Uma mulher de 69 anos de idade veio à clínica com repetidas infecções respiratórias. A paciente não referiu alergias ou hábitos tóxicos, era hipertensa tratada com amlodipina e apresentava hipotiroidismo tratado com levothyroxina. Tinha sido submetida a uma histerectomia com dupla adnexectomia 20 anos antes. Ela relatou uma história clínica de 10 anos de infecções respiratórias frequentes, predominantemente no Inverno, embora também presentes no Verão, consistindo em tosse, dispneia, sibilo e expectoração purulenta. Também relatou ortopedia. O exame físico revelou auscultação cardíaca rítmica, sem murmúrios ou extratonos e auscultação pulmonar com rhonchi isolado. Foi observado edema perimalleolar nas extremidades. A espirometria foi realizada com o seguinte resultado: FVC 67%; FEV1 56%; PEF 73%; FEV1/FVC 68%, teste de broncodilatador positivo. A difusão de gás pulmonar é ligeiramente reduzida, sendo 72,6% do valor de referência. A radiografia do tórax mostrou cifoscoliose sem outras anomalias. O TAC mostrou áreas de enfisema e bronquiectasia em ambas as bases, mais evidente no lobo médio. As análises ao sangue mostraram apenas um défice de AAT (30 mg/dl). A fibrobroncoscopia foi realizada sem resultados significativos. Com estes resultados, foi realizado um fenótipo AAT, que mostrava o tipo ZZ. Diagnosticado com asma e D-AAT, o tratamento da asma foi iniciado com melhorias significativas. Inicialmente, a terapia de substituição D-AAT não foi realizada, uma vez que ela manteve uma função pulmonar aceitável.


