Homem de 64 anos, diabético e hipertenso. Tinha uma doença renal crónica grave (fase 5 com GFR 11 ml/min/1,73 m2). Programada para artroplastia total da anca direita devido a coxartrose grave. Foi submetido a hemodiálise na véspera da operação, sendo o seu peso "seco" de 69 kg. Às 9:20 da manhã realizamos anestesia espinhal com uma agulha de broto de 25 G (Pajunk®) com 2,5ml de bupivacaína 0,5% (12,5 mg) obtendo um bloqueio completo sem incidentes. Às 10:00 da manhã é aplicado um penso de fentanil de 25 µg/h (sistema terapêutico transdérmico -TTS). A operação foi sem incidentes. À chegada à unidade de recuperação pós-anestésica (PRU) (12:30 a.m.) é iniciada uma perfusão de 6 gramas de metamizol durante 24 horas (em 500 ml de soro fisiológico a uma taxa de 21 ml/hora). O paciente é admitido na unidade de dor aguda pós-operatória (PACU) mantendo o penso de fentanil durante 48 horas e alívio da dor com 200 µg de fentanil transmucoso oral (máximo a cada 4 horas com um máximo de 4 doses por dia). Às 16:00 ela foi descarregada para a enfermaria com uma pontuação de 2 na escala visual analógica (VAS). Às 22:00, devido a um pico de dor, é administrada uma dose de fentanil transmucoso oral; este diminui após 15 minutos. Às 12 horas após a remoção do adesivo (60 horas após a operação) surgiu outro pico de dor, exigindo um segundo fentanil oral. A EVA no 2º e 3º dia foi 0. Foi no 3º dia, coincidindo com a mudança da cama para a poltrona, que o doente relatou náuseas que diminuíram com ondansetron 4 mg i.v. Durante a sua estadia aos cuidados da ADU não teve vómitos, prurido ou obstipação; a qualidade do sono e do descanso nocturno foram bons.


