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Introdução: Na pandemia COVID-19 os enfermeiros enfrentaram desafios éticos e morais sem precedentes ao cuidar de pacientes infetados, em medicina intensiva e a resiliência moral tornou-se uma habilidade crucial para lidar com situações complexas e garantir a prestação de cuidados de qualidade. Objetivo: Mapear na literatura estratégias facilitadoras na construção da resiliência moral pelos enfermeiros que cuidaram de doentes infetados pelo SARS-CoV-2 com necessidade de cuidados intensivos. Métodos: Foi desenvolvida uma Scoping Review, na EBSCO e Web of Science, com metodologia da Joanna Briggs Institute e utilizadas as diretrizes do modelo PRISMA-ScR. Identificados 115 artigos publicados entre 2018-2023, sobre o tema, restando 4 estudos, depois de aplicados os critérios de inclusão. Resultados: Os enfermeiros que cuidaram de doentes com SARS-CoV-2 experienciaram mais angústia moral do que aqueles que não foram expostos a estes doentes; os moralmente resilientes conhecem os seus pontos fortes, limitações e núcleo moral. A resiliência moral pode ser cultivada através de estratégias que enfoquem a esperança, compromisso e a autoeficácia. Conclusão: A resiliência moral é uma solução promissora para a angústia moral frequente em contextos de cuidados intensivos, logo, deve ser desenvolvida essa competência nos enfermeiros, contribuindo para o seu bem-estar e para a qualidade dos cuidados de enfermagem.
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