Um homem de 62 anos de idade, diagnosticado radiologicamente em Setembro de 2003 por TC de um tumor estenosante do cólon sigmóide com metástases nos gânglios linfáticos regionais e no fígado (fase IV). Foram feitas biópsias endoscópicas da neoplasia, cujo diagnóstico foi adenocarcinoma intestinal. Foi considerada não previsível e foi tratada com uma colostomia paliativa no cólon transversal e quimioterapia de primeira linha com protocolo FOLFOX (oxaliplatina-5-fluorouracil-leucovorina). Foi reavaliado após 6 ciclos, mostrando estabilização tumoral, e no final de 12 ciclos foi observada progressão tumoral com gânglios linfáticos distantes e metástases adrenais. Em Março de 2004, a paciente apresentou dor mandibular e inchaço de 3 semanas de duração, tendo sido observado um tumor vegetante na gengiva mandibular anterior direita. Um TAC cervical mostrou uma lesão sólida no osso hemimandibular direito em erosão, de 4 cm de diâmetro, compatível com neoplasia gengival, sem linfadenopatia. Foi realizada uma biopsia, mostrando uma neoformação independente da mucosa superficial, que era composta por glândulas atípicas e irregulares de formas e tamanhos variáveis, com um revestimento colunar e mitoses abundantes. Utilizando técnicas de imuno-histoquímica, o tumor era positivo para citoceratina (CK) 20 e CEA (antigénio carcinoembriónico), e negativo para CK7, o que levou a um diagnóstico de adenocarcinoma metastásico altamente compatível com a origem intestinal. Recebeu 4 ciclos de quimioterapia de segunda linha de acordo com o protocolo FOLFORI (CPT11-5 fluorouracil-leucovorin), e radioterapia analgésica gengival, sendo observada a progressão da doença e deterioração progressiva, e saindo 9 meses após o diagnóstico da metástase gengival. Não foi realizada nenhuma necropsia.


