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ADAPTA: GESTÃO ADAPTATIVA DO RISCO CLIMÁTICO DE SECA

Souza Filho, Francisco de Assis; Oliveira da Silva, Samiíia Maria; Formiga-Johnsson, Rosa Maria; Nelson, Donald Robert; Alexandra Nauditt; Lars Ribbe

São Paulo, Cape Town, Cidade do México, Los Angeles são apenas alguns dos maiores centros urbanos quem enfrentaram a escassez de água nos últimos anos. Pelas demandas das populações humanas e as alterações no regime hídrico devido às mudanças do clima, a escassez de água se tornará cada vez mais um problema não intermitente, e sim, um desafio cotidiano e continuo. Atualmente já há populações significativas que não possuem segurança hídrica em anos chuvosos, e menos ainda durante escassez. Para diversas regiões, as projeções do clima salientam a redução de disponibilidade hídrica, pondo em risco economias, populações humanas e o meio ambiente. Embora o sistema de gestão de água no Brasil tenha avançado nas últimas décadas em busca de regimes mais ágeis e adequadas, as secas recentes em São Paulo e no Nordeste deixaram evidente que ainda há muito a ser feito.

 

É neste contexto que surgiu a pesquisa interdisciplinar Gestão Adaptativa do Risco Climático de Seca como Estratégia de Redução dos Impactos da Mudança Climática – melhor conhecida por Projeto ADAPTA.  

O Projeto ADAPTA tem dois objetivos principais:

i)          Dimensionar a vulnerabilidade dos usos e usuários de água, atuais e futuros, perante o risco climático de seca; e

ii)         Propor estratégias de gestão adaptativa como mecanismo de aumentar a sua resiliência no contexto de intensificação das variabilidades e mudanças do clima.

A pesquisa é um trabalho acadêmico, porém a sua finalidade visa a aplicação dos resultados na gestão de água. Portanto, os resultados das análises providenciam, através do seu desenvolvimento e o aprimoramento, estratégias e metodologias que subsidiem a elaboração e implementação de políticas públicas para a adaptação e resposta da sociedade às mudanças climáticas. Trabalhando com estudos de modelagem física e social, a intenção e de contribuir conhecimento acadêmico para tornar mais transparentes os passos necessários para estimular a adaptação da sociedade às mudanças do clima futuro numa maneira sustentável e resiliente.

Foram estudadas duas bacias hidrográficas bastante distintas em termos físicos, socioeconômicos, políticos e institucionais. A bacia do rio Jaguaribe, na região semi árida do Ceará, tem uma vocação agrícola; e a Bacia do rio Paraíba do Sul, uma bacia fortemente urbanizada e industrializada da região sudeste, compartilhada entre os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Ambas as bacias são altamente estratégicas por serem mananciais de abastecimento de regiões metropolitanas, de um lado, e por possuir  em instituições e experiências de gestão das águas consideradas como avançadas no contexto nacional, de outro lado. Embora as diferenças econômicas e demográficas as bacias se disponibilizam de características em comum que justificam a sua comparação analíticas. Ambas são mananciais de abastecimento de regiões metropolitanas de grande porte. Elas possuem instituições e experiências de gestão das águas consideradas como avançadas no contexto nacional e possuem complexidade física, política e institucional, oferecendo ambiente excelente para aprendizagem, inovação, desenvolvimento científico e tecnológico.

Os Resultados do PROJETO ADAPTA são apresentados neste livro.

Maiores informações sobre o projeto podem ser encontradas no sítio eletrônico http://www.adapta.ufc.br/

 

 

 

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