Uma mulher colombiana de 25 anos foi admitida no nosso departamento de obstetrícia por apresentar ruptura de membranas com 24 semanas e 5 dias de gestação.
Não tinha qualquer história familiar ou pessoal de interesse. História ginecológica: menarca aos 14 anos de idade; M.F.: 3-4/32. Num exame de gravidez de rotina realizado às 20 semanas de gestação, foi-lhe diagnosticada condilomatose vaginal. Exame à admissão: o paciente estava apyretic. A inspecção da genitália externa revelou múltiplos condilomas vulvoperacionais. TV: cérvix formado, posterior e fechado. Havia abundância de água clara a fluir. Ultrasom: feto em cefálico longitudinal. Posterior placenta, ILA 8 (índice de líquido amniótico). F.C.F. positivo. Peso fetal estimado: 641 g.

Foi iniciado o tratamento com antibióticos intravenosos e realizada uma série de testes complementares (hemograma completo, serologia, culturas de fluidos vaginais, rectal e amniótico, e teste de hibridação para HPV), cujos resultados são apresentados no quadro 1, e que levaram ao diagnóstico de corioamnionite.

O trabalho foi desencadeado uma semana mais tarde e devido à presença de corioamnionite e imaturidade fetal foi permitido progredir. O parto foi espontâneo, com um feto masculino vivo de 690 g, pH da artéria 7,24 e pH da veia 7,48. Teste Apgar a 1 e 5.5. Placenta de 167 g, hipermatura com sinais de corioamnionite. Após o parto, foram realizadas biópsias da vagina e do períneo, cujos resultados foram: condiloma acuminatum da vagina e condiloma acuminatum do períneo, respeitando as bordas.
O recém-nascido morreu aos 40 dias de vida.

