravilhando-se£viu vĩir pelo mar contra si£ũa nave tam rígia como mais
lhe muitos recados mamdase.£O Comde,£cimtememte seguumdo algũus escrevem,£respomdeo a quem lhe levou tall recado,£que el Rei nam se devia muito anojar£da emtrada daquelas companhas,£pois em suas terras avia£senhores e fidalguos£a quem emcomemdar podia£que fosem a ellas,£posto que elle allaa nã
levar.£E porem naquesto£cada hũũ guarde seu geito£e o da terra£que vyr mais louvado,£e aquel siga.£Mas dos erros suso scriptos,£segundo mynha pratica,£cada hũũ se deve guardar;£por que nom tenho£que bem possa parecer£nem seer proveitoso levarsse£a lança de tal maneira.
e qual obedeeçer aaquella crẽeça£obedeçamos todos .£O Jffante sabya muj bẽ£todo este feyto como andaua .£ca nosso ssenhor£lhe mostraua de noyte ẽ vissom£E porẽ disse£a seu padre£que lhe prazia de sse fazer£assy como el dizia£E mãdou el Rey chamar£e
da Vide,£Amtaõ Vasquez de Lixboa,£Pere Añes Lobato,£Joam Lobato,£Lopo Afonso da Agua,£Alvaro do Reguo,£Guonçalo Pirez,£Rodrigo Afonso dAraguaõ,£Pero Afonso da Amcora,£Joaõ Guonçalvẽz Vieira,£Dioguo Lopes Lobo,£Joaõ Fernamdez dArqua,£Martim Gonçalvez da Represa, tio do Comde,£Nuno Fernamdez de Moraẽs,£Vasco Leitaõ,£Martim
molher esteveron hy hũũ tempo£adereçando o regimẽto do reyno£e poboando a terra.£Mas, como el rey Pirus era mancebo,£avya grande sabor£de andar per os reynos;£e tomou sua molher£e foisse pella ribeyra do mar£contra a parte de ouriente.£Elle era mui caçador£e
guardasse de morte,£pois ele ia acorrer a donzela£por seu amor£e por nom errar juramento£que havia feito da Távola Redonda£que havia de acorrer£a toda donzela coitada.£E por esto quis Deus assi que,£por amor de Boorz£que tanto fezera por ele,£que ambos os
lugar u me achardes,£chamade-me aa batalha,£se virdes i vossa prol,£e eu vos prometo£que vos nom desfalecerei dela.£– Se eu cuidasse,£disse Galvam,£que me nom faleceríades aa primeira vez£que vos a ela chamasse,£leixar-vos-ia.£– Eu vo-lo prometo,£disse Palamades.£– Pois ora me
ataa sesemta annos,£de poucas caãs£seguumdo tais dias,£e de boa palavra£naõ muito triguosa,£mesurado e de boas comdições.£E tragia comssiguo sua molher e filhos,£chamamdose em suas cartas£Rey de Castela e de Liaõ e doutros lugares£que se em tal ditado custumavaõ poer.£E tragia
en comer e bever,£de força sera de se desecarem as humidades e,£sendo as humidades secas,£entom aquello que perdesse£por a muyta humidade correger-s-ia£quando fossem desecadas.£E assi seria£que os cavaleyros e escudeiros£que deste jogo usassem£que sempre averiam boo folego£e que o non
e calou-se toda tolheita e sandia.£Mas pero seu irmão a meaçou,£nom no amava ela meos que ante,£mas muito mais.£Que vos direi?£Ela provou todalas maravilhas que pôde£assi per clerizia como per al,£se o podiria haver,£mas nom pôde.£E disse entom:£. – Mais
por cada hũu purtugues£trezemtas dobras castellãas.£E nã semdo os prisioneiros soltos£ou as dobras£que em elles momtase paguadas,£que em tall caso£Guarcia Guomçallvez fezese preito e menagem£de se poer em poder del Rey de Purtuguall£ate os prisioneiros serem soltos,£ou paguada a comtia que
de nós se defenderá de vós£e contra o milhor£que vós teendes,£se nam fosse ũa cousa.£– Que cousa é?£disse el-rei.£– Esto vos direi eu,£disse el.£Vós sabedes que nos albergastes£e nos fezestes muita honra e muito amor£aa vossa mercee sempre£enquanto com
vollas pedi pera os iffantes,£por que mho elles pedirom por mercee,£como elles sabem.£E porem tenho grande parte£da deshonrra de vossas filhas.£Mas, pois vós em mynha corte stades,£demandadeos per dereito.£E elles salvensse cõ sua razõ,£se poderom.£E, de como o feito passar,£os
el Rey,£e seus homẽes de pee com os outros.£QUAIS PESOAS£TINNHAÕ CUIDADO£DE ROGUAR A DEUS£PELLO ESTAADO DESTES REIX.£Estas gemtes£quue se asy ajumtaraõ£de hũa parte e da outra£peraa averem daver a batalha,£rezoadamente he de cuidar£que huũs teriaõ
que poder,£por que lhe convĩĩra´£per necessydade£muytas vezes cavalgar£cada hũa dellas,£por quebrar da estrebeira,£ou por as achar longas muyto,£ou curtas,£em tal caso£que as nom possa correger,£e ssellas£que achara´ de feiçõões desvairadas.£E sse nom ouver em custume£senom as de
sse assy nom ffosse nom conuijnrias tu de tã boamente£nem ffallarias com elle tam ameude£e ssabe por çerto£que bem ssabemos nos esto£que el preega .£mais depoys que teu padre£começou a ssegujr os cristaãos muj cruamẽte£e elles fogirõ de esta terra des entõ£quedou
câmara estava a távoa de prata em logar d’altar£e o Santo Vaso de suso,£cuberto tam ricamente£como era aquele dia£que Josep fez o primeiro bispo£i cantou missa.£Quando el viu o logar£u o Santo Vaso estava coberto£logo soube bem£que aquele era o Santo
ssaude das almas .£ou cõ quẽ auerey ssolaz .£pollo teu grande amor .£ca tu me Recõçiliaste cõ deus£que ssom eu maão seruo e apostata£e poseste me ẽ o conto de ffilho de deus .£e herdeyro do Reyno çelestrial£e mostraste me a carreyra da
deradeiros diias£aparelhado o monte da casa do Senhor em cabeça dos montes£e corerom a elle todalas gentes'.£E segue-se adeante:£'E faram das suas espadas arados£e das suas lanças farom fouçes.£Nom levantará jente contra jente espada£nem se usará mais adiante per batalha'.£Destas palavras faço
Escreueo todo o feito do vençimento£d sam Seosipo e de sam eleosipo .£e de sam Meleosipo . e de sancta Leonila .£e d santa Jonila . e de sam Nereo .£E depois ante de [ … ] muyto tempo .£foy ele marteirado .£E a
ventre da virgen .£e que começasse a naçer .£e que nũca ouue começo de naçer£E este começou de cõuidar aa sua fe .£todo o linhagẽ dos homẽs .£e os judeus seẽdo muy duros para creer .£e nom querendo creer£fez ele aqueste synal jantãdo
mingue,£ca sejam bem certos£todollos monteyros£que mays se torva o can£do seu bom fazer£polla mingua do bever£que por outra cousa que seja.£Desi ainda lhe compre, pera esto,£de non ser pigriçoso£quando ouver de ir à busca,£que se alevante cedo.£E, posto que
poer,£segundo he escrito en este capitulo sudo dito,£e começarem a correr,£quando assi correrem£he de força que corram£por algŨa destas guisas£que se seguem.£A primeira, ir dereito per as armadas,£a segunda escontra a vozaria no monte£que correrem a sever,£a terceyra ou se
jará ainda i três anos,£ante que cime sua pendença;£mas nom vai assi me,£mercee Deus,£ca tam toste que me parti deste mundo,£logo se me a alma foi pera a lidice do paraíso,£que ja mais nom falecerá.£Ora guarda bem o que farás,£ca tu te
corpos desejamos,£cobiçamdo saudavelmemte a homrra de teu estaado£e deses regnos prover,£e aos ditos escamdalos£quamto com Deos podemos resystir,£e queremdo temperar o riguor dos sãtos canones£per haa piadosa despemçaçam,£asy como os Papas nosos predecessores,£per divinall poder dotados,£vertuosamemte acostumaram,£movemdoos a ello justas
cozimento,£e entom se faz a boa digestom£por esta guisa:£quando o estamago he£que as partes de fora delle sejam grossas£e de dentro he bem encrespado£e o figado he quente£e o baço está en sua dereyta disposiçom£e a compleixom he£como entensa en quentura,
mal que te eu digo,£eu hei feito em ũũ soo dia.£Ora me conselha, padre santo,£ca já tam grande pendença nom me darás£que a eu nom tenha.”£Todo esto dizia nas leteras£que o cavaleiro tiinha£quando morreo.£Depois que el-rei leeu as leteras,£assim que as
Nõ he possyuel Cousa poder sse diz£e men creer a grãde e p humildade .£obediẽcia e sogeycã desta S Jff .£spelho de todas v .£as q v de humildade£e ob sob todas ẽ ella Resplãdecija£p hũa mũj marauilhosa maney£sẽ nũca Jamais as leyx
E cõ sua tya a S dona felypa£filha do Jfãte dom pedro£Jrmãa da R sua madre .£E sua couilhey .£E sua ama cõ tres filhas suas£Collacas da dita S Jfant .£Nom quis a dita S Jf .£allumiada per a g do sp s
em guisa que m̃ia desonra seja vingada£e que vós hajades honra£em britar e confunder£aqueles que me esta desonra fezerom.£Como el-rei Hiom£rogou a rei Artur£que nom começasse guerra£se nom visse£que a podia mui bem acabar.£Pois el-rei esto disse,£
assi todos dereitos como hŨa direita parede.£E a razom por quê he esta:£os porcos, quando se tornam£que non passam a vozaria,£non he senon por medo dos hom‘es£que ouvem fallar.£Hora assi, quando acontesce£que a vozaria he enarcada£e o porco topa en meyo e
Paramedes:£– Nós nos partimos£e vós bem sabedes o preito que havemos.£– Desto nom faledes,£disse Paramades,£ca, se eu nunca conheci o cavaleiro£do escudo branco e da cruz vermelha,£el me vingará de vós£e matará ligeiramente o vosso argulho.£Como Artur o Pequeno desfiou
seus messejeyros que,£se o elle por bem tevesse,£que elles lhe perdoariam todollos erros£e tortos e mal feitoryas£que lhes elle fezera,£e que soltasse aquelles£que tiinha presos.£Quando esto ouvyo Mahomat,£outorgouho e prouguelhe muyto£e mandouhos logo soltar todos£e deulhes grande algo do seu
dom Amrique seu irmaõ£se coroara em Burguos£e tomara titollo de rey£e lhe diziã£que vinha sobre elle,£que fogio da çidade,£e pasou por Portuguall£e se foy a Gualiza£e de hy a Bayona,£lugar de Imgraterra,£levamdo comssiguo suas tres filhas,£comvem a sabẽr:£dona
he segundo as terras que son,£ca en todollos lugares dos montes£non son todos estes£que assi dissemos,£ca, Entre Tejo e Odyana,£en poucos lugares£ou en nenhuns£se acham carvalheyras£que sejam de folha ancha,£nem en Serra da Estrella£aa de leve£se podem achar murteyras.
saam podera seer que tornara .£E posto que o coraçom lhe jntristeça£por sse partír£escusar-sse nom pode£E por amor que lhe aja .£Nem rrazõões que lhe diga .£Nom ficara£porque muyto se rrepeemderia depois£Mas se ella for leda de sua partida .£A antiga
e que lhe nõ poderya durar£que logo nõ fosse tomado;£e el que hiria,£em aquelles vestidos do romeu, aa hermyda£e que farya como que fazia sua oraçõ£e que lhes lançaria allo aquelas spadas.£E os escudeiros foronsse pera Castella,£assy como lhes elle disse.£E
qual tu amaste£e deseiaste sobre todas as cousas tenporaães£E assy como ssages mercador veendeste todas as cousas£e conpraste a pedra preçiossa .£E achaste o thesouro preçioso dos mandados de deus£[............] nosso37 senhor .£estendudo no cãpo£e deste todalas cousas£E conpraste aquel cãpo pera
mi aaq£q tanto amaua£e desejaua ja veer .£e cõ elle soo se alegrar e v .£Recebido ho S E£acabada a myssa .£esta S se Recolheo de todo .£cõ os fisycos£e cõ todos . nõ fallaua£soomẽte o q lhe muito necessario era
em seu estado.£Naõ injustamente foy este Rey comtado£amtre os bemavemturados primçipes,£mas ainda os Reix£que depos elle vieraõm,£asy como de mestre por exemplo£apremdaõ a ordenãça do reall regimento,£de guisa que se mor cousa he reger£huũ reino justo e temperadamente£que o aver de
temja ẽ nẽhũa gujsa£as ameeças del Rey£mais sem temor .£dizia£ssabe por çerto Rey£que a nos nõ he mandado£que façamos o que tu mãdas£mais que fazamos os mandamentos de nosso ssenhor£que nos emsignou toda tenperança£e que nos astenhamos das deleitaçoões£e dos
Castella£per razon da raynha sua molher,£que era filha do conde dom Sancho£e irmãã do iffante dõ Garcia£que matarõ em Leõ.£E, por que este iffante morreo£sem avẽdo filho,£ficou o senhorio de Castella£a dona Elvyra, sua irmãã,£e o ducado de Cantabria,£que he
mais .£Onde se segue£que disse adiãte Joham£este he aquel£de que eu disse£ante que el£veesse ao bauptismo depos mỹ£vem hũũ barrom£que foy ãte mỹ ffecto per dignidade£porque p[......]ei[....] era el£que eu per eternidade .£E eu nõ o sabia .£scilicet
diçipolos:£'Eu vos dey o poderio de calçar£sobre as serpentes e sobre os escorpioões'. ¦£E diz em no Auto dos Apostolos,£aos xxiiii¼ capitolos,£que Sam Paulo foy ferido per hũa bibera£e nom lhe enpeçeu em nẽhũa guisa. ¦£E asy se mostra£que a dita profiçia
velho .£e sam Sisinio . o Diacono emno carçer do conçelho£hu guardauam os psos .£e disse .£Si nõ quiseren sacrificar aos deuses poderosos em todalas cousas£Faze los ei matar£de departidas maneiras .£De como sam Sardonim e sã Sisinio forom postos no leo .
vergonha d’escarnecerem delle;£ou se sse confessou mais por custume£que por amor de Deus.£Ca todas estas cousas som pecado.£E dês que homem£em esto bem peenssa,£deve-se triguosamente confessar.£Esta he a segunda condiçom£que deve seer na confissom,£que he seer triguosa.£El-rrei David
tempo£pera dos outros£que ficavon se poder vingar.£E enton se lhe mudou o coraçon£do que tiinha ẽ proposito.£E tomou grande esforço£e foisse logo pera Baeça£e mandou muy grandes gentes£que guardassem os portos das Naves,£por tal que non podessem passar os cristããos.£Entom
de Bolinela ataa a Vẽtosa.£E estes oito termhos sejam so o bispado de Viseu:£Rodomiro Somencio, Ossaniam, Ovoliom,£e Todela, Colare, Calubrica,£que em tempo dos Godos foy see cathedral.£O bispado de Lamego£tenha des Sorra ataa a Pedra£e de Cara ataa Ortosa.£E estes
vez,£disse a Estor:£– Ai, amigo! Ai, amigo!£Todo havemos perdido:£ja mais nom iremos£u meu irmão jaz morto£nem saberemos quem no matou.£– Amigo,£disse Estor,£nom vos dedes atam gram pesar,£ca, se Deus me ajude,£meu coraçom me diz£que nom vai tam mal
Purtuguall era theudo de pagar;£mas que por bem da comcordia e amizade£se queriã atrever a tamto,£abatemdo muito do que pedir podia,£que nõ fose el Rey£theudo a mais paguar£que sesemta contos da moeda velha de Castella£que era hũu milhão e seis cemtas e dezaseis
cruamẽte .£e hũa santa molher£q o vio£começou a seguir o exẽplo dos santos mãçebos .£e foy aly deitada cõ eles de suũ .£e morreo aqla mesma morte£q elles morrerõ£e forõ se todos£pa nosso senhor jesu o .£Mas agora vos leixaremos aq
q eu qse .£e teuerõ a mjnha pytesia .£darey a elles ẽna mjnha cassa loguar£e nome mjlhor£q aos filhos e aas filhas£no nome pdurauel£darey a elles .£q nõ pecera .£Ca ha hi hũũs castrados£q taaes nacerõ do uẽtre de sua madre£
na geeraçom devinal,£sejam estas cousas mais perfeitamente£e per mais verdadeira maneira£que em na geeraçom do homem£nem das outras criaturas,£segue-se verdadeiramente que,£em na deviindade,£em aquelle produzimento e saymento£em que hũu proçede£e saae do outro hũu,£aquelle que he produto£e obrado seja
gemtes de Lixboa£que eram comtra a Rainha.£E o Comde dom Gomçallo,£sabemdo como elRei de Castella viinha£e nom seemdo çerto£como sse os feitos aviam de seguir,£a poucos dias se partio dhi,£e se foi pera Coimbra.£Mas hora convem çessar desto£por tornarmos a fallar
E porem falaremos doutras cousas,£pois que dos feitos£de Casteella com Purtuguall£mais nã temos que dizer,£e neste luguar se comtaram estes milhor£que em outra parte desta obra.£DA MANEIRA QUE O COMDEESTABRE TINHA,£AMDAMDO NA GUERRA.£Pois ha Deos prouve de a
rreger per taaes mostranças de nosso coraçom,£que muytas vezes veem desta parte senssetiva,£mas conssiirando as razõoes por toda parte,£lembrandosse das que passou£e sabe que sse passarom,£ouvindo boos consselhos,£scolher com a graça de nosso senhor£o que he melhor.£E ssobre aquello nom se mova
Duque se partira do Porto,£e se fora pera Bayona de Ingraterra.£E aqui acabou seu mao rezoado.£O qual,£posto que de reposta merecedor nõ seja,£a clara verdade brevemente£o impuna desta guisa:£– vos achareis no quarto capitulo£do trauto que el Rey£cõ o Duque fez,
todo.£E veosse a Allamquer£omde Vaasco Perez de Caamoões£ho sahiu a rreçeber,£e lhe deu o logar,£fazemdolhe por ell menagem;£e desta guisa£fez Fernã Gomçallvez de Meira£por Torres Vedras,£e Joham Gomçallvez Teixeira,£o que era Anadall moor£em tempo delRei dom Fernamdo,£por o
tempo que devera,£por se comprir como profeçia£o que diserão hos comselhos£a Vasco Martinz de Melo,£quoamdo a primeira el Rey de Castela£emtrou neste Reino,£pousamdo estomçe na Guoarda,£que cheguamdo hy algũs comselhos£por falar a el Rey£sobre sua vimda,£era hy Vasco Martinz de
tamto que as naaos foram pousadas e amcoradas£vieram os capitaães todos£aesta naao do capitam moor£edaquy mandou ocapitã a njcolaao coelho£ebertolameu dijz£que fo sem em terra eleuasem aqueles dous homeens£eos lei xasem hir com seu arco e seetas,£aos quaaes mãdou dar senhas camisas nouas
de se taes pazes fazerem,£por dellas sair£alguum bom serviço de Deos£e fruto e a sua fee ser emxalçada£e a maa seita de Maffamede ser habaixada,£que el Rey de Purtuguall£fose theudo dajudar£a el Rey de Castella na guerra£que comtra os mouros fizese,£com
dereita obediencia,£como per mercee de deos£sempre em todo lhe guardey,£e desi por grande voontade£que avia de sse proceder£per o dicto feicto,£recebi sem outro reguardo£todollos dictos cárregos,£aos quaaes me pus assy£fora de boa descliçom,£que na primeira quareesma,£que logo veeo, fazia
el respondeu com gram pesar:£– Donzela, pesa-me.£Entom disse Galvam a Gaeriet:£– Irmão, tornemos-nos,£ca nom estaria eu aqui mais,£pois dentro nom posso entrar.£E assi ar disse Gaeriet.£Entom se tornarom.£E a donzela preguntou a Gaeriet£como havia nome.£E el disse:£– Eu bem
costume.£Ora ouvistes como esto foi posto£e o que nós vos demandamos.£Ora fazede i o que vos prouver.£Como a donzela disse£que pagaria o costume.£Entom disse a donzela£a Galaaz e a Boorz e a seu irmão em sua poridade:£– Senhores, vós
que ficaron vivos£e toda a terra de Gasconha ẽ seu senhorio.£E, depois que esto ouve feito enna Gasconha,£ẽ hyndosse della,£chegoulhe mandado ẽ como de terra de mouros£era sayda grãde hoste£e que viinha contra elle.£E el rey dõ Ordonho£leixou todollos outros feitos
tu .£ante que a mi ameaçes cõ tormentos .£Ca d tãta loucura hes preso£que hõrras por deos as ymagẽs surdas . e mudas .£que nõ aproueitã para perdom das almas .£ante emganã para dar pena .£E quando Daçião vio .£que tam grãde forteleza
ffiell .£E esta mercee aallem doutras£me ffez d meu s :£q desprezada tambem a ffelicidade terreall£te vejo seu seruo .£Mays depois de cynco dias :£adoeceo de febres .£E assy ao nono dia da sua jnfermidade .£sẽẽdo ella de jdade de cjnq e
d’ãtre duas palmas£e veo grãd chuyua£e mato o fogo£ẽ q os queiriã qymar .£outro dia os seruentes d anolino£cuidarõ de matar os sctos marteres£em aqlla cidade£e fezerõ nos leuar a hũ logar£q estabeleçerõ£ãtre duas aruores de palma .£E desque hy
aJnda que os aballem as ondas das tẽ[..]taçõões£nunca sse allaguam .£E pera o spiritu ficar em o homẽ .£Requere sse que tenha Çarrados os sentidos£aas cousas terreaaes .£po[..]que no vasso bem çarrado£nunca entra a augua .£Dissy aJnda£diz outra vez£E eu nõ
e mandou£que lhe atassem hũa moo muj grãde a gargãta .£e q o deitassẽ dentro£ẽno ryo d Tybre .£E logo os seruẽtes£fezerõ o mãdamẽto do pconsul .£E leuarõ no ao ryo .£e atarõ lhe a garganta£hũa moo tam grande£que a penas
ponta da vozaria,£e esto como o am-de fazer£e o que melhor en aquella cousa he£nós lho non queremos dizer aqui,£por non escrevermos£duas vezes hŨa cousa,£ca nós lho escreveremos£quando fallarmos do poer do alaão e das corrudas£que os monteyros am-de fazer en algŨas
seus merecimentos.£Avera humyldade e paciencia nas cousas contrairas£ca sempre lhe parecera£que mais mal merecia£ou minguamento de bem£por seus pecados e culpas£do que recebe.£Sera sempre muy contente,£pois entende que£aalem dos merecimentos he galardoado,£bem trautado e servydo.£E daquy lhe vĩira boo
cõ pinturas e con ouros afeytamẽtos notauees .£Onde diz sam bnardo .£Muytos hedificam paredes .£e as pedras marmores esplandecem .£e os oliuees em luzem cõ ouro .£e o altar he apostado con pedras pciosas .£E esto diz sam bnardo reprouando estas cousas .£E
com elles ẽ canpo,£por que nõ tiinhã tanta gente como elles.£E foronsse aquella noyte.£Em outro dya£sobyo Julyo Cesar em aquelle outeyro£hu stevera Petreo e Freneo£com sua hoste£e vyram como erã hydos£e ficava o logar desemparado.£Entõ mãdou a suas companhas£que
acomtecer neste feito outra cousa,£seguumdo ja fallamos,£que por quoamto os reis£nã querem no poderio aver companheiro,£que voso filho£des que vyese a idade e emtemdese£que nam tinha imteiramemte£os regnnos de Castella£como tiveram seus avoos,£que faria muito por tomar£o que apartaseis pera
e disselhe£que nõ tomaria dello nẽ hũa cousa,£ca assaz avya£no que lhe a elle acontecera ẽna sua parte.£Entom lhe moveo o Cide£outra razõ em esta guisa:£- Bem sabedes, coyrmãão,£como e por que me el rei dom Afomso deitou da terra.£E Deus
emcalço viinham ferindo£e matando ẽ elles.£E os mouros,£cõ a grande coita£de fogyr pera as naves,£entravã enno mar£e morriã todos,£ca os nõ podiã tomar os batees,£tantos eram,£de guisa que dous tantos£morrerõ no mar que ẽna batalha.£Pero foy achado que morrerõ
leis,£asy como he dito,£se nom crerem aos livros das leis?£Quem provará que Romulo fez a çidade de Roma£se nom for dada ffe aos livros£e aos feitos dos romaãos?£E bem asy, descorendo per todalas çiençias£e per todolos feitos trespasados,£acharemos que nom podem seer
E aquesto he nas forças e saber de manhas,£e nas armas e ajuda d’homẽẽs e bestas,£e outras muytas cousas,£segundo cada hũũ por sy pode sentir,£e nos outros bem conhecer.£E por tanto se diz£que mais sem receo pelleja£quem as costas sente queentes de boa
ffilha e esposa do rrei da glória,£he feita serva e barreguãa do d imiigo.£E despois do rrepreendimento£deve vĩir aa confisom.£Esta he a boa camareira£que alinpa a casa£e lança fora toda a çugidade£com a vassoira da língua,£assi como diz David.£Que
e tu és por em morto.£Maldita seja a hora em que tu naceste!£E aquela hora que el-rei esto disse£era já a batalha acabada.£Ca de #LX mil£que aquel dia forom i assũados£nom ficarom i fora #LX£que nom forom mortos.£E Bliobleris£que fezera tam
e dãdo vozes polo aar .£e muyto grandes apellidos .£e disse .£Ay q nome tã espãtoso£q assi me faz sayr p força .£E logo ẽ aqlla hora fuy jonita saã . e salua .£De como forõ baptizados a jnfãte jonita .£e el rey
hy,£chegaron novas£como el rey de Leon viinha£con grande hoste estragando a terra£e con elle£o conde dom Alvaro e seus yrmããos.£Como alçaron£por rey de Castella dom Fernando,£filho del rey dom Afonsso de Leon£e da raynha dona Biringuella Conta
em Samtarem screpveo ao Comde£que bem sabia como a treguoa dos nove meses£que em Holivemça fora firmada£era jaa acerqua de sahida,£e que, elle esperamdo£que a el Rey de Casteella£aprouvese de se alomguar por mais tempo,£que Mice Ambrosio viera a elle£e que, seguumdo
tinha feyta casar .£q d ẽ breue os avija£de tirar desta vyda .£ou a ella meesma£q sobre todas Cousas desejaua e pi dija .£Jr sse p aq Rey e S£que p sẽpre avija£de viuer e Regnar .£Estas e outras taaes pallauras disse£
reneguar£e fazendo e dizẽdo£outros muitos peccados.£Os quaees me Deus queira perdoar.£Pequey en muyto dormir sem mẽsura£e iazẽdo de noyte mal corregido£tractãdo algũas partes de meu corpo desonestamẽte£polla qual cousa£me ueen aas ue- zes£pẽsamentos e desejos de luxuria.£Pequey em jazẽdo cõ
logo,£o mais toste que podessem,£pera defender sua terra.£E, feito esto e elles todos juntos,£moveron logo e andarõ,£ataa que chegarom a Pedra Fita.£E Almançor com aquelles poderes erã ja en Facinas.£E o conde dõ Fernã Gonçallvez,£logo que ally foy,£enderençou pera a
que faça, o pode desfazer.£E o bõõ consselheiro£nom deve de aver medo£nẽ vergonça ao senhor,£mas dizerlhe toda a verdade£e o que he de dereyto.£Mas algũũs ha hy que,£em logar de seerem consselheiros,£som aduladores ou louvamynheiros£que nõ querem ou nõ ousam al
britou a lança no peito;£mas outro mal nom lhi fez.£E aquele que os grandes colpes soia dar£e que já presera seu escudo e sa lança,£feriu-o tam bravamente£que lhi meteu ende o ferro polas costas£e meteu-o em terra do cavalo;£e, ao sacar da lança
. e direy vos qual eu via£outrosy minha auoo£que estaua ẽno çeo£sobre huũa seeda muy gran .£e estaua toda£muy bem guarnida£de ouro . e de pedras pciosas .£E eu£que auia muy grãde medo£que escuriçiã os meus olhos£com a sua grãde
que ouverem vontade de seer boos monteyros,£se lhes acontescer que os caães errem£por algum can ou caães£que se antre elles mesmos£que sejam sandeus,£assi como muytos caães son.£Desto non se maravilhem os monteiros£que este livro leerem£por lhe nós assi dizermos£que os caães
padre çelestrial£que graça te farey eu a ty£ou como te posso gradeçer o bem£que me fezeste£que bẽeçom te darey£ou que graças darey a deus por ty£ca eu era perdudo£e ssom achado per ty .£morto era per pecados£e Resurgy eu .£ffoy
rey toda a causa e razon£por que os fezera todos ajũtar£e como era sua voontade£que todos vivessen ben e justamente,£cada hũũs em suas rendas e dereitos,£nõ husando de força ou doutra tirania,£e que, logo ẽ aquelle cõcelho,£determynassen aos arcebispados e aos bispados£quantas
ds me fazia auer asese .£E da mjnha cella meesma auja gnde temor .£asy como q era sabedor das mjnhas cujdaçõões£e cõ sanha q de mj̃ auja .£sóó trespassaua os destos .£e ẽnos cauamẽtos das rochas .£aly me lançaua ẽ oraçom .£E assy
o meter emno carçer açerca da porta£que he chamada detiçina .£E mandou o hi guardae muy bẽ .£E disse lhe£empartindo se dele£Uay victor .£e pẽsa em ty mesmo£como possas escapar dos tormentos espãtosos .£que te despedaçarom muy fortemente .£se nom quiseres
saãos mujtos£polas suas orações£E porque era muy fremosa£veo a ela Plato o conde .£e ela dysse lhe .£Porque vieste a my£cõ os caualeyros armados .£Se tu queres auer myn por molher .£faze que veham a my£bõas molheres hõradas e vgens de
de chaga.£Como el-rei defendeu a Galvam£que nom fosse.£Quando os do paaço virom , esto,£disserom:£– Esta é das grandes maravilhas£que vimos peça há.£E disse el-rei a Galvam:£– Rogo-vos que nom vaades em esta demanda,£ca mui gram mal pode ende
pera ele,£e era asy de ffeito.£E el Rei mamdoulhe correger omde pousase,£e saio a recebello bem meia leguoa,£e elle nã trazia comsiguo£mais que cimquo ou seis£nã bem corregidos.£E provou de beijar a mão a el Rei,£e elle nã lha queria daar.£Deshi
o levasse allo.£E, ẽ levandoo, morreo enno camynho£e foy soterrado ẽ Leõ.£E fezelhe el rei dom Afomso£muyta honrra em sua sepultura,£ca forõ em ella muitos bispos e abbades£e veeo hy dõ Reymõ£que era legado d'Espanha£e despois foy papa.£Em este ãno
emsynada grande multidõe de aãos£tãbẽ de greçia como d ytalia .£E depoys£andando todollos outros lugares£o feyto q el fazia£ẽ aqla vila ouujam£as pgações dos santos£e creçiã p toda a terra .£a nomeada do bẽ auinturado sam getulo .£Mas qndo o empador
dos Suevos arryanos, ẽ seis£e o de Teudemyro, rey dos Estrogodos, ẽ nove£e o de Genserigo, rey dos Vandallos, ẽ quareenta£e hũũ e o de Zeliobes, rey dos Unus, em nove.£Conta a estorya que el rey Eurigo,£tanto que foy apoderado do reyno,£nõ se
assesegados en seus desembargos£e deshi quando lhes veen à maão£con razom os poderem leixar,£dizendo£"Vamo-nos desenfadar£en andar ao monte"£e deshi, quando assi vam ao monte£non aguardam tempo,£assi como dito he,£e deshi ainda mais£começam-se a soltar en jogos£en tal modo que
E deitaron daquele logar£q soya ser pa orar os sãtos yrmaãos .£e eles sayrõ muy alegres .£E como erã todos tres muy apostos .£pareçiã emtõçe muy bẽ .£assy como aqles£q nõ auiã medo de nẽhuum .£E começou a fazer [ … ] hũ
de Villalobos e dom Guilhem Gomez£e dom Gonçallo Yvanes,£que depois foy meestre de Callatrava;£e dom Guilhẽ Perez e dom Munho Perez de Gozman e o abade de Bascon£e outros muitos e nobres fidalgos£que aquy non dizemos£e os cavaleiros de Toledo£e os concelhos
podridoõe no pomo£a podridoõe tolhe ao pomo a fremusura£e tolhelhe a color£que nom ual nada pera comer£tal he o pecado eno homen£ca lhe tolhe a fama.£Tolhelhe o ualor da graça£que nom ham cõ Deus.£Item o pecado he hũa gramde carrega£que faz
ja mais nom quedara d’andar£tá que vos achasse.£Ora vos guardade de mim,£ca ja mais nom serei ledo£ataa que vos faça peleja.£– Como?£disse Persival,£por vos combaterdes com migo vinhades depós mim?£– Si,£disse o cavaleiro.£– E que querela há antre mim£e
mercee£que lhe emviasse alguũ capitam£com que sse ouvessem de jumtar,£por lhe embargar de fazer£mais dano daquelle£que começado teẽ.£E eu por vos amar e fiar de vos,£por vos seerdes boom£e pera ello perteeçemte,£vos escolhi amtre os outros todos,£pera vos emviar aaquella
feridas que ouvera em seu corpo,£dizendo e assignando quantas£e quaaes feridas£ouvera nas batalhas£e quaaes nos combatos£e quaaes nas entradas das villas£que tomara aos mouros.£- E pera esto levar adiante,£disse el rey,£vos tomo este aver£porque som muy pobre£e heyo
en a ida do porco,£logo se deve a avisar£que o porco lhe sayrá£polla outra parte£e non per aquella£por onde el saya£e entom pare mentes aaquella parte£per que mais de aguisado£o porco lhe devia de levar£e per aquella volva con os caães£
trayo sagral .£e abaixou a nobreza da sua linhagem en tanto .£e calçou emteyramẽte os afaagos£e a bóóa andança deste mũdo .£q andaua pellos agros£fazendo sujço e obras£p suas maaos .£p q ouuese a necessidade£muy estreyta£pa sua ujda .£ẽtendendo q
MEESTRE,£E DO QUE SOBRELLO AVEO.£Eyrea Gomçallvez madre de NunAllvarez£estava a este tẽpo na villa de Portallegre£que ssom quatro legoas do Crato,£omde o Prior com seus irmaãos£aviam estomçe chegado.£E quando soube£que seu filho NunAllvarez£nom tornara com elles,£veosse logo alli a
quisesse sair nom poderia£– eu lhe diria que lhas dava ũ ermitam£que morava preto dela£e vinha-a veer e confortar cada dia£e falar com ela de confissam.£Esta dona viveu assi #X anos£e meo que ja mais nom comeu£senam ervas curuas.£E quando passou avẽo
que se avia com elle de comvir:£da quall cousa se el Rey muyto espamtou£e de tall maneira de gemtes.£E razoamdo hassaaz sobre esto,£acordaram de se tornar,£nã damdo porem a emtemder£que se partiam da guerra começada.£E por esto el Rei nã quis vir per
dissera do cavaleiro e,£quando lho mostrasse,£fosse quite de prisam.£Entam disse a Dalides:£– Vedes aqui este cavaleiro£que vos eu disse£que vos mostraria.£Agora som quite de prisam.£Quando Dalides esto ouviu£começou a catar Galaaz muito£e vio-o tam menino£que nom pôde creer que
os sabujos muy juntos com elle£e entom poendo- lhe o homem o alaão ao porco£e se acontesce de o non ver,£e vee os sabujos,£logo leixa de parar mentes£aaquello a que o poem£e vay filhar qualquer sabujo£que antes hacha.£E esta cousa faz dous
que dissemos£que tiverom os monteyros entre si,£foy dito que non compre mais de o escrever,£senon tan somente que,£quando o porco assi vem£de fundo pera cima,£se se o moço pudesse desviar de elle£e dar-lhe a travÉs,£que en esto fara cousa£en que poderá
luguares.£Asy diz£em no salmo Riiii¼:£'A tua seeda,£Deus em no segle do segle,£vara de aderençamento£avera do teu reino.£Amaste justiça e entejaste maldade,£porem te huntou Deus, Deus teu'.£Este salmo nom se pode espoer£senom de Jhesu Christo aa letera,£como quer que os
nõ fezemos outro mal nẽhũũ£se nõ que as nõ queremos cõnosco levar.£E, se quiserdes as muas e os panos, mandadeos tomar.£E elles disserom£que os nõ queriam,£ca muas e panos averiã.£- Mas vós£- diserom elles -£fezestes grande mal£e sem
todalas cousas,£posto que fosem hy£em alma solamente.£E asy a Santa Scriptura,£que falla como forom despois alumiados£e reçeberom de novo suas revelaçoões seria falsa.£E asy se mostra£que aquello que vós, reby,£dizedes nom pode estar,£ca he contra toda a filosafia£que diz que
aviees começado,£que vos conheçia por tall,£que a levariees todavia adeamte£ataa morrer;£e os outros lhe disserom,£que lhe prouvesse£de me mamdar a vos£por saber vossa teemçom,£e por esto me mamdou.£Aallem desto ell vos emvia dizer,£que vejaaes bem o que cometees,£ca he
sayu bem.£E tanto lhes disse que,£aly hu stavã todollos Romãos£ẽ suas palavras de amizade,£começaron de se feryr.£E Petreo começou a feryr£ẽnos da parte de Julyo Cesar£quanto mais podya,£por partyr a amyzade£ẽ que os viia£star dhũa parte e da outra,£per
Os cavaleiros da furesta eram per conto #CC£mui bõõs cavaleiros e mui ardidos£e Boorz e Estor eram capitães deles;£e os do castelo£poserom com eles tal sinal:£tanto que, manhã,£vissem ũa sina vermelha na maior torre,£que logo saissem e fossem firir na hoste,£ca eles
trabalhedes de meter ii paz,£ca nom pode ser£nem já Deus nom na i meta£taa que ũũ de nós seja morto.£– Ai, Senhor!£disse Bliobleris,£se Deus quiser, vós nom no faredes,£ca já pois que o cavaleiro quer a paz,£vós nom no poderedes recear per
euffemia .£e de outrs muytas molhes mtires£q nom podem seer tadas .£e todas em o dia do juyzo£ham de Receber do nosso senhor jhu o£coroas pa semp£por a gram fe e esforço£q ouuerom .£E aqlles q ssom fracos e duuydosos de coraçom
do Filho de Deus,£per razom da sua suma sinpliçidade,£uniu a sy meesmo a natura humanal sem conposiçom,£bem asy, per razom da sua hunidade,£que he suma e sem midida£e que nom pode seer partida,£foy a dita pesoa toda encarnada£sem parte e sem cantidade,£foy
virom£que o tempo se cambiava e escoricia£assi como se quisesse seer noite£e começou a fazer torvões e alâmpados e cair coriscos£per meo do castelo de todas partes tam espessamente£que nom há homem que os visse£que nom devesse haver gram pavor.£– Ai, Deus, Padre
depós ela mais de #XII anos£com tantos caes£como vós aqui veedes£e nunca a pude prender nem matar£nem saber mais£do que vós sabedes dela.£E vós sodes cavaleiro estranho£e soo lhe cuidades dar cima?£Certas,£gram folia buscades.£– Qual folia quer que seja,
foy emperador d'Espanha,£tragia as armas do campo branco e cruz vermelha£em quatro quarteyrões de campo branco£e tragia quatro cabeças de mouros negros£que vẽcera e matara em hũa batalha.£Como el rey dõ Afonsso d'Aragõ,£o que foy dito Batalhador,£foy vencido dos mouros
ja em outro tempo£reynara sobre elles.£E, por que era do linhagem de Benhumya,£avya sabor de tornar aa primeira honrra.£Por que ante delle£fora emlegido Çolleyma Almorãda£e acharom que nõ compria.£Pero elle£por esta razom£ouve malquerença aos velhos£que em esto forom consentidores.
segue-se mais:£'O menino se deleitará de mama£sobre os furados do aspe',£que he hũa animalia muy peçoenta,£'e o menino,£depois que mamar,£meterá a sua maão£em na buraca de regulo',£que he animalia muy forte peçoenta,£e esto diz o profeta£porque em na vinda do
mal feytores foy sentençeado .£Ca has cousas que estã de my ordenadas .£fim hã de auer .£Disserõ eles .£Ues aqui dos cutellos .£Ele dysse lhes .£Asaz ha hy desses .£Da oraçom£que fez nosso remijdor . e saluador£o Jhesu no orto .£
ellas andavã trebelhando,£violhe o travadoiro da perna.£E era tam branco£e assi ben feito£que nõ podya melhor seer.£E, logo que a assi vio,£começoulhe de querer muy grande bẽ,£em tanto que se moveo a a demandar.£E, quãdo ella vyo£que a el rey assy
chamou hũũ seu amjgo famjliar£e talhou a mãão sua pria£q fora aazo do cõsentimto do pccado .£qndo lha beijara a molhr .£E por ẽ nõ cantaua mjssa .£ataa q a crelizia e o pobóó o aficarã muyto .£E porq elle ẽ toda gujsa nõ
tornar a consentir£q sacrificasse aos ydolos .£E dise lhe enton sam vidal Paulinyo£grãde he a locura£q de ty he asenhorada£que cuydas q engane a my mesmo£q soyo sempre trabalhar me£en lyurar os outros do periguo do engano .£Entõ paulynio cõsul£disse a
comfirma me emna tua vertude .£e nom aja poder aqueste dragom£de maldade contra o teu seruo .£Porque nom digua alguũ tẽpo o meu ẽmigo .£q ouue poder cõtra mi .£mas de louuor ao teu nome .£e liura me emnas tuas marauilhas .£porq nõ
outros fidalgos por fronteiros.£E el rey pos con elles que,£ao Março meado,£tornasse aa frontaria.£E desi tornousse pera Tolledo£onde estavam sua madre e sua molher£e deulhe muitas e nobres doas£que ouvera dos mouros£e deu aas egrejas£muitos bõõs panos de sirgo pera ornamentos.
q qndo esta soo .£Outssy Ja a molher contende£pa au apostamẽtos de gnde pco£e alfayas de uaydade .£ẽ tal gujsa q£muytas vezes he de mayor pzo£o apostamẽto da molhr£q o au do marido .£E se o tal nõ teu sospira£e faz
todos per morte de Erec.£E Meraugis disse a el-rei:£– Senhor, nom é este o primeiro mal£que vosso sobrinho fez,£ca em esta demanda£vos matou a outros dous vossos companheiros£por que nom devia homem£a fazer menos chanto que per este.£– E quaes?£disse
e todos aqueles£q auemos saão emtẽdimẽto .£sabemos q nõ som ds .£mas homẽs mortaes .£e muy cheos d nemiga .£Mas se tu qres o nome de ds£que he huũ soo£da trindade acabado .£e poderoso em todalas cousas .£e q durara por
o apostollo Sanctiago£e eu cõ elle,£pera seer vencido Almançor£e os seus confundidos e estragados£e pera tu tirares honrra.£E outros muytos angeos verram hi£cõ armas brancas£e trageram todos pẽdõões con cruzes,£de que os mouros averam grãde espanto£e perderam os corações.£Ora, amigo,
.£E disse lhe o sogro .£e hu he a tua tra .£Respondeo o demõ .£nõ te qro ẽcubrir a udade .£digo te£q a mjnha tra he o Jnfno .£e nũca eu ẽno Jnferno padeci tanto noJo£qnto padeci este ãno cõ esta molhr
foy caminho de Tores Novas£que tinha Afonso Lopẽz de Teixeda£por Castela;£e quando chegou ao rabalde£mamdou asemtar seu arraial£arredor da vila;£e despois que ho arraial foy posto£fez Afonso Lopez sayr fora£homẽis de pee e besteiros£a escaramusar os del Rey£como os viraõ
todalas .£d tal guisa ardiã aquelas .£q a grãde força dos ventos£nõ podia tã solamẽte voluer£os cabos das chamas delas auẽ huũa parte£E em outro dia£tornarom o corpo do sãto martir ao seu logar .£e a sua egreja onde fora tragido .£De
se tornaraõ pera el Rey£que os reçebera muy bem por tal cousa.£Porẽ taõ maa£e taõ erada opiniaõ deffamador£de seus boõs e liãis vasalos,£com os giolhos em terra£peça perdaõ a verdade,£a quoal se pasou desta guisa.£Ho nobre Rey dom Joaõ,£asy estomçe como
sobires aa muj alta cõtenpllaçã de nosso ssenhor£E disse o Jnfante Josaphat a barllaao .£padre rrogo te£que me digas£que manjares auedes tu e teus Jrmaaos£em este hermo hu morades£e que ujstiduras trazedes .£Respondeo o sancto homẽ£e disse£eu e aquelles£que cõmigo
detras escontra o conto£arreden-na hum pouco de si que,£quando a assi arredarem,£logo fica atravesada£como á-de estar.£Ainda fazem os moços hŨa cousa£que he muy boa£quando justam con o porco aquelles£que o bem sabem matar,£e a cousa he esta:£nunca atendem que lhes
lee .£E elle mujto asynha£cõ ho rrostro mudado£comecou cujdar m atentamẽte ;£se p uẽtura seeriã mocos£que ẽ folgãdo£acustumauam cantar tall canto :£nem lhe lẽbraua£q ouujsse nũca tall cousa .£E reprimidas as lag ; leuãtou se£nõ entẽdendo lhe seer out cousa
pero que nõ foi em ella o Cide,£ca o ẽvyou el rei a terra de Tolledo£por que entrou per allo grande hoste de mouros.£Mas, por os peccados dos cristããos,£forõ vençudos£e desempararõ seu senhor el rei dom Afomso ẽno campo.£Mas elle, como muy esforçado cavaleiro,£
Yllora£e quebrãtou o arravalde£e entrou per força a villa£e queimouha toda£e matou e cativou todollos mouros£e morrerõ hy muitos cristããos.£E acharon en este logar muy gram roubo.£E, feito esto,£foisse el sobre Graada£e esteve sobr'ella algũũs dias.£E mandou seus
morreo degolado .£O Bem auẽturado samto Ansano£jazẽdo preso fogio do Carçer .£e polos montes de Ciminea .£e veo a huũa çidade£que ha nome Obanõ d rares .£E apareçeo le aly em visõ nosso senhor jesu o .£e disse .£Ansano Porqne tu lexaste
vyllas e muytos bõõs castellos,£dos quaaes hũũ he Mathema.£E Marchena he muy boa vylla£e muy bem pobrada de muyta jente.£E a outra he hũa vylla£que chaman Bardyr.£E a outra he hũa villa£a que chamã Tabubera.£E a outra he hũa£a que chaman
suas naves muy ben percebidos£e prestes pera os receber.£E desi começarom de pelejar£os do mar hũũs cõ os outros£e os da terra£outrossi de cada parte do ryo.£E de tal guysa se defenderõ os cristããos£que os fezeron tornar atras£e estar e perder o
narizes e as faces do rrostro .£e aqllo q iaz escõdudo ẽno uẽtre .£nõ achara out cousa senõ cugidades .£E pois nos nõ qrem tanger£cõ o dedo a freyma dos narizes .£ou o esterco do homẽ .£porq deseiam abracar o saco do estco .
;£quãdo os acho£e se me offerecẽ£nõ os emJeito :£cõ todo sẽpre estou p£p delles nõ curar£e os nõ teer .£A mỹ assy me parece£s em minha conciẽcia :£e porvẽtura nesto sõ enganado .£Nenhũũ deue s seguro£ẽ esta vida£q
darmas comsiguo os acaudellava,£temdo esta maneira:£emquoamto hũs tiravam, armavam os outros.£E como alguũs castellãos se queriam adiamtar,£punha Guomçallo Vasquez£hũa espada darmas de sob o braço,£e hia a elles,£e os besteiros seguiam no tiramdo.£E asy os ffaziam afastar de sy,£de guissa que
seu o das minhas maãos .£De como sam Uicto . e sam modesto£forõ metidos ẽ huũ forno ardẽte .£cheo de chũbo . e de pez .£e d rezina todo deretido .£Diocleçiano çesar tirar£os santos martires do carçer .£e trager ante a sua seeda
Mas el rey dom Garcia,£despois que ouve comprida sua romarya,£tornousse pera sua terra.£E, quando chegou apreto de Pampollona,£soube como seu irmãão era rey d'Aragom£e como se trabalhava£de lhe fazer mal e dampno ẽ sua terra£e que o ameaçava£que lhe darya batalha
os mouros,£quando virõ que se os cristããos nõ chegavon aa villa,£cuidaron que o faziã por medo£e atreveronse muyto a elles,£ca viinhan ataa as tendas£e matavon os homẽẽs e as bestas.£E el rey mandou a certos cavaleiros£que fossem empos elles£e a outros que
. porq sabes£q eu nõ mẽto .£direto he q cõsentas a vdade .£e q tolhas do teu coraçã a mẽtira .£Ca cõuẽ q tu£q julgas os outros mẽtirosos .£q tolhas a ty mesmo da mẽtira£e que tornes a vdade£q he ẽ nosso
que ele queria tre per sanctidade£e per mereçimento de virtudes .£E desque ouue acabada a egreja e consagrada .£duuidou de ho treladar a ela .£nom por descreença que em ele ouuesse£mas por dar hõrra ao scto martyr£E por ende em dormindo£ele veo lhe
lenha ataa o primeiro sobrado;£e porque naquela comarqua£ha muitas igreijas e mosteiros,£ademais da prata e dinheiros£que hy avia£tinha ho dito Lopo Guomez£em guoarda naquela torre.£E quoamdo começaraõ de ha combater£defemdiamse muy rigamemte,£partimdo as pedradas e as setadas sem doo.£Em esto
E ele alçou as maãos cõtra o çeo .£e começou de chorar muy fortemẽte .£e disse .£Senhor ds poderoso em todalas cousas .£e padre do nosso snor jesu o .£e padre de misericordia£que euuiaste o teu filho nosso snor .£porq nos trouuesses das
rei de Cordova,£como lidarom elle e el rei dom Ordonho.£Da batalha que ouve el rey dom Ordonho£com Abdenaamer, rey de Cordova£Andados quatro annos do reinado deste rei dom Ordonho,£Abdenaamer, rey de Cordova,£doeusse muito do estragamento de sua terra£e da
e mais forte se pode fazer contra o Misias£que os judeus atendem£porque todolos judeus confesam£que o Misias ha-de deçender de David£e leemos que David pecou£per muitas guisas muy gravemente.£E porem se vós, dom reby,£arguides que Jhesu de Nazaret£nom foy verdadeiro Misias£per
chamado o nome dele maravilhoso conselheiro,£Deus forte,£padre de segle£quy ha de viir,£prinçepe de paz'.£Por esto quy diz£'paarvo nado he a nós£e filho dado he a nós'£se mostra a sua verdadeira humanidade. ¦£E por esto quy diz£'e sera chamado o seu
q daqlla q tem marido .£E diz a escptura q a manjnha pario muytos .£Quer dizer q a maniha mais pstes he£pa parir muyt filhos£q aqlla q he pa geerar naturalmẽte .£Porq seg diz sam paulo£q a molhr q nõ he cassada£e a
pena pera si laurara .£no ql nenhuũ atee emtõ jamais fora posto .£poserom no pois hy£por seer aquele dia£a vespera da pascoa dos judeus .£e por estar o muymẽto£tã açerca e tã aa maão .£e joseph reuolueo huũ cãto grãde aa porta do
muy sem siso seriam£se non trabalhassem de fazer as cousas£em que ouverem de servir£que sejam à vontade de seu senhor,£ca doutra guisa maravilha seria de acadarem bem.£Porem muyto se deve trabalhar cada hum£quando taes cousas ouver de fazer,£que as faça ledamente e bem,£
mayor pecado.£E o quarto modo he cõ casadas.£E o quinto modo he cõ religiosas£ou parẽtas, aquẽ do quinto grao.£E o sesto he cõ suas maãos£nos quaes pecados o sacerdote£ha dauer moy grãde descriçõ ẽ sua pregunta,£ca segũdo que põe o dereito£nõ deue
Jonila emtõ disse .£Esso menino eu o pary .£mas a mi ds me criou .£e pois qual duo antepoer£o meu filho pequeno pelo criador .£ou o meu criador q me remio .£e ha de julgar£ao meu filho e a mi .£e por
vezes£aqlls q orã em silencio£qrendo ẽtender ssy meesmos .£çarrõ as orelhas cõ suas mááos .£por tal q nõ seiã ẽbargados pello sóó das palaus£ou das uozes dos outs .£E certamẽte os surdos£ẽ ygual graao de boa vida£cõ os q ouuẽ . melhor
vos acompanhar em esta demanda£que seguir querees,£e em quallquer outra cousa£que vos simtaaes£por vossa homrra e proveito,£posto que gram periigo seja,£ataa despemdermos os corpos e as vidas£por vosso serviço.£NunAllvarez lho gradeçeo per booas pallavras,£dizendo do que ell era prestes£pera lho
vãão pa aqlls q as tragem .£Por ẽ diz sam bnardo .£Que ẽno dia da naçẽça do senhor ds£muyt altares resplandecem£cõ ouro e cõ pedras pciosas .£E qnto ẽ todo lugu som afeytadas£cõ nobre panos as paredes .£e cuydas tu q os angios
eram doze leguoas do estremo,£amdamdo ja os corredores£priamdo pelo campo,£torvãdolhe hũa feira£que naquele dia aviam de fazer,£omde foram presos e roubados algũus,£e outros mortos e fogidos£quoamto mais podiam.£E despois que comeo£se foy a Caceres,£e posese em rosto da villa,£e
bondade intensa,£que quer dizer estendida,£quanto à bondade£que he posta em muitas cousas£ou em muitas partes ou em grande cousa£que he boõa.£E dizemos bondade intensa£quando a bondade he muy grande£segundo a qualidade dela,£posto que seja em hũa cousa,£asy como hũu homem,£
prestes,£começando ja damanhecer.£E NunAllvarez partio com sua gemte,£e tamto que sahiu do arravallde£poseos todos em batalha£per hordenamça como devia;£e assi forom rregidos pee terra,£bem açerca dhũa legoa,£comtra hu Louremço Fernamdez£dezia que vira os fogos.£E seemdo ja alto dia,£disse que
e #IIIcLXIII anos.£E a esta sazõ era hy o iffante£e o conde dõ Pedro e Johã Affonso, seu filho,£e dõ Johã de Lacerda, seu gẽrro,£e outros muytos ricos homẽẽs e cavaleiros.£E, despois que foi morto,£trouxerõno a soterrar ao nobre moesteiro de Odivelas£que elle
cõ fremoso contanẽte e disselhes:£- Filhos, todas estas cousas quero pera vós e vossas molheres,£ca quero vos dar a meatade de todo este aver.£E os ifantes,£como erã homẽẽs bem ensynados e muy corteses,£renderonlhe muytas graças£cõ grande reverença£e gradeceronlhe muito o que
- Ben sabeedes commo el rey Bucar£seerá aqui hũũ dia destes£a cercar esta cidade£com trinta e seis reis£que consigo traz.£E porẽ a primeira cousa£que avedes de fazer£despois que eu morrer£seerá esta:£lavade muy bẽ o meu corpo£cõ agua rossada£e cõ
me ele poder emsynar .£E depois que se foy o tribuno .£e disse aqsto a sam Alexamdre .£e que posesse tres tantas guardas .£e tres tantas çaraduras .£Meteo se sam Alexãdre£a fazer oraçam£e disse .£Senhor jesu£o que me fezeste seer emna
emtom huũ sabedor da ley£q estaua hi cõ Claudio .£E disse a muy grandes vozes£contra sã Ualentino o preste .£q diras tu emna desputazom de jupiter o ds ou de mercurio .£Respõdeo sam Ualẽtino .£e disse .£Diguo que som homẽs muy mesquinhos£e
pad e sua madre .£Qnto mais acontece Ja a outros£por cobijça de erança£matarem o padre ou a mad£con peçonha ou p out maney .£E por esto pellos gndes cuydados£q se seguẽ dos filhos bõõs ou mããos£nõ se deue homẽ teer£por bem auẽturado
e poserõna sobre o muro.£Mas primeiro a trouxerom per toda a cidade.£E avyam em esto£todos grande alegria,£ca se acordavã£dos malles e tortos£que delle recebiam.£E, depois que esto£assy foi acabado,£veherom bõõs homẽẽs£pedir aquelle corpo a el rey£pera o averem
piadoso Antonio o emperador£me emuiou aquesta çidade cõ mandamẽto£que faça a todos vos outros£fazer sacrefiçio aos deuses .£e todo aquele£que nõ quiser obedeçer aqueste mandamẽto£sera degolado .£E quando o poboo ouuio aquesto .£muytos dos que hi estauã£obedeçerõ ao que el mandaua£
Roma foy hũũ homẽ£p nome chamado . Eufemyano£nobre e rico mujto .£E era dos g .£e dos p em casa do enp .£E este tijnha tres Mil moços uistidos£todos de uistiduras de sirgo .£e cingiam todos cintas d’ouro .£Aq era homẽ iusto
. Mas agora vos leyxaremos aq d falar dlle .£e de todolos outros marteres£q forã marteirados ẽno tpo d valerio .£e d galieno aqstes dous ẽpadores£d q vos agora falamos .£E cõtar uos hem das vidas£e das paixões dos martires£q forõ marteirados ẽno
maceeyras£q tẽẽ maçaas fremossas aadefora .£mas dent som cheas de cijnza .£E este mar he ẽ Judea .£E asy como ẽ este mar£se alagã todallas cousas viuas .£como qr q seia asesegado e sem tormẽta .£bem asy a vida do mũdo£qnto mais
Maravilha pode ende avĩir,£se rem eu nunca soube.£E sabees de qual linhagem é?£E o donzel disse£que nom,£fora que dizem todos£que semelha do linhagem de rei Bam£mais que de outro.£E ela começou a pensar£e logo esmou em seu coraçom£que era
ẽuiae vosso messegeyro ao emperador£que vos lhe querees ẽtregar a çidade£para fazer sua voõtade .£he Eu creo£que elle vos perdoara£sua maa voõtade£que de vos tem .£más pilatus estaua tã menẽcorio cõtra Jacob£que lhe disse£con gran sanha .£Jacob condẽpnado es a
vontade e o seu poder£som hũa mesma cousa esençialmente,£segundo dito avemos,£per muitas vezes provado. ¦£E a mayor fim da criaçom do mundo£quy seer pode he esta:£quy Deus seja mais renembrado£e entendido e amado£et onrado e servido,£em tall guisa quy mais nom
grosso paao£que jaça em boo chãão.£E aqueste salte,£trazendo o cavallo a gallope,£e avysallo bem do que compre,£segundo ja he scripto.£E assy huse em tal besta£ataa que lhe perca todo o rreceo.£E como virem£que o corre e salta em el
apostamẽtos delle q tragia .£p q pareçia£q era de gnde geeraçom£E entom leuarõ no a el Rey d'ũgarya£q nõ auya filho .£E elle reçebe o muy ledamẽte .£como lhe fosse dado p ds .£e mãdou o car .£e recebe o por filho£
seis annos do reynado deste rey dõ Ramyro -£e foi esto enna era de novecentos e quareenta e quatro annos£e andava o anno da encarnaçom£do Nosso Senhor Jhesu Cristo£em #DCCCCVI annos -£sacou el sua hoste muy grande£e levou conssigo o conde dõ Fernam Gonçalvez
se espedia do alaão£ou por feridas ou per cansaço ou por outros aviimentos£que muytas vezes acontescen.£E, quando assi acontescesse a qualquer monteyro de cavalo£que lhe assi ouvesse de acorrer£e levasse a vara da azcuma fraca,£non estava muy seguro£que lhe non viesse muy grande
per hi passara.£E que ella chegaria la com elle se comprisse,£e assi a cada huũ dos outros logares,£quamdo posessem duvida de lhos emtregar.£Omde segumdo achamos escprito,£o Comde dom Gomçallo,£amte desto vehera ao Porto£fazer saimento por elRei dom Fernamdo;£e a Rainha lhe escpreveo
q elle fugio da dignjdade£con tanto prazer .£q ẽna face e ẽ olhos lhe pareciam os sinaaes da alega spual .£E assy se partyo£como se tirasse o collo de so algũas seguras de ferro agudas .£E ẽno seu uulto relucia hũa cousa angelical£nõ sey
o velho o pgũtou£e soube del todas estas cousas .£e soube os se tbalhos .£e o modo da sua vida£q ouua . e ffazia£Ante q ffosse mõie .£qrendo o hedifficar£e faz em el pueyto .£e qlqr bem .£contou lhe£e disse£
do Santo Graal falacerem,£nom há i quem nas acabe£ca estes som os milhores homẽẽs da demanda.£Depós esto,£disse Estor:£– Dom Galvam, vós andastes£ataa ora soo£e eu outrossi£e nom achámos rem.£Ora andemos de consũũ£e veeremos se seremos milhores andantes.£– Bem dizedes,£
oito mil lanças£e outros poseraõ nove mil;£e de genetes tres mil;£e quimze mil besteiros;£e de homẽes de pee vimte mil.£Outros dezião em ssoma£que eraõ sesemta mil per todos;£outros que cheguaraõ a çem mil£e outros comtavaõ£que per hũs e per outros£era
mais fallemos en nas cousas£que antre nós cada hum dia£vemos todollos monteyros".£Nós sabemos que,£quando os caães son fartos de carne,£que son sempre en si£tristes e pesados£e non fazem tam bem£o que am-de fazer£en como quando son usados£de comer o
entrarom em seu caminho,£Galvam e Estor e Alaim,£e preguntou Galvam a Estor£se achara o cavaleiro£que andava catando£depós a besta desassemelhada.£– Si,£disse ele,£verdadeiramente o achei.£– E como vos partistes ambos?£Entam lhe contou£quanto ende aveera.£– E per quanto eu vi,
toda cousa que he spritual,£e se da por tẽporal.£Ora seia ẽ beneficios ora ẽ misas£ora ẽ preegaçoões he somonia.£Porque disse Ihesu Christo:£De grado recebestes£de grado dade.£E a ẽtẽçõ nõ seia£por me darẽ esto,£farey esto.£Mas a principal cousa seia£soo por
ix ou x.£outras aues entã nom vimos£somte alguumas ponbas seixas£e parecerãme ma yores em boa camtidade£caas de portugal.£alguuns deziã que virã rrolas£mas eu nõ as vy£mas segº os aruoredos£sam muy mujtos e grandes e djmfimdas maneiras£nõ doujdo que per ese sartaão
çertos£que a nos prouguera muito£dalgũs de vos serdes em esto£e em toda aa outra cousa£que fose feita por nosa honra,£mas porque a nos cumpre£de seguiremos loguo nosa guerra,£abrevyamos o tempo£em que se esto avia de fazer;£e porque emtemdiamos£que naõ podiades
nõ nos dias das festas e sãctos£e por eso os chamã dias sãctos£por sãctamẽte uiuerẽ em eles£nõ nos dias do ieiuũ£porque diz Sãcto Agostinho,£que mais ual huũ dia a iaiũar sẽ pecado£que cẽto anos iaiũar e pecar£ou quando a molher he prenhe£que
erram de filharem sempre,£por que nunca deve seer filhada£em quanto do geito do corpo£e apertar das pernas£pode seer scusada.£E de´vesse leyxar,£por que nom he fremoso,£e as mããos,£em quanto se pode fazer,£am de star prestes£pera nos dellas£em al servirmos,£e
mas per obras .£e o q nõ for baptizado£em esta creẽça em coraçõ .£e em corpo .£nõ podra acabar£a gloria do reyno dos çeos .£E dezendo todas estas cousas£o bem auẽturado sam Honesto£muj fortemente .£e outras muytas taes .£marauilhaua se
gemte naõ.£Asy que toda a cidade hera acupada£em desvairados cuidados desta festa.£E todo prestes pera aquell dia,£partiose ell Rey a quoarta feira domde pousava,£e foise aos Paços do Bispo,£omde estava a Ifamta.£E a quimta feira foraõ as gemtes da çidade jumtas em desvairados
da Minynice da dita S Jffante£E p do Johãna Crecija£ẽ tanta alteza de fremosura . ẽtender .£E sab .£q assy Como era cõtra natureza£e Cousa desacostumada£seg a ordẽ do styllo£e ẽgenho natural .£Assy cõvertija todos hos que a viã ẽ admiracã e
el-rei o teve por chufa.£Disse-lhe se podia veer esse padram.£E entam disse o escudeiro que:£– Já alá som muitos cavaleiros da vossa companha,£por veerem maravilha.£E el-rei,£tanto que esto ouviu,£foi logo pera alá£com sua companha de homees bõõs.£E Lançarot,£tanto que soube
todo seu triguoso cuidado era jumtar gemte£e formar frota£asy de naos como de guales,£para emviar sobre Lixboaa£por lhe fazer todo nojo que podese£e tolher os mamtimemtos£que lhe por mar vir podesẽ.£E jazemdo a este tempo£dez guales das suas amtre o porto da
mar.£E, que vos eu quisesse£dizer e contar£as bondades do seu termho,£nõ poderia;£e vẽẽ a ella£de todallas partes£as bondades.£As suas augas nõ se dapnã£e a sua fruyta£podesse tẽẽr longamente.£E Eixerez he tam boa£que a nõ pode escusar toda Espanha.£
morreras aas suas mããos .£E eu qro£q me uj̃gues tu delle£q matou meu padr£e fez copa da sua cabeça .£e fez a mỹ q beuesse p ella .£E o duq lhe disse£q o nõ faria .£mas q cataria outrẽ£q o fezesse
Deus lhe desse boo gallardom£por quanto ben e mercee prometia£de fazer a sua filha.£Como Allataba, filha do conde dom Ilham, chegou a Tolledo£Os que tragiã a filha do conde,£despois que partiron de Cepta,£andaron per suas jornadas£ataa que chegaron a
quiinze annos£e que a este tempo£daryam a terra a el rey£come a seu senhor.£E sobr'esto£foy antr'elles tanto desvayro e mal querença£que se perdya toda a terra,£ca elles que a avyam de guardar£a estragavam.£E tanto creceo o mal antr'elles£que el
per tal preito£qual me vós dissestes.£Entom se tornou o homem a seu senhor.£Como nasceu a Fonte de Guariçom.£Assi foi a batalha posta£antre Camaalis e Naciam£ante a torre do Jaiam.£Aquela noite pensou muito Naciam£em como era mal chagado£e em como
ou se da omra a seus mayores.£A septyma se da louuores a Deus polos beneficius£que lhe deu£e se ouue con uontade£as cousas de Deus diuinaaes£e outrosy se trage mal seus freygueses.£Seguense as pregumtas£que deuem fazer aos clerigos£e som sete.£Primeyramente se
o aar do fogo£e nõ apareçeo mais .£De como sãta justia se ẽçerou em sua camareta .£e fez hu sua oraçã .£a bem auenturada virgẽ santa justina£vio ho diabo partido de sy£leuantou se daquele logar£hu estaua£e ençarrou sse em sua camareta .£
e con o Spiritu Sancto£nõ era hũũ verdadeyro Deus£mas que elle era£como por filho,£por estas cousas£e por outras muitas que dezia,£foy chamado ao concelho e acusado£e foylhe provado,£por a qual razon£foy condenado per sentença£e privado do arcebispado,£por que nũca
que, se filhasse cajom,£que o porco non seria filhado£e se iria en salvo.£E assi de se o porco non perder£nem o escudeyro£que a armada guarda£non viir en grande cajom,£por guarda destas cousas lhe he forçado,£se o bem quiser fazer,£que faça en
Rõiz foi muito ferido£e seu irmaõ e ouutros fidalguos£daquela parte£mais que em outro luguar.£El Rey£quoamdo vio avomguoarda rota£e o Comde em tamanha presa,£cõ gramde cuidado£e todos com ele,£abalou rijamente cõ sua bamdeira,£dizemdo altas vozes£cõ graõde esforço:£Avamte, senhores! Avamte,£
de seer rey .£Ca diz sam Johm boca d'ouro .£q o pncipado nõ he dyuudo ao sangue£mas aos mericimtos .£q nace Rey e nõ o mece .£E como dara conta a ds o Rey q tẽẽ£q outrẽ he milhor ca elle pa regnar .
os seus e cõ todollos da villa,£chegarom aos Paaços dOrdem,£omde ja o Comemdador estava£com quimze escudeiros e trinta homeẽs de pee, e dez beesteiros,£e a rrua dos Paaços bem apallamcada£pera sse deffemder.£A gemte era muita£e foi logo quebrado o pallãque,£braadamdo todos alta
Aqui torna a estoria aos Castellããos£como fezerom seus juizes.£Nuno Rassoyra e Laym Calvo,£donde veherom os reis de Castella.£Por que de Nuno Rassoyra sayu Gonçallo Nunez.£Este dom Gonçallo Nunez ouve tres filhos:£o primeiro foy Diego Gonçalvez£e o segundo, Roy Gonçalvez -£e estes
e começou a marteirar os aãos .£e a ele reçebera o pmenio£hũ clerigo de missa£q auia ẽ roma .£E pmenio aqste clerigo£emsinou leteras a Juliano .£e ao bẽ auẽturado sã Donato .£E segũdo que ele era muy sabedor .£e muy letrado em
e virtude,£em tamto que el Rei seu senhor£ho nã poderia ajudar comtra elle,£sallvo guoardada aquela hamizade,£asi como diziam;£moormemte que naquela emtrada£que elle fezera com el Rey de Purtuguall em sua terra,£el Rey de Framça lhe emviara£o Duque de Borbão, seu tio,£com
quãdo ele dezia£suas matinas . e suas oras .£e chegaua seus pes aos seus£e o pescoço ao seu£por que lhe nom fizesse mal£a cadea . em prison£em aqle castelo£sam anastasio .£o santo martyr d nosso senhor£nõ quedaua de louuar noytes e
aquell medo lhe foi assi como degredo,£que o fez logo sahir da camara,£por sse hir a pressa pera seu comdado.£E em sahimdo pella porta,£huũ escudeiro do Comde dom Joham Affonso,£chamado per nome PedrEanes Lobato,£sabemdo como ho ell quisera matar£em Rio Mayor como dissemos,£
Quando o emperador cõstantino ouuio aquesto£abraçou o muy alegremente£e contou lhe todo o feyto£das suas filhas£como eram virgeẽs consagradas£a jhesu christo£e todo ho al£que lhes aconteçera com cõstantina£segundo que vo lo todo contaremos£ẽno liuro das virgeẽs mais compridamente£quando vos falaremos
podia responder.£E as donzelas,£depois o catarom a gram peça,£filharom-no de partes,£ũas de cáe outras de láe£levarom-no da fonte£bem ũũ trauto de beesta.£E pois foi em tanto alongado£tornou em sua força e em seu poder£assi como ante£e disse aas donzelas: –£
Japhet seus irmããos,£assi como dicto he£onde falla da pobraçon d'Espanha,£convem a saber, Sen e Cam,£e que pobrarõ hi algũũs logares;£pero esto nõ faz a feito,£por que Europa£todavya de Japhet e do seu linhagẽ£foi pobrada.£E esta parte he pouco meos£que a
afogassem e,£quando os levassem afogados,£non averiam tam boo talante de correr.£E, quando chegarem acerca donde veherem£os sabujos correndo con o porco,£non os ponham,£a menos que non cheguem£aa travessa do porco.£E des que os sabujos passarem,£ou alguns delles,£entom lhes tirem as
A RAINHA PARTIO DALLAMQUER PERA SAMTAREM,£E DAS RAZOÕES£QUE DISSE£AOS DO LOGAR£AMTE QUE PARTISSE.£A Rainha£como soube per Gomçallo Vaasquez£que era estomçe Alcaide de Sãtarem,£que os do logar£eram prestes pera seu serviço,£e que lhe prazia muito£de sua hida pera alla,£
el Rei£nos Regnos de Purtuguall e do Alguarve,£e mais nã.£Quamdo escrevia ha el Rei,£sem poemdo Senhor em cima,£dizia a carta asy desta guisa:£Senhor,£voso Comdeestabre e servidor£emvio beijar vosas mãos£e emcomemdar em vosa merce.£Senhor, sabei...£Ora sem fallar mais desto,£tornamdo
diria,£demays os que boos monteyros fossem£entendiriam e diriam£que fallesceria en saber en aquello que devia.£E alguns monteyros ha hi£que dizem£que no rastro conhescem se he porco ou porca£aquelle que fez aquelle rastro,£mais esto quem o disser mentirá sempre,£ca non está en
vermelha e muy ricamente obrada.£E deuha el rey dom Afonso£a el rey d'Aragon.£E mandou a dõ Diego Lopez£que partisse todo o esbulho do campo,£como el quisesse.£E don Diego lhe disse:£- Senhor, todo o aver que vós£e nós os filhos d'algo avemos
mezquinha e muy forte£e deytou se logo em seu leyto .£Ca tam grande era a sua enfermidade£que ho nom leyxaua£em nenhũa guisa£estar sobre as pernas .£E quando veo ao terçer dia morreo£segundo a palaura£que ho sancto martyr auia dita .£Aquesta he
viinham bẽ acaudellados.£E, quando o Cide vyo como viinhã,£mandou mover a sua bandeira£e que os ferissem muy de ryjo.£E elle foy o primeiro que os começou,£de tal guisa que em pequeno spaço£matarom muitos mouros.£E as aazes forom ajuntadas de tal guisa£que ouve
e tspassa as cousas escondidas dos segredos de ds .£Porq qndo a alma he esquẽẽtada£pello amor ardente q a ẽ sy .£e se derrete pella voz muy doce do seu amado .£ẽ tanto se derrete .£q muytas uezes ouuỹdo dent en ssy a uoz delle
servyr a vosso padre,£som aquy viindo com elle£pera vos levar£pera minha casa ẽ esta azemella,£em que ambas bem poderedes yr.£E peçovos por mercee£que o façades£e nõ fiquedes mais em esta montanha,£onde vos poderiã comer as bestas feras.£E, despois que allo fordes,£
he em na sua vontade,£que he o seu amor,£em que som amador e amado e amar,£e per estes tres he o seu obrar£e estes tres som per este obrar.£E em este obrar do amor£que Deus ha de dentro de sy£convem que aja hy
muitas remdiçoẽs£que se estomçe bem aver poderão.£Outro sy mamdou chamar algũas donas portuguesas£que na vila estavão,£cujos maridos tiverão com Castela,£e deles morrerão na batalha,£asy como Ines Afonso, molher de Gonçalo Vasquez dAzevedo;£e dona Samcha, filha do cõde João Fernamdez dAmdeiro, molher dAlvaro Gonçalvez,£
virgem£por meheira aa geraçom humanal.£Oo!£Virgem bem-aventurada',£dise o dito poeta.£'Oo !£Virgem significada pelas estrelas,£quem me dese tanto viver£que eu podese seer pregoeiro dos teus louvores£porque, se tu nom foses perfeita£nom te escolheria Deus todo poderoso£pera tomar carne de ty£nem
e que todo esto fazer nam podiam£sem temdo thesouro pera o comprir,£moormemte se algũus senhores e cavaleiros£viesem de Framça pera o servir,£que seria gram mimguoa e verguomça£nam teer que daar£nem que partir com elles,£nem poderia doutra guissa£comprir as despessas da guerra,£roguamdolhe
muy semelhante he a dança aa rede .£porq a dança anda a rredor ẽna ql maao£sen piedade andam a redor ẽ circo .£E som homẽs bestiaaes£e semelhantes aas bestas do hermo£q fazem mouymẽtos e saltos£de loucaynha e de desonestidade .£As danças som p
enno campo a fazer dereito.£Como el rei dõ Afonso£entrou ẽno cãpo£e deu sentença£contra os iffantes£El rei entrou ẽno campo£e entrarõ cõ elle£muitos nobres fidalgos.£E el rei preguntou os fiees£como avyam de fazer os cavalleiros do Cide£pera
pesar que nom soube que fezesse.£A esto chegou Mordret£que disse a el-rei:£– Senhor, mal vai!£Lançalot nos desbaratou todos£e levou a raĩa consigo.£– Ora após el,£disse el-rei,£ca se nom irá,£se eu posso.£Entom fez armar cavaleiros, sergentes£e todos aqueles que
amaua .£deste moest de nosso S Jh£da vylla d’aveyro .£No q falle ceo£e se partyo desta p vida p d .£aos . xij . dias de Mayo .£hũa quarta feyra .£aas duas oras depos mea noyte .£do sob ãno de Myl .
á-de fazer de outra guisa.£Ca nós en tal lugar£lhe dissemos que,£por dar esforço a seu alaão,£que lhe era compridouro correr muyto rijo£e de lhe fallar muyto rijo,£que, quando lhe assi fezesse,£que sempre dava grande esforço ao alaão£de o melhor filhar por estas
comtra Deus,£cahimdo naquel vilaõ e torpe pecado£que se chama ingratidaõ,£se de taõ gramde maravilha e benefiçio£como este naõ fizesemos£hũa solene e nova renenbrança.£Emtaõ ordenaraõ que£asy como ho Senhor Deus e aa sua preciosa Madre£prouguera de dar a el Rey£taõ gramde e
que perdeu toda a vergonça£que devia d'aver£e nõ se retiinha£de fazer toda torpidade e pecado.£Mas, se prouguera a Deus£que elle soo perecera em suas maldades£e non cõrrompera a nobreza dos Godos,£esto fora menos mal.£Mas he muito de avorrecer£a maldade deste Vetiza,£
demãdalla ou fazella demãdar£ou lhe prazeria de a ouuir£ou muda passus ou gestus delo£ou outras cousas semelhãtes aquesto£he pecado mortal£e asy se deue todo£muyto bẽ declarar ao confesor.£O decimo mãdamento he:£Nõ cobiiçaras nenhũa cousa de teu proximo,£esta he ẽ duas guisas:£
se a visse,£que os nom tevesse ambos£por mui bõõs cavaleiros.£E mui toste poderiam veer£qual deles era o milhor cavaleiro,£se nam fosse que a ventura£dusse i Estor de Mares,£assi chagado como vos disse£que o cavaleiro caçador o chagara.£Quando ele viu ambos os
serra de Segura.£E affora estes ha hy outros muytos ryos£nas Esturas e en Galliza e em Portugal e en Andaluzia,£assy como he Guadalente£que nõ he desta conta,£e outrossy en Aragon e em Cathalonha£e em outras muytas partidas da Espanha.£E parte destes ryos correm
ribeira e mandouhos buscar,£por saber se levavã£mais do que era contheudo na postura.£E foilhes achado grande aver de ouro e prata e pedras preciosas.£E o Cide mandoulhe todo tomar,£salvo a despesa,£segundo a postura.£E este dya pojou mais o mãtiimẽto que ante.£E
fossem a tam nobres£que nom podesem ser achadas outras taaes.£E eso meesmo os moesteiros muy nobres£e muy pintados e muy grandes.£Asy como se Deus morase£nas altezas grandes dos moesteiros£o nas pinturas das paredes£e nom morase nas almas lĩpas dos pecados.£Porque tanto fazemus
ouueres de britar o paão as migalhas£q começarõ a cayr da mesa colhe as .£renẽbrãdo te dos nossos nomes .£por tal que comamos nos£das migalhas da mesa£do nosso rey jesu o .£Ca sobela façe da terra£nõ fomos nos lauados .£de guisa que
– Senhor,£disse Galvam,£nom é senom bem.£Leixade-vos, em esto nom jaz a vos.£– Todavia,£disse el-rei,£quero-o saber.£– Senhor,£disse dom Gaeriet,£nom vos em chal!£já per meu conselho£nom saberedes em mais,£ca de saber homem todo£nom há nem ũũ bem vĩir.£
poer en paz£e pedironlhe por merçee£que non lidassem.£Entom teveron£que era razon aguisada£que el rey dom Afonso de Castella,£por que era moço,£que rogasse a el rey d'Aragon£que lhe leyxasse seu reyno en paz,£ca de dereito£nõ lho devya de teer£ca elle
que i havia cavaleiros£da casa de rei Artur,£houverom pavor de secrem conocidos£e por em se afastarom£fora da sa companha£o mais que poderom.£Quando começou a anoitecer,£aveo que rei Mars£passou per ante a câmara£u Galaaz jazia£e teve mentes dentro£e viu
impedimenitos o ffazer nam podera,£e nam lhe seer comtado£que per preguiçosa tardamça£emcorrera em quebramtamẽto do trauto,£cheguou loguo aquella aldeia£omde o Duque pousava,£semdo hi dona Costamça presemte£e monsse Johaõ dOlamda e outros fidalgos.£E em presemça de todos prepos el Rei,£dizemdo asy:£–
atee que lhe tirarõ a alma .£E desta maneira morreo£o bẽ auenturado sam Juliam£em grande sofrença£e foy se pa nosso senhor£Mas agora vos leixaremos aqui£de falar de sam juliã .£e contar vos hemos£da paixam de sam Euno£q foy marteirado em aquela
assi outros.£E começaromlhe de chamar Senhor.£COMO NUNALLVAREZ MANDOU CHAMAR ALGUŨAS GEMTES£E DAS RRAZOÕES QUE PROPOS A TODOS.£Nuno Allvarez£amte que dalli partisse,£hordenou logo offiçiaaes;£e fez huũ seu scudeiro£que chamavom Diego Gill alferez de sua bamdeira,£e fez meirinho e
mãão senhor [ ... . ] e suo tedor .£Outssy as Riqzas£tiram ao homẽ segurãça e folgança .£Por ẽ diz p Reuena .£O gudador do ouro e da pta£nõ ha segurãça .£nẽ sabe folgança .£E aqlle q nõ ha segurança nẽ folganca£he
o cavaleiro que decera£e tiinha a donzela sub si por jazer com ela.£E ela dava voz quanto podia.£Entam, quando Boorz esto ouvio,£leixou-se correr ao cavaleiro£e deu-lhe vozes:£– Dom cavaleiro, leixade a donzela,£ca em mau ponto a filhastes.£Quando o cavaleiro esto ouvio,£ergueo-se
desvairadas e tam desiguoaes cousas movidas,£que sobejo parece poer mais em tall feito mão.£Pero o por serviço de Deus£e por nom contrariar ao bom divido£que amtre nos haa£dando luguar ao primcipe das discordias,£des hi por nosa comtemplaçaom,£nos acordamos de vos emviar sobre esto
molher era morta£na çidade do Porto homde estava,£e partio loguo pera laa,£muito acompanhado£como emtẽder podees,£homde lhe ffeez taees exequias£como a seu estaado pertemcia.£E mamdou a sua filha,£que era bem moça,£pera Erea Gonçallvez, suua avoo,£que estava em Lixboa;£e deshi tornouse
quando lhe prouge que o matasem.£Outrosy Maffomede foy envejoso em muitas cousas£e os mouros outrosy,£obrando contra justiça e contra caridade,£segundo se mostra per aquelo£que sobredito avemos em nos preçeptos.£Outrosy bem se mostra per esperiençia£quanto elle husou do pecado da açidia£e outrosy os
dom Sancho morreo,£lidou el rey dom Fernando, seu filho,£com el rei dom Vermuu de Leon, seu cunhado,£por feito de suas partiçõões;£e matouho,£assi como veeredes adiante.£E assi reinou sete annos ẽ Castella,£ante da morte del rei dom Vermuu,£este rei dom Fernando.£E, depois
elles£muy em paz e assessegadamente.£Mas agora leixaremos de fallar del rei dom Afomso£e tornaremos aos mouros.£Como Tacim foy a segunda vez rey de Cordova£e como despois fugio pera Sevilha£e como o despois prendeo Ayaya.£E de como os de Cordova matarom
o que ouve nome Aurelio foy hũũ.£Assi que os reis godos£foron per toda conta trinta e seis.£E os reis de Leon e de Castella£foron per toda conta trinta e sete.£E estes foron reis,£ca nõ se mete ẽ esta conta£o conde Fernã Gonçallvez
muitos cavaleiros e outra gemte,£por ver aquelles cristãos£que vinham de Marrocos.£E sahimdo da porta£que dizem de Burguos,£vio hũu alqueve hi loguo acerqua,£e corremdo por elle,£o cavallo em que hia,£no meio da carreira emtrepeçou,£de guissa que caio com elle hũa tall queda£
depois que foi cristão,£ledo e são e a gram prazer,£ca todolos da terra veerom i£por lhi fazer honra e festa com prazer£de que era cristão.£Ao terceiro dia£disse-lhi dom Galaaz:£– Dom Palamades, eu morei aqui mais que devera£ca muito havia alhur de fazer.
. de alma .£seg a sua ymagẽ e simildom .£asy como o pncipe e rey de toda a tra .£e de todallas cousas£q em ella som .£Por em fez o senhor ds£ante elle hũũ regnado .£em q o homẽ ujuesse vida bem auẽturada
estavã armados e percebidos delle,£lidarõ com elles, ẽ tal guisa£que matarõ os mais delles e prenderõ muytos,£antre os quaaes prenderõ aquelle mouro£que matara o rey de Sevilha,£de que ja ouvistes.£E mandouho el rei dõ Afomso£trager ãte sy£e mandouho todo cortar em peças
e nehuũ foi ousado£de lhe mais dar;£e mamdou logo FernamdAlvarez e Louremço Martĩiz£que fossem çarrar as portas£que nom emtrasse nehuũ,£e dissessem ao seu Page£que fosse a pressa pella villa braadamdo£que matavom o Meestre,£e elles feze- romno assi.£E era o Meestre quamdo
os deitar em muyto forte prisoões .£E mandou ou leuar p todolos juizes das çidades£ante q chegassẽ a Damasco onde elle estaua .£e bẽ assi feyto foy como elle mandou .£De como se razoou sã çebriã com euthemio o cõde£e lhe cõtou toda rezõ d
criaçom do mundo£he posta em na mayor nobreza£e em na mayor grandeza de bondade£e das outras dignidades de Deus£quy seer pode,£e esto pela encarnaçom,£per quy a humanidade,£quy partiçipa com toda criatura,£he tomada e ajuntada em hũu com a deviindade. ¦£Ergo, sem
da cerca£aa parte do meyo dya,£entõ dom Guylhã Gomez, conde de Galiza -£que vehera a defender a cidade£e era muy mal doente de grave infirmidade -£e quando soube que o muro era quebrado,£fezesse armar de suas armas£e fezesse levar em hũũ leito
mim que tu és verdadeiro e poderoso em todalas cousas”.£– Per esta palavra£que vos eu digo£disse o branco cavaleiro a Galaaz,£foi el-rei Evalac livre do periigo em que era£ca Nosso Senhor me enviou i por lhe acorrer,£e tam bem no ajudei,£polo poder que me deu£aquele que me alá enviou,£que o livrei daqueles que o tiinham£e fiz eu i tanto£que Tolomer foi preso£e toda sua gente destruída.£Como Evalac venceu seus inmigos.£Pois el-Rei Evalac venceo seus inmigos,£tornou-se a Sarraz£e recebeo baptismo polos grandes milagres
seer que as segundas entençoões,£que teem mentes aaquellas cousas£que som pera fim e perfeiçom,£sejam mais nobres e mais verdadeiras£que as primeiras entençoões,£que teem mentes aa fim e perfeiçom.£Ergo segue-se de necesidade que Deus he,£per cujo seer as primeiras entençoões som£mais nobres e mais verdadeiras que as segundas,£asy como a vida do ferreiro,£que, per boas obras e per virtudes,£alcança vida perduravil em no outro segre,£e a alma razoavel,£que, amando Deus, acalça as cousas verdadeiras£delle em na gloria perduravil".£De como ho gentil preguntou aa reynha£que
fresquidom£que se faz na terra£pollo talho da unha do porco£que en ella faz.£Saibam os que esto quiserem deprender£que esta fresquidom£non lhe pode ser conhescida a sua differença£quejanda he senon polla guisa£que paresce hŨa ferida de hŨa enxada£ou de hum paao ou de outra cousa qualquer£que seja que feira na terra,£ca logo paresce en aquella ferida£quando se dá aquella fresquidom£que faz do arrancamento da terra£e da sua molidom que fica,£e esta fresquidom£non he senon£porque o er non a tange e,£quando por espaço está,£
seendo elle alcaide,£aadur ou poucas vezes livrava preito per juizo,£mas ante punhava em avĩĩr os homeens£per amizade e per amor,£ẽnos preitos£que viinhã perante elle,£que nom per afrontallos£per sanha de juizo.£E, por esta razon,£era muyto amado de todos£e queryanlhe muy grande bem£por este feito tam boo£que fazia.£Este alcayde Nuno Rassoira£tomava os filhos dos cavalleiros£e dos homẽẽs bõõs de Castella e cryavaos£e mostravalhes todos bõõs custumes£e manhas que podya,£em guisa que os padres dos moços£se tiinham por muy pagados£do que
Dada na nosa çidade de Coimbra,£dez dias do mes dabril£da era suso dita.£DOS LUGUARES QUE ELREY DEU A LISBOA POR TERMO.£Se dizem que aquelle he o proprio beneficio£o quoal se outorga sem pedir,£e tem sua originall naçemça£na bomdade do outorguador,£bem se pode dizer esto£do nobre Rey dom Joaõ,£porque vemdo elle como a cidade de Lisboa£fora verdadeira madre£e criador destes feytos£naõ satisfazia a seu desejo£os privilegios e liberdades£que lhe dados tinha,£pareçemdo lhe muy symgelo gualardaõ£em respeito do que ela era
cousa em respeito£e em conperaçom da casa çelistial,£a qual propriamente he hedificada de pedras vivas,£convem a saber,£dos fiees que em esta vida presente£som conjuntados per graça£e em na outra vida£som conjuntados per gloria,£ergo verdade he£que Christo hedificou tenplo ao Senhor Deus,£porem a vosa autoridade, dom reby,£nom contradiz a viinda de Christo seer ja pasada".£Diz da viinda de Christo£e de como os judeus forom reduzidos do cativeiro.£Cetera£Entom se levantou outro reby£d'antre os judeus£e dise asy:£"Eu provo que Christo Misias ainda
aly o hoso que nũca se sume .£des que o fogo em elle he acendudo nũca morre .£E segũdo as culpas de cada hũũ .£asi auera a pena .£Outra cousa nõ he hy uista .£senõ uermẽes . e caras torvadas .£e outros mujtos espantos de dragõões .£e de bestas feras .£Arderam os mizquinhos£em chamas de fogo per pena .£e ẽ carne seeram penados per fogo .£e ẽ spiritu per uermẽes£que os rõõẽ .£De dentro ẽnas cõsciencias .£Aly nõ sera£senon dóór£sem mesura e temor de
de seer emmiigo,£mas escprivam da verdade,£a quall foi desta guisa.£O Comde de Nevra,£e o Prioll do Crato,£e o Almiramte,£e MartinhAnes de Barvudo,£que sse chamava Meestre dAvis,£e outros capitaães£cõ muitos dos seus,£depois que sse virõ fora de batalha,£nom quiserom mais tornar a ella,£mas começarom de fugir,£huũs pera o Crato,£e outros pera Momforte,£e pera os outros logares£que tiinham voz por Castella.£E himdo assi fugimdo,£disserom alguũs ao Almiramte£dos que hiam com elle,£que desse volta£e tornasse aa pelleja£ca assaz erã de gemtes
seer sempre ẽ hũũ estado,£nẽ pera seer hũũ homẽ sempre rico£e o outro pobre,£ca estas cousas muda mui toste a avẽtura,£ca faz do rico pobre£e do pobre rico.£Ca, Senhor Deus,£que es criador e fazedor de todallas cousas,£quando he tua mercee, fazes dos vençudos vẽcedores£e dos vencedores vençudos.£E, por esto, Senhor,£por que en ty he o poder todo ẽteiramẽte£e tu fazes sempre o melhor ẽ todallas cousas,£porem te devemos a pedir mercee£e a rogar£que por a tua grande mesura nos queiras ajudar,£ca en ty jaz
nom a dereito esta culpa põem.£E por honra dele£e por seu amor£que perdi por falsa apostilha£dizede-lhi que me meterei em juizo da sa corte,£se lhi prouguer.£E se diz£que começou esta guerra£por morte de seus sobrinhos£dizede-lhi que daquela morte£nom som culpado£per que me el devesse desamar tam mortalmente,£ca eles meesmos£se forom culpados da sa morte.£Donzela, dizede-me a meu senhor el-rei£ca me nom sento£por tam culpado contra ele£que me nom meta ende em juizo da sa corte.£E se el nom quiser outorgar em
diaboo,£que chorava o quebrãto e estragamento£que vehera aos mouros£e veeo dally adyante.£Depois que Almançor£assy foy morto,£ficou em seu logar Abemelic,£que era chamado per sobre nome Almodassar;£e mãteve o reyno sete annos e nove meses.£De como Abemelic, rey de Cordova,£veo correr terra de cristããos£e foy vencido£e outrossi da fame£que veo em Espanha£pollo pecado del rey dom Vermudo£Andados quinze ãnos£do reynado deste rey dom Vermudo£- e andava entõ a era de mil e quinze annos£e o anno da encarnaçõ£
manifestou p mũj claro sermõ .£Fynalmẽte ẽ quanta Reuerẽca e amor£sam Jeronymo ho teuesse ;£manifesta sse ẽ hũas epistollas q lhe mãdou :£ẽ hũa das quaes diz assy .£Ao s s e m bem avẽturado papa [ … … ] agostinho :£Jeronimo .£Em todo tẽpo eu honrrey e acatey£cõ aq honrra q cõvem .£e louuey a tua bẽ avẽturanca ;£amey ẽ ty o s£que em ty mora nosso saluador :£Mas agora se sse pode fazer£aĩda quero ajũtar mais ao teu louuor .£e he q nenhũa hora
perder£en veer muytos cavaleiros e escudeiros£muy bem encavalgados de boos cavallos£e outrosi vestidos como compre£pera tal mister,£que non pareçe menos bem trazer-se nas roupas£que comprem pera o monte£que panos d-ouro£para dançar en sala,£ca muy fermosa vista he£quando homem vê quem se bem traz.£E, porque este bem trazer am filhado os homes deste reyno£en muytas maneiras,£ca dizem alguns,£por bem trazer,£trazer-se muy ricamente,£e outros trazer-se muy louçaãos,£e estes dizeres,£ainda que ditos sejam,£pero non he todo hum,£ca,£posto que o home se traza
poderiades sofrer£e que vos matariã e todollos vossos,£por esso nõ quis vĩĩr ajudarvos.£E el rei,£quãdo esto ouvyu,£cuydando que lhe deziã verdade,£foy muy sanhudo do Cide£e mãdoulhe tomar quanto avya ẽ Castella£e prenderlhe a molher e as filhas£que tiinha no castello de Orzelho.£O Cide, quando o soube,£pesoulhe muyto£e ẽviou hũũ cavalleiro a el rei£que lhe dissesse em esta guisa:£- Senhor, Roy Diaz, o Cide, me mãdou a vos£que vos dissesse£que elle foi mizcrado a torto cõvosco£e que se quer salvar per
o bpo .£E desy o ẽpador pos esse em sua seda .£e mandou o trager ante sy sam Focas o bpo£e disse lhe£faze sacrifiçio a neptuno . o ds .£Respondeo emtõ sã focas£e disse .£Nõ sacrifico eu aos diabos .£E disse trajano . o ẽpador .£Se os deuses diabos sõ .£nos outros diabos somos .£e pois quẽ he ds .£E respõdeo ẽtõ sam focas .£e disse .£Como nõ coheçes tu ?£aqle he q te deu a ty aqueste empio .£ou se nõ cuidas q
descenderom dos mõtes d'Espanha£e pobrarom ennos valles -£e esto ẽna ribeira d'Ebro.£E, por que aquellas companhas£que ally descenderom a pobrar£eram de Cubal e do seu linhagem,£que era filho de Japhet,£como dicto avemos,£por esta razõ£chamarõ aquellas pobrações delles Alcubarias.£E esto quer assi dizer£"companhas de Cubal pobradas ennas ribeiras d'Ebro".£E por estas razõões£que dictas som£ouve aquella terra nome Alcubaria.£Esta terra correo el rey dõ Fernãdo£e outrossi terra de Carpentanea,£que he aaquẽ de Ebro,£a que agora chamã Saragoça,£e ataa Vallença.£E toda esta
q d a visytou£Como ja dito tenho .£E assy breuem sua muỹ s£e humildosa vida e cõuerssacã .£vẽedo a prudẽte S sua m maa£e p desposycã e cõpleysam£que nũca mais pode tornar a Recobrar£e seer Como dãte era£de q os fisycos a amoest m .£E assy os p pad£Canto podiã lho defendiã£e assy ell rrey seu padre£E ho p .£que ẽ ninhũa maney nõ curasse de faz£o que atee aly tijnha .£a discreta e obediẽte£S tomãdo seu Consselho .£e fallãdo p m dias
Cide em aquelle mõte que vos ja avemos dicto;£e esteve ẽ elle quatro meses, fazendo muytas cavalgadas e grandes roubos£e apremando as terras arredor de sy;£e tomou per força toda a ribeira de Evro.£E estas novas forõ ao rey de Saragoça dos grandes feitos£que o Cide fazia e pesoulhe muyto.£E, despois que o Cide esteve em aquelle logar o tempo que dissemos£e vyo como nõ viinha dõ Alvaro Fernandez,£anojousse de estar ally£e foisse de sobre aquelle outeiro.£E fez hũa trasnoytada£e passou Tupuel e foy pousar a Espinal de
Dom a seu padre .£desejãdo cõ feruor do louuor de d .£e Crecẽtãmẽto da s ffe Catholyca .£passar ho mar£E hyr cõ seu exercito e Caualaria£a cõquistar hos mouros ỹfiees ẽ afryca .£suplicou ao s padre£lhe cõcedesse graca de plenaria yndulgẽcia£e Remissã de todos peccados .£a todos os q com elle fossẽ£aa dita cõq cõtra hos ỹfiees .£A q graca muỹ benignam£e de grado outorgou ho vig de Jh .£Comecou sse a dita bulla pubricar p todo ho Reg .£e assynarẽ hos que a tomauã e
algũa uisitacom e contricom£ẽ no coracom e en na uontade£q n confesem e q n ẽmendem£de faz as cousas£que som contra a sua uõtade£e por o que nom entender a uisitaçom£diz ihu o asy£Eu starey aa porta£e chamarey q me abram£e se for algũũ£que ouca a mynha voz£e q me qyra abrir a porta£entrarey a el ou a ela£e cearey cõ el e el comygo£na glia pdurauel£E esta uisitacom£rephende o ppheta dauid£e diz Senhor ihu o£qndo me tu mostraste a carreyra d
pera as poer em carne£e governar em ella,£e do conhecymento das doenças,£criamento e enssyno em seendo novas,£nom entendo fallar,£por que he largamente scripto£em algũũs livros d’alveitaria.£Mas quem grande voontade tever£e de todo esto bem souber,£se nom for desaventurado nas bestas,£com razom sempre mais poderoso sera que os outros£pera as aver e governar.£AQUI FALLA DA #IIIA PARTE,£COME´ÇASSE A 1a PARTE :£DO SEER FORTE£PREA^MBULO EM QUE SE DAM #XVI AVYSAMENTOS PRYNCYPAAES AO BOO CAVALGADOR.£Acabadas as duas princypaaes partes:£hũa que
e mũy claro doctor ampliada£e crecentada p sua alta profunda sciencia e doctrina .£allomjada e ornada£cõ mujtas claras explanacões das s scripturas .£e mũy perfeyta ordem e Regra de vida :£Porque agostinho quer ainda dizer obrador£e fazedor de grandes cousas£Bem auẽturado pois foy e he .£porque depois de todo esto ;£Vee ama e viue em ha eternjdade de d .£Resplandece em a virtude e lume diujnall .£e allegra sse em ha vysam e bondade eternall :£E bem auenturado en gloria AmeN :£· sse a estoria do bem
lume dos me olhos mjnha .£q Roubou a mjnha Req .£q destroyu a mjnha possissom .£q ssecou a mjnha vinha .£q apagou a mjnha candea .£q fez vaa a mjnha esp .£q corronpeu ha ffremosura da mjnha filha£q ffoy aquel q espedaçou a mjnha cordeyra .£cal logar emcobre tal Rostro .£qual peego adusse catiua aquela ffaçe muj nobre .£ella era acorrymẽto de todos .£ella era dos coytados .£ella era ffolgança dos q trabalhauom£e porto dos q gemiam£Ay Ay t nõ encobras ho meu ssangue£ataa q
mortalmente que,£se lhe podessem fazer dano£e tolher-lhe o reino,£nunca tam grande plazer viram.£Enviade-lhes dizer£como rei Artur perdeu a companha da Mesa Redonda£e fazede-lhes entendente,£se quiserem viir a tal estado ao regno de Logres,£ligeiramente o podem conquerir.£E sabede que eles verram i mui de grado£tanto que vosso mandado virem£e fazede-lhes saber que seredes i com eles em sua ajuda£com quanto poder houverdes£e poede-lhes dia.£E sabede que logo i seram com vosco.£Como rei Mars se foi aa Joiosa Guarda£e filhou a raĩa Iseu e como
vãã gloria [....]zendo .£Se tu filho de deus es envi[..] [....] daquj a fundo .£Cuydaua el qu[..] se per o aar descendesse voando£que seria filho de deus£E os homẽẽs . veendo esto marauilha sse hyã£E dally tomaria caJom de vãã gloria .£porque toda a Cidade o louuaua .£E magnificaua verdadeiramente£dyabolica voz he aquella£q[....] tira a võõtade do homẽ£do mais alto grãão dos merecimẽtos .£E conujda o que descenda£porque o demo deseJa que todos cayam£porque sente que caeo mais que todos outros .£Ao diaboo perteen[..]e deRibar abayxo
[..][..]que [....] scpritura[..] [..]õ o d[..]tremin[..........] [..]ode assy ve[..........] [..]uy[......]£acerca de ssy seg[....]do [..]iz C[..................]£que aqu[..]l homẽ p[........]ia sanct[..] .£E os sanct[..]s ajnda qu[..] [..]õ [..........] de gulla som ven[....]do[..] d[..] vãã gloria£E p[..]rtanto tomo[..] o .£E leuo[..] ho aa [..]ancta Cidade .£scilicet . de Jhrlm que era [..]hamada sancta£porque era l[....]pa [..]e Jdollatria .£E porque ally s[..]aua o templo . E a sanc[..]a sanctoru[..] comsi[..]ra aquj a benidade do se[..]hor C[..]nsintio£por a sua humil[..]osa paci[....]cia£E nõ por mỹguaa de poder£que o [..]euasse [......]lla cruel b[..]sta£a q[..]al beue[..]
sacta resoluant .£Angelicis manib sinuat tenui sepulchris .£Et cubi pprijs codutur mote celis£Naq tene regnum o ducete sup sp .£Que qr dizer .£E logo q nosso snor ouue ẽuiado ãte sy£a grande craridade do çeo .£veo hy çercado de grãdes cõpahas d ãjos£estãdo antre os corpos dos santos£na metade do mõte .£E alegrauã se eles£aly estãdo çercados d muj grã cõfortamẽto .£E aly o nosso senhor£q auia dado as almas ao çeeo£deu os corpos aa terra .£ca tremeo de cabo o mõte .£e sacodyo
: posto o rosto em o chaão .£E disse .£Padre todas as cousas som possiuees a ty .£Passa este vaso de amargura de my .£Mas faça se nom o que eu quero .£mas o que tu .£E bolueo se aos disçipolos .£E achou os dormindo .£e disse a Pedro . Symon .£e dormes .£nom podeste nem huũa hora vellar comigo ?£Uelay .£e oray .£Por que nom emtres em temptaçiom .£Que ho spiritu prompto :£e viuo esta .£Mas a carne emferma . e fraca .
. he que guardasse£Eu bẽ Roma he meu emperio£que así faria elle a jherusalem£de mi he de todollos outros cõtrayros .£he ajnda he mais culpado£emquanto nõ justamẽte julgou o santo profeta jhesu christo£o que os judeus tomarõ con direito .£he esto sabía elle muy bẽ£que nenhuũ mall nõ merecía£he quiseo con sentẽça julgar aa morte .£he elle os liurou£vẽdo que os judeus lhe leuãtauã falsos testimunhos .£he como elle teuesse lugar de senhorio£poder tinha de asoluer he de cõdenar£que o deuera d’asoluer£pois que o achou
os guardauã jaziam dormindo aquela ora .£senõ tam solamente o carçeleiro£que os estaua escuytando£de que guisa orauã .£e entendeo em aquelas palauras que eles deziam£que o que fora ao banho£q era morto£e via como eles£que estauam na agoa veuiã ajnda .£E quãdo vio o lume tam grande£açerca dos santos martires£oulhou contra o çeo£por ver dõde vinha .£e vio coroas hu desçẽdiam do çeo£sobre os santos martires .£xxxix . per conta£e pensou antre sy mesmo£e disse .£Quarenta sam eles como faleçe aly hũa
vem primeiro ẽno nome de Myonha.£Mas agora leixaremos aquy esta razom£e tornaremos de como foy o conde dom Sancho lidar cõ os mouros.£Como o conde dom Sancho foy correr e roubar o reyno de Tolledo e de Cordova.£Andados treze annos do reynado del rey dom Afomso de Leom -£e esto foy na era de mil e vĩĩte e cinquo annos£e o anno da encarnaçom de Nosso Senhor Jhesu Cristo£em novecentos e oyteenta e sete annos -£o conde dom Sancho,£nõ podendo sofrer o torto que os mouros
enssynança de boos custumes£e syguymento das virtudes,£devem seer vistos e enssynados,£e bem praticadas todallas cousas a ella perteecentes.£E os da enssynança da guerra£com as cronycas aprovadas£he muito perteecente leitura£pera os senhores e cavalleiros,£e seus filhos,£de que se tiram grandes e boos exempros£e sabedorias que muyto prestam,£com a graça do senhor,£aos tempos da necessydade.£Todas boas manhas do corpo£que perteecem a cada hũũ£segundo aquel stado que tever,£nunca devem seer leixadas,£specialmente cavalgar e luytar,£que som fundamento£de que se percalçom as mays das outras;£ca
hῦῦ he aqle q ministra toda cousas£[ ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . . ] e aa lua . [ ... ... ... ... . . ] terras e as s[......................]ça [ ... . . ] r ẽn [ ... ... ... ... ... ... ... ] geeraçõ geerou a [ ... ... ... ... . . ] taa [ ... ... ... ]£Pois porq curades [ ... ... ... . ] da geeraçõ e dos auoos .£se [ ... ... ... ... ] mentes aos uosos começos e a ds que
a outro virgem.£Pois esto£Josefes disse a Galaaz,£tornou a Persival e beijou-o.£E pois Galaaz er disse a Boorz:£– Saudade-mim muito a dom Lançalot,£meu padre e meu senhor,£tam toste que o virdes.£Entom se tornou ante a távoa£e ficou seus geolhos.£E nom esteve i se pouco£nom quando caeu em terra£e a alma se lhi saiu do corpo£e levarom-na os angeos£fazendo gram ledice£e beenzendo Nosso Senhor.£Como o Santo Vaso se foi contra o ceu.£Tam toste que el foi morto£avẽo ũa gram maravilha£que Boorz
perfidus ille magus .£Martir ad haec placidus :£cui dux fuerat via christi .£Continuis precibus :£martir ad haec placidus .£O deus omnipotens :£iam nunc esto mihi clemens .£Auxilium referens :£o deus omnipotens .£Agmen et aggrediens praefecto sic ait :£omnes Jnuitas praeses :£agmen et aggrediens .£Si velis interitum proceris non credere :£christum .£Orabis surdum :£si velis interitum .£Sed mea iussa caue :£si vis perducere suaue :£Dic o rector aue :£sed mea iussa caue .£Idola proijtiens .£sanctorum vernula florens :£Esto deum
carne de bestas.£E, se algũa besta morrya,£vallia a libra da carne della #III marcos.£E cada dia se dobrava o seu mal,£e esto por a grande fame£e combatimẽto que avyam.£E tanta era em elles a fraqueza£que os cristããos se chegavã ao muro£e deitavõ as pedras dentro£e nõ avya quẽ os arredasse ende.£O Cide, com a grãde voontade que avya£de tomar a cidade,£pos hũũ engenho aa porta da villa£e fazia grande dampno aos mouros.£Mas elles fezerõ logo outro£e britarom o do Cide.£E elle, com
companhas.£E, quando o Cide vio este recado,£prouguelhe muito£e foisse logo pera Murvedro£e apoderousse do castello.£E esto foy a #XXVI dias£despois da morte del rei de Vallença.£Estando Abemaffa ẽ Vallença,£pos seu amor cõ dous cavalleiros da vylla£que forõ vassallos del rei£e mandou por outros£que se foron pera Denya,£ẽ guisa que ajuntou trezentos cavalleiros na villa;£e mãteveos cõ o pã do Cide£e com as rendas e algo£que foron dos officiaaes del rey£que erã fogidos do almoxarifado.£E todo esto£elle fazia sẽ consselho do alcaide
toda Espanha.£E, des os dez e seis ãnos do reynado deste rey dom Vermudo,£nõ achamos nem hũa cousa£que de contar seja,£se nõ tanto que nõ podyã aver augua polla grande seca.£De como Deus deu auga na terra;£e da morte del rei dom Vermudo£Andados dez e sete annos do reynado deste rey dom Vermudo de Leon£- e foy esto na era de mil e dez e sete ãnos£e andava o ãno da encarnaçõ de Nosso Senhor Jhesu Cristo£em novecentos e sateenta e oito e o de
que o porco delle non ha,£nunca pode fazer mal,£assi como dissemos£no capitulo xii de este livro ii.£Porende os moços que en tal lugar estiverem£en que se o porco estê ladrando£e lhe quiser entrar£façam en esta guisa£que lhes aqui escrevemos£de levarem hum pee no carreiro£e o mais do corpo no mato£e assi sempre mataram o porco£as mais das vezes a seu salvo.£E ainda mais que,£posto que o porco non seja tam sanhudo£quando acha o carreiro desembargado,£posto que aja o sentimento do monteyro,£non leixa de
e mostrar-vos-ei ũũ cavaleiro da Mesa Redonda£que aqui jaz doente? –£Vaamos,£disserom eles,£ca de grado o queremos veer.£E ele se foi diante£e levou-os até a torre;£e foi a ũa porta pequena de ferro e abriu-a£e disse-lhis:£– Entrade e atendede-me alá dentro£e pois amostrar-vos-ei o que vos prometi.£E eles, que se nom guardavam da traiçom, entrarom.£E el tirou a si a porta e çarrou-a.£E pois disse-lhis:£Ora fazede o milhor que poderdes,£ca ja mais nom sairedes daqui£se nom mortos.£E esta é a postumeira vossa aventura.
cõta sco agostinho .£q mayor he a actoridade da sca escptura .£ca todo o antpeujgiamto do engenho huanal .£e por ẽ nõ a pode o homẽ£de todo conphender .£Capitulo [ ... ... . . ] .£A sancta escptura contem£em sy toda sabedoria .£Onde diz sco agostinho£q qlquer cousa q o homẽ apnder fora da sca escptura .£se cousa he danossa q empeeça .£aly achara p q seya condẽnada .£ẽna sca escriptura a achara .£E diz outrosy£q nõ ha hi leteras£q seiam conpadas aos dous pceptos
dormir em aquelle cãpo hu jazia soterrado .£e dscobrio lhe o seu corpo .£e todo o feito da sua payxam .£grande dereito£nom quis nosso senhor Jhesu christo soffrer£que longo tempo jouuesse aly escõdido£aquele thesouro tam preçado .£Ca aueo assy depois a grande sazom£que aqla terra toda veeo a poder de cristaãos .£E auia hy huũ rico homẽ£de muy grãde guisa£que auia muy grande guerra .£grãde tempo auia sobre huũ seu herdamento .£e nunca podera vẽçer aquelles£com quẽ auia a contenda .£Mas antes auia ja emna
Entom lhes disse Danubre:£– Senhores, porque nos cometeredes?£Perjurados e desleaes seredes ende,£ca nós somos da Mesa Redonda como vós.£E por em nom devedes£a meter mão em nós a niũa guisa.£– Todo esso nom val rem,£disserom eles,£ca tanto nos errastes£que vos nom podedes de nós partir sem batalha.£– Pesa-me,£disse Danubre,£mais pois assi é£nós nos defenderemos a nosso poder.£Entom se leixarom ir ũũs aos outros£e Danubre deu ũa tam grande lançada a Amatim£que o meteu morto em terra.£E quando Arpiam vio seu irmão morto£meteo
diz por todalas outras Cousas .£decimo mandamto de ds he£nom queyras cobijcar as cousas de teu ujzinho£nen nenhũa cousa do teu ãão£nem as casas nen a herdade£nem a ujnha nen o boy£nen as bestas nen os seru£nem as seruas nen nenhũa das outrs cousas£Majs deue se homẽ teer por contento£das cousas q lhe ds qujser dar£de boa parte e de boo guanho£e nom querer nenhũa cousa de maao gaanho£E se de lhe der pouco das cousas deste mũdo£de a ds muytas gracas e mujtos louuores£Segũdo diz
força,£por que nos averyã que dizer,£a vos e a myn£e a quantos vehessem despois de mỹ,£se eu alleyve fezesse;£e demais que nõ sõõ eu homẽ£pera me alçar com terra,£ca os Castellããos taaes feitos como estes£nõ os soyam de fazer.£E, quando fosse soado per Spanha£que nos alçaramos£cõ a terra a el rey de Leon,£todos quantos bõõs feitos fezemos,£todos seeriã perdidos por esto,£ca, se ho homẽ faz cem bẽẽs£e depois fezer hũũ erro pequeno,£ante lhe contarõ ho erro£que todollos outros bẽẽs que a feitos.£E
E disserõ lhes ẽtõ ãbos os emperadores .£Uos sodes os q dspçades os nossos mãdamẽtos .£e q os tẽdes por nada .£E os santos martires lhes respõderom sem falla .£E diserom os empadores mansamẽte .£Sofremos nos os tortos .£que nos vos dzedes .£mas sacrificade ao ds Hercules . e a Jupiter .£e nõ queirades dstruyr£a hõrra do nosso linhagẽ .£E os bẽ auenturados martires diserõ .£Nos a ds damos sacrifiçios de folgamẽto . e d louuor .£E nom cõsentimos as obras das teebras£d quẽ vos outros sodes
emtravão o luguar,£com temor de morte começarão de fogir£e naõ sabiaõ per omde.£Ho alvoroço hera muy gramde,£e com tal torvação de sospeita£fogião, deles pelos muros,£outros per desvairados luguares,£cada huũ como melhor podia.£E os que não avião vaguar de se vestir£metião se nas igreijas,£por poderem aly melhor escapar.£E esto se fez asy£porque poucos sabião£parte da vimda del Rey£e partida como fora,£e isso mesmo do alcaide,£e jazião todos desegurados nas camas.£Hos portugueses matavão algũs£e premdião delles£quoantos podião achar,£mas em roubar o que
diz sam gregorio .£Que qlqr homẽ tanto se desJũta£e arreda do amor celestal .£qnto sse de ẽnas cousas de baixo .£E bem assy certamẽte£qlqr homẽ tanto mais he enbargado de falar£de dent ẽ sua aalma cõ os santos .£qnto se deleita falando con as creaturas treaes de bayxo .£E por ẽ nõ se deue homẽ gliar de au sua boca£na sua lingoa sãã e enteyra .£nẽ outsy os outros mẽbro do corpo .£assy como das maaos e dos pees e dos outros mẽbros .£porq muytas vezes som aazo
porco non alevanta,£ca, se lha posessem passo,£sendo o monte piqueno£poderia seer que o porco sentiria aquelles£que hiam filhando a vozaria£e poder-se-hia alevantar£e lançar-se no monte grande,£e per aquella guisa£ficaria o monte por correr,£o qual seria pollo contrayro£e que, se lho filhassem aginha e calado,£non se lhe poderia£tam toste alevantar nem perder£e por esto he esta cousa boa£de se lhe fazer assi.£A outra cousa que assi he bem£de lhe fallarem logo rijo,£ante que lhe ponham os caães,£he por fazerem espertar o porco e
o nõ poderia tam agynha conquerer.£Mas Freneo e Petreo,£que erã em aquella comarca,£ajuntarom ally seus poderes£e pararõ suas aazes£pera lidar con Julyo Cesar.£E Julyo Cesar ajuntou suas companhas£e forom hy ajuntados£grandes poderes d'amballas partes.£E, quando se vyrom as hostes,£como erã parentes naturaaes,£pesoulhes muyto da contenda£que avyam começada.£E, por que sabyam£que aquella batalha era dos Romããos,£seendo elles todos hũũs contra outros,£pesavalhes muyto£por averem de contẽder sobre Spanha£que era do senhorio de Roma£e usavam de suas leis£e dos seus privilegios,£que
seer falsas pela traladaçom caldaica,£que he autentica antre eles,£porque aly onde diz Sam Jeronimo£'ataa que venha aquele£que ha-de seer enviado'£em que diz a verdade hebraica£'ataa que venha Sillo'.£E em este lugar da profiçia£diz a treladaçom caldaica£'ataa que venha o Miçias'£porque aquelo que era ouscuro£quise-o declarar per esta guysa,£e asy se prova£que a dita autoridade£nom se entende de Nabucadonosor£nem de Roboam nem doutro alghũu,£senom de Christo,£que he Misias verdadeiro.£¦ E aquelo que se diz na dita profiçia,£segundo a verdade do hebraico,£'e
dos Romããos£e ouve cõ el batalha sobre o mar e vẽceuho,£de guysa que ouve per força£de tornar pera Affrica,£vençudo e con grande deshonrra.£Como Remismũdo, rey dos Unus, guerreou Espanha£Andados treze annos do reynado de Teuderigo£- que foy na era de quynhentos e sete annos£e do emperyo de Leo em doze£e de Remismundo, rey dos Suevos arryanos, em cinque£e o de Teudemiro, rey dos Estrogodos, em oyto£e o de Genserigo, rey dos Vuandallos, em trynta£e o de Zeliobes, rey dos Unus, em oyto -£aveo
das Regras, de seu comselho,£que trautasem o que por seu serviço£e bem do Regno£sobre tall feito emtemdesem.£E avemdo pouco mais de dous meses£que elles cheguaram,£aos quimze dias de Maio,£hũa quimta feira,£na feesta dAscemçaom,£foi pubricada hũa escritura£em que o dito Bispo e Pero Lopez e aquelle Doutor£outorguavam em nome del Rei seu senhor,£ao dito Prioll e Doutor Joham das Regras,£que as por el Rei dom Joham recebiam,£boas e leaees e firmes treguoas,£gerallmemte per maar e per terra,£duradoiras amtre os Reis£e seus sobcesores daquele dia£
. mas som acõpanhado .£a cõpaha dos anjos .£e a seu seruiço£bẽ assy como tu a cõpaha dos diaboos .£Mas porque o saybas£adorarey eu ao meu snor jesu o .£q ha d julgar os viuos . e os mortos .£E o teu reyno . e tu adora aos diaboos .£e veremos qual sera de nos ouuido .£E respondeo emtõ Juliaão . o empador .£e disse£emsandeçes .£Emtõ sã Fausto fincou os geolhos .£e começou a rogar a nosso snor .£e sayo le logo a alma estando ali
Afomso trager ãte sy£e mandouho todo cortar em peças a olho dos da vylla.£E despois mãdou ajũtar as peças£e fazer hũũ grande fogo e queimallo.£E mandou trager os mais honrrados mouros£que ally forõ presos£e queymarõnos com elle.£E os da villa,£quando aquello virõ, forõ mui spantados£e firmarõ logo seu preito cõ elle£e a el rei prougue,£ca lhe derõ muito ouro£e muyta prata e muytas doas de grande preço£e ficarõ por seus vassallos.£Depois que esto ouve acabado,£entẽdeu que leixava aquelle mouro bẽ pagado£e entõ se
dom Nuno Fernandez£Andados quarẽẽta e tres annos£do reynado deste rey dom Afonsso, o Magno -£e foi esto enna era de #DCCCXXXVII annos£e andava o anno da encarnaçom£do Nosso Senhor Jhesu Cristo em #DCCCLXXVIII annos£e o imperio de Carlos, emperador de Roma, em #XVI -£depois que el rei dom Afonso£acabou todas estas cousas£que avemos ditas,£sayusse d'Ovedo£e veosse a Çamora£e prendeo o ifante dom Garcia, seu filho.£E meteuho ẽ ferros£e mandouho deitar no castello de Gozõ.£E esto foy por sospeita que del ouve,£que se
pertẽẽça se nom esto:£que, enno quynto ãno,£entrou hũũ judeu em hũa igreja,£nõ estando hy nem hũũ,£e vyo hũũ crucifixo pequeno£que estava em hũũ logar escuso£e ẽvyoulhe o dardo£e deulhe hũa ferida.£E desy foy logo tomar escondidamente£e levouho pera sua casa pera ho aver de queymar.£E, quando foy em sua pousada£e o tirou de so sy,£achou todollos panos cheos de sangue.£E elle, quando esto vyo,£foy sobejamente espantado e,£cõ grande pavor que ouve,£nõ no ousou de queymar£mas escõdeuho ẽ o mais escuso logar que pode.£
seus homẽs£e seu mãdado que lhe dissesem Galicano£ou sacrifica aos deuses .£ou te parte de toda terra de ytalia .£E elle emtõ leixou logo todas suas casas£e foy pera alexandria .£e achou se hy aos cõfessores de nosso senhor jhu o .£E a cabo de hũ ãno£desque andou visitando£e vẽdo todolos confessores e os santos£que morauã pelos hermos£prende o huũ conde dos tẽplos£q auia nome Rabciano£e porque desprezou d sacrificar aos ydolos£foy ferido cõ huũa espada pelo coraçom .£E desta guisa foy martir de o
q aguardarem sua ley .£todos sejam costrãgidos£de fazer por força£sacrifiçio aos deuses .£e se non moyrã tados£d departidas mortes .£e percã todas as riquezas que ham .£e sejam achegadas ao thisouro do emperador .£E padre ds te salue .£dada a lej o postumeiro dia do mes d’abril .£De como Uenustiano fez premder sam Sauino o bpo .£e trager ãte sy .£e se razoou cõ ele .£Uenustiano . o adiamtado de Tussia£ouue reçebida esta ley .£e este mandamẽto d maxi . o emperador .£Começou andar
non queremos en ello falar£porque son semelhantes a estas ditas,£en como quer que do porco£que vay polla erecta acima£mais perigoso lhe he£que outro nenhum que seja,£polo ficar que o porco fica£junto con elle£quando he ferido.£Capitulo xiii,£de como os moços am-de matar o porco de remesa£Nescessario he aos monteyros£de matarem o porco de remesa e,£porque lhes he compridouro£de o assi matarem,£pollo saberem fazer,£pois que nos dispoemos£a lho ensinar,£queremos escrever os modos£que devem a teer aquelles monteyros£que o quiserem
tornar pera dentro.£E quem o provar,£achara´ certo esto que digo,£e porem nom compre outras razõões£pera mostrar por que se assy faz.£E nom digo que sejam£em cada hũa guysa muyto pera fora,£ou pera dentro,£mes com algũa deferença.£E aquesto he pera seer forte,£ainda que pera bem parecer,£segundo se dira,£o pee dereitamente trazido£nom aponta pera dentro ou fora,£segundo nosso custume me parece melhor.£Do proveito que he saber geito£que requere cada hũa sella.£Per estas cousas suso scriptas£se pode bem veer como do geito
na peleja£e achegou quanto pôde£pera láe achou£que tinham já a donzela presa£e que tolheram a Persival o elmo£e lhe quiriam talhar a cabeça.£Quando Galaaz esto vio£alevantou a voce e disse:£– Leixade o cavaleiro, gente maa,£todos sodes mortos e presos.£E meteu-se antre eles£e começou a dirrubá-los£e dar-lhes da espada talhador£de tam grandes colpes£que nom acalçava homem£que nom fezesse ir a terra.£Nem havia tal que trouxesse£tam boo elmo£nem tam boa arma£que podesse durar contra sua espada.£E el era tam vivo e tam
se pôde teer£que nom dissesse ao com que se combatia:£– Certas, cavaleiro,£ora posso eu bem dizer£que se tanta bondade de cavalaria houvesse em mim£como em tal cavaleiro qual eu vejo£eu vos haveria conquisto a pouca d’hora£ainda que vós houvéssedes bondade d’armas£de taes #IIII cavaleiros como vós.£Artur o Pequeno foi maravilhado£quando lhe aquelo ouvio£ca nom podia cuidar£que no mundo tal cavaleiro houvesse£como lhe el dizia.£E por esso£disse logo:£– Qual é esse que vós dizedes?£E el lho mostrou.£– Mala aventura haja eu,£disse£
me poerá nẽhũũ culpa.£– Amigo,£disse Persival,£vós faredes o que quiserdes,£mas eu ficarei ante esta cela£e de manhãã moverei pós el.£– Pois encomendo-vos eu a Deus,£disse Lancelot,£ca nom sei£porque deixe ir após ele£atá que saiba quem é.£E se nom for de casa del-rei Artur,£haverei batalha com el£em mentre poder firir£com esta minha espada.£Como Lancelot achou ũa ermida£u viviam dous homens bõõs.£Assi se partiram Lancelot e Persival. Persival se foi contra a cela ca havia sabor de ficar; e Lancelot, que era muito
bem se acordavam,£mas nas cousas que o Duque pedia£erã em gram desavemça.£Finallmẽte vieram a cõcordar£que o cassamemto fose feito,£e que el Rey de Castella£dese em dote a sua nora£que avia de ser£a cidade de Soria e a villa dAlmanção£e a villa dAtemça e dEça e a vyla de Molina,£e que dese a Duquesa suua madre£em suua vida£Goadalfayara e Medina del Campo e Olmedo.£E que el Rei de Castella dese mais ao Duque em dinheiro,£por as despesas que feito avia,£seis cemtos mill framcos douro£paguados em
viinha.£E mandou dizer a seu irmãão£el rey dom Sancho£como viinha£per mãdado do Papa,£non por lhe tolher o regno£nẽ por seer rey,£mas pera lhe governar a terra£e seer feita justiça en ella.£E que lhe conhoceria senhorio£como a seu rey e senhor£afora esto£que o Papa mãdava,£ca elle andava mal aconselhado daquelles£en cuja mãão e poder andava.£E el rey nõ quis catar£por nẽ hũa destas cousas;£ante se foi pera Castella ao iffante dom Affonso£e rogouo que veesse cõ elle a Portugall£e que, despois
asperamente do que erão,£ou levar pera Castela£daquele geito que estavão.£Asy que com estes£e outros tais cuidados£çessarão de dormir aquela ora,£não sabemdo que [se] el Rey avia de partir£nem de que guisa via de ser.£E amte que se fose pera a Ribeira£dise Rodrigo Alvarez a el Rey£que pois que sua merçe£era de se loguo partir,£que ele se queria ir com ele,£que não avia geito£de poder ficar na vila£pera defemder aquela sarão,£temdo taõ poucos como comssyguo tinha,£mormente avemdo hy£tamtos portugueses como erão,£que posto
e delleitoso Resplẽdor .£q ho padre nõ podia teẽr se olhos e vysta .£ẽp por ho grãde prazer e deleytacã£q sua alma Recebija£ẽ veer tãta excelẽcia£e fremosura do lume e Resplẽdor .£E a coroa e feycã .£abrãdaua ẽ elle ho themor e spãto .£Dizija q a seu Juyzo£staria assy p spaco quarto de ora .£e assy manssam foy£sobyndo p cyma pouco e pouco£atee de todo ha vista ha£nõ pode veer .£E ouuio hũa brãda voz£q disse p duas vezes .£Falleceo e acabado he .£
de as tangerẽ .£e conhecem aqlls q as afaagam .£e gradecen lho p seus aut .£As bugias qndo he a lũa noua . som alegres .£e qndo he mea e uelha£entom som tstes£. E q a bugia tem dous filhos£trage emnos bracos£o q delles mais ama .£e aqlle q mais pouco ama£trage o aas costas .£E qndo lhe cõuem fugir dos cacadores£qndo os vee chegados hel£he forçado lançar ẽ tra aqlle q mais ama£q leua ant os braços .£mas o q leua aas costas nõ
fundo,£que esto era verdade,£mas que tanto tinham de bem£que os fariam seer sem perigo grande£que, quando o porco assi vinha£de cima pera fundo£e o moço o atendia,£que, por rijo que o porco vinha,£assi como lhe deziam£que ora o moço desse£ou lhe non desse,£o porco nunca se podia teer con elle,£posto que derribado fosse.£E, se se algum tivesse con o moço£quando o assi derribasse,£que os demais dos porcos£nunca se tinham con elle£e por aquella cousa£era muyto sem cajom atendê-lo£de fundo pera cima,
Certas,£se vos em mal viesse,£ningũũ nom havia haver doo de vós,£nem a mim poer culpa.£E entom se leixou ir a el£a espada em a mão£e deu-lhe ũũ tam gram golpe£per cima do elmo£que o elmo nem o alfmofre£nom lhe guareceu£que lhe nom fizesse sintir£a espada no testo.£Mais d’atanto aveo bem a Sagramor£que nom foi a chaga mortal.£A espada era boa£e o golpe foi grande£e ferido de gram força£e foi em Sagramor tam mal treito£que se nom pôde teer em seela£e caeu
o naçer do sol do poer .£e estabeleçeo o dia .£e ordnou os tempos .£e pose a luũa£çerta cousa d andar pelas praças do çeo .£E que afeitou o çeo£de desuairada claridade£de estrelas d mujtas maneiras .£e q pose os mõtes .£e abrio as fontes .£E estẽdeo os cãpos .£e q deu aos ryos virtude£q corressem semp .£e q mandou as aruores leuar fruitos .£e deu as vides razimos .£e aas oliuas virtude d fazer oleo£tambẽ pera fartar come pera alumear .£E q
todo confondudo e deitado em servidõe.£Aquel pensar o meteu em tam grande espanto£que nunca foi em maior.£E u jazia em esto pensando disse-lhi ũa voz:£– Nom te espantes, Naciam,£ca Nosso Senhor te acorrerá£e eu te ensinarei£como seerás guarido de tas chagas.£Fica aa manhã ta lança em terra ali£u quiseres que seja a batalha;£e, ao sacar da lança, nacerá ũa fonte£e aquela fonte seerá de tam gram virtude£que todo homem que for chagado£e dela bever logo seerá são;£e por aquela virtude haverá nom Fonte da Guariçom,£Quando
loguo em ellas quoamto lhe prouve,£dizemdo que mais largamente lhas emviariam£depois per escrito.£Os de Purtuguall£diseram que tães cousas£nam erã pera emmentar per palavra,£nẽ escripto, nem as reduzir a memoria,£sallvo falar em bem de casamemtos£de hũa parte com outra,£e nos boos dividos que aviam£e semelhamtes cousas£todas emdotivas de paaz£e leixar as chaguas soldadas,£que per taees razoamẽtos£tornariam a deitar samgue.£E elles diseram£que nã podia ser doutra guissa,£por bem e comcordia damballas partes,£por verem mais certo que taees eram;£deshy espediramse hũs dos outros£e
Guomçallvez, seu meirinho moor.£E certas remdas em Terra de Basto, e de Penna,£a Alvaro Pirez,£que foi seu veador.£E certas remdas de Barcelos£a hum bom escudeiro£que chamavam Gill Vasquez Fayaom.£E Momtalegre com Terra de Barroso£a Dioguo Gill dAiram, seu alferez.£E Chaves, com todas suas remdas,£a Vasco Machado,£que fora seu page.£E estas terras e remdas£dera o Comde em prestimo a estas XX pesoas,£e cada hũu per ellas£avia de teer certos escudeiros,£pera serviço del Rey e seu,£quoamdo comprise,£como seus vasallos que erã.£E peroo lhe
maneira .£scilicet . que aos seus angeos e spiritos administradores deus mando de tẏ .£scilicet . de ty homẽ sancto qualquer que seJas .£que te tenhã nas suas mããos .£scilicet . que te aJudem e soportem com suas aJudas .£E assy te guardem que nõ brites o pee.£scilicet . o de[....]Jo da tua võõtade na pedra .£scilicet . em algũũ ofendimẽto de peccado donde se conhece£que os angeos som ordenados£pera guardar a ujda dos sanctos£mal Jntrepetou ergo o diabo a escpritura |£dizem os dous daquelles tres agnus dey
dissemos,£trabalhavãse quanto podiam£con seus amigos e conselheiros£de se alçarem con o reyno£e de o defender£a el rey dõ Fernando.£Mas os prelados£a que perteecia de guardar o reyno,£quando ouvyron dizer£como viinha el rey,£sayrõno a receber muy hõrradamente£e outorgaronlhe logo o reyno.£E os prelados forom estes:£dõ Migueel, bispo de Lugo,£e dom Martinho, bispo de Mõdanhedo,£e dom Migueel, bispo de Coyra.£E feito e outorgado esto£per esses bispos£e outros muitos homeens bõõs,£foisse el rey a Manselha e a Mayorga.£E, logo que hy
se hy nõ soar£ou for amẽtado Jhu .£Jhu he mel ẽna boca .£e doçe sóó ẽna orelha .£e alegria spual ẽno coraçõ .£nome manso benigno mjoso .£Exemplo .£caualeyro amaua muyto Jhu o .£e cõ muy gnde amor q lhe auja£foy sse a Jhe .£e andou p todolos scos lugares£hu Jhu o naçeu morreu e resurgiu£e cõusou e fez as outs cousas .£E em fim de todo .£ueeo aql caualeyro ao monte oliuete£hu Jhu o sobiu aos çééos .£e disse asy .£Meu senhor Jhu
ty .£Porq parece q os escarnhos do mũdo som tmynad£ẽ boa auẽturança do homẽ .£E muytas uezes£o senhor ds torna os escarnhos em hõrra .£asy como foy fco£ẽ sam Johm aplo£q foy leuado a rroma .£e reparõ lhe a cabeça por escarnho .£asy como o sandeu em redor .£E este rraymẽto tomou depois a egia por hõrra .£e chamã lhe coroa£asy como sinal de dignjdade Real .£E outsy aqlle£q he escarnjdo ẽ este mũdo .£mais lygeiramẽte ouue ds a sua oracõ .£e depois ẽna
e evydemtes causas,£maiormemte acerqua das pesoas esplamdecemtes£per linhagem e alteza de homrroso estado;£deshi comsyramdo que tu,£com ajuda do mui alto Deos,£per tua prudemcia e valemtia darmas£livraste os ditos regnnos£das mãos dese Joham Amrriquez,£temdoos pela maior parte ocupados,£cobramdo os luguares£que em seu poder tinha,£os quaes se alegraram£por serem tornados a sua amtigua liberdade,£e delle, perseguidor de Deos e noso e da sua Samta Egreja,£vitoria e trihumffo£per divinall graça perpetraste;£avemdo sobre esto com nosos irmãos£assaaz de falamemto per soblene deliberaçaom,£aas tuas sopricaçoes imclinado,£esguardamdo
. e disse lhe .£Sacrifica a estes deuses£que gaba a verdadeira dignidade£Respõdeo emtom sam Uictor .£e disse .£Nõ sacrifico aos deuses dos gentijs .£Ca çuja cousa he para my£que reçebi o bemzimẽto do baptismo .£que o leixe por força£q me faças tu£que hes homem corrompedor .£e posto em grandes presas .£Mas eu nom o farey£E tu faze o q has d fazer .£ca eu bẽ sey£que muyto mais forte he£que ty o que te lida por my£Emtom maximiano . o empador .£e
DO RRECADO QUE Os DALLAMQUER EMVIAROM AO MEESTRE,£E DA RREPOSTA QUE LHE SOBRELLO DEU.£Os moradores dAllamquer£quamdo souberom£que a Rainha era presa em Coimbra,£e o geito que elRei de Castella£com ella tevera,£acordarom todos jumtamente£que era bem£de teerem com o Meestre,£e esto com seu rreguardo,£e çertas comdiçoões;£e emviarom a Lixboa seu rrecado£per Vaasco Martĩiz dAltero,£e Alvoro Fernamdez do Rego;£os quaaes chegarom ao Meestre£e ditas suas emcomemdações,£proposerom per esta guisa:£Senhor, aquelles homeẽs boõs dAllamquer£e nos com elles,£comssiiramdo como somos
outros,£como ele era ja em Leiria£[e] que el Rey de Portugal£se fazia prestes de lhe poer batalha,£a qual se escusar naõ podia,£partio se cada huũ de huũ de seu logar£cõ as mais das gemtes£que escusar poderaõ£e vynhaõ se pera elle,£por ser com ele na batalha.£E isso mesmo fezeraõ hos capitãis£das guales e das naaos£que sobre Lixboa jaziaõ£que se jumtaraõ os mais deles,£asy homẽis darmas e de pee e besteiros£e foraõ se todos pera el Rey,£aly onde estava.£Hos portugueses,£sabemdo como tantas gemtes se
demo em semelhança de donzella .£e deu reposta ao escollar£do q lhe pgũtou .£E estando asy .£passou p aly hũũ saçerdote cõ o corpo de Jhu o .£E qndo o diabóó sintyu a psença do sacramẽto .£ficou os geolhos em tra .£E qndo esto ujo o escolar£disse hora£nõ creeo q este he demo .£ca se o fosse£nõ ficarya os geolhos ao corpo de Jhu o .£E disse o demo .£non sabes q escripto he .£ẽno nome de Jhu o£todo geolho seia ẽclinado das cousas çelestiaaes
coraçom£e disselhes:£- Filhos, tornemosnos,£ca estas aves nollo mostrã.£Tornemonos pera vossa madre dona Sancha£e folguemos hy algũũs dias,£ataa que estas aves corregam;£ca ellas nõ nos mostram£se nom todo mal,£se as passamos.£E elles disserom£que nõ quisesse Deus,£ca os atendya seu tyo dous dias avya,£e que pollas aves nõ curasse nada,£ca nõ fazia a elles aquello,£se nõ ao mayor da hoste£com que todos hyam.£Entom forom adyante£e virõ vĩĩr£hũa aguya caudal pello aar,£dando muy grandes gritos.£E veeo pousar em
malos q fezeste .£e os q nõ fezeste .£E bẽ fezeste .£porq leixaste o veneo do çujo dragõ .£Pois agora aqixa te chegar a fee de jesu o .£e rogo te q me ouças .£e sey daq adiãte mais mãso .£e torna te ja ao boõ siso .£E amigo çebriã refrea em ty a multidoẽ das lagrimas£e coheçe q es homẽ e sente q erraste .£ca ẽ muyto nõ saber heçeste tu os ẽganos do ẽmigo .£e pois tu castiga a ti mesmo .£e nõ queiras chorar tã
de rei Bam.£Mais ora me dezede:£rei Mars é morto ou preso?£– Senhor, disse el, nom,£ca fugiu da batalha.£– Muito me pesa, disse el-rei,£ante eu el quisera que todolos outros,£ca fezera del tam gram justiça£qual deve a seer feita de traedor.£Muito houve rei Artur gram pesar£do que rei Mars assi escapou.£Da outra parte era mui ledo do gram bem£que lhe Deus fezera.£E começou entom per Camaalot a festa tam grande e a lidice,£como se Jesu Cristo decesse entre eles.£E el-rei ar preguntou:£– Veeo Galaaz soo
rey Bucar,£ficarõ hy mortos os #XXII.£E el rey Bucar£e os que cõ elle escaparon,£despois que forõ ẽnas naves,£alçarõ as velas£e forõse pera sua terra.£E don Alvaro Fernandez£e todos os outros cristããos,£despois que os mouros forom vençudos,£roubarõ o campo,£en que acharõ muy grãde aver£de que carregarõ cavalos e camelos£de todo o que lhes melhor pareçeu,£ca tãto foy o aver que hy acharon£que o mais pobre dos cristããos£foy aquelle dya rico.£Despois que ouveron roubado o campo£a toda a sua voontade,£tornarõse pera dona
principaaes d'Espanha fezeron reis,£assi como Cordova, Sevilha, Tolledo e Merida e Elvyra.£E acolheusse toda a jente de companha en Cordova£e jazia hi tam grande gente que maravilha.£E ora aveo assy,£nõ sei por qual razon,£que toda a gente he ida;£e acolheronsse aas serras.£E nõ ficaron con el rei£se nõ quatrocentos cavalleiros,£seus vassallos,£que elle avya£ãte que o fezessen rey.£E nõ ficaron na villa£se nõ os velhos.£E da villa vos digo£que he muy forte.£E enton lhe disse Mugit:£- Entendes que aja hi logar
lhe cortar os pees . e as maãos .£e depois mãdou o dgolar .£e deitar aos caẽs .£E os aãos tomarom o seu corpo£e soterrarõ no muy honrradamente em meo da carreira£que he chamada Apia£emno começo de preçeitaco .£E a sua filha Balbina ficou sẽpre em virgindade .£e estaua semp beyjando o colar da cadea de sam Alexamdre£per quẽ ela foya salua .£E disse lhe emtõ sam Alexamdre .£Leixa aqsta cadea£mais vay e demãda as cadeas do bẽ auẽturado meu snor sã pedro .£e aqlas beija .
os fariseus .£e virõ a pylatus£e disserõ lhe .£Senhor lẽbramos nos q aqle enganador disse£quãdo aynda era viuo .£Ao terçeiro dia resusçitarey .£pois q assi he£manda q sejã postas£sobre o muymẽto guardas .£atee o dia terçeiro .£por q nõ venhã£por vẽtura seus diçipolos .£e furtẽ o corpo .£e digã despois ao pouoo q resusçitou .£E sera emtõ o erro derradeiro peor q o primeiro .£Respõdeo pilatus .£ja vos outros tẽdes as guardas .£hide e ponde lhas£como sabes q cũpre .£Forõ se
sua terra,£salvo de hũa cidade£en que avya de morrer.£E todallas cousas, senhor,£per que eu ataa hora passey£daquello que me ella disse,£todo foy verdade,£ca foron por myn vossos messegeiros£e trouverõme pera vos£que sooes rey no poente£e ouve de vos os filhos£que ella disse.£E agora, senhor,£vejo que soon prenhe£e cuydo que hey de morrer£como me ella disse.£E, quando hora vy£dom Afonso, nosso filho,£servir ãte nos tam apostamẽte£e assi fremoso como he,£nembroume como avya de seer£deserdado por hũa palavra.£E por esto
achei muyto certa per mym,£por que o provei sem o veendo fazer£nem dizer a outro nehũũ cavalgador.£E entendo que£qual quer que sse dello quiser£e souber ajudar,£que lhe sera proveitoso£em o tempo da necessydade;£por que se deve scusar£quando sse fazer poder.£Mas quem se quiser guardar£em todallas ditas cousas£que derribam pera deante,£tenha sempre comssigo avysamento e,£como a besta fezer,£aperte as pernas,£e firme os pees,£e endereite o corpo pera detras£quanto bem poder£em boa e razoada maneira,£com as pernas dereitas ou encolhidas,£segundo a
fose pera ela;£e que estamdo ho Comde em Evora,£soube parte como alguũs castelaõs£entravão furtivelmente na terra£a guisa dalmogaveres£e poos em seu desejo£de tornar delo emmemda,£e que esto foy o azo de sua emtrada.£Mas nos avemos£por mais verdadeira outra emtemção£que delo rezoão,£dizemdo que o Comde£como hera homẽ sages e perçebido£e muy avisado nos feitos da guerra,£que vemdo o desbarato e grão trovação£em que el Rey de Castela£e as gemtes de seu reino£por estomçe herão postos,£que emquoanto lhe durava a dor£daquela grão perda,
Tristam:£– Cavaleiro, leixar vos convém o que levades£ca nom havedes i direito,£assi como eu cuido.£E se o nom poderdes, ferir-vos-ei desta lança£e a perda e desonra toda serávossa.£Como Tristam conhoceu Dondignaos£e Asgare o Triste.£Quando Tristam esto ouvio£que lhe o cavaleiro dizia,£embraçou o escudo£e meteo a espada na mão£e tornou a ele.£E Dondinax lhe deu ũũ mui gram golpe da lança£que lhe falsou o escudo£e quebrantou-lhe a lança em meio dos peitos,£mas outro mal lhe nom fez£nem no moveo da sela.£E
Alvaro Fernandez.£E, despois que el rey conheceu que fora mal consselhado,£mãdou a hũũ dos filhos de Bubecar£que fezessẽ a custa a dõ Alvaro Fernandez #XXX dias,£por que lhe dera maao cõsselho.£E mãdou prender hũũ judeu£que era almoxarife da vila,£e fezelhe tomar quanto avia£e, ẽquanto lhe durou aquele aver,£folgarõ os de Valẽça.£Como Abũmator pedio acorro a el rei de Denia£e como elle quis aver Vallença£Quando aquelle Abũmator vyo o tallãte ?d?el rey£que avya pera o tomar£e que o apremava quanto mais podia,
esto vyo£e como o seu feito fora muy bẽ postado£e que entendeo£que ja el rey seria posto em salvo em sua terra,£partiosse de Bordel£com dom Pellegrĩ de Aunes£e com dõ Pero Martym de Bollea.£E assy andarõ suas jornadas pequenas£ataa que chegarõ a Aragõ.£Como el rey de França£ajuntou sua hoste muy grande£e foy cercar a cidade de Girona;£e de como morreo£Depois que se el rey dom Pedro d'Aragon£partio de Bordel,£per tal arte£como avedes ouvydo,£e el rey de Frãça ouve sabido
vos assy o fazee.£E mãdaae logo fazer as cartas£pera que mha tirem£e a mỹ que me saya de vossa terra.£E dizee a elles£que lhes gradecees muyto o que fezerom,£ca filhos d'algo£nõ devẽ peitar£nem ser pera ello.£E, se esto fezerdes,£aversse am por contentes£e seerã theudos a vosso serviço.£E el rey disse£entom a dõ Diogo:£- E o vosso, como seera£se vos ouverdes dhyr fora de Castella?£- Senhor,£disse elle,£de my nõ curees,£ca eu creo que elles me acharã menos de entre
cõpaneiros .£e logo de como veo sam valentino a roma£por rogo de Cratõ o philosofo .£o propheta a nosso senhor .£e diz .£Secudu altitu doine tua multiplicasti filios hominum .£Que quer dizer£segundo a tua alteza£fezeste mujtos os filhos dos homẽs£Mas aqueles pertençẽ tam solamente£antre todolos outros a nosso senhor£que pmeterom toda ajuda a seu criador .£de guisa que fizerõ coheçer ao seu corpo .£e a sua alma o nosso senhor jesu o£E porẽ o bẽ auenturado homẽ£sam Ualẽtino o bpo de yterãna£fazendo bõa vida
segundo os divydos que antre nos ha,£vos averyam por maao e cruel£e seeryam todos contra vos.£E, assy como sodes de grande sangue£e de bõõ intendimẽto,£catadevos de fazer cousa£que despois nom possades cobrar.£Entõ lhe respõdeu£el rey dom Sancho,£come muy bõõ homẽ que elle era,£dizendo assi:£- Certamẽte, dona,£nũca vos de mỹ receberedes£por o que fezestes£se nõ o que devedes:£muyta honrra.£Ca nũca dona tam bõõ feito fez£como vos fezestes£e sempre este feito seera nomeado pello mundo,£em quanto hy homẽẽs ouver,£e a
quis fazer.£E el rey sacou logo sua hoste£e foy sobre elle.£E, por que el rey£non podia cõbater o castello de Çafra£por que era muy forte,£trabalhousse a raynha dona Biringuella£de poer antr'elles avẽeça per cartas£que lhes fez poer antre sy.£E, feitas as avẽẽças,£partiosse el rey dom Fernando de Molina.£E o conde dõ Gõçallo£quando aquello vyo,£tornousse de cabo aos mouros£e esto por que non podia£aver bem fazer del rey dom Fernando£como el queria.£E por esta razon foisse pera Cordova£e os mouros fezeronlhe
era feito de obra muy marauilhosa£todo d pedra coral .£e as vestiduras eram d’ouro .£E desq foy tragido nas maãos dos sacerdoes£cõ lampadas e cõ grandes vozes .£e disse venustiano .£ex aqui os nossos ajudadores .£Sorĩdo se emtom sam sauino o bpo .£e disse .£E q louco cõselho .£leixar o ds criador d todalas cousas .£e adorar esta pedra tam çuja ?£E disse emtõ venustiano .£Pois nõ som duses estes ?£E sam sauino o bpo disse .£Nom£mas por q saibas que nom som ds
E chegou aa çidade de Leon£e demandou aos monges de sancto Ysidro£que lhe fezessem ajuda.£E elles disseron£que non tiinham que lhe dar.£E ella, con grande sanha,£mandou a seus cavaleiros£que entrassem£e tomassen quanto achassen.£E os cavaleiros£lhe disseron:£- Senhora, entrade vós allo£e dadenolo aca.£E ella, como molher endiabrada chea de soberva,£entrou dentro con suas donas£e tomou quanto achou.£E, en saindo con todo£pella porta da egreja£e teendo hũũ pee fora£e outro dentro,£quebrou per meo do corpo£e morreo maa morte.£
dizer que se fosse pera seu irmãão£pois que lho ẽvyara dizer;£e ẽvyaronlhe aver.£E elle tomou quantos pode aver£assy de Africa como d'Espanha,£daquelles que com elle tiinham,£e foysse seu camynho contra Lombardia;£e passou per França.£Como se alvoraçarom os Spanhooes£depois que Cepiom se partio delles£e do que lhes aconteceo depois£porem Desque Cipion conquistou a Spanha£e a tirou do poder dos irmããos de Anybal£a que chamavõ Magon e Asdrubal,£os Romããos mandaron por elle£pollas grandes guerras e males£que recebyã de Anybal.£E, como foy
pera desputar com os judeus em muitos passos.£Outrosy a trelladaçom dos seteenta e dous entrepetadores£he theuda antre elles por autentica,£almenos antre os estudiosos,£ca aquelles seteenta e dous,£escolheitos d'antre todo o poboo de Israel,£foram asy como excellentes£muyto e muy leterados£e sabhos em lingua ebraica e grega,£segundo diz Josepho£em no duodecimo livro das Antiguidades.£Estes antrepetadores,£quando treladarom o Testamento Velho de abrayco em grego,£nom treladarom senpre hũa palavra da outra palavra,£mais ameude treladarom hũu siso doutro,£mudando alghũas cousas£ou encobrindo-as sagesmente,£a sabendas, as que entendiam que podiam
q a manjnha pario muytos .£Quer dizer q a maniha mais pstes he£pa parir muyt filhos£q aqlla q he pa geerar naturalmẽte .£Porq seg diz sam paulo£q a molhr q nõ he cassada£e a ugem cuida aqllas cousas£q som de ds .£E esto se pode entender dos filhos spuaes£q som concebidos ẽno uẽtre da mẽte£ou ẽna camara do coraçom .£Ca estes som os filhos£das scas cuydaçõões .£s .£as obras e os auctos dos bõõs mãtimẽtos .£aos qaes he duujda a herdade do regno celestal .
de tam grande força£que se britou a perna a el rey.£E o cavallo steve pera cayr em terra,£pero foy fora£e chegou aos seus.£Mas, des que começarõ a lidar,£nõ o pode soffrer o cavallo,£ca era chegado aa morte do grande golpe£que dera no ferrolho,£e leixousse cayr com elle.£E cayulhe sobre aquella perna£e britoulha toda.£E os seus quyserõno levãtar£e poer ẽ outro cavallo£e non poderom,£ca era a perna britada pella coixa.£E entom chegou el rey dõ Fernãdo e prendeoho£e muytos dos seus cõ elle.
dinheiro,£lhe pidiraõ por merçe que tirase de todo,£ca aos reix se seguia dello pouco proveito,£e o povo padeçia muitas sobrançarias dos couteiros,£premdemdo os e levamdo delles gramdes peytas,£asy de dinheiros como doutras cousas£per que eraõ danificados.£Dise ell Rey£que lhe prazia,£e levamtou lhe tall defesa, prometemdo de numca ir comtra ello.£Estas e outras muitas cousas£[que] naõ fazem mimguoa de aquy se escrever outorguou el Rey£com [bom] desejo e vomtade a cidade de Lisboa,£prometemdo e juramdo de os mamter em direito e justiça£e de lhe guoardar todalas graças
sua madre as mandou a sinpliciano ;£as quais agost Recebeo de sua maão :£E ẽ a capella de seu moesteyro£afirmou nõ querer rreceber augoa de bautismo .£senam em dia de pascoa .£E assy Jejuando tres dias£ẽ pam e augoa ;£antes que a alua e manhãa Ronpesse se alleuãtou :£E estas pallauras a seu filho adeodato proferindo disse .£Quãdo ha de seer presente aquelle dia ?£Per uẽtura meus olhos careceram daq dia ?£Empero meu muito amado filho ;£chama te conpanhey :£p q nos vaamos£e nos acheguemos ao
e pela confisom,£se mostra a ley dos mouros ser falsa£"Per a pendença outrosy se mostra,£e per a confissom,£sinal que a ley dos mouros he falsa£e a ley dos christaãos verdadeira£porque os christaãos escolhem juizes,£convem a saber,£os saçerdotes a que se confesam,£que dem sobre eles£juizo dos pecados que fezerom.£E o saçerdote he vigairo de Deus£per razom do sacramento saçardotal.£Mais os mouros nom fazem esto,£mais confesam-se àquele£que lhe nom responde,£nem eles nom sabem£nem podem julgar bem sy meesmos£porque nẽhũu homem£nom he desposto
morada£e de meus hirmaaos he no deserto de ssanar£E disse lhe o Jnfante padre£a mỹ pareçe que ha tua hydade passa de oytẽta anos .£Respondeo o santo homẽ .£sse tu preguntas pollos anos da vida£e da hydade desque eu naçi .£bem esmaste .£ca Ja passa d’oytenta anos .£que eu despendy em vaydade do mũdo .£ca como quer que eu viuiuesse4 ẽ carne .£pois seruja aos pecados£nom era viuo mais morto .£em a mjnha alma .£E porem eu nunca contarey£os dias da mjnha morte£ẽ o
O que a mỹ semelha he esto:£que el rey nõ pode fallecer aa raynha, sua filha.£Mas semelhame cousa de razom£que nosso senhor el rey aja ẽmenda do torto£e sem razon que el rey de Castella fez£em lhe tomar os castellos da sua comquista,£os quaaes lhe ja demandou per muytas vezes.£E agora, pois que o ha mester,£fazello á de boamente.£E, depois que esto ouve dito, callousse.£Entom disse el rei a Fernam Sanchez£que dissesse o que lhe parecesse.£E elle disse:£- Eu outorgo as pallavras que ha
como soube que el rey era morto.£Em este anno£outrossi morreo o papa Stevã£e foi posto em seu logar Formosio, ho primeiro,£e foron com elle cento e onze apostolligos.£Aqui se acaba o reynado de dom Fruella,£que foy hũũ dos quinze reis£despois de dom Paayo,£e começasse o reynado de dom Affonsso,£o cĩquo dos reis de Leom,£e em como elle reynou£e de como leixou o reyno a seu irmãão dom Ramiro£e elle entrou em hordem.£Começasse a sua estorya:£Depois que el rey dom Fruella foy morto,
sua voontade£que levedes daqui£os corpos das santas virgeens,£por que esta cidade£ha de seer conquistada dos cristããos£e quer que fiquẽ aqui£por louvor da fe catholica.£Mas teende por bem£de levardes o meu corpo,£por honrra del rei dõ Fernãdo,£de que recebe muito serviço,£e outrossi por amor de vos.£E elles,£quando esto ouvirõ,£foron muy spantados£por a mui grãde claridade£e odor que o sancto cõsigo tragya£e esteverõ hũa grande peça£que nõ fallaron nẽ hũa cousa.£E entõ os bẽẽzeo o sancto confessor.£E elles acordarõ e pregũtarõ
clerigos,£ca nos non achamos en as cronicas dos reys antigos£que estas cidades e logares£que ditas son ouvessẽ estes nomes,£salvo Sevilha,£a que Hercolles pos nome Ispallis.£Ora vos queremos dizer£como mudaron os bispados de hũũ logar em outro.£Primeiramente, o arcebispado de Merida en Santiago.£E o bispado de Lucena, ẽ Ovedo.£O bispado de Bretona, ẽ Mondenhedo.£E o bispado de Oca, en Burgos.£O bispado de Montanches, ẽ Pallença.£E o bispado de Idanha, ẽ a Guarda.£O bispado de Mentisa, en Geẽ.£E o bispado de Cadis, em Exerez.£O
de amargura que o padre me deu .£nõ queres que o beba ?£Certo esta£que tod os q cõ cutelo ferirã a cutello ham de morer .£e cuydas q eu nom posso rogar o meu padre ?£me emuiara logo .£mais de doze legiões d anjos .£Mas como se cõprirã has escripturas .£q assi conuem fazer se ?£Disse emtõ Jesu .£deixa chegar ho ferido ca :£e em tocãdo lhe a orelha foy logo saão .£Disse logo jesu aos prinçipes dos saçerdotes q hy vinhã .£e aos offiçiaes do tẽplo
uẽẽdo esto maraujlhou se£e ẽtendeo q o diaboo o gurdaua .£E fo sse hu ẽforcauã aqlle homẽ£e começou escõJurar o diaboo£plla utude de Jhu£o q lhe disse£a udade daqlle fco .£porq nõ podia morrer aq||aque homẽ maao .£E o diaboo respondeo£e disse .£Que como qr q elle deseiasse a morte daqlle homẽ .£porq morrya ẽ pccado .£po porq elle fazia hir ao Jnferno tant homẽs .£q ya os diaboos erã cansados£ẽ os leur e receber .£q por ẽ o agurdaua q nõ morresse .£e
e mais ugonçosa e de mayor cõfusom .£Ca certamẽte aqlle he mais apmudo .£sobr o ql reynam muytos .£e este tal he mais suo .£E pella mayor pte muytas torpes paixõõs reynã£sobr os senhores .£pa azo da liuridõe .£Ca ells se sõõe leixar uẽcer dellas .£mais q aqlls q sõ temerosos .£E por ẽ som mais suos estes taaes senhores .£Ca diz santo anbrosyo .£Qualqr q sse qbranta cõ medo .£ou se enlaça ẽ deleytaçom .£ou he aduzido . p cobijcas .£ou he aspo p sanha
he apartado dos muytos .£dos qaes diz o filosofo gatham .£q uee [ ... . ] muy muyt homẽẽs errã ẽ [ . . ] carrey dos boos custumes .£Mas a carreyra do senhor ds pa o suir esta he .£a vida singular e aptada .£E desta ujda diz o senhor ds pllo salmjsta .£Aqle q anda plla carreyra sem magoa . suya£e mjnjstraua a mỹ .£E esta carrey de ds nõ he vida comũũ .£q muyt fazẽ por au hõrra do mũdo .£Em esta carrey andam os mããos ẽ
besta e o que faz.£A quinta, que seja solto em todas cousas que fezer;£e aquy darey brevemente,£segundo bem poder,£avysamento dalgũas manhas que fazem a cavallo.£A sexta, que saibha bem ferir das sporas,£segundo se requere em cada tempo e besta;£e aquy screverei quejandas devem seer as sporas,£e como com paao ou vara se devem governar.£A sse´itema, que traga bem a mãão a todos freos£e bocas de bestas em todo tempo.£A oytava, que sse saibha guardar dos periigoos£que acontecem por as queedas£e topamento das arvores,£de homẽẽs e bestas,
enton enleito por arcebispo desse meesmo logar dom Felices,£arcebispo de Sevilha;£e fezerom ẽ aquelle concelho£dom Festino,£que era arcebispo de Bragaa,£arcebispo de Sevilha;£e dom Fellices,£que era bispo do Porto de Portugal,£fezerõno arcebispo de Bragaa.£E, despois que esto ouveron feyto,£trautarom cordamẽte do ordenamento das igrejas.£E por esto parece ben que,£se a igreja de Sevilha fosse mayor que a de Tolledo,£nõ passaria da igreja mayor o arcebispado aa igreja meor.£Mais os escriptos son muytos£e contamnos de muytas guisas.£E, por que a verdade das estorias he aas vezes
tal saude£q yamais nõ podera padecer .£E por em diz santo agostinho£Tam poderosa fez ds a alma do homẽ .£q da sua muy cõpda bem auẽturãça£q sera dada ẽna fim aos scos .£sob ẽno corpo o conpmẽto da saude£e a forteleza de nũca seer cõrronpido .£Outrosy o homẽ qndo he saao ẽno corpo£anda folgado pellos canpos udes£e pellos montes e pellas serras£e p matas caçando o ceruos£e os gamos e as outs bestas feras e as aves .£Mas o ẽfermo do corpo nõ pode esto fazer .
Anrrique e dom Lourenço Soarez£e Airas Gomez Queixada,£cõ essa pouca cõpanha que consigo tiinhã,£fezeron cõ elles sua esporoada£e forõnos ferir de tal força£e con tanto ardimento£que lhes fezerõ tornar costas e fugir.£E seguirõnos matando£e derribando en elles.£E morreron dos mouros£en aquelle encalço£çinquoẽẽta cavaleiros£e quinhentos peõões,£afora os que se meteron no ryo por escapar,£que morreron hi todos,£ca os cristããos£que andavõ nas barcas os matavõ.£E desta guisa£fezeron en elles gram mortiindade.£Os mouros avyam en costume£de seguir muyto amehude en suas
. mas como qr q a leuasse ala£ao segundo dia q hy chegou .£morreo daqle marteiro£e foy se pa nosso senhor jhu o .£E apos esta paixõ£de sã vidal e de sãta valeria£fala santo ambrosio£escripto p ordẽ segũdo£q auedes ouuido ẽno liuro£q achou a cabiçeira£de sam geruasio e de sã prothasio .£E era hy escrita£outrosy a ygual£depos aqsta paixõ£de sam geruasio e d sam pthasio .£E bẽ assy as conta£por ende todas em huũ sãto ãbrosio .£Mas nos nõ vos cõtamos aq nenhũa
q emgana e corronpe as almas dos suos de ds .£e lhes Reuolue os corações e as uõõtades .£de todo bem e bõõ penssamẽto .£pa q esqueeçam e oluydem sua deuoçom£e uoto q pmetam .£e nõ suam a jhu o . ao ql sse derom£e fezom de ssy uoto em seendo em peqna hydade .£e ssãã sse e ptem sse dos Mos .£e andam uagos in muytos viços£e em ponpas e vaydades do mũdo£e son p este angeo enganados£e tgidos a pdiçom£e a mote p semp pdurauyl .
a lança e redea£e pera toda outra cousa,£andando armado£ou nom trazendo armas,£atam sem empacho£como de pee o faria,£ou se a besta fosse passeiando.£Ho assessegar bem os pees nas strebeiras,£assy que nom ande bulyndo em ellas,£da´ grande ajuda ao geeral£assessego de todo o corpo.£E aquesto se faz£trazendoas em boa iguallança de longura.£E sse custuma trazer£o pee todo dentro,£faça chegar a correa da strebeira£ao longo da perna,£e trazendoas porem de tal longura£que possa trazer os calcanhares razoadamente baixos.£E nom façom do pee perna.£
si conhescendo de si mesmo£as cousas per si£mesmo conhescidas.£Assi, porque o homen non pode fazer nenhum bem£sen aver boo conhescer,£he de força que os monteiros ajam en si boo conhescer e,£en como quer que a todollos monteiros en geeral£pertença aver boo conhescimento,£pera os que andam à busca£compre mays en muytas guisas.£E porque a primeira cousa£que se ao monteiro requere assi he o aprazar£e qualquer que apraza£non pode bem aprazar£se non ouver bom conhescer,£en como quer que muytos o saibam bem fazer,£pero nós non o
E assy p cõ elle p huũ anno .£E porq viujam quasy ẽ liberdade£posto q fossem barões mũj aprouados e p ;£fynalmẽte p mãdado do padre sinplicjano .£ordenou despois s agost antre elles£q teuessem Iũtamẽte a vida ap :£E nom se disesse antre elles cousa p .£Nom se fartaua ag aq dias£cõ hũa ducura maraujlhosa£cõssijrar a alteza do consselho diujnall :£sobre a ssaude e saluacõ da geeracom humana .£Choraua m cõ os cantos dos ỹnos .£e dos canticos suaues da Ig ;£E acendia sse dally hũũ desejo
O primeyro he:£Creer como Ihesu Christo foy cõcebido pelo spritu sãcto.£O segũdo he:£Como naceo de Sãcta Maria uirgẽ.£O terceyro he:£Creer que recebeo payxom£e foy morto e soterrado.£O quarto he:£Creer que descẽdeo aos infernos.£O quinto he:£Creer que resurgio da morte a uida.£O sexto he:£Creer que sobio aos ceeos£e esta a deestra parte de Deus seu padre.£O seytimo he:£Creer que ha de uiinr iulgar os uiuos e os mortos.£Onde quẽ estes quatorze artigos nõ sabe£nõ pode saber a creẽça de Deus conpridamẽte.£Os
ham darmar£que de Castella vem os gualeotes e os dinheiros£pera a armaçaom£e deshi se hajumtam os cavalleiros£com os dAmdaluzia£pera defemder a terra,£e desto se podia seguir£graom perda na cristamdade,£quoamdo os mouros ouvesem tall avemtagem de vos£que o sofrer nam podesees,£e se estas comarquas£nã ajudasem hũas com as outras£como hã de custume.£E se dizees que vos ajudaria voso filho,£jaa vos disemos a duvida£que em esto temos,£por os senhorios apartados£numca se ajudarem asy como devem.£Aimda, Senhor, esguoardamos em outra cousa,£que todollos reis e
homẽ possa saber.£Do termho de Merida£Parte o termho de Merida£pelo termho de Feriz.£E jaz antre o poente£do septentryon de Cordova.£E Merida foy hũa das camaras£que escolheron os cesares£e os reys dos cristããos.£E Merida foy fundada a grande nobreza£e per grande siso£e per grande meestria;£e fundouha o primeyro Cesar£e começouha o segundo Cesar.£E todollos reys£que della forom senhores£fezeron em ella fazer£muy boas obras e muy fremosas£e cada hũũ trabalhou de a lavrar£cõ pedras marmores muy maravylhosas£e cada
e fforos e custumes£que pelos outros reix ouveraõ,£dos quoãis hũ hera que£quoamdo as gemtes [da çidade] hião£a seu serviço a algũ luguar,£que o capitão que hia cõ eles£avia jurdiçaõ em todos aquelles£que da dita çidade hiaõ,£asy em feitos çiveis como crimes:£e que se allgũ delles fazia alguũ herro,£asy na oste dell Rey£como em villa ouu em outro luguar,£que loguo hera emtregue ao capitaõ£e elle fazia delle direito;£e quoamdo alguũ se avia£por agravado do que elle mamdava,£apellava pera el Rey;£e que os tabaliaes da
as tuas obras padre do nosso senhor jesu o .£E aqsto he o que te chamou o nosso ds .£e o nosso senhor jesu o .£ẽno euãgelho quando disse .£Cõfesso me a ty£ds padre do çeo . e da terra£q escõdiste aqstas cousas£aos saibos . e aos ẽtẽdidos .£e dscobriste as aos meninos .£e pois assy he senhor£que tu descobriste .£o teu reyno aos peqnos .£e cõfirmaste as suas võtades£E porẽ graças dou eu a ty senhor£q ouuiste a miha oraçõ .£e liuraste as almas
irmãão£e o reyno desemparado,£passou logo ho mar£e veo logo em Mallega£e tomou logo o alcacer£e fezesse chamar rey.£E, quando esto soube Abis, rey de Graada,£veeosse logo a Mallega£a obedeecer a Idris£como a rey e a seu senhor.£Desy tomou esse Ydris grande cavallaria£e foisse pera Cordova£e despois pera Sevylha.£E, despois que as ouve so seu senhorio,£foy sobre Alcalla del Ryo.£E os de Sevylha£fezerom suas cartas£e posturas com elle,£em como o recebyam£por rey e senhor.£E en esta maneira lhe obedeecerom os de
disse Persival,£essa razom meesma me adusse aqui que a vós,£ca bem assi ando buscando o cavaleiro como vós,£ca bem outrossi aveeo -me hoje com ele£como a vós aveo,£ca me dirribou.£E Gaariet se assinou,£tanto o teve por gram maravilha,£e disse:£– Assi Deus me ajude e salve,£bõõ é o cavaleiro.£– Assi Deus me ajude,£disse Persival,£mui milhor que eu cuidava.£Como Gaeriet se foi depó-lo cavaleiro£e Persival ficou.£Entam catou Gaariet contra a terra£e vio tanto sangue£que se ia da chaga de Persival,£e
os escudeyros hyã muy bẽ armados.£E viinham cõ elle n'aaz dous inffanções de Vallasco£que elle em esse dya fezera cavalleiros£e tres myl peões escudeiros de pee,£que os nõ poderyã melhores achar em nẽ hũa parte.£E o conde consselhou os seus como ouvessem de fazer;£e disselhes, percebendoos,£que se os nõ podessem ẽ esse dya vẽcer,£que, quando ouvyssẽ tãger o corno,£que recudissem todos onde estava o seu pendõ.£E, quando o conde dom Fernã Gonçallvez ouve acabada sua razon, tornaronsse aas pousadas,£por que cada hũũ ja sabia o que avya
E o Duque e suua molher,£quoamdo esto ouvyram,£comtaram lho por gram bomdade,£damdo lhe de sy bom acolhimemto£e prometemdo lhe de lhe ffazer merce,£e traziam no em boa comta,£seguumdo seus iguoaes,£e el vynha por lhe daar peçonha.£E amdamdo el asy,£nã cuidamdo nimguem tall cousa,£por suua maa descriçaom£e pouco avisamemto£veiosse a desavir com hũ seu homem£que desta maldade sabia parte,£o quall o descobrio a el Rei e ao Duque,£que desto ficaram mui espamtados.£E preso por esto£e neguamdo que nã,£e o outro afirmamdo que sy,
muito mais emfamado,£e seu linhagem della em mayor desomrra,£que eram os Comdes£e outros gramdes do rregno.£Porem, fallando em ello per vezes,£todos outorgavom de seer em tall feito,£mas nehuũ nom sse atrevia de seer o primeiro;£e o Comde bem emtemdia que de taaes pessoas£nom era mui seguro,£nom damdo porem£a entemder nada;£mas seu gramde estado£e aguardamento de muitos,£que per aazo dell£aviam gramdes desembargos delRei e da Rainha,£o fazia segurar de todos.£Pero foi assi£que o Comde dom Joham Afonso,£irmaão da Rainha,£quamdo veo de Castella
que a no mundo.£Entõ respondeu a ifãnte aa dona:£- Bẽ vos digo, amiga,£que a mỹ pesa muyto£do mal que padece.£Mas Deus lhe dara a poucos dias consselho,£se vyr que bem he.£Mas tanto quero fazer por el£e outrossi por vos£que mho rogades:£querome avẽtuyrar a veello£e mostrarlhe hey£como me pesa do seu mal.£Entõ foy logo ao castello£onde o conde jazia.£E abrirõlhe as portas£e entrou dentro.£E, quando ella vyo o conde£tam bem feito£e tam aposto como elle era,£prouguelhe muyto.£E
lhes filha embargo de estarem con elles,£e enton afastan-se delles£quando o muyto usam.£E, quando se assi afastam£daquelles que boos som,£nunca podem deprender£cousas que sejam boas para fazer£nem pera dizer£quando mister for,£e desto os que boos querem ser£muyto se devem de guardar£de taaes cousas fazer,£antes devem de folgar£de estarem sempre£antre os que boos som£e pararem mentes nos costumes£que lhes virem que ham£e trabalharem de os fazer£assi como elles fazem.£E, se os algŨas vezes virem fallar£en alguns grandes feitos£que alguns fizessem,
E dom Lopo Diaz£que era dentro,£quando vyo que se non podia sayr,£tomou hũũ froque e hũa aguilhada£e, descalço come lavrador,£e assi se sayu da villa£e se foy per antr'elles£que o non conheceo nẽ hũũ.£E, depois que o conde dom Alvaro£soube como era hido£e vyo que o acoitava a door,£fezesse levar en andes a Touro.£E, quando vyo que era acerca da morte,£tomou o avito de Santiago£e morreo en elle.£E foy soterrado no castello d'Ocres.£E depois desto a poucos dias,£veo conde dõ Fernando a
fazer por nom cayr£a cada hũa das partes.£Em o que a besta faz,£segundo disse,£per que nos pode derribar£pera cada hũa das partes,£avemos ajuda muyto principal£no andar do corpo,£nom tardando nem nos trigando,£em tal guisa que voltemos o corpo primeiro que a besta,£ou fiquemos quando sse ella voltar ou desviar.£Mais per boa sabedoria, segurança e grande custume,£nosso corpo vaa como ella for:£se der a volta das mããos altas, e pernas baixas,£nos andemos com o corpo£algũa cousa baixo pera deante;£e fazendo volta sobre as mããos,£e
de NunAllvarez£estava a este tẽpo£na villa de Portallegre£que ssom quatro legoas do Crato,£omde o Prior com seus irmaãos£aviam estomçe chegado.£E quando soube que seu filho NunAllvarez£nom tornara com elles,£veosse logo alli a pressa£pregumtamdo que era de NunAllvarez seu filho.£O Prior disse que ficava em Samtarem,£e que esperava cada dia por elle;£e ella rrespomdeo£que bem pareçia£que curava pouco de seu irmaão,£e que numca lhe bem quisera,£e que agora o mostrava per obra,£pois que viimdo em sua companha,£nom fezera comta de o trazer comsigo.£
cristãaos e adiantasse a lley sua£E como defendera£que lhe nõ descobrissem£nẽhũa cousa das lazeiras deste mundo£E quãdo o Jnfante Josaphat ouujo esto tomou a pallaura da saude em seu coraçõ£e non Respõdeo nehũa cousa£E a alegria do spritu sancto começou a uijr os olhos do seu entendimento£E el Rey seu padre vinha o ueer ameude£ca o amaua mujto£e hũu dia dise o Jnfante a seu padre .£senhor sabe por çerto que a mjnha alma ha grande tristeza£e grande coidado£que Jamais nunca se parte de mỹ .£porque me
emno tempo de Marco aureleo emperador£E contar vos hemos dos que foram marteirados£emno tempo de Seuero o emperador .£Dos martires que forã marteyrados£emno tempo desse Nero emperador .£e logo da payxam de sam Basilides .£e d como deu o juyz£a sentẽça cõtra santa potamiana .£ho que d suso ouuystes dos outros emperadores£e de suas cruezas£cõtra os seruos de jhesu christo .£Ho emperador Seuero começou a reynar em Roma£em ha era de duzentos e trinta e tres ãnos .£Quãdo andaua ho anno£em que nosso senhor jhesu christo
o farey ljure .£E recebera e au de mjnha casa .£toda cousa q lhe for .£Entõ lhe deu hũũ s q o s .£E mandou q o recebessem em sua casa .£E mandou lhe faz hũũ leito£em na sala em hũũ canto áá entrada .£q q saysse£e tornasse q o uisse .£E q q o uisse£e el comesse .£q lhe mandasse dar de com .£E q de nẽhũa cousa£q lhe mester fezesse .£nõ ouuesse mj̃gua .£nẽ noio . pola nõ au .£E depois q
acerca da cidade de cartaxonja .£e aly peleyou cõ elle .£e os franceses forõ uẽcudos .£Em esta batalha£conhocidamẽte obrou a graça de ds£polla fe catholica .£e plla utude da sca scptura£q el rrey recaydo tomou£e tijnha con todollos seus .£Ca o duc claudio£cõ tzentos barõõs£fez fugir saséénta mjl franceses .£e matou muy gnde parte delles .£porq nõ he cara cousa ao nosso senhor ds£de faz . dar ujtoria£cõ poucos ou co muyt .£falamẽto das p£e cõdiçõõs da sca scptura .£e de como
hũu tam excellẽte feruor£E amor de d e aas Cousas diuinaaes .£q nã de Onze . e doze .£mas de xxx . ãnos£p se poderia mjlhor Julgar seer .£Em ouujr leer e cõtar a vida e doct de nosso S£E dos se ap e s .£E mayorm das s v£q por a ffe e amor de d padecerã tormẽtos e morte .£tomaua muỹ grande p e allegria .£E ẽ esto passaua mais horas e tẽpos evitãdo out Jogos e vaydades .£ẽ que custumã exercitar sse pessoas de semelhante stado
de min£e que faças salua a minha alma .£Emtõ o bpo que ouuio aquello£deu graças a nosso senhor ds .£e bendisse o£e desy emuiou ho£e disse lhe .£Des oje mais conta q es filho da ygreja de jhesu christo£e da orações sem quedar ao teu senhor deos .£Emtõ sam çebriam foy se£pera sua casa£e quebrantou todolos ydolos q hy tinha£e tornou os a nada .£e seue toda noyte£velando em oraçom e dizendo .£Como me quis a my ver o padre da vtude de jhesu o
de deus£que muj mais ligeiro lhe era ssofrer£todas estas cousas tam duras£ca ssofrer as delleytaçoões do mundo£E porẽ nõ foy priuado£do aJudoiro de nosso ssenhor£mais dos sseus trabalhos£segundo a multidoõe das suas doores£e dos seus trabalhos£as cõssollaçoões de Jhesu cristo fezerom alegre a ssua alma£E acabados dous anos£nom quedaua Josaphãt catar o santo homẽ£que mujto deseiaua e Rogaua a nosso ssenhor£cõ mujtas lagrimas£que lho mostrasse£E andando assy£achouo polla graça de deus hũa coua£e peegadas dos homẽes£que hiam per ella£e achou huũ
toda sua mestria£E desq o sãcta serena apsentou a sã sauino o bpo . disse lhe .£Meu snor cõjuro te p jesu o ẽ q tu crees .£e ẽ cuja vertude eu outrosy creo .£que tu ponhas os teus cotos sobre este teu seruo .£e que roges ao senhor do çeo e da terra .£e criador de todalas cousas .£E creo que logo sera alumeado .£Emtõ sã sauino o bpo pose os seus cotos£sobre os olhos do çego .£e começou a dezer chorando£Senhor ds criador de todalas cousas .
disse ao Cide:£- Ẽ salvo dizedes vossos joguetes,£ca bem pagado vos tenho por este ãno,£vos e vossas cõpanhas.£E porem nõ hei em coraçõ£de vos buscar tam cedo.£Entõ se partirom ambos,£cada hũũ pera seu logar,£o conde pera sua terra,£e o Cide pera sua hoste.£E, despois que hi foi,£fez alçar suas tendas£e foisse pera Saragoça,£onde foy muy bem recebido.£E fez muy bem partir todo seu roubo£cõ suas jentes,£em tal guisa que£todos forõ bem contentes e muy ricos.£E os mouros da villa
o tomar£e de poer ẽ ello maão no melhor modo£que me Deos emcaminhar.£E el Rey foy ledo com esta reposta,£pois que lhe outorguava de o fazer.£E emtam fez chamar os do seu comselho,£asy como o Mestre de Cristo e o dAvis e outros senhores e peerlaados£e notefycoulhes as cousas£que em suua casa e Regno correger queria.£E todos com o Comdeestabre,£cada dia postos em comselho,£ordenaram sobre todo como se milhor£e mais serviço seu delle£e proveito do Regno pareceo.£E falamdo loguo na justiça acordaram£que quoal quer que
de gran guisa.£E desi combateron o alcacer.£E os mouros, veendose ẽ grande estreitura£trouverõ preitesia£per el rey de Beeça£que dariam a el rey dom Fernando£quanto aver avya£na villa e no alcaçer£e que lhe leixasse os corpos;£e que lhe daryam mais oiteenta mil maravidiis de prata.£E el rey teveo por bem.£E deronlhe ẽ arrefẽẽs£cinquoeenta cavaleiros dos mais hõrrados£e cinquoeenta e çinquo donas muy fremosas.£E deronlhe novoeẽtos mouros.£E el rey partiohos£pellos ricos homẽẽs da hoste.£E el rey de Beeça£pediolhe as donas£pera as aver en
. E asy o mãdarõ ells gudar aos seu£q depois dells ueesem .£E trabalhassem de lidar p p .£e p bóó exenplo cõt os pccados .£en q o mũdo he ẽuolto .£depois q adam pecou .£e pdeo a Justiça natural£p q era Justo .£a ql se nõ pccara£teueran a todos aqlls£q ueerõ depos el .£E esta Justica£diz sco anselmo£q he hũa dereytura de uõõta£gudada p sy meesma£a ql q nõ gurdou adam .£Por ẽ diz salamõ .£fez ds o homẽ drto .£e
terra.£Assi cuidou rei Mars£a filhar de suspeita rei Artur.£E assi fora sem falha,£mais novas, que toste correm,£chegarom a Camaalot£u rei Artur estava mui triste£dê que sabia verdadeiramente£que já eram muitos mortos£dos da Mesa Redonda£na demanda do Santo Graal£e mal dizia a demanda£e aquel per que fora começada.£E estando assi triste,£veo ante el£ũũ escudeiro da Joiosa Guarda£que lhe disse:£– Rei Artur, eu te trago novas maas£e de grande pesar.£– Par Deus,£disse rei Artur,£se mas boas trouxesses£esto seria gram
outrossy a esta batalha£muytos prelados de Castella,£convem a saber:£o arcebispo de Tolledo, dom Rodrigo,£e dom Tello, bispo de Palença,£e dom Sancho, bispo de Segoyva,£e dom Meendo, bispo d'Osma£e dom Pedro, bispo d'Avilla.£E foron hy outrossi,£d'Aragom, o bispo de Saragoça£e dom Biringuel, bispo de Barcelona.£E os ricos homẽẽs de Castella£que hy foron eram estes:£dom Diego Lopez d'Alfaro,£e os cõdes de Lara,£e dom Alvaro£e dom Fernando£e dom Gonçallo;£e Lopo Diaz;£e Ruy Diaz dos Cameiros£e Alvaro Diaz, seu yrmãão;£e dõ Gonçallo
monte onde se o porco á-de lançar,£en tal guisa que,£quando elle correr,£que non tope nos hom‘es.£E, se o porco vier dereito a elle,£faça fallar todos os da vozaria,£como escrevemos no capitulo xvii do livro i,£e , quando elle vir que lhe assi vem dereito,£mova seu cavalo e faça grande arroido£atá que se o porco desvie delle£e, quando vir que se desvia,£meta o cavalo a correr pella carreyra,£ou a grande correr ou pequeno, ou a galope,£en tal guisa que elle vaa sempre a igual do porco.£Quando esto
stauõ cõ el .£tirou lhe a uestidura de cima delle£e deitou a ẽno fogo£e dise lhe£Asy como recebeste dos bẽẽs do homẽ pccador .£bem assy deues au pte das penas delle .£E dise lhe o out angio .£Nom recebeo elle a uestidura£por auareza nẽ por cobijça q della ouuese£mas recebeo a por saluacõ da alma daqle£por q lha dauã ẽ esmolla .£E dise lhe o angio a furseu .£Aqllo q acẽdeste esto ardeo ẽ ty .£E tnou se entõ a alma ao corpo .£e trouue o
deulhe muitas e nobres doas£que ouvera dos mouros£e deu aas egrejas£muitos bõõs panos de sirgo pera ornamentos.£E depois que esteve en Tolledo algũũs dias,£partiosse dhi£e passou a serra fazendo justiça£e boon regimento na terra.£Mas dom Alvaro Perez£e os outros fronteiros£e el rey de Beeça£con elles foron correr a terra£a el rey de Sevilha.£E sairon a elles os de Sevilha£e os de Exarez e os de Carmona£e os de Telhada e os de toda essa terra£de guisa que eram gram poder de mouros e
reyna em os nossos deuses ?£Respondeo emtõ teofilo e disse .£Como nõ te semelha a ty£q reyna vaidade emnos ydolos ?£q fez o homẽ d madeiro .£ou os dreito ẽ sendo arame£e os limou ẽ ferro .£ou os soldou estãdo em chũbo .£e q os guardã de noyte caães£e teçẽ as aranhas sobre as suas teas .£E os finados q estã ẽ elles sõ cheos de ratos£he adiãtado mẽto eu se aqsto todo .£nõ posso eu bẽ puar .£porq sabes q eu nõ mẽto .£direto he
aqlle corpo q foy criado£cõ muytos ujços£fica muy feeo e de grande fedor .£e dan o aa comer aos umees .£E outrossy a morte mostra£q a sabedoria diabolica .£q ptéece aas hõrras he sandice .£porq aqle q qrya seer senhor£sobr os outros .£lançarõ no so a tra£e póoem sobr elle os pees£os homẽs e os porcos e os caaes .£E esta sabedoria he chamada diabolica .£porq o diabóó foy aqlle£q pmeymẽte a auer hõrra e senhorio .£seendo angio ẽno ceeo .£qndo cobijçou seer semelhante
fyell amjgo de d .£Falleceo£Recebidos cõ m ffe£e deuacõ hos s sacramẽtos .£cõ todo seu entey syso e entẽder .£E lancada a bẽecam a seu filho ho p dom Joham£q depois do dito seu padre foy logo Rey .£e a do netos filhos do dito p .£hũu lidymo f da p dona lyanor .£E out bastardo£q entom Jazendo o dito Rey ẽ cama p falec naceo .£E logo lhe leuãdo as nouas do Menyno£q era nacydo .£nõ pode Ja mais dizer£por a grande fraq£q alleuãtar
ca se acordavã dos malles e tortos£que delle recebiam.£E, depois que esto assy foi acabado,£veherom bõõs homẽẽs pedir aquelle corpo a el rey£pera o averem de soterrar.£E el rei deulho£e foy soterrado£em hũũ cabo da mizquita.£E mandou el rey tomar a cabeça delle£e mandouha a Çoleyma£que entom morava ẽ Citava,£cuydando que,£logo que a vysse,£que se tornaria seu vassallo.£Em aquella sazõ£morava em Tolledo hũũ filho daquelle Mahomat,£que avya nome Abdella;£e era muyto amado de todos.£E Çoleyma,£logo que ouve tomada a
em elles pera domde partiram.£E esta hordenamça£se guardou daly em diamte,£asy naqueles£que loguo tornaraom de Baiona,£como nas cimquo£com que se Affomsso Furtado£partio daquele luguar£pera Imgraterra£por servir el Rey,£como daamte fora comcordado,£amdamdo laa£por espaço de quimze meses.£QUE MANEIRA EL REI MÃDOU£QUE SE TIVESE NOS FFEITOS£QUE FORAM TRAUTADOS PERAMTE OS OFFICIAEES£DEL REI DE CASTEELLA.£Esto asi hordenado,£detriminou el Rey outra comtemda£que era amtre os muitos do Regno£nos luguares que por el Rei de Castella tiveram voz,£moormemte na villa£
desejo da garganta£e d manjares saboros£fazem tra os mandamtos de deos£E contra estes diz salamõ£q ha sabedorija de ds£nom sta nem mora en aqlo£nen ẽ aquelas q comen£e beuem tanto£que se enbeuedam£e comen e beuem£ante hora e depos ora en tal maneyra£q lhe faz mal aas almas e ao Corpo£e ha mester stẽẽça nas mã£q nom faça con elas cousa£tra ho mandamto de ds£e ter las aparelhadas£pa fazr smolas com elas e caridade£e aquelas cousas q plazem a ds£Segundo diz o ppheta
que haviam cambadas.£Tanto que chegarom a ele salvarom-no£e ele os preguntou entom quem eram£e eles se nomearom£e decerom logo.£E Galaaz tolheu seu elmo£e eles os seus£e receberom-se o milhor do mundo.£– Senhor,£disserom eles,£que fazedes vós aqui?£E ele lhis contou todo£como o conto há já divisado.£– E eu atendo aqui£se sairá alguém dos do castelo,£ca já mais nom em sairá cavaleiro£nem outrem que eu nom mate,£atá que o conde faza paz£a minha vontade com sa irmãã. –£No nome de Deus,£disserom eles,
frade,£ca eu cuido que ganharedes i desonra.£– Nom vos em cal,£disse el,£mais, se vos prouver, mostrade-mo.£– De grado,£disse el.£E levou-os entam pera o altar£e mostrou-lhes entam o escudo£que estava de trás o altar,£e o escudo era branco£e tiinha ũa cruz vermelha.£E o frade£lhes disse:£– Vede lo escudo aqui que demandades.£E eles o catarom£e semelhou-lhes que era o mais fremoso£e o mais rico que nunca virom.£E dava i tam bõõ odoor,£como se todalas espécias do mundo i fossem.£Quando lvam o Bastardo
e se lho mais encobrirdes£seredes perjurados e desleaes.£E se ele é tam sandeu£ou tam de boo talam£que vos ele nom quer creer,£vós lhe sodes tam chegados amigos£que o devedes ende vingar£o mais toste que poderdes.£– Se Deus me ajude,£disse Galvam,£eu som aquele£que ja mais nom no creerei,£taa que o saiba mais verdadeiramente£ca per estas pinturas.£E por esso me calarei ainda.£– E eu outrossi,£disse Gaeriet.£– Eu vos digo,£disse Mordret,£que tam toste£que eu poder saber mais certas novas£ca estas nom me
muy forte e muy ben lavrado o seu muro£e ella ẽ sy muy faagueira£e de muy boas casas.£E Carmona foy forte e muy defesa£ataa que se alçou em ella o abbade Joham£e entõ veo sobrella Miraamolym£e destruyoha per fogo.£E des entõ nũca foy tam forte£como ante era,£ca ataa aquelle tempo£nunca tantos veeron£que lhe podesse empeecer per força.£E o seu termho£he dos bõõs que ha em Espanha,£ca todallas cousas£que em elle deytam£todas crecem£e vam pera bem.£E em seu termho£ha muy boas
santo martir£q nõ escapar daqste pigo£fugindo e desemparãdo lho .£E qndo dõ fernando disse aqsto£outorgou se a ello sam Geraldo .£mas como qr q eles aqsto qsessem fazer£nõ auia hy nẽhũ dos q cõ elles vinhã£q ousasse leixar seu caualo hũ pouco£e q deçesse a guiar ha azemela£tanto era grãde o medo .£E poys vindo assy todos diãte£e azemela detras soo mouẽdo se muy adur£tornauã tod os olhos£olhando muy fortemente .£e departiã antre sy£hũs cõ os outros£e dizia .£A nossa alegria toda he
q qro .£mas faço o mal q nõ qro .£e a cne cobijça£cobijca cõtra o spu .£e o spu cont a cne .£Outssy a creatura q he o homẽ .£pello peccado foy grauemẽte mỹguado£dos bẽẽs da graca£q lhe dera o senhor ds .£E assy foy chagada ẽnos bẽẽs da gça£e ẽnos bẽẽs da natureza .£E esto parece claramẽte .£Ca a creatura razoauel£foy muy fremosamẽte fegurada aa ygmagem de ds .£Onde djsse ds .£fazam o homẽ aa nossa ygmagem£e aa nossa simildõ .£E diz
temrra e fresqua na vista dos homẽs,£nesto desvairão em seu rezoar,£porque hũs dizem que£temdo el Rey£que a frota de Castela seria ja partida£de sobre Lixboa,£ordenou que o Comde£e Alvaro Guonçalvez Camelo, Priol do Esprital,£e outros cavaleiros cõ eles£atee oitoçemtas lamças£e seis mil homẽis de pee,£fizesẽ esta emtrada per Castela.£Mas tal opiniã£per nenhũa guisa devemos daprovar,£porque não he de crer que£el Rey aquele tempo emhadese o trabalho sobre o Comde£em que lomguos dias avia£quue fora asaz acupado.£Outros comtão que£porquuoanto ele era fronteiro
elle,£que se vos podese tolher a aguoa dese rio,£que naõ bebeseis dela,£que vola tolhese,£mormente darvos ainda mais mamtimentos£diguo vos que naõ quero.£Emtaõ tomaraõ ysso que lhe dava,£porque delles naõ tinhão outro proveito.£El Rey de Castela a esta sazão£hera na çidade de Burgos,£naõ ousamdo desçerquar Coira.£E porque Martÿ Vasquẽz£e os outros fidalguos da conpanhia£que disemos naõ chegaraõ aimda,£jumtou o Arçebispo de Toledo mil e quinhemtas lamças£pera vir a elles,£[cuidamdo que seriaõ ataa trezentas lamças pouquo mais],£segundo lhe diseraõ.£E quamdo ouve delles vista e
se fazijã muitas deuacões e oracões .£pidĩdo cõ m desejo£a vida e saude desta S de todos£q sẽpre fora e era m stimada .£Mas aq et d a q ella senpre e seruira .£querẽdo a tirar das mis desta mũi tryste vida£e dos lacos e cõbates£q cõ ajuda sua fortemẽte tijnha vẽcidos£e g na et vida dando lhe ssy meesmo ẽ premio£e gloria sem ffỹ .£nõ esg ao q lhe era p todos£cõ tãtos Rogos pidido£e desejado da vida Corporal desta S .£El rrey dom Johã seu
os juizes dadas£e penas dos prisioneiros e as despesas£que se fizeram na guoarda de Badalhouce,£pois por penhora de taees cousas fora pilhada;£por porquoamto os purtugueses£que se pera Castella foram£deram azo da guerra£e dariam adiamte,£posto que paaz ou treguoa£amtre os Reis ouvese,£que porem ẽtemdiam£por serviço de Deus£e asesego de taees feitos£que era bem de serem postos fora de Castella,£caa doutra guissa£em quoamto elles ahi amdasem£nã viam rezaom£como amtre os Reis£podese haver amizade nẽ fiamça,£homrramdo hũ os imiguos do outro.£E que lhe
ambos devem de viver. –£Outrosy, que todos e cada huũ vassalo dos ditos reix,£asy eclesiasticos perlados,£como duques e barõis£e outras quoaisquer pesoas de mayor estado destes£ata ho mais pequeno, posã livre£e seguramemte hir de hũ reino pera outro,£terras e senhorios e partidas deles,£asy por comprar e vemder,£como por estar quanto quiserem£e partir se lhe prouver,£e semdo reçebidos e onestamemte trautados£cõ homrra e bõ guasalhado,£segumdo a comdiçaõ de cada huũ,£pagamdo tais pesoas aos rex£e senhores das ditas terras seus direitos£e custumes quoal se husar nos
sseu orat .£E ally ẽ deuotas oracões e lagrymas£segũdo sẽpre era seu Custume steue sp£atee q foe manhãa£e oras q veyo ho padre q avija dizer a missa E dar o S .£Foy sse esta S muỹ fraca e ẽferma p ho Coro de baixo .£e esteue toda a myssa£e Recebeo a s Comunhõ hijndo ẽ seu graao com as nouycas£segũdo seu s Custume humilde .£Acabado todo . foy sse a sua peq Camarinha e cama . e lancou sse .£por q nã pode mais forcar sse por a grãde
he mais baixo e meos perfeito.£E a vontade de Deus£esto meesmo queria e amaria.£E tal cousa come esta£nom poderia sofrer£a bondade e a justiça e a grandeza de Deus£e a sua virtude e a sua verdade£e as outras suas dignidades,£que todas som hũa cousa sustancialmente£com a sua sabedoria e com a sua vontade,£segundo per vezes£dito e provado avemos.£Ca a sua voontade£nom pode querer£contra a sua bondade£e contra a sua justiça£nem contra as outras suas dignidades".£De como os mouros teem que Jhesu
aquello que creemos,£mais tornades os olhos da verdadeira luz£e porem nom creedes nem entenderedes.£Ora, satisfazendo aa vosa pregunta,£digo que em na plularidade de Deus£convem seer a mayor concordança que seer posa,£ca plularidade he ajuntamento de cousas£que som departidas em algũa guisa£e taaes som as pesoas da devindade,£que som departidas per propiedades pesoaaes,£como ja dito ey,£e ajuntadas em hũa essençia.£E este ajuntamento destas pesoas£que som plularidade de Deus£convem seer a mayor concordança que seer posa,£pois que som juntas em hũa esençia.£E, como asy seja que
mouros que ele avia poderio em este feito,£que lhe era dado tanto como a trinta barões.£¦ E ele conhoçia a molher em no tenpo que andava com seu mestrũu.£E deu ley sobre esto que se podese fazer asy como ele fazia.£E esto se contem em hũu livro que á nome Moata,£em no titolo do lavamento.£E estas cousas e outras muitas fazem os mouros£per sua ley contra a tenperança,£as quaees som defesas pela ley dos christaãos.£E asy he signal que a ley dos christaãos he verdadeira£e a ley dos mouros he
grande maravylha,£assy que contam as estorias antigas£que nũca outra batalha ante desta£foy tan ferida nẽ tã cruel,£assy que dizem que corryam os rigueiros do sangue£assy como a augua da chuyva sobre a terra.£Mas el rey Theoderedo,£a que nõ era escaecido os grandes feytos d'armas£e a grande nobreza dos Godos,£andava muy esforçado na batalha,£matando e feryndo seus ẽmiigos£e esforçãdo a nobre companha dos Godos£que fezesse bem.£E, elle assy andando,£foy ferido de hũa lança£per tal guysa que caeo do cavallo.£E tam grande era a pressa
muyto pequena conta por a del Rey ser acrecentada,£no que elle filhasse sabor,£servindo os com bestas, &] com caees e aves,£sendo muy ledos quando as filhar queria.£Deshi ordenavamlhe joguos e festas por seu bom prazer,£em que as vezes tomase desefadamemto£Se algũa notavel pesoa se queria delle agravar,£per suuas discretas maneiras£e tornavã em sua boa graça,£semdo pera todos seus criados e servidores prestes de demamdar merces e acrecemtamemtos,£como pera os mesmos seus.£Em joguos, perfias, honiõees,£se guardavã muito de ser comtra a temçaom de seu padre,£mas acarretavaom delle tall
Pero Botelho,£Vasco Louremço Meirinho,£Gemes Lourẽço Cabeça,£Alvaro Guarçia de Faria,£Estevaõ Lourenço Guaio,£Estevaõ Fernamdez Lobo,£[Diogo Lopez Lobo,£Fernão Lopez Lobo].£Destes e doutros£que aqui naõ saõ escritos£foy el Rey mui bem servido,£e o ajudou Deus naquele dia£e despois ao diamte£como ẽ seus logares podeis ver.£DE COMO JOAM FERNNAMDEZ E EGUAS COELHO£VIERAÕ DA BEIRA£PERA SER CÕ ELREY NNA BATALHA.£Ja em seu loguar tocamos como,£quamdo el Rey mamdou Alemtejo£e ordenou de partir dAlamquer,£emviou chamar os fidalguos da Beira,£comvẽ a saber:£Gonçalo
e a carne .£e deitarom lhe pela boca chũbo feruẽte .£o juiz ouuio aqsto .£Feze o alçar mais de terra .£e a cabo de hũa hora passada .£disse lhe o juiz .£Homẽ mesquiho . sacrifica aos deuses nõ mortaes .£e aue merçe de ty mesmo£E respõdeo entõ o bem auẽturado sam Bonifaz .£e disse .£Homẽ muy mesquinho .£nõ as vergõça de me dizer sacrifica .£a my que nõ quero ouuir nada dos teus ydolos .£ca tu e eles pareçedes vos .£E o juiz que foy muy
o conto a falar deles e torna a Galaaz.£Como Galaaz chegou a ũa casa de ordem de frades brancos.£Ora diz o conto£que pois Galaaz se partiu de rei Carados£andou todo aquel dia.£Ao serão chegou a ũa casa£de ordem de frades brancos£que estava em ũũ vale.£Tanto que chegou i,£os frades receberom-no mui bem£e pensarom dele£como de cavaleiro andante.£Pois preguntarom̃lhi donde vĩia.£E el disse£que vĩia de Camalot.£– E, por Deus,£disserom eles,£rei Artur pôde-se tẽer£contra seus enmiigos?£– Desto vos direi eu,£disse£
Amigos,£se aquy ha algũũ de vos£que fosse consselheiro£ou consentisse ẽ a morte del rei dom Sancho ou o soubesse,£digao e nõ o negue,£ca ante eu quero cõ meus filhos£yrme pera terra de mouros£que seermos vẽçudos ẽ cãpo£e ficarmos por aleyvosos.£Entõ responderõ todos£que nõ avya hi tal£que o soubesse nẽ lhe prouvesse ,£nem Deus nõ o quisesse.£Desto prougue muito a dõ Airas Gonçallo£e mandoulhes que se fossem pera suas pousadas.£E escolheu logo delles os quatro£que lidassem cõ o cavalleiro£e que elle queria
dos mouros em cẽto e oyteenta ãnos.£E avya que nacera£ataa que morreo£trinta e nove annos e quatro meses e oyto dias.£E foy homen dereito e de boa justiça.£Como reynou hũũ filho de Osmen£Depois que este foy morto,£ergerõ por rei hũũ filho pequeno£e nom quiseron atender outro filho mayor£que elle avia,£que fora conquerer terras aalem mar£e levara grande gente£pera fazer guerra per mar.£E, quando este irmãão mayor£soube da morte de seu padre£e soube o que fezerõ,£pesoulhe muyto.£E veosse, con
acostumada as coussas aspas .£e aviuẽta se cõ as amargosas .£E por ẽ o mãyar da sca scptura£he doçe ao coraçõ£q he boca da alma .£e he amgo ao vent£q he boca da carne .£Este liu da sca scptura£çarrado e seelado .£foy abto e declarado p Jhu o .£q declarou e descobu os segredos escondid da sca escptura .£Onde diz sam Johãm ẽno apocalipsy .£uẽçeo o liom de tbu de Juda e Raiz .£de daujd pa abr o liu .£Ca Jhu o he dcto lyom por
por bem£e tomou os castellos£que se alçarom cõtra el rei de Vallẽça£e deulhos.£E, quando esto soube o conde,£ouve seu consselho com Benalffage£como poderia hyr contra o Cide.£E, feyto o acordo,£ajuntou o conde quanta gente pode aver£des o Gronho ataa Ebro.£E desy ajuntarõsse elle e Benalfage£e foronsse£hu estava el rei de Saragoça.£E Benalfage pos suas pazes com elle£e deulhe grande aver.£E, despois que esto ouverõ feito,£forõsse a el rei dom Afomso£que era entõ ẽ Mourõ£e rogaronlhe£que lhes desse algũa ajuda de cavalleiros
eram dez . oras .£ella Chamou a madre p . fezesse vĩjr os padres .£Mandou q lhe leuãtassẽ mais a cabeceyra .£Comecarõ lhe muỹ fortes doores de vẽtre .£E ella oolhãdo p a madre p disse lhe .£Madre ẽ ysto me Comecou .£e nysto me quer acabar .£Comecou muỹ de Ryjo chamar por nosso S .£morte e payxam sua .£E por nossa S .£dizẽdo m e muỹ doces palau£e deuotos v do psalteyro .£Como vyo os padres ante ssy . disse .£Padres padres . esta he minha
dos poderios a que esto mais pertemçe,£dizemdo em nome de nos todos:£O Christo Jesus,£imagem de Deus Padre,£poderoso em vertude£e forte em nas batalhas,£muitas graças e louvores te damos£que por a tua imfimda piedade£quyseste oulhar por os portugueses£o dia de seu grão trabalho,£por lhe dar homra de vemcimento£comtra a sanha de seus crueis imiguos!£A tua magestade umildosamente pedimos£que esta tua devota çidade£e o outro reino seu ajudador£aias sempre em tua emcomenda e goarda,£semdo sempre seu capitão£e sua fortaleza,£per cuja parte ameude oramdo,£diguamos
q era molher muy velha .£e muj hõrrada .£e q ouuera muytos fillhos .£mas todolos ẽuiara ante sy£ãos a nosso snor jhesu o Feze a vijr o juyz£ante sy cõ santa dyonisa .£e com sancta amonaria .£E porq nõ qserõ negar£feze as atormẽtar todas tres£de muytas maneiras£departidas de tormentos .£mas em cabo cõ vergomça£que ouue de seer vemçido d molheres .£mãdou as degolar .£E dsta guisa£reçeberõ marteiro£estas quatro donas sanctas .£E segũdo mais compridamente£vos comtaremoss o seu feyto£emno liuro das virgẽs
aa rainha£e por que seus filhos£non herdassem o reyno de Leon.£E, quando viron que erraron£en dar o castello a Sancho Fernandez,£por que era da parte da raynha,£moveron outra preitesia£a el rey de Leon£que lhe leixariam o castello de Santivanhes£e que lhe desse o castello de Tedra£e con elle dez mil maravidiis.£E el rey teveo por ben.£El rey dom Anrrique£foisse pera a raynha, sua yrmãã,£que estava en Leon£e pediolhe o castello de Tedra£que eram suas arras£que lhe dera el rey de Leon.£E ella
seu sobrinho ordenassem has batalhas£o melhor he mais discretamẽte que podessem£he elles fezerõ no así£he ordenarõ tres batalhas£he derõ hũa ao emperdaor .£he a outra a titus£he a outra ao maestre salla .£he foy con o emperador Jacob£he con titus jafel£he con o maestre sala o sobrinho de jafel£he titus con a grãde voõtade que tinha£quis a primeyra batalha£he foy lhe outorgada P o emperador .£he logo ajudou deos£a todos aquelles que con elle erã£he derom tan forte nada batalha de pilatus£he ronperõ duas
nõ podia seer mais poderoso£senõ o melhor .£E por ẽ a gente de tra de frisya£nõ ham ant sy dignjdades .£nẽ leyxam q algũũs seiam postos ẽ senhorios£nẽ ẽ alteza ant ells .£mas p titullo d'amjzade obedeecẽ aos Jujzes£q escolhe cada ãno ant sy .£q ordenam e regẽ a prol comunal .£Esta tra de frisya he ẽnos tmos mays baixos de gremanya .£E tragẽ os cabellos da cabeça cerceados em redor£E qnto som mais nobres£tanto se tẽẽ por bryosos andar mais cerceados .£e he gente forte e
outra besta£e que se fosse em pos elle.£E dizem que£loguo em ese dia aveo asy£que açerqua daquela porta£onde azemela morreo,£o espirito malino tomou hii omem£e ffalou delle muitas cousas,£antre as quuães dise£que elle matara aquela azemela,£cuidamdo quue por a morte dela£o Comdestabre naõ fose maes adiante£homde avia de fazer£muitas boas cousas,£e que ele£tam graõ ffee levava comssyguo£que se naõ torvou nenhũa cousa,£nem deixou de comtinuar seu caminho;£e que se repemdia£do que tinha feito,£poeis que mais nao aproveitara.£Ho Comde cheguou
feitos,£e como emademdo mall a malles,£ese dito Joham Amrriquez costramgeo£de lhe obedecer as gemtes a ell ssogeitas,£e de todo em todo£eses regnnos de Portuguall e do Alguarve£se esforçava ocupar e posuir,£a cujos perversos cometimemtos e esforços£os ditos povos e perllados£proveitosamemte resistir£nam eram abastamtes,£pois de Rey e defemsor pertemcente£de todo careçiam.£E receam do que elles e os ditos regnnos£ao depois viesem£a poder e tirania do dito Joam Amrriquez£e a obediemcia dese Amtipapa,£em perjuizo gramde de suas almas e pesoas:£que portamto,£queremdo elles prover
pesoas de que se elle comtemtase.£E que el Rei de Castella£perdoasse a todallas pesoas,£de quall quer estado£e comdiçaom que fosem,£que tiveram a parte do Duque£e lhe deram villas e castellos,£recebemdo o por senhor.£E que esta trautaçaom e renũciaçaom£se emtemdese assy:£que el Rei dom Joham de Castella,£e o Iffamte dom Amrrique£depois delle,£posuisẽ os regnnos e senhorios£que o Duque demamdava,£e os netos e bisnetos£deste Iffamte e de sua molher£legitimamẽte descemdemtes.£E se esta dona Caterina e seu marido£nã ouvesem filho nẽ filha que herdase
muitas graças ao Senhor Deus,£cuja merçe fora de ho asy ordenar,£ho Comde afirmou estomçe£e contou a el Rey desta guisa£quele vira hamdar huũ homẽ da parte dos castelaõos,£bem armado em çima de huũ cavalo,£e que no trajo e geito£que com ele tinhaõ os que ho acompanhavaõ,£que lhe pareçia£e asy o tinha sẽ duvida£que era dom Pero Alverẽz Pereira,£Mestre de Calatrava, seu irmaõ.£E amdamdo asy antre os outros,£que ele vira hir hũa lança pelo ar,£da parte dos portugueses,£naõ muy levantada da terra,£quoanto podia ser huũ
Triindade e o corpo de Jhesu Christo.£Ergo per esto naçe signal£que a ley dos mouros he falsa e a dos christaãos he verdadeira,£pois que os mouros nom husam desta virtude da prudençia".£Diz de como a rainha arguiu com os mouros sobre a ffe£"A forteleza he auto e obrar contra as tentações,£e contra os pecados e he omildade de coraçom.£E trago hũu tal eixenplo",£dise a rainha catolica.£"Se alghũu homem quer ganhar hũu castelo ou mil frolĩis£e mais forte seera gaanhando o castelo ou os mil frolĩis£e mais
atrybullado .£por a grãde forca q vija os ditos S lhe£Come cauã a faz p o tal casamẽto£. Screueo logo suas Cartas£muỹ humyldes e piedosas£aa madre prioressa£Ja dita M d’atayde .£E a todas madres e irmãas£suplicãdo e pidindo lhes affycadamẽte£lhe socorrã e ajudem£cõ suas s oracoões£em q muyto cõfyaua .£ẽ esta tã grãde pressa£na q se vija£mais ap q todas as outras£por estar fora desta Casa antre elles .£Tornou el rrey ho out dia£logo cõ mais affycamẽto£de Rogos e Razoões£aa dita
em nome da raynha e lho gradeceo muyto.£E, tanto que el rey foy em Osca,£mandou a seus ricos homẽẽs£que com elle viinham e a outros que hy achou£que logo em outro dya fossem prestes pera vĩĩr a elle,£pera com elles aver de fallar de grande cousa e necessaria.£E, logo ẽ outro dya forom ajuntados todos estes,£o bispo d'Osca, o abbade do moesteiro d'Aragon, Fernam Sanchez, Byringel Guylhelme de Tença.£E mostroulhes el rey a carta da raynha sua filha£e demandoulhos que lhe dessem consselho£em qual maneira responderia ao que lhe
Como per a graça special£algũũs som sem receo.£Nom embargante que,£pera aver qual quer boa manha ou virtude,£he necessario a graça special£de nosso senhor deos,£porem neeste caso eu declaro assy:£Se algũũ homem£geeralmente em seus feitos£recea mais do que deve,£e acertandosse em algũũ feito periigoso el se mostra tam sem receo,£que por ello ha honrra,£e scusa grande mal –£que diremos que faz esto,£senom graça special?£E assy veremos algũũs,£que som sem receo em todos seus feitos,£e algũa vez cayrem em grande myngua e
te partires da côrte del-Rei Artur,£ca eu bem sei£que nom morarás i mais de ũũ dia£ca a demanda do Santo Graal£se começará tanto que tu i chegares.£E eu te demando ta companha,£assi como tu ouves,£que eu sei tua santa vida£e ta bondade mais ca tu.£E nom sei no mundo£que me tanto pudesse confortar dês oi mais£como de veer tam santo cavaleiro como tu seerás£e como tu veerás maravilhas a que darás cima.£Ca Deus,£que te fez nascer em tal pecado como tu sabes,£por mostrar seu gram
como sam Luperculo apareçeo a Sauino£emna sua egreja .£e o deitou fora .£e moreo muy desonrradamente .£todolos outros£q errarom cõtra sam Luperculo .£e foron emenda [ … ]£a sua egreja veo hi huũ .£q auia nome Sauino .£e q auya todo corpo ynchado tã fortemẽte .£q fedia tam mal .£q a penas semelhaua homẽ .£E este porq£nõ podia vijr em seus pes .£Mãdou a seus homẽs .£q o leuassẽ .£e o metessẽ dẽtro£emna egreja£por fazer hi emmenda .£E desq o ouuerõ
lhe como has nome ?£E ele respõdeo£segundo o nome q a mj poserõ meu padre .£e miha madre£Põçiano som chamado .£mas o mayor nome que eu heu aão he .£E disse emtõ Fabriano . o juiz .£Mançebo de bõ logar£tolhe de ty aquesta descreẽça .£ca o ero te ha feito£que leixas os deuses piadosos£e que adora o homẽ£que soffreo muj grande perseguiçõ de çidade em çidade .£e que he todo o dia apedrado .£e nom te podera ajudar .£Pois achega te e adora os deuses
seis£e o emperio de Justyno ẽ nove£e o de Locaryo, rey de França, em treze£e o dos reys arryanos ẽ saseenta e cinquo£e o de Illderico, rey dos Vandallos, em quatro£e o de Teuderigo, rey dos Estrogodos, em trinta e dous -£em este ãno£o emperador Justino o mandou que desterrassem£e matassem todollos arryanos£onde quer que os achassem.£E teve por bẽ£que fosse o papa Johãne a Costantinopla£con este mandado£e que o demostrasse hy£e o preegasse per toda a terra.£E o papa foysse pera allo.£E, quando
segundo o uso que elles veem£que os alaãos igualmente nas armadas filham os porcos,£para quando acontescesse£que lho perguntasse seu senhor,£que lho saybam bem dizer£en como se correrá aquelle monte£ou como se tomará aquelle porco£que tivessem aprazado.£Capitulo xxix,£en como devem fazer aquelles que puserem a vozaria,£depois que a tiverem posta£Ainda os monteiros que aprazam,£posto que saibam£en como se an-de poer estas vozarias,£ainda lhes fica de saberem hŨa cousa£que he muyto nescessaria£para virem en perfeiçom£de saberem en como poderam filhar aquelle porco
p sentẽça£q fosse qymado viuo .£E bẽ assy foy feyto .£E dsta guisa morreo o bẽ auẽturado sã matario .£e reçebeo nosso snor a sua alma .£E por ẽde vos leyxareos agora£aq d falar delle .£e contar uos hemos de sam epimato .£Da payxam d sam Epimatho .£e logo de como morreo queimado .£assi os gẽtios raiuãdo£pelas casas buscando os aãos como auedes ouido£e estãdo o juiz assẽtado£ẽna seda espando os quã vijriã£como caão faminto£q atẽde a uiãda .£prẽderõ elles hũ sãto homẽ£q
Outssy este nome Jhu he espantoso .£porq ha en sy poderio e dereytura .£e por em aqlls q som direytos amã Jhu o£Onde diz salomõ£ẽnos cantares do amor£falando do esposo Jhu o .£Os q som direitos amam ty .£E diz out pphta .£Tu senhor asiuaste ao teu nome£espantoso e louuadeyro .£o ql todos temem .£Ca o tremẽ os angios£cõtemplando a tua psença .£e temẽ os homẽẽs£atendendo o teu Juizo .£ham pauor os demõõs .£sentĩdo a tua muy gnde utude .£porq o uulto do
E dally o corrya tres vezes no dia£e viinhalhe ataa as portas da villa.£E tal guerra lhes fazia£que lhes non leixava nenhũa cousa.£E tomaron os mouros delle tal medo que,£quando os meninos choravon,£se lhes diziam:£"Callate, ca vem Meendo",£logo se callavã.£E tanto os apremou,£fazendolhes todo mal,£que se ouveron de dar por preitesya£a el rey dom Fernando.£Depois que el rei ouve tomados todos estes logares,£e outros que non dizemos,£deu delles aas hordẽẽs da cavalarya£e delles aos bispos.£E, depois que os teve repartidos,£afortellezou e
quizerdes,£per outra maneira e nom desta guisa.£ElRei cuidando neeste feito,£pareçerom lhe as rrazõoes boas,£e rrompeo a carta e nom foi emviada;£e assi escapou o Comde Joham Fernamdez£de nom seer morto.£E depois desto,£seemdo elRei dom Fernamdo doemte£e muito aficado daquella door que morreo,£ao seraão na noite que sse finou,£estava hi o Comde Joham Fernamdez£com aquelles que eram presemtes.£E quando vio que nom avia em ell£outro rremedio se nom morte,£rreçeamdosse muito do que feito tiinha lhe seer acooimado per alguũ,£aaquella hora ouve tam gram temor,£que
Deus,£asy como elle obra hordenadamente e determinadamente,£e nom confusamente e sem determinaçom,£como asy seya que nom convem a Deus£obrar confundidamente£e sem çerta determinaçom,£per esta guisa£nom he d'outorgar£que Deus ouvese poder tomar£e ajuntar em sy muitas humanidades.£Nem he de outorgar£que o Padre e o Sprito Santo£podesem tomar carne,£se bem consirado for£o seu obrar e a sua conperaçom£segundo a grandeza da bondade£quanto à humanidade de hũu Christo£e de hũa pesoa£[...]£porquy a pesoa de muitos homens£nom pode seer hũa,£ca muitos homens som
bem tẽẽs tu a ta morte£tam vizinha como eu.£E entom lhe deu ũũ tam gram golpe£que lhe meteo a espada£até os meolos£e Danubre caeu chagado a morte.£E Gamenor se pôs sobre ele£e começou-lhe a desenlaçar o elmo£por lhe talhar a cabeça;£e Danubre, que bem vio que morreria£e que havia vontade de vingar sa morte,£quando vio que entendia Gamenor£em tolher-le o elmo,£foi-lhe ergendo a abãa da loriga£e meteo a espada per ele£e el se estendeo com a coita da morte£e caeu morto da outra parte.
leguoa.£E estas eram as gemtes£que a el Rey diseram,£sobre as quaaes teve comselho£e acordaram que sem mais tardamça£movese apresa o arraiall£e pasase a parte dalem;£e que se os podesem tomar£que seria muy bom começa.£Começaram emtam amdar£cada hũu quoamto mais podia.£E cheguando per acerqa de Momçaom,£pediram a Dioguo Guomez dAbreu,£Alcaide daquele luguar,£que mamdase hũu seu escudeiro,£que chamavam FernamdAires,£que lhe fose mostrar o vao.£E elle e outro que diziam Joam Vasquez,£foram ambos por serem guia delle.£E cheguaram ao vaao das estaqas,£que naquele
em ũũ leito.£E pero espertou-se polo cavalo de Lionel£que começou a rinchar.£Quando ele vio a dona soo£deceu por folgar£e por lhe preguntar algũa rem da sua fazenda.£E pôs em terra£sua lança e seu escudo£e liou seu cavalo£a ũa estaca do tendilhom£e entrou dentro.£E ela, que era mui cortesa,£recebeu-o mui bem£e disse-lhe:£– Senhor, sodes cavaleiro andante?£– Dona,£disse el,£si.£Mas porque o preguntades vós?£– Senhor,£disse ela,£por vos fazer quanto serviço£e quanta honra poder mais,£pois cavaleiro andante sodes.£Ora seede
nomeada do seu nome estendido£per toda a terra e per todo ho mundo£que o mandou o emperador buscar£muy afficadamente per todallas partes£e de todo coraçõ .£Mas porque homẽ de tam grande nomeada£nom se poderia esconder longamente .£em cabo foy achado£e aduzido ante Africano o adiantado .£De como sam Foças se razoou com Affricano .£o adiantado£que estaua assentado en sua seda£hu suia julgar os preitos .£q o bem auẽturado sam Focas foy tragido£ante Africano o adiantado£Mandou africano guisar a seda£em que suya de julgar£e
do Padre.£Em no qual Filho folgua o Padre,£naturando-o e entendendo-o e amando-o£e fazendo-o infiindo e eternal,£nom entendendo£porem o Padre que,£nom seendo o Filho infiindo nem eternal,£fazendo-o infiindo e eternal,£em tall guysa que de nom infiindo£e de nom eternal£fez infiindo e eternall.£Mais senpre eternalmente he o Filho feito£infiindo e eternal pelo Padre,£asy como sobredito he das outras dignidades de Deus.£Outrosy o Padre e o Filho£folguam fazendo infiindo o Spritu Santo£e amando-o e fazendo-o eternal,£nom entendendo porem£que fazem eternal e infiindo de nom eternal
Eu vijm a esta çidade por hõrrar a festa .£he así señor fazee de mi o que for vossa merçee .£empero señor rogó vos que me tomees en vossa merçee .£he quando o emperador entendeo has pallauras d’ãbos de dois .£respõdeo primeyramente a pilatus he disse lhe .£se pilatus quisieres entregar a çidade£con todos os que de dẽtro están£pera fazer nossa voõtade£Eu a tomarey£he nõ en outra guisa .£he depois disse a el rey archileus .£bem ves tu que nõ he rezam£que nos te tomemos en nossa merçee
. Em aql dia vijnhã os homẽes todos£bem cedo aa igia .£e eu fuy me com elles£e cheguey ããs portas da igia .£E qdo foy hora de adorar a sancta uera cruz .£qria eu entr na igia con os outos .£em tal guysa era embgada£e de hῦῦs e doutos empuxada .£q nõ podia em nẽhũa guysa£entr cõ a cõpanha na igia .£E qria me chegar aas ptas£pa veer a sancta cruz .£e aadur podia chegar a ellas£e esto cõ choro e gnde tbalho .£E qdo eu
