Uma mulher de 42 anos frequentou o Departamento de Cirurgia Maxilo-facial do Hospital Universitário Marqués de Valdecilla em Santander (Espanha) durante vários dias de desconforto na articulação temporomandibular direita (ATM).
O paciente relatou ter clicado na ATM direita durante vários anos sem qualquer outro sintoma que o acompanhasse.
O exame físico não revelou anomalias dento-esqueléticas. Apresentou uma abertura oral sem dor máxima (MAO) de 45 mm, clique recíproco TMJ (no início da abertura e no fim do fecho), desvio posterior e protrusão superior a 10 mm. Dor selectiva na palpação do masséter e pterigóides certos.
Foi tirada uma radiografia panorâmica mostrando a duplicação condilar esquerda.

A ressonância magnética (RM) de ambos os TMJ mostrou a presença de deslocamento anterior do disco, que foi reduzido à abertura na TMJ direita. Na ATM esquerda, a morfologia do côndilo era impressionante: bifidez anteroposterior e a presença de um derrame articular de grau II. Para completar o estudo de imagem, foi solicitada uma tomografia computorizada (TAC) de ambas as ATMs, que confirmou a existência de um côndilo anteroposterior bifidiano esquerdo sem qualquer evidência de alterações degenerativas.

O paciente foi tratado de forma conservadora com uma tala de descarga, relaxantes musculares, anti-inflamatórios, calor local e uma dieta suave. Com este tratamento ela melhorou clinicamente e é actualmente acompanhada em check-ups de rotina no nosso departamento ambulatorial.

