Uma rapariga de 7 anos sem antecedentes de interesse foi encaminhada do seu centro de cuidados primários por apresentar uma lesão na face direita, algo pruriginosa e dolorosa, que não tinha melhorado após tratamento oral com amoxicilina/ácido clavulânico, prescrito quase desde o início durante as duas semanas anteriores. O exame revelou um nódulo eritemato-violáceo na face direita, frio e macio ao toque, bem demarcado, medindo 1,5 cm de diâmetro. Nenhuma adenomegalia regional era palpável, embora houvesse uma ligeira queratose pilaris na pele das bochechas.

Dada a suspeita clínica da FAPF, e informada pelos pais da benignidade do processo, foi acordado com eles não realizar uma biopsia de pele e prescrever um acompanhamento regular, juntamente com terapia com metronidazol em gel à noite. Duas semanas mais tarde houve uma drenagem espontânea de um material purulento de sangue do centro da lesão, com posterior resolução progressiva do nódulo ao longo de cerca de 6 semanas. As culturas para bactérias, fungos e micobactérias do exsudado drenante foram negativas. No entanto, após a resolução da lesão nodular, as telangiectasias residuais persistiram na área afectada, as quais atenuaram lentamente ao longo de 10 meses de seguimento. Aconselhamos o doente a submeter-se a check-ups até à resolução completa do processo e avisamos da necessidade de consultar o médico se aparecerem sintomas ou sinais clínicos sugestivos de rosácea ocular (secura ou vermelhidão do olho, blefarite, calazion, fotofobia, perda de acuidade visual).


