Uma mulher de 77 anos de idade com um único historial de hipertensão arterial. Apresentou um quadro clínico constituído por ataxia de marcha, incontinência de esfíncteres e perturbação de funções superiores. Os estudos de neuroimagem mostraram dilatação do sistema ventricular, pelo que, com a suspeita de CAH, foi colocado um AED. Trinta horas após a colocação, o paciente começou subitamente a apresentar dores de cabeça e vómitos não associados ao ortostatismo. Não houve deterioração do nível de consciência. O saco de drenagem continha 510 ml de CSF. Um TAC cranial mostrou um hematoma no hemisfério cerebelar esquerdo, arranjado transversalmente, com pouco efeito de massa. Tendo em conta os resultados e a situação clínica do paciente, foi decidido remover o DLE e tratar de forma conservadora. A ressonância magnética cerebral realizada antes da admissão tinha excluído a patologia subjacente. Após cinco dias, a paciente teve alta com recuperação para o seu estado pré-mórbido.
Não foi implantada nenhuma válvula de derivação, uma vez que não houve qualquer melhoria com a colocação de DLE.

