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Ngola Mbandi e a possibilidade de um quadro depressivo em Angola Antiga

Silva, Sílvio Geraldo Ferreira da; Ferreira, Ana Clara Prado

Ngola Mbandi foi um dos soberanos do Reino do Ndongo durante o período inicial da dominação portuguesa em Angola. O monarca teve um papel importante para a manutenção da soberania do seu reino, embora não tenha protagonizado um governo longevo. No contexto sócio-histórico em que foi regente, Mbandi acumulou algumas derrotas, fato que permitiu, em certa medida, o avanço das tropas invasoras. O presente trabalho busca, através de uma perspectiva comparada entre literatura e história, analisar a possibilidade de NgolaMbandi ter sido acometido por uma doença que ainda não era conhecida nos século XVII; a depressão. Tendo em vista o governo de perdas, este pode ter sido um gatilho para a desestabilização psicológica de Mbandi. A história e a literatura apresentam muitas versões sobre a causa da morte do soberano, como envenenamento, suicídio e tristeza. Sabe-se que a versão mais difundida é a morte por envenenamento, porém, neste trabalho, manteremos o foco na possibilidade de morte em decorrência de um quadro depressivo, uma vez que a literatura e a história também dão margem para esta versão. A possibilidade de Mbandi ter cometido suicídio também pode ser compreendida como um traço depressivo, assim como o possível isolamento dele na Ilha Kindonga após repetidas derrotas nas batalhas contra os portugueses. Esta investigação justifica-se por buscar compreender o governo e a morte de NgolaMbandi e, com isso, objetiva contribuir para a disseminação do conhecimento sobre Angola Antiga através das possibilidades proporcionadas pela literatura e pela história.   

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