Uma paciente do sexo feminino de 9 anos de idade que a partir dos 3 anos de idade apresentou protrusão ao nível da raiz nasal. No último ano, antes da admissão, foi detectado um aumento desta deformidade, o que provocou alterações cosméticas e ansiedade com problemas de escolaridade.
O exame físico revelou apenas uma protuberância frontal sobre a raiz nasal, sem dor à palpação ou outras descobertas patológicas relevantes.

A tomografia computorizada craniana (TC) e a ressonância magnética (RM) mostraram deformidade do seio frontal, sem ocupação do seio; paredes sinusais de espessura normal. Não foram encontradas lesões intracranianas. Havia também uma lesão parietal direita concomitante compatível com a displasia fibrosa.

O estudo hormonal revelou níveis dentro da gama normal para a sua idade.
O paciente foi submetido a cirurgia e foi feita uma incisão coronal, expondo o osso frontal e a raiz nasal e revelando uma protuberância do seio frontal. Procedeu-se à fragmentação e remodelação da parede anterior do seio, preservando a mucosa, utilizando um bisturi ultra-sónico. O defeito ósseo foi reconstruído com malha reabsorvível (ácidos poliláctico e poliglicólico). Além disso, a lesão parietal foi ressecada e remodelada, substituindo o córtex interno.

O paciente não teve complicações pós-operatórias e teve uma evolução favorável. O resultado cosmético subsequente foi óptimo. O estudo histológico da lesão parietal foi não patológico. O paciente foi acompanhado clinicamente apenas durante um ano, devido à mudança de residência por razões familiares, e não houve provas de recorrência ou desconforto na região da operação.

