Os tensionamentos da disputa intersubjetivista: a desaparição do patrimônio cultural na cidade de Lages/SC
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Este artigo insere-se no campo da preservação/reinvenção do patrimônio cultural como lugar de disputas multidimensionais num espaço-tempo de crises, a partir dos tensionamentos socioculturais explicitados pelas subjetividades envolvidas na intervenção executada na Praça João Ribeiro, situada do berço citadino de Lages/SC, entre 2019 e 2020. Tal obra resulta, entre outros aspectos, na iconoclastia do monumento dedicado a Getúlio Vargas, projetado pelo pioneiro arquiteto João Argon Preto de Oliveira em 1955 e implantado em 1958; bem como na substituição do piso cimentício original com figuras alusivas à serra catarinense por revestimento não figurativo de pedra basalto. Diante disso, objetiva-se refletir criticamente acerca da conservação/descarte de bens materiais e, em concomitância, da persistência/apagamento de memórias traumáticas, amparando-se essa discussão no intersubjetivismo definido por Viñas (2021). Por conseguinte, almeja-se especificamente identificar os diferentes valores imbricados na gestão do legado lageano e os conflitos daí decorrentes e, então, verificar qual projeto ideológico é efetivamente ratificado.
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