Menina de 11 anos de idade na altura do diagnóstico de entorse de tornozelo esquerda tratada em Traumatologia Pediátrica. Foi diagnosticada com CRPS do tornozelo e pé esquerdos pela Reumatologia Pediátrica e iniciou o tratamento farmacológico; como não obteve alívio, foi encaminhada para a Unidade da Dor.
Foi inicialmente tratada farmacologicamente sem obter um alívio adequado da dor, pelo que foi decidido (com informação prévia e consentimento parental) implantar, na sala de operações e sob anestesia geral, um cateter epidural lombar, iniciando, através dele, uma infusão contínua de anestesia local durante duas semanas. Durante este tempo, o alívio da dor foi total, mas cessou quando a anestesia local foi interrompida. Por esta razão foi decidido (com informação prévia e consentimento parental) implantar, na sala de operações e sob anestesia geral, um eléctrodo octopolar nas cordas medulares posteriores para estimulação da perna esquerda. O sistema foi programado quando o paciente estava acordado, conseguindo uma localização muito boa das paraestésicas. Duas semanas mais tarde, o paciente foi revisto e continuou a responder bem à dor e outros sintomas, pelo que foi decidido implantar um gerador de impulsos implantável e programável e ligá-lo ao eléctrodo. Actualmente, ela continua a ser tratada com estimulação da medula espinal com remissão total da condição.

